"Deus me respeita quando eu trabalho. Mas me ama quando eu canto."

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quarta-feira, janeiro 12, 2011

Um discurso para entrar para a História!

Após a leitura, assista o vídeo e observe a verdade, dita por um nordestino, com calma e serenidade ímpar no congresso nacional.

Aos 86 anos, recusa profeticamente a comenda "Dom Helder Camara".

‘ATENTADO’

A atitude do bispo surpreendeu senadores.

Num ataque ao Congresso, o bispo disse que o aumento dos parlamentares deveria ter seguido o reajuste do salário mínimo. Por isso se transformou em um “atentado” aos direitos humanos dos brasileiros.


Discurso de Dom Manuel Edmilson da Cruz, Bispo Emérito da Diocese de Limoeiro do Norte – CE, durante a outorga da Comenda de Direitos Humanos Dom Helder Camara, conferida pelo Senado Federal, no dia 21 de dezembro de 2010

"A surpresa chegou aos meus ouvidos à noitinha, quinta-feira 16 de dezembro. Como o alvorecer da aurora e a vibração cantante de um bom-dia. Mais que surpresa: era como se alguém de extraordinária generosidade tivesse enfocado uma libélula projetando a sua leveza e levando-a a atingir as proporções de um águia ou de um condor.

Passa por esse crivo o meu cordial agradecimento ao senhor Senador Inácio Arruda, aos seus ilustres Pares que o apoiaram e a todo Congresso Nacional.

Pensei, em vista dos meus oitenta e seis anos, em receber essa honraria por meio de um representante. Mas Congresso Nacional merece respeito. Verdadeiro Congresso Nacional é sinal de verdadeira democracia.

A honrosa condecoração, porém, dos Pais da “Pátria”, (como diriam os Romanos “Patres Conscripti”), me faz refletir. Precatórios que se arrastam por décadas; aposentados, idosos com suas aposentadorias reduzidas; salários mínimos que crescem em ritmo de lesmas... depois de três meses de reivindicações e de greves, os condutores de ônibus do transporte coletivo urbano de Fortaleza, dos cerca de 26% de aumento pretendido, mal conseguiram e a duras penas, pouco mais de 6%, quer para a categoria, quer para o povo, principalmente os pobres da quinta maior cidade do nosso Brasil.

Pois é exatamente neste momento que o Congresso Nacional aprova o aumento de 61% dos honorários de seus Parlamentares que em poucos minutos chegam a essa decisão e ao efeito cascata resultante e o impõe ao povo brasileiro, o seu, o nosso povo. O povo brasileiro, hoje de concidadãos e concidadãs, ainda os considera Parlamentares? Graças ao bom Deus há exceções decerto em tudo isso. Mas excetuadas estas, a justiça, a verdade, o pundonor, a dignidade e a altivez do povo brasileiro já tem formado o seu conceito. Quem assim procedeu não é Parlamentar. É para lamentar. Prova disto? Colha na Internet.

Bem verdade é que a realidade não é assim tão simples e a desproporção numérica, um dado inarredável. Já existe – e é de uma grandeza bem aventurada! – o SUS; o bolsa família. Aí estão trinta milhões de brasileiros, que da linha de pobreza, às vezes até da indigência, alcançaram a classe média. É verdade a atuação do Ministério da Saúde. Existe o Ministério da Integração Nacional. É verdade! Mas não são raros os casos de pacientes que morreram de tanto esperar o tratamento de doença grave, por exemplo, de câncer, marcado para um e até para dois anos após a consulta. Maldita realidade desumana, desalmada! Ela já é em si uma maldição. E me faz proclamar em pleno Congresso Nacional, como já o fiz em Assembléia Estadual e em Câmara Municipal: Quem vota em político corrupto está votando na morte! Mesmo que ele paradoxalmente seja também uma pessoa muito boa, um grande homem. Ainda não do porte de um Nelson Mandela que, ao ser empossado Presidente da República do seu país, reduziu em 50% o valor dos seus honorários.
Considerações finais

Senhores e Senhoras,

Sinto-me primeiro, perplexo; depois, decidido. A condecoração hoje outorgada não representa a pessoa do cearense maior que foi Dom Helder Camara. Desfigura-a, porém. Sem ressentimentos e agindo por amor e por respeito a todos os Senhores a Senhoras, pelos quais oro todos os dias, só me resta uma atitude: recusá-la! Ela é um atentado, uma afronta ao povo brasileiro, ao cidadão, a cidadã contribuintes para o bem de todos com o suor de seu rosto e a dignidade do seu trabalho. É seu direito exigir justiça e eqüidade em se tratando de honorários e de salários. Se é seu direito e eu aceitar, estou procedendo contra os Direitos Humanos. Perderia todo o sentido este momento histórico. O aumento a ser ajustado deveria guardar sempre a mesma proporção que o aumento do salário mínimo e da aposentadoria. Isto não acontece. O que acontece, repito, é um atentado contra os Direitos Humanos do nosso povo.

A atitude que acabo de assumir, assumo-a com humildade. A todos suplico compreensão e a todos desejo a paz com os meus sinceros votos e uma oração por um abençoado e Feliz Natal e um próspero e Feliz Ano Novo! DEUS SEJA BENDITO PARA SEMPRE!"

Fonte: e-mail

terça-feira, agosto 11, 2009

EM SE COMPRANDO TUDO DÁ … VOTOS

Os homens são tão simplórios, e se deixam de tal forma dominar pelas necessidades do momento, que aquele que saiba enganar achará sempre quem se deixe enganar.(Maquiavel)

Nunca na história deste país se fez tão pouco caso da honra, de tal maneira se desprezou a ética, tanto se usou de meios escusos para corromper, para enlamear instituições, para comprar consciências. A amarga sensação que fica é a da total perda, por parte de um grande número de homens públicos, de qualquer noção de honestidade, de dignidade, de honradez.

O atual governo, contrariando todos os princípios apregoados enquanto estava na oposição, abandonou completamente o decoro no trato da coisa pública e partiu para o uso de um verdadeiro rolo compressor, comprando tudo e todos a sua volta, desde que possam, de alguma forma, interferir em seus objetivos.

Recordemos o esquema do mensalão, quando um grupo de aliados do Presidente, gente de dentro do governo, usou meios escusos para organizar a maior quadrilha jamais montada em qualquer lugar do mundo, com o objetivo de comprar o apoio de parlamentares e, em última instância, perpetuar no poder seu grupo político.

O então Procurador-geral da República, Dr Antônio Fernando de Souza, apresentou uma denúncia contundente contra os principais envolvidos no escândalo. Ficou de fora o Presidente da República que alegou desconhecer o esquema. Em termos jurídicos, a desculpa valeu. O Procurador-geral retirou-o da denúncia por não ter encontrado evidências firmes de seu envolvimento. Agora, firulas jurídicas à parte, parece pouco provável que alguém, dotado de capacidade de reflexão, tenha acreditado na história. A ser verídico o desconhecimento, cairíamos na dúvida que, à época, circulou na internet: será que temos um Presidente aparvalhado, incapaz de entender fatos que acontecem ao seu redor, protagonizados por seus mais íntimos colaboradores?

Em outra vertente, há o Bolsa Família, sem dúvida o maior programa de compra de votos do mundo. Trata-se de um programa que gera dependência, antes de estimular o desenvolvimento humano. As pessoas atendidas, recebendo o benefício sem nenhuma necessidade de contrapartida, ficam desestimuladas até de buscar emprego. Mesmo a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) chegou a afirmar que o programa “vicia” e que deixa os beneficiários “acomodados”.

Não é que alguém seja contra a minorar a aflição de quem tem fome. O problema é que o programa parte de uma premissa falsa ao confundir pobreza com fome. A esses últimos é mais do que justo assistir com recursos públicos. Aos pobres, a melhor ajuda que o governo poderia dar é investir corretamente em educação. Mas não, confundindo conceitos, prefere manter um Bolsa Família hiperdimensionado, gastando recursos que fazem falta à educação, uma vez que, assim como está, o retorno nas eleições, em termos de votos, tem sido muito compensador.

A comprovação de que não são todos os pobres no Brasil que estão famintos veio de uma pesquisa do IBGE, realizada em 2004 – Pesquisa de Orçamentos Familiares. Em uma parte dessa pesquisa, ficou constatado que o índice de pessoas abaixo do peso estava menor do que aquele considerado normal pela OMS. E, para a perplexidade dos que acenam com a necessidade de combater a fome para manter e ampliar o programa, verificou-se que, entre nós, a obesidade é um problema mais crítico do que a fome.

Não satisfeito em aliciar parlamentares para sua base de sustentação política e populações desassistidas para aumentar suas possibilidades eleitorais, o governo trata, também, de evitar qualquer problema nas ruas, em termos de manifestações públicas de desagrado contra os muitos desvios de ética praticados por seus correligionários e aliados. Nada melhor, então, do que colocar a União Nacional dos Estudantes igualmente em seu balcão de negócios.

É assim que o governo, da mesma forma que faz com sindicatos, resolveu patrocinar a UNE. As verbas federais, dessa forma, passaram a irrigar o movimento estudantil, seja em termos de patrocínio, como aconteceu em seu último congresso nacional, seja com a destinação de alguns milhões para a reconstrução de sua sede, seja, ainda, com o pagamento de generosas “mesadas” a seus dirigentes.

Com isso, foi neutralizado o espírito combativo que era a marca do movimento estudantil e eliminou-se toda possibilidade de agitações de rua indesejáveis. Um exemplo disso ocorreu no referido congresso, quando houve um protesto contra a CPI da Petrobras. Em outros tempos, seria a UNE a primeira a se mobilizar para exigir a completa elucidação dos fatos. Agora, sem sequer conhecer os resultados de uma CPI que nem começou, faz o protesto. Passam por cima da necessidade de se investigar denúncias de irregularidades em uma empresa cujo maior acionista é o governo, em um congresso que era patrocinado por esse mesmo governo. E o presidente da UNE tem a desfaçatez de dizer que não vê nada de errado nisso.

Com a prática da compra indiscriminada de todos que possam atrapalhar os desígnios do governo, este foi perdendo todos os escrúpulos. Conseguindo manter níveis elevados de popularidade, julga-se acima do bem e do mal, capaz de tudo, inclusive de defender crimes praticados por aliados, pouco se importando com a ética e com a moralidade pública. Pouco se importando com a evidência de que está corrompendo os brios de toda uma nação que, em um dia não tão distante, teve orgulho de se proclamar brasileira.

Gen Ex GILBERTO BARBOSA DE FIGUEIREDO

Presidente do Clube Militar

Fonte: e-mail

Alguém pode dizer que o Sr. Gilberto está errado?


terça-feira, julho 14, 2009

Indignação sem multidão

ou, a mansidão de um povo

Fernando Rizzolo*

Ainda lembro-me da primeira manifestação pública a favor de eleições diretas. Ocorreu no recém-emancipado município de Abreu e Lima, em Pernambuco, no dia 31 de março de 1983. Organizada por membros do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) no município, foi noticiada pelos jornais do estado. Foi seguida por mais duas: uma em Goiânia, em 15 de junho de 1983 e outra em Curitiba, em novembro do mesmo ano.

Posteriormente, ocorreu também uma manifestação na Praça Charles Miller, em frente ao Estádio do Pacaembu, no dia 27 de novembro de 1983 na cidade de São Paulo. A ideia de criar um movimento a favor de eleições diretas foi lançada, em 1983. Era a democracia querendo nascer, a oportunidade do povo brasileiro de ser realmente o senhor de seu destino, elegendo representantes que, em seu nome, lutariam por um Brasil melhor. Para isso, contava o povo na época com o apoio incondicional da esquerda brasileira, que, com sua habilidade, arregimentava multidões oriundas de vários segmentos da sociedade como de sindicatos, movimentos estudantis, igreja, e imprensa.

Tudo em nome da nobre causa: a democracia. Sem a liberdade que esta empresta ao povo, a tirania e os regimes de exceção acabam sempre por instalarem-se, solapando os direitos individuais, desconsiderando o Estado de Direito e subtraindo o dever ético da publicidade dos atos públicos que costumam valer-se do silêncio de uma imprensa amordaçada, controlada, visando aos interesses de uma minoria no poder.

Hoje, por bem, superamos a fase democrática; vencemos a luta e vivemos num Estado de Direito. Porém, nos últimos anos, a corrupção e a falta de ética pública - promovida pelos maus parlamentares, no nepotismo, no clientelismo, práticas estas nefastas, entranhadas na vida política do país, como edições de mais de 600 atos secretos - fazem com que agora o Senado Federal torne-se uma Casa desmoralizada.

Tais práticas amorais e nada éticas, certamente, jamais se coadunarão com os ideais que inspiraram na época, os ventos da democracia brasileira e eram expressados nos olhares das multidões que se aglomeravam nas densas praças, exigindo e gritando em coro "Diretas já!"

Infelizmente, o que vemos hoje é apenas a indignação. As praças estão vazias, os gritos se tornaram apenas lamentos pessoais e a esquerda passou a ser leniente e omissa. Já o comandante da nação, por questões políticas, se posta sempre na defesa dos maus parlamentares, que, infelizmente, se encontram em suspeita. A descrença do povo brasileiro na representatividade política é realmente desoladora, a corrupção ganha corpo, e as instituições se corroem.

Os gritos e as praças movimentadas pelas multidões já não existem mais, foram, sim, timidamente substituídos pelos indignados na Internet, pelos jornais, pela imprensa, pela conversa nos bares, porque desta feita, muitos dos que se dizem defensores dos pobres se calam, são cúmplices no silêncio; compactuam com os interesses políticos nada nobres e ao que parece, têm sim a missão de manter as praças vazias, os arranjos bem-feitos, para que a indignação de hoje, jamais atinja um grito de outrora.

Embora a multidão calada assista a tudo de forma passiva, o grito de ordem moral a cada dia é mais alto na sociedade. Talvez agora, a tarefa de moralizar o Congresso Nacional não exija mais uma praça tão cheia, apenas a indignação sem multidão poderá surtir efeito caso use como instrumento a conquista da eleição e do voto consciente, rechaçando assim, a corrupção da vida pública brasileira.

*Advogado, Coordenador da Comissão de Direitos e Prerrogativas da Ordem dos Advogados do Brasil, Secção São Paulo

Fonte: Agora

segunda-feira, julho 13, 2009

Acompanhando (7)




Acompanhe os escândalos
  1. 01. Verba indenizatória secreta na Câmara e no Senado
  2. 02. Castelogate, o deputado Edmar Moreira e sua segurança privada
  3. 03. Agaciel Maia, diretor-geral do Senado, e sua mansão
  4. 04. Horas extras nas férias para funcionários da Câmara e do Senado
  5. 05. Chico Alencar (PSOL-RJ) contrata correligionário
  6. 06. Diretor do Senado usava apartamento funcional para família
  7. 07. Sarney utiliza seguranças do Senado no Maranhão
  8. 08. Nepotismo terceirizado
  9. 09. Tião Viana empresta celular à filha em viagem ao México
  10. 10. Diretores no Senado: eram 181
  11. 11. Assessora de Roseana Sarney também era diretora
  12. 12. Renan emprega sogra de assessor no Senado, filho na Câmara, tem funcionários fantasmas e aliado recebendo verba indenizatória em Alagoas
  13. 13. Filha de FHC trabalha de casa para senador
  14. 14. Diretora de comunicação do Senado em campanha
  15. 15. Deputado Alberto Fraga (DEM-DF) contrata empregada doméstica
  16. 16. Deputado Arnaldo Jardim (PPS-SP) contrata empregada doméstica
  17. 17. Deputado José Paulo Tófano (PV-SP) contrata empregada doméstica
  18. 18. Tasso Jereissati (PSDB-CE) e os loucos por jatinhos
  19. 19. Gráfica do Senado imprime material de campanha
  20. 20. Funcionários do senador Adelmir Santana (DEM-DF) prestam serviço a vice-governador
  21. 21. Ministro Hélio Costa (PMDB, Comunicações) usa serviço de secretária paga pelo seu suplente no Senado, Wellington Salgado (PMDB-MG)
  22. 22. Terceirização irregular no Senado
  23. 23. Deputado Fábio Faria (PMN-RN) pagou viagens para Carnatal, inclusive para Adriane Galisteu
  24. 24. Ministros-deputados usam passagens da Câmara
  25. 25. Deputados fazem viagens internacionais pagas pela Câmara
  26. 26. Câmara e Senado perdoam todos os delitos da "farra aérea" e fingem cortar gastos
  27. 27. Viúva do senador Jefferson Péres (PDT-AM) recebe sobra de passagens em dinheiro
  28. 28. Ministros do Supremo Tribunal Federal entram na cota de passagens da Câmara
  29. 29. Senador Gerson Camata (PMDB-ES) acusado de uso de caixa dois
  30. 30. Delegado Protógenes Queiroz voou com passagens do PSOL
  31. 31. Membros do Conselho de Ética usaram passagens e ajudam financiadores de suas campanhas
  32. 32. Fernando Gabeira (PV-RJ) deu passagens para família ir ao exterior e contratou mulher com verba indenizatória
  33. 33. Michel Temer (PMDB-SP), presidente da Câmara, também usou passagens para "familiares e terceiros"
  34. 34. Ministro do TCU Augusto Nardes (ex-deputado) voa na cota do deputado Otávio Germano (PP-RS)
  35. 35. Câmara pagou 42 passagens para ex-diretor do Senado João Carlos Zoghbi e família
  36. 36.Senado paga motorista de ministro Hélio Costa (Comunicações) em BH
  37. 37. Ciro Gomes (PSB-CE) reage à reportagem sobre passagens com xingamentos
  38. 38. Gabinetes da Câmara negociam bilhetes de deputados com agências
  39. 39. Senadores têm seguro saúde vitalício para a família
  40. 40. Senador Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR) usou assessor do Senado para compras particulares
  41. 41. Ex-diretor de RH do Senado João Carlos Zoghbi usava empresas de fachada
  42. 42. Deputado Eugênio Rabelo (PP-CE) usa cota aérea com time de futebol
  43. 43. Deputados "clonam" prestação de contas
  44. 44. Deputado Geraldo Resende (PMDB-MS) pagou com verba indenizatória advogado que atuou em sua defesa no TSE
  45. 45. 117 ex-deputados tiveram passagens aéreas pagas pela Câmara
  46. 46. Senador Magno Malta (PR-ES) passou quatro dias em Dubai com dinheiro do Senado
  47. 47. Senadores Alvaro Dias (PSDB-PR), Geraldo Mesquita (PMDB-AC), Paulo Paim (PT-RS) e Osmar Dias (PDT-PR) usaram cota para voos ao exterior
  48. 48. Senador Renan Calheiros (PMDB-AL) cedeu passagens a primo e a 2 assessores
  49. 49. Senador Eduardo Suplicy (PT-SP) deu passagem para namorada ir ao exterior
  50. 50. Senadores vivos 'ganham' ruas e avenidas em reduto eleitoral
  51. 51. Funcionário preso do Senado recebeu salário por 5 anos
  52. 52. Senado pagou 291 passagens para ex-senadores e até para dois senadores já mortos
  53. 53. Câmara paga piloto de avião de ministro Geddel Vieira Lima (PMDB, Integração)
  54. 54. Câmara paga 8 voos para investigado pela PF que é colaborador do empresário Fernando Sarney
  55. 55. STF abre processo contra deputado acusado de atentado violento ao pudor
  56. 56. Auxílio-moradia para comprar apto. E para quem não precisa: deputados Alexandre Silveira (PPS-MG) e Rita Camara (PMDB-ES) e senadores Gerson Camata (PMDB-ES), José Sarney (PMDB-AP), João Pedro (PT-AM), Cícero Lucena (PSDB-PB) e Gilberto Gollner (DEM-MT)
  57. 57. Efraim Morais (DEM-PB): 52 funcionários fantasmas e carro oficial para uso particular
  58. 58. Servidor do PMDB no Senado que ganha R$ 15 mil mensais dá expediente em loja de móveis
  59. 59. Funcionário envolvido em operação da PF é indicado para comissão no Senado
  60. 60. José Sarney tem amigos, aliados e parentes contratados pelo Senado
  61. 61. Senado usa mais de 600 atos secretos para criar cargos
  62. 62. Senado indeniza empresa suspeita de irregularidade com R$700 mil
  63. 63. Deputados ignoram regras da Câmara para pagar alimentação
  64. 64. 350 funcionários do Senado têm salário maior que o de ministros do STF
  65. 65. Valdir Raupp (PMDB-RO) aprova concessão de rádio que tem como sócio seu assessor
  66. 66. Neto de Sarney opera no Senado crédito consignado, que é alvo da PF
  67. 67. Fernando Collor (PTB-AL) usa verba indenizatória para vigiar Casa da Dinda e comprar quentinhas
  68. 68. Nova diretora de RH do Senado entrou no emprego em trem da alegria
  69. 69. Sarney oculta da justiça casa de R$4 milhões
  70. 70. Senado tem contas secretas
  71. 71. Ministro Carlos Minc (Meio Ambiente) emprega mulher na Câmara
  72. 72. Senado ignora decisão do STF e mantém nepotismo

quarta-feira, junho 17, 2009

“Carrinhos de compras”

Destaque para os gastos do Senado, que não são “brincadeira”! Ou são?

Revelação de fotos, contratação de empresa para analisar qualidade do ar e compra de camisetas e mochilas ecológicas. Esses foram alguns dos destaques do “Carrinho de Compras” de hoje – coluna dominical que traz gastos curiosos dos órgãos públicos federais nos últimos dias. O Senado Federal foi um dos responsáveis por essa lista. O órgão empenhou (reservou em orçamento) R$ 12,4 mil para pagar serviços de análises microbiológicas e da qualidade do ar nas dependências. Os trabalhos serão realizados entre agosto e dezembro deste ano.

O Senado também está preocupado com a preservação de seus eletrodomésticos. A Casa reservou R$ 40 mil para a contratação de empresa especializada em manutenção corretiva desses aparelhos de propriedade do órgão. Além disso, comprometeu R$ 59,2 mil já para a compra das peças necessárias para os serviços, que serão realizados também entre agosto e dezembro deste ano. A tecnologia também foi bem-vinda; R$ 72,6 mil foram empenhados para a aquisição de dois gravadores DVR com HD interno e um teclado com joystick.

Quem também apostou em produtos da moda do século XXI foi o Gabinete da Vice-Presidência da República, que empenhou R$ 4,8 mil para pagar serviços de revelação de seis mil fotografias digitais em papel fosco. Agora é esperar para ver a qualidade das fotos. A Presidência, por sua vez, renovou seu estoque de canetas. O órgão reservou R$ 3,5 mil para a compra de 10 blocos de nota, 15 mil canetas esferográficas de diversas cores e 160 pinceis vermelhos para quadro branco.

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) também adquiriu “material escolar”. O órgão comprometeu R$ 4,2 mil para a compra de 400 cadernos tipo espiral. A nota de empenho informa as medidas e mais detalhes do caderno e diz que a “arte” do material será fornecida pelo tribunal.

Por fim, a Câmara dos Deputados (que não podia ficar de fora). O órgão empenhou R$ 6,5 mil para a compra de 500 camisetas e mochilas ecológicas para implementação do projeto "A Escola na Câmara", voltado para estudantes matriculados no 3º ano do Ensino Médio de escolas públicas. As camisetas são de malha branca tamanho M, gola careca. Outras 500 sacolinhas de algodão foram adquiridas para o projeto.

Clique aqui para ver as notas de empenho citadas no texto.

terça-feira, junho 09, 2009

Lastimável constatação

em A Casa da Mãe Joana”

Pedro Simon (PMDB-RS) elaborou texto de um projeto que altera o Código Eleitoral, na tentativa de impedir que candidatos com ficha suja concorram a cargos eletivos.

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O projeto de lei que exige "idoneidade moral e reputação ilibada" foi aprovado na última quarta-feira pela CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado (informação: Folha on-line - 03/06/2009)

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Difícil acreditar que a CCJ do Senado concorde mesmo em ver tal projeto em execução, a não ser que tenha intenção de ver afastada a patifaria já caduca, esvaziar o Congresso dos atuais velhos malandros e abrir espaço para seus bisnetos... porque filhos e netos já estão lá.

Nos resta saber qual o motivo de Pedro Simon tomar essa iniciativa só agora, após tantas décadas de convívio com a patifaria. Talvez seus bis ou trinetos estejam na fila.

Matéria completa: “A Casa da Mãe Joana”

“Carrinho de Compras”

Compras, sempre em busca do bem estar...”delles”!

Câmara compra 50 coldres para pistolas .40

A Câmara dos Deputados é o grande destaque deste “Carrinho de Compras” de sete de junho. O órgão adquiriu diversos itens curiosos durante a semana e está praticamente sozinho na lista de instituições públicas federais de hoje. Em uma de suas compras, a Câmara reservou, por exemplo, R$ 7,5 mil para a compra de 50 coldres em polímero (espécie de bolsa para carregar armas junto ao corpo) para pistolas .40. A despesa foi realizada a pedido do Departamento de Polícia Legislativa da Câmara. É a segurança sendo reforçada no Congresso...

A Casa também empenhou recursos para a compra de diversos eletrodomésticos e para outro item de segurança. Foram comprometidos R$ 21,6 mil para a compra de 25 cafeteiras de diversos tamanhos, R$ 13 mil para 20 frigobares brancos destinados a diversos setores da Casa, R$ 6 mil para cinco refrigeradores e R$ 4 mil para a compra de um cofre de aço. Resta desejar bom uso de todo esse material...

Outros R$ 49,7 mil foram empenhados para a compra de milhares de detergentes, esponjas, palhas de aço, sabões de coco, copos de vidro, colheres para café e chá, etc. A quantia serviu ainda para a aquisição de 3,8 mil xícaras com pires em porcelana branca para café e chá. A porcelana deve ser, segundo a nota de empenho, fina e resistente. Agora é procurar espaço nos armazenamentos da Câmara para guardar os novos itens (e quantos itens, diga-se de passagem)...

E tem mais... A Câmara reservou R$ 5,9 mil para a compra de 560 pilhas recarregáveis e 20 peças de carregador e R$ 16 mil para pagar “serviços de buffet, com locação de material de apoio e ornamentação para 100 pessoas, a ser servido na residência oficial do Presidente da Casa, no dia 08/06, às 20h30min, por ocasião de jantar com membros da Associação Nacional de Editores da Revista (Aner), que contará com a presença do Exmo. Senhor Presidente da República, parlamentares e empresários da mídia impressa e eletrônica brasileira”. Então, bom encontro!

Já o Superior Tribunal de Justiça (STJ) preferiu tapetes (além, claro, de frigobares). O órgão comprometeu R$ 9,5 mil para a compra de 44 tapetes personalizados de diversos tamanhos. Todos eles serão “de fibra de vinil com filamentos contínuos; antiderrapante, que não propague chama e resistente à água; na cor cinza claro com moldura de 5 centímetros em todo o perímetro na cor verde tropical; monograma ‘STJ’ centralizado na cor verde tropical, nas dimensões indicadas na planta fornecida por este tribunal”. Bela aquisição e bela descrição da nota de empenho... Além disso, o tribunal empenhou R$ 25,3 mil para a compra de 43 frigobares brancos para atender a seção de controle de patrimônio da instituição.

A Presidência da República, por sua vez, hoje aparece apenas com uma compra realizada. O órgão empenhou R$ 698 para a compra de dois exaustores de ar. O Ministério do Esporte também não passou despercebido na “pescaria” do “Carrinho de Compras” no Sistema Integrado de Administração Financeira, o Siafi, que registra receitas e despesas da União. A pasta reservou R$ 48 mil para a compra de 25 aparelhos de ar-condicionado de diversas potências. E logo agora, período de frio em Brasília...

Clique aqui para ver as notas de empenho citadas no texto.

segunda-feira, junho 08, 2009

Corrupção - acachapante e avassaladora

“O pior corrupto é o corrupto "de esquerda”
Faz suas trapaças e jura que querer investigá-las é um COMPLÔ DE DIREITA

Por Pedro Porfírio

"A corrupção dos governantes quase sempre começa com a corrupção dos seus princípios".
Montesquieu, filósofo iluminista francês ( 1689-1755)
"Nasci para combater o crime, não para governá-lo. Ainda não chegou o tempo em que os homens honestos podem servir impunemente à pátria: os defensores da liberdade serão proscritos enquanto dominar a horda dos bandidos"
Maximilien François Marie Isidore de Robespierre, líder da Revolução Francesa, ao ser levado para a guilhotina, em 1794, aos 36 anos de idade.

Os homens do Presidente

os homens do presidente

Sempre soube que o poder, seja ele qual for, tem encantos que o próprio encanto desconhece. Mas também por muitos anos acreditei que ideologia e safadezas eram antônimas.
Acertei na primeira e equivoquei-me redondamente na segunda. O poder exerce tal fascínio que engendra seus próprios valores. Ou simplesmente os dispensa, num passe de mágica.

E quanto maior a distância percorrida, mais vulnerável é aquele que se torna senhor dos anéis.
O que se vê hoje no Brasil é a ausência de todo e qualquer recato. A corrupção grassa como elemento difuso de efeitos multiplicadores. O assalto ao alheio não conhece limites, nem se tangencia em determinados espaços e momentos. Não é exclusivo da vida pública, até porque decorre de negociatas com interesses privados.
Reina a bel prazer, na imensidão desse país continental, como fatalidade corriqueira. Dir -se-ia sem pestanejar que seu caráter amplo, geral e irrestrito a todos seduz. Tal é seu magnetismo que, a rigor, não encontra óbices: não se é contra a corrupção, mas, sim, contra a corrupção dos outros.
Sedução inebriante
Andei concluindo com a maior amargura: entre os tipos de corruptos, há os que desfilam de crachás, os que permanecem nos armários (e ainda não deram bandeira) e os que esperam ansiosamente que a fila ande.
As práticas inerentes à corrupção movimentam muito mais dinheiro nos subterrâneos de que toda a atividade econômica visível a olho nu. Não há elementos de cálculo, mas é possível dimensioná-la como acachapante e avassaladora.
Porque ela se origina em toda e qualquer movimentação que envolva dinheiro. Sua manifestação mais exuberante é a propina, irmã siamesa do superfaturamento.

A corrupção é como jogo do bicho: todo mundo sabe que é ilegal, mas todo mundo vê, não diz nada e, se der, ainda faz uma fezinha.Ainda na minha adolescência, quando, meus olhos alcançaram o horizonte perdido, tive a atenção voltada para esse delito, praticado em larga escala na administração pública.
Tinha 11 anos de idade quando Armando Falcão, candidato a governador do Ceará, em 1954, fez do slogan "contra o roubo e a corrupção" a bandeira de sua campanha. Aquela "proposta de governo" chamou minha atenção até porque, ao fim, ele acabou derrotado numa eleição muito apertada.
Desde então vim aprendendo muitas lições. Nessa, a de que nem sempre os que acusam os outros como corruptos têm autoridade moral para tal. E muitas vezes pode ocorrer até de papagaio comer o milho e o periquito levar a fama.
Mas em todas as circunstâncias considerava que a ideologia da transformação social incluía entre seus pertences o combate implacável ao vício de meter a mão no dinheiro alheio.
Revolucionários contra a corrupção
Quando, aos 17 anos, fui a Cuba pela primeira vez, em 1960, uma das novidades que mais me impressionaram foi a existência do Ministério de Recuperação dos Bens Malversados pela ditadura. Confiado ao comandante Faustino Perez Hernández, um dos 12 primeiros guerrilheiros que subiram a Sierra Maestra, esse inusitado ministério funcionava na esquina das ruas 21 e D, no Vedado, não muito longe do Hotel Havana Livre, onde participei do I Congresso Latino-americano de Juventudes.
Desde sua primeira operação, no primeiro mês do regime revolucionário, quando descobriu 6 milhões de dólares escondidos pelo ditador Fulgêncio Batista num cofre do Bank Trust Company de Cuba, o austero ministério se tornou o terror dos corruptos e seu titular foi apontado por Fidel Castro como o símbolo do revolucionário, por sua exemplar honestidade e transparência.
Naqueles idos, pelo que me constava, ser contra a roubalheira era ingrediente indispensável na ideologia de esquerda. Tinha certeza dessa premissa até pela obsessão de Maximilien Robespierre, o líder da Revolução Francesa, cognominado "o incorruptível".
Por aqui, a conversa é outra
Já quando estive em cargos importantes na Prefeitura do Rio de Janeiro, comecei a perceber que a banda não tocava como eu imaginava, apesar da promessa de Brizola de lavar a sujeira com água e sabão.
Quando, em 1984, como coordenador das regiões administrativas da Zona Norte, prendi em flagrante um fiscal corrupto que extorquia um pequeno empresário na Penha senti os primeiros olhares de censura aos meus "excessos".

Depois, prendi uma equipe da Secretaria de Obras que, mediante propina, desviava asfalto de uma "rua reconhecida" para a favela do Jacarezinho. Foi um Deus nos acuda. Tive que recuar, porque ia sobrar exclusivamente para os operários.

Levado ao primeiro escalão, como secretário de Desenvolvimento Social, apreendi e acautelei numa delegacia manilhas comuns, entregues enganosamente como "armadas". Declarei a firma fornecedora inidônea e, como ela era apenas uma das várias pertencentes ao meu empresário, de nada adiantou.
Determinei sindicância para apurar uma mutreta com 500 metros de areia, que nunca chegaram ao depósito da Secretaria. Mas o engenheiro que assinou o recebimento era bem articulado dentro do PDT: o processo sumiu e isso me causou muita dor de cabeça. O mesmo aconteceu quando demiti o encarregado do depósito de Campo Grande, pilhado em delito semelhante, com carregamento de pedras.

Poderia contar outras dificuldades que enfrentei para reforçar com todas as letras a convicção de que a corrupção, a roubalheira e os desvios de conduta moral são tão lesivos ao país e ao povo como as políticas econômicas perversas, o entreguismo e a selvagem exploração do homem pelo homem.
A cara de pau do corrupto de "esquerda"
Poderia, mas hoje só queria dizer uma coisa, doa a quem doer: o pior corrupto é o que se jacta de esquerda.

É essa súcia desonesta que morre de medo de uma investigação e, para proteger-se, chega ao cúmulo de convencer os mais ingênuos de que a apuração de maracutaias em empresas públicas, como a Petrobras, é apenas uma manobra privatizante.
O corrupto de "esquerda" é cínico e arrogante. Pela facilidade de meter a mão no dinheiro público sob proteção do manto escarlate e pelo deslumbramento com os podres poderes é capaz de delitos muitos mais danosos porque, ao contrário dos corruptos tradicionais, age em bandos, interagindo em verdadeiras teias em que faz o meio de campo com lideranças corporativas, doma a mídia e banha de um invólucro "social" e até "patriótico" suas pernadas no erário.

Esse corrupto, diferente do tradicional, serve à sua patota, mas cria expectativas para que terceiros se beneficiem no futuro de outros butins. Tem um discurso bem articulado e sabe como imobilizar, pela cooptação, com algumas prebendas e favorecimentos a granel, aqueles que poderiam atrapalhar seus passos.
Esse corrupto, por coincidência, é aquele que, estando do outro lado do balcão, amanhecia o dia pensando em quem ia apresentar como ladrão à distinta platéia. É o corrupto que faz as mesmas armações, crente de que ganhará a anuência da opinião pública, devidamente convencida de que pior do que sua turma é a "direita privatizante".
Esse corrupto de "esquerda" é um típico cara de pau, que se socorre de parceiros manjados, tipos Collor, Sarney, Romero Jucá e Renan Calheiros, como se a cocaína farta no país tivesse explodido nossa memória. Tão cara de pau que está entregando o pré-sal a trustes estrangeiros através dos leilões das jazidas, perdoou dívidas de empresas privatizadas, como as da norte-americana AES (da Eletropaulo) está trabalhando a privatização dos aeroportos, numa jogada da pesada, e fala mal da privataria passada, sem nada ter feito para desfazê-la, sabe Deus porque.

Pedroporfirio.com
coluna@pedroporfirio.com

sexta-feira, junho 05, 2009

Apanhar calado!? Jamais.

Petrobras cria blog para se defender de CPI e mídia

charge jb

Sitiada por suspeitas de malfeitorias, a Petrobras decidiu recorrer à internet. A estatal pendurou na web o sítio “Fatos e Dados”.

Tem o formato de um blog. Aceita comentários dos internautas. Publica aqueles que passam pelo filtro da moderação.

Fixou a seguinte política: “Todos os textos desse ambiente estão abertos para comentários, que passarão pela aprovação de um moderador antes de ir ao ar...”

“...O critério para publicação é que não tenham conteúdo ofensivo ou desassociado do tema do site”.

Ao explicar a motivação da nova ferramenta, a Petrobras diz ter criado o “novo espaço na internet para apresentar fatos e dados recentes...”

“...Inclusive sobre as questões relativas à Comissão Parlamentar de Inquérito do Senado Federal”.

Num dos textos mais recentes, levados ao ar nesta quinta (4), o blog da Petrobras reproduz o requerimento de convocação da CPI.

Diz a nota, a certa altura: “Embora não entenda as razões que levaram à criação dessa CPI, a Petrobras reafirma seu compromisso de colaborar com os trabalhos do Senado, prestando todos os esclarecimentos solicitados...”

“...O presidente José Sergio Gabrielli assegura que a empresa tem resposta para todos os pontos levantados e conta com um quadro de profissionais dedicados com mais de 30 anos de companhia, para consolidar as informações necessárias”.

Noutro texto, ilustrado com o vídeo exposto no (blog fonte) o blog da estatal trata de sua política de “patrocínios”, um dos alvos da CPI.

Informa que a Petrobras “utiliza a ferramenta patrocínio para fortalecimento de sua marca, aproximação com seus públicos de interesse e promoção de desenvolvimento social nas regiões onde atua”.

Anota: “É preciso que fique claro: não há critérios políticos para a concessão de patrocínios...”

“....A companhia patrocina projetos que atendam às diretrizes e ações estratégicas da empresa [...]”.

Diz que os projetos são “escolhidos via seleção pública, para democratizar o acesso a seus investimentos”.

Acrescenta que “todos os patrocínios realizados pela Petrobras são acompanhados e devem cumprir as metas e objetivos determinados em contrato, que são comprovados em relatórios trimestrais enviados à Companhia”.

Foram ao ar também um texto obre a polêmica tributária em que se viu enredada a Petrobras e outro que trombeteia as descobertas do pré-sal.

Há, de resto, uma nota em que a estatal realça a malha fiscalizatória a que está submetida:

“Os procedimentos de controle da Petrobras passam por rigorosa fiscalização e auditoria pelo TCU, CGU, CVM...”

“...Pela U.S. Securities and Exchange Commission (SEC) da Bolsa de Valores de Nova York e por uma auditoria externa – KPMG, contratada pelo Conselho de Administração”.

Como se vê, antes mesmo da instalação da CPI, a Petrobras dá mostras de que não pretende apanhar calada.

Fonte: Josias de Souza


ai, mas que maçada para nada! O "mundo" já sabe que antes mesmo de começar

esta "CPI" não é mais que uma "embrulhada"!

Abaixo Renan!

Que nojo!

quarta-feira, junho 03, 2009

“Carrinhos de Compras”

Ah, e as compras...Maravilhosas!

Neste último dia do mês, o “Carrinho de Compras” – coluna dominical do Contas Abertas que lista despesas curiosas realizadas por órgãos públicos federais nos últimos dias – traz como destaque poda de árvores realizada pelo Escritório de Representação do Ministério das Relações Exteriores no Rio de Janeiro. O órgão empenhou (reservou em orçamento) R$ 7,7 mil para pagar os serviços. A nota de empenho emitida pela pasta, porém, não informa se o pagamento se trata de uma única poda ou de diversas e não traz detalhes sobre a complexidade do trabalho (tamanho das árvores, quantidade, etc.). O que se sabe é que o escritório fica no centro do Rio. Resta desejar um bom trabalho aos profissionais envolvidos!

O Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região (TRT-MG), por sua vez, se preocupou com a qualidade de vida de seus funcionários. O órgão reservou R$ 3,6 mil para a compra de 10 apoios de pés com estrutura de aço, 10 apoios reguláveis para antebraço e 40 apoios para os punhos (uso de teclados). Os equipamentos destinados aos pés, por exemplo, ajudam na correção da postura sentada e evita a compressão das artérias e veias sob o fêmur, melhorando a circulação sanguínea das pernas. Os servidores agradecem pela chegada do novo material...

Quem também pode se sentir contemplada é uma parcela de deputados federais moradores de apartamentos funcionais em Brasília. Isso porque a Câmara reservou R$ 11,9 mil para pagar o fornecimento e aplicação de 598 metros quadrados de sinteco “de primeira qualidade, no mínimo de cinco demãos,” sobre tacos ou tábua corrida nas propriedades. A nota de empenho deixa claro que o material deve ser de primeira qualidade. É bom que o fornecedor não se esqueça desse detalhe...

A Câmara também comprometeu R$ 4,4 mil para a compra de quatro microfones, um sem fio. Além disso, a Casa empenhou R$ 3 mil para pagar despesas eventuais com excesso de bagagem e pequenos gastos de produção de transporte de equipamentos, “em virtude da realização de reportagem sobre os 30 anos das greves do ABC paulista, no período de 1º a 6 de junho de 2009, na cidade de São Bernardo do Campo”.

Já o Senado preferiu obra de arte. O órgão reservou R$ 3,8 mil para a compra de um quadro com moldura dourada envelhecida e vidro anti-reflexo. O Supremo Tribunal Federal (STF), por sua vez, optou por tecnologia. O tribunal comprometeu R$ 6,6 mil para a aquisição de monitores LCD de 42 polegadas cada.

A Presidência da República também está na lista de hoje e, inclusive, demonstrando precaução. O órgão empenhou R$ 749,00 para a compra de 50 travas de segurança com segredo numérico para notebooks. Outros R$ 51 mil foram reservados para pagar “remanejamento de dois cofres modular safe e dois cofres para armazenamento de mídias e documentos do subsolo do Palácio do Planalto para o andar térreo do anexo III do palácio, ala a, salas 107 e 112.” Além da interessante missão a ser cumprida, há de se elogiar também a incrível descrição da nota de empenho neste caso. Parabéns e boa sorte aos envolvidos!

Clique aqui para ver as notas de empenho citadas no texto.

segunda-feira, junho 01, 2009

Farra com o dinheiro do contribuinte

Francamente, Excelência!

Blog: Lucia Hippolito

Apanhado com a boca na botija recebendo mais de R$ 3.000,00 de auxílio-moradia, sendo proprietário de uma confortável residência em Brasília e dispondo ainda da residência oficial da Presidência do Senado, José Sarney pediu desculpas e alegou que não pediu auxílio-moradia e que "alguém" vem depositando em sua conta o auxílio-moradia desde meados de 2008.

(Na última terça-feira Sarney afirmara categoricamente que não recebia auxílio-moradia. Pelo visto, a memória voltou subitamente.)

O que dizer de um cidadão brasileiro que, checando sua conta bancária, encontra depósitos mensais de mais de R$ 3.000,00 e não tem a curiosidade de conhecer a identidade desse benfeitor anônimo que todo mês pinga um "capilé" em sua conta?

Sarney é um fofo!

E dizer que uma pessoa assim foi presidente da República por cinco longos anos!

José Sarney não é um iniciante na política. Bem ao contrário. Deputado federal em 1958 (há 51 anos!), governador em 1965 (com uma ajudinha do recém-criado SNI), senador, presidente da República, três vezes presidente do Senado. Sarney já foi tudo neste país.

Criou uma dinastia. Tem a filha e o filho na política.

Será que Sarney não sabe o que é certo e o que é errado? O que pode ser legalmente aceitável mas é eticamente inaceitável? Ou sabe e não se importa?

Um senador da República, presidente do Senado Federal e do Congresso Nacional, que tem residência em Brasília e tem ainda ao seu dispor a residência oficial do Senado, não lê seu contracheque ou não sabe que auxílio-moradia não se aplica?!

Desde a terceira eleição de Sarney para presidente do Senado, em 2009, os cidadãos brasileiros já tomaram conhecimento de que ele requisitou seguranças do Senado para fazer a segurança de sua residência em São Luís (MA), embora ele seja senador pelo Amapá.

Os cidadãos brasileiros também tomaram conhecimento de que, das 181 diretorias descobertas no Senado, pelo menos 50 foram criadas por José Sarney.

Os cidadãos brasileiros tomaram conhecimento, ainda, de que uma assessora para as campanhas de Sarney e da famiglia Sarney era também, nas horas vagas, diretora do Senado.

Flagrado, Sarney afastou a diretora... E a nomeou como assessora especial.

O que será que o senador Sarney pensa de nós, eleitores? Que somos um bando de bobos. Que aceitamos qualquer coisa.

Francamente, Excelência. Isto é inadmissível.

O melhor a fazer é renunciar à presidência do Senado. Além de devolver o dinheiro público, naturalmente.

quinta-feira, maio 28, 2009

Atônitos cidadãos

"Sou obrigado a reconhecer que, com toda a corrupção que teve de um tempo para cá, o que encontramos no governo Collor deveríamos ter enviado para o juizado de pequenas causas". Senador Pedro Simon

Somos culpados?

por Luiz Augusto Victorino Alves Corrêa

A cada dia um novo e mais estapafúrdio escândalo é descoberto no Congresso Nacional. Sonegação fiscal, utilização imoral e ilegal de dinheiro público, corrupção, nepotismo, corporativismo, licitação fraudulenta etc. A lista é vasta e aparentemente interminável.

Representantes eleitos para elaborar leis, fiscalizar o executivo, moralizar o país e promover o desenvolvimento e a igualdade de oportunidades, parecem ter o propósito de realizar ações opostas àquelas para as quais foram eleitos.

Muito embora não se queira partir para a generalização, está difícil achar uma exceção. Parece que nenhum congressista está isento de culpa pela prática de algum tipo de imoralidade, se é que se pode falar em imoralidades e ações antiéticas maiores e menores. Até personalidades que primavam por uma conduta considerada irrepreensível mostram seu lado obscuro na realização de atos que qualquer cidadão consideraria reprovável.

Fico imaginando a conversa entre nossos “nobres” representantes. Será que nas rodas de Brasília eles discutem sobre o desenvolvimento da nação? Sobre o baixo nível educacional da população? Sobre a fiscalização do executivo? Sobre as leis que deveriam elaborar? Seriam esses os assuntos em pauta?

No episódio do uso das cotas de passagens aéreas, aqueles que mandaram filhos, namoradas e noras para o exterior são mais éticos do que aqueles que, além de todos os parentes, propiciaram felizes viagens a amigos, vizinhos, subalternos apadrinhados etc. Quem se utilizou de 6 passagens é um político mais confiável do que aquele que distribuiu (ou negociou) 40 bilhetes aéreos? Seria necessário criar uma escala para medir irregularidades ou imoralidades?

Para jogar uma pá de cal na moralidade almejada por todos que elegem seus representantes nas nobres casas legislativas, o Sr. Luiz Ignácio Lula da Silva afirmou não achar nada de errado com a farra das passagens dos congressistas. Só gostaria de lembrar que a verba do Congresso é dinheiro do cidadão para utilização exclusiva nas funções parlamentares. Não creio que exista algum contribuinte que concorde com a distribuição a esmo de bilhetes aéreos.

Nós, cidadãos, olhando atônitos para o descalabro dos políticos, ficamos tais quais aqueles pais que consideram haver propiciado boas oportunidades ao seu filho e, ao verem que ele enveredou pelo mau caminho, se perguntam: Onde foi que nós erramos? Enfim, qual é a nossa culpa?

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