"Deus me respeita quando eu trabalho. Mas me ama quando eu canto."
quarta-feira, agosto 31, 2011
Porque foste o que tinha de ser.
segunda-feira, agosto 15, 2011
domingo, agosto 14, 2011
Dia dos pais
terça-feira, julho 26, 2011
quarta-feira, junho 08, 2011
quinta-feira, junho 02, 2011
Se proteger de jornalistas
Por Reinaldo Azevedo
Dei em outro post algumas dicas para alguns especialistas que navegam na contra-corrente da metafísica influente (e, pois, quase sempre com a verdade) se proteger do jornalismo que os quer usar apenas como o “outro lado” que justifica uma tese. estúpida. E prometi algumas orientações para que também o homem comum possa se proteger de jornalistas. Preciso explicar algumas coisas, claro! O que chamo “homem comum” é aquele coitado de classe média que subiu um tantinho na vida e pode, inadvertidamente, topar com um desses amigos do povo que estão fazendo reportagem de comportamento e tendência para as edições de domingo. Então vamos ver.
Leitor, você é aquele ser desprezível que mora num bairro bom; que ganha a vida com o suor do seu rosto; que tem prazer em andar num carro bacana porque, afinal, fez por merecer; que se esforça para manter os filhos numa boa escola; que junta uma grana para viajar para o exterior a cada três, quatro anos e que NÃO TEM EMPRÉSTIMO SUBSIDIADO DO BNDES? Cuidado! O amigo pode ser vitima do bullying da imprensa esquerdopata, de um golpe conhecido como “Boa Noite, Laura!”, que é a variante jornalística do “Boa Noite, Cinderela”. Quando acordar, já lhe levaram a reputação.
E quando isso ocorre? Sempre que houver alguma questão que sugira um confronto entre ricos e pobres. Sim, querido leitor de classe média: os “ricos”, para essa turma, não são aqueles milionários ou bilionários que estão à sua esquerda e financiam as ONGs verdes e socialistas e votam no PT. Esses são “companheiros”. O inimigo público do pobre é… VOCÊ! Quando aquela figura estranha encostar de bloquinho na mão perguntando sobre o incômodo de os mendigos usarem a praça como dormitório, diga que “não”. Poderiam até dormir na sala do seu apartamento; é que falta espaço… Ouse: “Dormir ao relento é um dos direitos que igualam ricos a pobres, já que as moradias confortáveis não podem igualá-los”. Repita o raciocínio, que tem alguma complexidade, porque a pessoa que o entrevista não entendeu direito.
Cuidado nos aeroportos! O golpe “Boa Noite, Laura” vai tentar saber, como quem não quer nada, se você não sente saudade do tempo em que as salas de embarque eram menos cheias e se cumpriam, quase sempre, os horários. Um ser normal diria “sim”, e isso seria tomado como evidência de seu preconceito contra o povo, que agora anda de avião. Poetize: não há conforto que pague a alegria da comunhão de classes — a B, a C e a D, já que a “A” não responde a esse tipo de indagação porque tem avião ou aluga jatinho. Tente outra frase de efeito: “Já que, infelizmente, são tantas as desigualdades na terra, que, ao menos, o céu nos faça a todos iguais”. Repita. Ela não entendeu de novo. Ensaie uma análise que apele à infraestrutura: “Precisamos de mais investimento neste novo Brasil”.
A praia também o expõe ao bullying jornalístico. Nunca dispare coisas como “Farofeiro enche o saco!” ou “Porra! Por que eles não tocam essa música na praia que os pariu?!” Isso tem cheiro de intolerância de classe. A professora Heloísa Ramos poderia até ver uma variante do “preconceito lingüístico”. Conceda que o som é até bem animado e que o funk da cachorra, da cadela e da vaca tem a sua poesia. Seja enigmático: Tati Quebra-Barraco é mais complexa do que parece. E pare por aí porque também não é bom exagerar.
Se quiserem meter uma estação de metrô na porta do seu prédio, afirme que isso é bom, que essa história de propriedade é uma etapa superada da civilização; que você acredita na “função social da propriedade, à qual a nossa Constituição se refere seis vezes, lembra?” A pessoa fará de conta que sabe do que se trata. Por conseqüência, o MST é um movimento justo e pacífico, e o certo é haver invasões de propriedades privadas urbanas também.
Se lhe perguntarem se há empregada doméstica em sua casa, responda como Marilena Chaui fez um dia: “Não, querida(o), eu não levo a luta de classes pra dentro de casa”. Com aquela resposta, ela evidenciava não saber o que é “luta de classes” nem na acepção marxista, mas o jornalista que vai entrevistá-lo, com certeza absoluta, também não sabe. Citar Marilena pega bem.
Se o indagarem sobre cotas raciais nisso e naquilo, ainda que você seja um ser humano normal, desses democratas que acreditam que todos devem ser iguais perante a lei, minta. Afirme que o caminho mais curto para a igualdade é promover a desigualdade. Se quiser, pode até apelar a alguns ministros do Supremo, que andam dizendo que é preciso tratar desigualmente os desiguais.
Eu poderia passar a noite aqui a dar dicas. Os temas são inesgotáveis. Sob nenhuma hipótese revele gostos e hábitos de consumo, por exemplo. Se disser que gosta de tomar um Prosecco de vez em quando, vão tratá-lo como um cafona pretensioso e ignorante, porque quem é do riscado tem dinheiro é para tomar champanhe de… Champagne! Não sendo um daqueles contemplados com juros subsidiados do BNDES, petistas roxos, eventuais contratantes dos serviços de consultoria de Antonio Palocci, você não tem dinheiro para certas extravagâncias.
Bem, queridos, a essa altura, o agente do “Boa Noite, Laura!” está furioso porque a pauta está caindo, e domingo é dia de publicar essas matérias mais descontraídas, de comportamento e tendências. Terão de pegá-lo de algum jeito. Eu os protegi até aqui da pecha de “reacionários”. Nervoso, o ser que o entrevista tentará em seguida provar que, bem…, algum dinheiro você ganhou, mas é um ignorante! Aí virá a tentativa para desqualificá-lo intelectualmente. Mas esse terá de ser outro post.
quarta-feira, junho 01, 2011
terça-feira, maio 31, 2011
POLÍTICA EDUCACIONAL DO MEC: FALAR E ESCREVER ERRADO É O CERTO
Custa-me crer nos absurdos que acontecem no Brasil. Mas, a verdade dos fatos é indiscutível: o MEC adota livro como objetivo de ensinar a falar e a escrever errado.
Não tenho o menor interesse em discutir conceitos de dialetologia ou de sociolinguística com os autores, pois sei que o projeto não obedece a interesses científicos, mas políticos. Vi, em um telejornal, a Profa. Heloísa Ramos, corajosamente, adequando conceitos e princípios linguísticos para justificar o nefando projeto do MEC, e sua concordância com tão escandaloso equívoco. Não me interessa refutar os argumentos equivocados da Professora, pois ela é só instrumento da política educacional do governo petista e está sendo paga para fazer seu papel.
Deixo que o Prof. Evanildo Bechara dê a lição que a Professora e demais autores não aprenderam na Universidade.
O que me interessa é chamar a atenção para o bem organizado projeto de condenação dos alunos que passam e passarão pelo sistema público de educação. Falando e escrevendo errado o vernáculo, os estudantes de hoje e do futuro não terão oportunidade no mercado de trabalho e nem de crescimento intelectual. Falando e escrevendo “nós pega o peixe”, eles jamais serão engenheiros, médicos, vendedores, advogados, porteiros, enfermeiros, professores, jornalistas, bancários e mais muitas outras profissões e empregos lhes serão impossíveis.
Não tenho notícia de que haja ou tenha havido algum governo de algum país que planejasse e implementasse projeto tão cruel, como se isso pudesse ser apelidado de projeto educacional. O Brasil consegue ser surpreendente e nefasto com um discurso pretensamente politicamente correto.
Com pompa e circunstância, o MEC do governo petista quer assegurar que os futuros cidadãos fiquem privados de empregos, de crescimento intelectual, de relações culturais; no futuro, o MEC deseja que os brasileiros estejam no estado de barbárie linguística e sejam incapazes de entender um edital de concurso, por exemplo; salvo se o edital informar que “os candidato deve apresentarem os seguinte documento”.
Nem Hitler, com sua mente diabólica e homicida, realizou um projeto desse tipo para dominar a juventude nazista, ganhando simpatias e aplausos dos pouco letrados daquela época.
Com pompa e circunstância, em uma palhaçada do politicamente correto, o governo petista organiza um exército de futuros adultos privados de proficiência no vernáculo, cuidadosamente preparado no sistema público de ensino, que servirá aos interesses do estado brasileiro que está sendo forjado desde 2003, em conformidade com as lições Gramsci.
Revolução?! Não! O PT não faz revolução; molda a sociedade que deseja manipular contaminando o sistema público de ensino com sua proposição populista de “respeito” à linguagem popular e familiar e coloquial das camadas menos escolarizadas atualmente. O governo petista, calmamente, pretende criar milhões de brasileiros que, quando chegarem à vida adulta, serão incapazes de ler e entender um jornal, uma revista e, principalmente, um livro de História, escritos em vernáculo. Esses futuros adultos não terão competência para apreciar Machado de Assis, Graciliano Ramos, Drummond, Vinicius, Érico Veríssimo e outros. E os ilustres autores do livro perverso, como bons peões do governo petista, poderão perguntar: “E quem precisa apreciar a Literatura elitista, golpista, burguesa?” – “Por que os adultos do futuro precisarão ler um livro de História, se eles não terão direito a discutir os fatos históricos, pois viverão apenas com as informações divulgadas na forma de “os cidadão deve comparecerem ao comício da liderança nacional, para que todos escute as verdade a serem revelada.”
Bem sei que as boas escolas privadas jamais cairão nessa farsa de ser válido ensinar a falar, a ler e a escrever errado, como princípio pedagógico. Quem puder colocar seus filhos em boas escolas particulares, terá salvo parte dos futuros adultos da barbárie linguística. Então a Literatura elitista, golpista e burguesa de Machado, Graciliano, Drummond, Érico, Cecília Meireles e outros ainda terá alguns leitores. Jornais e revistas elitistas, golpistas, burgueses, que usarem a correção da Língua Portuguesa ainda poderão ser lidos e as notícias serão compreendidas por alguns futuros adultos.
Não resisto e mando um recado para a ilustre Profa. Heloísa Ramos e demais autores: "vocês ouvira os galos cantar e não sabe onde está os galo". Vocês nada sabe de níveis de linguagem. Vocês não entende nada da função da escola. Mas, vocês compreende perfeitamente esse meu recado escrito no dialeto do MEC petista, usado no livreco de ocês. Se vocês quiser me responder, por favor, escreva na Língua Portuguesa que seus professor dos tempo antigo e ultrapassado tentaram ensinar a vocês.
Segundo François Lyotard, linguagem é poder. A equipe de autores desse maldito livro sabe disso; por isso, aceitou servir de instrumento para o governo petista. Com seu tristemente brilhante trabalho, os ilustres autores tornaram o tarefa do professor de português uma atividade inútil: ninguém precisa ir à escola para aprender a falar e a escrever “a gente fomos, mas o pessoal saíram”.
sábado, abril 30, 2011
...e serão felizes para sempre... (!?)
A Clarence House, residência oficial do príncipe de Gales, divulgou esta manhã três fotos oficiais do casamento de William e Kate, tiradas pelo fotógrafo Hugo Burnard e tiradas no palácio de Buckingham.
Numa delas está apenas o casal, na outra com os pagens e as meninas das flores, noutra com os pais e os padrinhos.
domingo, abril 10, 2011
Alerta Terapêutico
O estômago arde quando as raivas não conseguem sair.
O diabetes invade quando a solidão dói.
O corpo engorda quando a insatisfação aperta.
quinta-feira, março 31, 2011
Terceira irmã "gêmea" nasce 11 anos depois das outras duas
As gêmeas Bethany e Megan, 11, e a bebê Ryleigh foram concebidas no mesmo dia. A mais nova nasceu 11 anos depois.
Não há registro médico de casos assim: irmãos gerados no mesmo ciclo de fertilização "in vitro" nascidos em intervalo de tempo tão grande.
Quando os embriões das gêmeas foram implantados na gerente de vendas inglesa Lisa Shepherd, 37, o de Ryleigh foi congelado, diz o jornal inglês "Daily Mail".
O ciclo de fertilização foi realizado na clínica britânica Midland Fertility em 1998. Lisa, que se casara quatro anos antes, tinha endometriose e ovário policístico. Ela e marido, o engenheiro Ryan Shepherd, 45, foram avisados de que a chance de terem filhos naturalmente era pequena.
Quando decidiu procurar a clínica de fertilização, teve 24 óvulos coletados e 14 foram fertilizados com o esperma do marido. Dois embriões foram implantados em Lisa e os outros 12, congelados.
Congelar os embriões é uma prática comum. Se a primeira tentativa de implantação não der certo, outras podem ser feitas com os que ficaram guardados.
No caso de Lisa, isso não foi necessário. Já na primeira tentativa, a implantação foi um sucesso.
Quando as filhas Bethany e Megan estavam com nove anos, os pais quiseram ter outro filho. Em dezembro de 2009, procuraram a clínica onde estavam seus embriões.
De novo, deu certo. Ryleigh nasceu saudável em novembro de 2010. Como esperado, ela é o retrato perfeito das irmãs quando bebês.
terça-feira, março 22, 2011
SÍNTESE DEFINITIVA
Se você conseguir juntar todo material sobre psicologia, psicanálise e psiquiatria já publicado pelos mais sábios, mais responsáveis e mais respeitados especialistas do mundo,
se você pegar todo esse material, livrá-lo de toda e qualquer complicação verbal, de todo e qualquer pernosticismo,
se você, depois disso, estudar profunda e apaixonadamente tudo o que sobra, verificando com calma, paciência e deliberação o que é essencial e o que é periférico,
se, uma vez feito isso, você reunir os analistas mais frios, mais simples, mais honestos e mais capazes, e reduzir todo esse material ao que é existencialmente essencial , você deverá obter uma definição clássica, possível de ser transmitida a todo mundo e capaz de ser compreendida por qualquer um, definição que fatalmente será esta:
VIVER NÃO É BISCOITO.
domingo, fevereiro 06, 2011
Sabedoria de avó
Querida, venha cá. Feche a porta com cuidado e sente-se aqui ao meu lado.
Tenho umas coisas pra te contar.
E assim, dizer apontando o indicador para o alto:
- O nome disso não é conselho, isso se chama colaboração!
Eu vivi, ensinei, aprendi, caí, levantei e cheguei a algumas conclusões.
E agora, do alto dos meus 82 anos, com os ossos frágeis a pele mole e os cabelos brancos, minha alma é o que me resta saudável e forte. Por isso, vou colocar mais ou menos assim:
É preciso coragem para ser feliz. Seja valente. Siga sempre seu coração.
Para onde ele for, seu sangue, suas veias e seus olhos também irão.
E satisfaça seus desejos.
Esse é seu direito e obrigação. Entenda que o tempo é um paciente professor que irá te fazer crescer, mas escolha entre ser uma grande menina ou uma menina grande, vai depender só de você.
Tenha poucos e bons amigos.
Tenha filhos.
Tenha um jardim.
Aproveite sua casa, mas vá a Fernando de Noronha, a Barcelona e a Austrália.
Cuide bem dos seus dentes. Experimente, mude, corte os cabelos.
Ame. Ame pra valer, mesmo que ele seja o carteiro.
Não corra o risco de envelhecer dizendo "ah, se eu tivesse feito..."
Tenha uma vida rica de vida.
Vai que o carteiro ganha na loteria - tudo é possível, e o futuro é imprevisível.
Viva romances de cinema, contos de fada e casos de novela.
Faça sexo, mas não sinta vergonha de preferir fazer amor.
E tome conta sempre da sua reputação, ela é um bem inestimável.
Porque sim, as pessoas comentam, reparam, e se você der chance elas inventam também detalhes desnecessários.
Se for se casar, faça por amor. Não faça por segurança, carinho ou status.
A sabedoria convencional recomenda que você se case com alguém parecido com você, mas isso pode ser um saco!
Prefira a recomendação da natureza, que com a justificativa de aperfeiçoar os genes na reprodução, sugere que você procure alguém diferente de você.
Mas para ter sucesso nessa questão, acredite no olfato e desconfie da visão.
É o seu nariz quem diz a verdade quando o assunto é paixão.
Faça do fogão, do pente, da caneta, do papel e do armário, seus instrumentos de criação.
Leia. Pinte, desenhe, escreva.
E por favor, dance, dance, dance até o fim, se não por você, o faça por mim.
Compreenda seus pais.
Eles te amam para além da sua imaginação, sempre fizeram o melhor que puderam, e sempre farão.
Não cultive as mágoas - porque se tem uma coisa que eu aprendi nessa vida é que um único pontinho preto num oceano branco deixa tudo cinza.
Era só isso minha querida.
Agora é a sua vez. Por favor, encha mais uma vez minha taça e me conte: como vai você?
quinta-feira, janeiro 06, 2011
Governo reduz valor para tratar câncer
“Na calada da noite”
Às vésperas do Natal, ministério baixou preço pago a hospitais pelo tratamento de linfomas como o que Dilma teve
Hospitais e médicos criticam corte e dizem que valor também não é suficiente para cobrir outros procedimentos
CLÁUDIA COLLUCCI
DE SÃO PAULO
Duas novas portarias publicadas pelo Ministério da Saúde às vésperas do Natal e que passaram a valer nesta semana reduziram o valor de tratamentos de pacientes do SUS com linfoma e leucemia mieloide crônica. As reduções vão de 9% a 22%.
Hospitais apontam que o valor a ser pago pelo governo é incompatível com os gastos no tratamento dos pacientes.
Um dos tratamentos afetados é o de linfoma difuso de grandes células B, câncer linfático que acometeu a presidente Dilma Rousseff há quase dois anos. O valor pago pelo governo federal por procedimento quimioterápico caiu R$ 6.804 para R$ 6.164.
Segundo médicos e hospitais, a quantia agora só cobre um dos remédios usados no tratamento, o rituximab, droga de última geração usada por Dilma. Outras quatro substâncias (ciclofosfamida, doxorrubicina, vincristina e prednisona) que fazem parte do esquema quimioterápico não estariam cobertas.
"O valor também não paga exames, remédio para não vomitar, soro. Agora, ou doente não será tratado ou será subtratado, vai receber uma dose de remédio menor do que precisa", diz o hematologista Carmino de Souza, professor da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) e presidente da ABHH (Associação Brasileira de Hematologia e Hemoterapia).
Segundo o Inca (Instituto Nacional de Câncer), cerca de 9.000 casos, apenas de linfomas não-Hodgkin, são registrados no Brasil anualmente. O SUS trata 80% dos casos de todos os linfomas.
O ministério alega que a diminuição dos valores se deve a acordos entre o governo e os laboratórios que permitiram a redução dos preços entre 40% (rituximab) e 51% (Glivec) e que já prevê os outros gastos do tratamento.
Souza discorda e diz que o desconto obtido na negociação do ministério já estava embutido no valor pago anteriormente-de R$ 6.804.
A Folha não localizou José Gomes Temporão, ministro da Saúde quando as portarias foram publicadas.
Carlos Chiattone, chefe do serviço de hematologia e hemoterapia da Santa Casa de São Paulo, afirma que a decisão do ministério foi tomada "na calada da noite" e, "sem discussão prévia".
Na sua avaliação, houve corte real de verba oncológica ao paciente SUS.
CONTROVÉRSIA
Para Antonio Luís Cesarino de Moraes Navarro, superintendente da Fundação Amaral Carvalho, de Jaú (SP), e Irlau Machado, do Hospital A.C. Camargo, ao reduzir os valores pagos pelos tratamentos de linfoma e leucemia, o ministério não levou em conta os outros gastos.
"Tem que avaliar o procedimento todo. Existem outros custos, como insumos e serviços, que não foram reduzidos", diz Machado.
A presidente da Abrale (Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia), Merula Steagall, afirma que outra questão que preocupa é a não remuneração pelo SUS do tratamento de outros tipos de linfoma, como os foliculares e indolentes.
A segunda portaria do governo, além de alterar o valor das quimioterapias para tratar a leucemia mieloide crônica em fase avançada, também muda a forma de pagamento pelo governo.
Antes, os tratamentos eram remunerados ilimitadamente -o governo pagava o que é preciso para tratar. Agora, elas passam a ser tratadas dentro da cota dos procedimentos de alta complexidade, que têm limite. "Se eu passar de um determinado número de tratamentos por mês, eu não recebo do SUS", diz Souza, da ABHH.
Fonte: Folha de São Paulo
sexta-feira, dezembro 31, 2010
FAMÍLIA É PRATO DIFÍCIL DE SE PREPARAR
Família é prato difícil de preparar. São muitos ingredientes. Reunir todos é um problema, principalmente no Natal e no Ano Novo. Pouco importa a qualidade da panela, fazer uma família exige coragem, devoção e paciência. Não é para qualquer um. Os truques, os segredos, o imprevisível. Às vezes, dá até vontade de desistir. Preferimos o desconforto do estômago vazio. Vêm a preguiça, a conhecida falta de imaginação sobre o que se vai comer e aquele fastio. Mas a vida, (azeitona verde no palito) sempre arruma um jeito de nos entusiasmar e abrir o apetite. O tempo põe a mesa, determina o número de cadeiras e os lugares. Súbito, feito milagre, a família está servida. Fulana sai a mais inteligente de todas. Beltrano veio no ponto, é o mais brincalhão e comunicativo, unanimidade. Sicrano, quem diria? Solou, endureceu, murchou antes do tempo. Este é o mais gordo, generoso, farto, abundante. Aquele o que surpreendeu e foi morar longe. Ela, a mais apaixonada. A outra, a mais consistente.
E você? É, você mesmo, que me lê os pensamentos e veio aqui me fazer companhia. Como saiu no álbum de retratos? O mais prático e objetivo? A mais sentimental? A mais prestativa? O que nunca quis nada com o trabalho? Seja quem for, não fique aí reclamando do gênero e do grau comparativo. Reúna essas tantas afinidades e antipatias que fazem parte da sua vida. Não há pressa. Eu espero. Já estão aí? Todas? Ótimo. Agora, ponha o avental, pegue a tábua, a faca mais afiada e tome alguns cuidados. Logo, logo, você também estará cheirando a alho e cebola. Não se envergonhe de chorar. Família é prato que emociona. E a gente chora mesmo. De alegria, de raiva ou de tristeza.
Primeiro cuidado: temperos exóticos alteram o sabor do parentesco. Mas, se misturadas com delicadeza, estas especiarias, que quase sempre vêm da África e do Oriente e nos parecem estranhas ao paladar tornam a família muito mais colorida, interessante e saborosa.Atenção também com os pesos e as medidas. Uma pitada a mais disso ou daquilo e, pronto, é um verdadeiro desastre. Família é prato extremamente sensível. Tudo tem de ser muito bem pesado, muito bem medido. Outra coisa: é preciso ter boa mão, ser profissional. Principalmente na hora que se decide meter a colher. Saber meter a colher é verdadeira arte. Uma grande amiga minha desandou a receita de toda a família, só porque meteu a colher na hora errada.
O pior é que ainda tem gente que acredita na receita da família perfeita. Bobagem. Tudo ilusão. Não existe Família à Oswaldo Aranha; Família à Rossini; Família à Belle Meunière; Família ao Molho Pardo, em que o sangue é fundamental para o preparo da iguaria. Família é afinidade, é “à Moda da Casa”. E cada casa gosta de preparar a família a seu jeito.
Há famílias doces. Outras, meio amargas. Outras apimentadíssimas. Há também as que não têm gosto de nada, seriam assim um tipo de Família Dieta, que você suporta só para manter a linha. Seja como for, família é prato que deve ser servido sempre quente, quentíssimo. Uma família fria é insuportável, impossível de se engolir.
Enfim, receita de família não se copia, se inventa. A gente vai aprendendo aos poucos, improvisando e transmitindo o que sabe no dia a dia. A gente cata um registro ali, de alguém que sabe e conta, e outro aqui, que ficou no pedaço de papel. Muita coisa se perde na lembrança. Principalmente na cabeça de um velho já meio caduco como eu. O que este veterano cozinheiro pode dizer é que, por mais sem graça, por pior que seja o paladar, família é prato que você tem que experimentar e comer. Se puder saborear, saboreie. Não ligue para etiquetas. Passe o pão naquele molhinho que ficou na porcelana, na louça, no alumínio ou no barro. Aproveite ao máximo. Família é prato que, quando se acaba, nunca mais se repete.
Texto extraído do livro "O Arroz de Palma", de Francisco Azevedo",
sexta-feira, agosto 20, 2010
Nunca o amei, mas lamento sua ida
...sua passagem deste mundo para (?), onde não sei.
Tão jovem o conheci, tão jovem, ainda, se vai...Deixa ao mundo quatro filhas, (duas, minhas também) e dois netos (um, meu também).
No momento não entendo muito bem o porque lamento tanto sua morte – há muito morreu nossa convivência e não mais mantínhamos contato. Sabia de sua vida por minha filhas, claro, muito pouco, e pouco prestava atenção ao que diziam informando estado e reações, mas ao saber de seu falecimento, me vieram tantas e tantas lembranças – talvez por ter sido uma morte tão repentina e tão estabanada quanto ele mesmo o foi enquanto convivi com ele; talvez porque me lembre de que eu tinha dezessete anos quando o conheci e ele se postou em minha frente como que saído do nada...talvez porque sempre tenha tido medo da perda definitiva que a morte garante, mesmo que de alguém que há muito não fazia parte de “minha vida”!
Lamento as coisas que ele não verá mais, como o casamento de filhas, crescimento dos netos (o mais velho está por fazer dois anos em poucos dias, o mais novo em menos de dois meses)...Não estava, como eu, doente, apenas um homem que precisava manter seus “créditos” em dia.
Estranhamente sinto um enorme pesar por sua ida!
Minhas crenças, nos últimos 13, 14 meses, foram muito abaladas, principalmente em uma vida futura, em uma outra esfera, em um outro plano...para mim, em verdade, eu preferiria que, de fato, nada mais houvesse, porque já me bastou tudo isso do aqui, mas se assim não for, se houver um outro plano, uma outra vida, eu espero que ele seja bem recebido e mesmo não o tendo amado, eu espero que onde quer que esteja, ele fique bem, embora longe daqueles que amou. Que os bons espíritos o acolham.
Um maravilhoso amigo me postou, hoje, no Orkut, esse texto de Fernando Pessoa.
“Nada fica de nada. Nada somos.
Um pouco ao sol e ao ar nos atrasamos
Da irrespirável treva que nos pese
Da humilde terra imposta,
Cadáveres adiados que procriam.”
Oswaldo, que você encontre e esteja em paz!
terça-feira, agosto 17, 2010
Sou
"Não importa o quanto vulnerável eu esteja, não importa o quanto machucada esteja. Já não necessito de um escudo forte.
Porque me dei conta de que ser eu mesma me protege mais fortemente de que qualquer coisa.
Não culpo ninguém por ser quem eu sou, não há outra razão por que sou quem sou....
Só sou o resultado da minha forma de sentir."
(encontrado na internet)quarta-feira, julho 28, 2010
Decretos de Lula -instauração de uma ditadura
domingo, junho 27, 2010
Boa notícia!
Drica Moraes passa bem após transplante de medula em SP
Atriz passou por procedimento na manhã desta quarta-feira (23) em SP.
Ela estava internada desde dia 14 esperando transplante de medula óssea.
Do G1, em São Paulo
Atriz Drica Moraes, na apresentação de 'Decamerão',
em 2009 (Foto: André Luiz Mello / TV Globo)
A atriz Drica Moraes está bem após passar por um transplante de medula em São Paulo na manhã desta quarta-feira (23).
Segundo comunicado enviado à imprensa pelo Hospital Albert Einstein, "o procedimento foi realizado por volta das 11h30 e não teve nenhuma intercorrência. A paciente está ótima e permanecerá internada para monitoramento da reconstituição da medula óssea (“pega” do transplante)".
A atriz estava internada desde o dia 14. O transplante foi comandado pelo hematologista Nelson Hamerschlak.
Drica, que mora no Rio, está com leucemia e se internou algumas vezes em hospitais da cidade para sessões de quimioterapia.
O transplante foi realizado na unidade do Morumbi com doador não aparentado a partir de busca realizada no Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome).
Segundo o hospital, o procedimento para o transplante tem três fases. Ele começou no dia 16, com a quimioterapia preparatória. Após a infusão da medula óssea ela ficará internada para o período de monitoramento da avaliação do sucesso do transplante.











