"Deus me respeita quando eu trabalho. Mas me ama quando eu canto."

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terça-feira, abril 26, 2011

Ontem: Requião, o destemperado :((

Tu sabe com quem tu tá falando? SEI, SIM ...


...  é um dos sujeitos que eu pago para trabalhar pouco, ganhar muito, e ainda pensa que não me deve satisfações.
 
 

Leia matéria de  Jurema Cappelletti 
 

segunda-feira, abril 18, 2011

“Gato escondido com rabo de fora”

Depois de mui digno pronunciamento no Senado Aécio Neves “escorrega” e  tem carteira retida em blitz da Lei Seca no Rio

Aconteceu no Leblon, bairro elegante da zona sul do Rio de Janeiro, perto das três da madrugada.

Em blitz da Operação Lei Seca, a polícia carioca armou seu aparato na esquina das ruas Bartolomeu Mitre e San Martin.

O ponto é estratégico. Funcionam ao redor boates, restaurantes e bares balados da cidade. Súbito, parou-se o carro de Aécio Neves (PSDB-MG).

Acompanhado da namorada, Letícia Weber, o senador dirigia-se à residência que mantém no Rio.

Vinha de um encontro com amigos, num restaurante. Convidado a fazer o teste do bafômetro, Aécio refugou.

A recusa rendeu ao senador uma multa de R$ 957,70. Resultará, de resto, na abertura de um processo administrativo que pode levar à suspensão do direito de dirigir por até 12 meses.

Instado a apresentar os documentos, Aécio exibiu uma carteira de motorista vencida. A habilitação foi apreendida. E Aécio tomou uma segunda multa: R$ 191,54. 
O carro só foi liberado depois que outro motorista, um taxista chamado por Aécio, assumiu o volante.

A assessoria do senador disse: 1) ele “não sabia” que sua carteira expirara. 2) cumprimentou os policiais pelo “profissionalismo e correção”.
De fato, se a coisa se passou como noticiado, os policiais, felizmente, seguiram o manual.

Quanto a Aécio, talvez devesse contratar um motorista. Ocorrência como a da madrugada, seguida da desculpa do "não sabia", é derrapagem que não recomenda um candidato a piloto do país.



De todos os farrapos de desculpas o “não sabia” é a mais aviltante! - Moda “Lulista”. Então um ex-governador, senador da República não tem “assessores” suficientes para regularizar seus parcos documentos pessoais!? Que fazemos nós de nossas vidas, que não podemos “estalar os dedos” e mandar trazer o escalpo do incompetente que não verificou algo tão básico?
– Fazendo o favor!! Do contrário só se pode pensar que o “digno senador” se coloca acima de tudo e de todos – não há necessidade de verificação de seus documentos porque é tão usual nesse pais: “Você sabe com quem está tratando?” ...Se assim pensou, deu-se mal, felizmente.
máscara veneziana

quinta-feira, setembro 03, 2009

Intolerável e ridículo “senador”

Mil e uma utilidades de Senador

Como diria Collor: Wellington Salgado "é pau para toda obra"

Foto: Geraldo Magela/Ag Senado

Enquanto servia de mural para Sarney, Welligton fazia uma conveniente cara de paisagem

Fonte: “the passira news”

Há muita gente questionando para que serve o senado e os senadores, depois dos escândalos, cartões vermelhões e “acordões”. Dando provas que um senador tem mil e uma utilidades, o senador Wellington Salgado (PDB-MG), fez o papel de mural vivo durante um dos discursos de defesa do Presidente José Sarney (PMDB-AP), exibindo, em sequencia, as provas da “inocência” do maranhense.

Não se sabe se o senador após o mandato vai seguir carreira de mural, ou se vai continuar apenas sonegando impostos federais.

Resta saber se os eleitores mineiros sabiam que seria “essa figura” o seu representante no senado, quando votaram em Hélio Costa para Senador.

O título original da postagem está inserido na mesma, aqui o título expressa o meu pensamento a respeito dessa "triste figura", que desde sempre me causou asco, que é o suplente mencionado.

segunda-feira, agosto 31, 2009

Sarney & Castelo em Portugal

O JP (Jornal Pequeno), de Portugal, denunciou que José Sarney possuiu um castelo, em Sintra, que sempre omitiu nas suas declarações à Receita Federal e à Justiça Eleitoral, no tempo em que era presidente do país. Sarney enviou uma carta debochada ao jornal e recebeu uma resposta merecida - CONFIRA...


Ele também já está salvo, leve e saltitante em sua soberba, mas o fato vale registro.

segunda-feira, agosto 24, 2009

Analisando passado, presente e futuro

Obra quase perfeita

Fonte: Ricarodo Noblat

Em que data o PT morreu? Não falo deste PT que abana o rabo e faz todas as vontades do seu único dono. Falo daquele que um dia se imaginou o partido mais ético e movido à indignação jamais surgido na história do país.

Pois um sapo barbudo ingeriu, deglutiu e obrou o PT que se levava rigorosamente a sério. O sapo barbudo você sabe quem é.

Dá-se por certo que o PT abandonou seus valores e princípios originais depois de subir a rampa do Palácio do Planalto.

Que nada!

Para escalá-la, ele os abandonara um pouco antes. Mais exatamente na eleição de 1998, a terceira consecutiva perdida por Lula. Na campanha daquele ano, quase todos os escrúpulos foram mandados às favas.

Na seguinte, Lula avisou com antecedência: ou o PT adotava sem vacilação os métodos utilizados pelos outros partidos para ganhar eleições – e uma vez que as ganhasse governar – ou ele não seria mais candidato.

Ali nasceu a desculpa que serviria para justificar mais adiante qualquer malfeitoria do PT: “Mas se os outros fazem...”

O apoio do PL a Lula em 2002, por exemplo, custou a bagatela de pouco mais de R$ 6 milhões. Refestelados no terraço de um apartamento de Brasília, Lula e seu futuro vice José Alencar acompanharam o arremate do negócio discutido dentro de um quarto por José Dirceu, Delúbio Soares e o presidente do PL.

Não era assim que se fazia?

Mais tarde, o escândalo do pagamento de propinas para que deputados federais trocassem de partido e votassem como mandava o governo apenas escancarou o que se praticava até então às escondidas.

Certa vez, um dos cérebros do mensalão, o publicitário mineiro Marcos Valério, primeiro ameaçou contar tudo, depois pediu ajuda. Estava com os bens bloqueados. Respondia a processos. Precisava de uma grana.

Um senador se ofereceu para fazer a ponte entre Valério e Lula. “Você procurou Okamotto?’ – perguntou Lula ao senador depois de olhar em silêncio a paisagem árida do cerrado recortada nas janelas do seu gabinete no Palácio do Planalto.

Okamotto é o atual presidente do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). Fundador do PT, amigo de Lula, cuidava da contabilidade da família Silva e pagou do próprio bolso ao partido uma dívida de Lula não reconhecida por ele.

Okamotto é madeira que cupim não rói. Se ele socorreu Valério? Não sei.

Sei que a um ano e quatro meses do fim do seu governo, Lula pode bater no peito com orgulho e proclamar sem medo do ridículo: “Eu sou um sucesso”. Estão aí as pesquisas que não o deixam mentir.

Lula sairá do palácio para entrar na História como um dos três presidentes mais queridos pelos brasileiros, ao lado de Getúlio e Juscelino.

Mas que preço foi pago por isso? E quem o pagou?

O PT certamente, que se transformou em uma caricatura mal desenhada do que já foi um dia. Suas estrelas mais reluzentes perderam o brilho – José Dirceu, Antonio Palocci, José Genoino, Luiz Gushiken. Outras sumiram pelo ralo. Afinal, quem dentro do PT ousa contrariar Lula?

Aquele que tentou mais recentemente foi humilhado e forçado a revogar o irrrevogável.

Entre preservar a própria biografia e se arriscar a ver o partido lhe negar a chance de disputar a reeleição, Aloizio “Mercadejante” preferiu a derrota antecipada. Virou a mais nova Geni da praça. Todo mundo lhe joga pedras. Deve fazer algum sentido para ele.

As instituições também pagaram um preço alto pelo sucesso de Lula.

Promovido à condição de semideus, ele contribuiu para aumentar o descrédito dos partidos e desmoralizar o Congresso.

A crise do Senado foi do Senado, depois foi do Sarney e por fim é de Lula. Em larga medida, a política deixou de estar a serviço do bem público. Foi privatizada.

Para completar sua obra, Lula só precisa eleger Dilma.Se conseguir, deixará aberto o caminho para voltar ao poder.

Não acredite se ele disser:“Presidente, nunca mais”.

Dilma será um intervalo entre Lula e Lula.

O revogável

“Pobre Mercadante: até para sair da liderança tem que pedir autorização ao Lula.

(Deputado Fernando Gabeira)

mercadante revogado

quinta-feira, agosto 20, 2009

O drama do PT

"Que dia!

por Lucia Hippolito em 19.08.09

E eu que pensava que a data mais triste da história do PT tinha sido o dia 11 de agosto de 2005!

Para os que não se lembram mais, naquele dia o marqueteiro do presidente Lula, Duda Mendonça, declarou, simplesmente e com todas as letras, que o PT pagou parte da campanha eleitoral do presidente Lula, do senador Aloísio Mercadante, da candidata a governadora Benedita da Silva e do candidato a governador José Genoíno com dinheiro de caixa dois.

De contas no exterior para uma conta de Duda Mendonça, também no exterior.

Ao final do depoimento, deputados petistas choraram no plenário da Câmara, a senadora Ideli Salvati passou mal, o senador Aloísio Mercadante fazia ares patéticos, senadores e deputados petistas na CPI dos Correios ficaram completamente atarantados diante da bomba que Duda Mendonça jogou no PT e no governo do presidente Lula.

De lá para cá, nunca mais o partido foi o mesmo. Muitos militantes e eleitores, desencantados, procuraram outras paragens.

O PT não desapareceu, apenas mudou de personalidade. Perdeu quase todo o seu patrimônio ético, dilapidou seu capital. Tornou-se um partido inteiramente dependente da imensa popularidade do presidente Lula.

Tornou-se refém do PMDB.

Os antigos dirigentes do PT hoje são réus no Supremo Tribunal Federal, acusados de pertencer – e alguns, de liderar – uma “sofisticada organização criminosa”.

Quanto ao presidente Lula, descolou-se do partido e decolou em carreira solo. Criou o lulismo, tornou-se aliado do que há de mais execrável na política brasileira e segue em frente, feliz da vida.

Deixa no PT um rastro de destruição.

Pois hoje o Partido dos Trabalhadores viveu mais um dia daqueles!

Mais uma vez o PT abandonou às traças o melhor de si mesmo.

Enquadrado pelo presidente Lula, o partido foi o principal responsável pelo salvamento de José Sarney, assim como tinha sido o principal responsável pelo salvamento do mandato de Renan Calheiros.

E no mesmo dia, perdeu a senadora Marina Silva, representante maior do que restava do patrimônio ético do partido.

Perdeu também o senador Flavio Arns, do Paraná, descontente com os rumos tomados pelo PT.

Finalmente, perdeu totalmente a compostura.

Que dia! Nem a oposição mais assanhada se animou a comemorar. Pois não há nada a festejar. Não se festeja uma tragédia."

Pois é. Lula deu a corda e eles se enforcaram, bem feito!!! Adeus arrogância PTista

quarta-feira, agosto 19, 2009

Mercadante, mais um “diplomado”

Mercadante disse que era Doutor. Não era e nunca foi.

Blog Reinaldo Azevedo

mercadante(1)O senador Aloizio Mercadante (PT-SP) também pode nos espantar pela capacidade de sobrepor uma inverdade à outra. Tentando responder ao fato óbvio de que as informações sobre o currículo de Dilma eram mentirosas, resolveu atacar o currículo do governador José Serra. Falo disso em outro post. Referindo-se a si mesmo, afirmou o senador: “Eu mesmo pus no meu currículo que era MESTRANDO e saiu lá MESTRADO”. Como se nota, teria sido só um engano, cometido por assessores, naturalmente. Aliás, há sempre gente na periferia do senador praticando desatinos sem que ela saiba. Lembram-se de seu homem de confiança, envolvido com os aloprados, carregando a mala de dinheiro? Mercadante não sabia. Mas voltemos ao currículo. Errado!!! Mercadante está faltando com a verdade. De novo!

No seu currículo, constava que era DOUTOR, não mestre. E ele nunca foi. E o “erro” não estava só no papel, não. Num debate eleitoral da TV Gazeta, em 2006, quando disputava o Governo de São Paulo, ele próprio disse, de viva voz: “Fiz mestrado e doutorado [em economia] na Unicamp”. Ele falou. Não foi nenhum assessor que falou por ele. A Gazeta deve ter a fita. No dia 16 de agosto de 2006, há três anos, escrevi um post a respeito. Destaco um trecho:

No debate da TV Gazeta, aquele que ninguém viu - ou quase, hehe -, o candidato do PT ao governo de São Paulo disse: “Fiz mestrado e doutorado [em economia] na Unicamp”. Ops! Não fez, não. Vai ter de mostrar o canudo. Mas, para mostrar, terá de fabricar um primeiro. Busquem lá as informações na universidade: ele até acompanhou algumas aulas do doutorado, mas, como não apresentou a tese, foi desligado do programa. Vaidoso que é, até pode se considerar um doutor honorário - em economia ou no que quer que seja (ele sempre fala com igual convicção sobre qualquer assunto, especialmente os que desconhece). Mas doutor em economia pela Unicamp, ah, isso ele não é.

Mercadante, a exemplo de Dilma Rousseff, teve de corrigir o seu currículo. Como já escrevi aqui certa feita, o petismo é mesmo engraçado: quem não tem diploma se orgulha de não tê-lo; quem se orgulha de tê-lo não o tem.

segunda-feira, agosto 17, 2009

De novo: falso ou verdadeiro?

o-apagão-de-dilma

Em que estado se encontravam as lamparinas do juízo da ministra Dilma Rousseff quando ela negou o encontro que teve no final do ano passado no Palácio do Planalto com a então secretária da Receita Federal Lina Vieira?

Não teria sido mais fácil confirmar o encontro e negar o que Lina disse ter ouvido dela? Ou afirmar que fora mal entendida?

Lina contou à Folha de S. Paulo que fora chamada para uma reunião com Dilma. O portador do convite – ou da convocação, se preferirem – não foi ninguém menos que Erenice Guerra, secretária-executiva da Casa Civil.

Inusitado que tenha sido Erenice. Ela é importante demais para sair dos seus domínios e se ocupar com tarefa tão prosaica.

Mas por inusitado, parece crível. Erenice não discute ordens de Dilma. Está ali para fazer o que ela manda. O resto da equipe da Casa Civil, também.

Alguns assessores veneram a ministra. A maioria teme seus ataques de cólera. O chefe do Gabinete de Segurança da Presidência, general Jorge Armando Felix, já foi alvo de um deles. Inesquecível!

Lina revelou ter ouvido de Dilma a recomendação para que apressasse as investigações em torno dos negócios suspeitos do empresário Fernando Sarney, filho do senador José Sarney (PMDB-AP).

A Polícia Federal chegou a pedir a prisão dele, recusada por um juiz do Maranhão. Lina foi embora do gabinete de Dilma e não falou mais com ela sobre o assunto.

A assessoria da ministra negou tudo – o encontro e a conversa sobre Fernando Sarney. No dia seguinte foi a própria ministra que negou. E voltou a negar mais duas vezes.

Fala, Lina: "Ela me perguntou se eu podia agilizar a fiscalização do filho do Sarney. Fui embora e não dei retorno. Acho que eles não queriam problema com o Sarney."

Fala, Dilma: "Eu não fiz esse pedido. Olha, eu encontrei com a secretária da Receita várias vezes, com outras pessoas junto, em grandes reuniões. Essa reunião privada a que ela se refere, eu não tive com ela."

Fala de novo, Lina: "Ela sabe que eu estive lá e sabe que falou comigo. Não custava nada ela ter dito a verdade."

Vai na bola, Dilma: “Há coisas que a gente não afirma; a gente prova. Não vou fazer avaliação subjetiva quanto a interesses de ninguém”.

Devolve a bola, Lina: “Qual a dificuldade [de a ministra admitir o encontro]? Na minha biografia não existe mentira”.

Por sua vez, Erenice negou ter sido portadora de convite para que Lina se reunisse com Dilma.

Erenice falou por meio de nota oficial: “A secretária-executiva da Casa Civil da presidência da República afirma que jamais esteve no gabinete de trabalho da ex-secretaria da Receita Federal Lina Vieira”.

Rebateu de viva voz Iraneth Dias, ex-chefe de gabinete de Lina: “Eu confirmo que ela esteve aqui e que a secretária falou que iria ao palácio”.

Quem fala a verdade?

É o que quer saber a Comissão de Constituição e Justiça do Senado. Ela convidou Lina para depor amanhã.

Lina pediu passagem e hospedagem para voltar a Brasília. Está de repouso numa praia. Alguns senadores querem ouvir também Dilma e, se possível, acareá-la com Lina. Nem pensar, retruca o governo.

Seria muito fácil para o governo provar que a verdade está do lado de Dilma e Erenice.

Ninguém entra no palácio sem ser identificado.

Nenhum carro estaciona ali sem ter a placa anotada.

Ninguém circula pelos corredores a salvo de câmeras de televisão.

Depois de consultar seus arquivos por que o governo não disse simplesmente que Lina mentiu?
De duas, uma: não disse porque Lina falou a verdade. Ou porque o apagão nas lamparinas do juízo de Dilma o deixou sem saída. Recolheu-se ao silêncio obsequioso.

De resto, Dilma já mentiu em outras ocasiões.

  • Disse, por exemplo, que era mestre e doutoranda pela Universidade de Campinas – falso.
  • Disse que não participou da luta armada contra a ditadura de 64 – falso.
  • Disse que o governo não fez dossiê sobre despesas sigilosas do governo Fernando Henrique – nada mais falso.

Fonte: Ricardo Noblat

Em sendo como o acima relatado, será que já poderemos considerar a “Dra. Dilma” uma mitomaníaca?

terça-feira, agosto 11, 2009

EM SE COMPRANDO TUDO DÁ … VOTOS

Os homens são tão simplórios, e se deixam de tal forma dominar pelas necessidades do momento, que aquele que saiba enganar achará sempre quem se deixe enganar.(Maquiavel)

Nunca na história deste país se fez tão pouco caso da honra, de tal maneira se desprezou a ética, tanto se usou de meios escusos para corromper, para enlamear instituições, para comprar consciências. A amarga sensação que fica é a da total perda, por parte de um grande número de homens públicos, de qualquer noção de honestidade, de dignidade, de honradez.

O atual governo, contrariando todos os princípios apregoados enquanto estava na oposição, abandonou completamente o decoro no trato da coisa pública e partiu para o uso de um verdadeiro rolo compressor, comprando tudo e todos a sua volta, desde que possam, de alguma forma, interferir em seus objetivos.

Recordemos o esquema do mensalão, quando um grupo de aliados do Presidente, gente de dentro do governo, usou meios escusos para organizar a maior quadrilha jamais montada em qualquer lugar do mundo, com o objetivo de comprar o apoio de parlamentares e, em última instância, perpetuar no poder seu grupo político.

O então Procurador-geral da República, Dr Antônio Fernando de Souza, apresentou uma denúncia contundente contra os principais envolvidos no escândalo. Ficou de fora o Presidente da República que alegou desconhecer o esquema. Em termos jurídicos, a desculpa valeu. O Procurador-geral retirou-o da denúncia por não ter encontrado evidências firmes de seu envolvimento. Agora, firulas jurídicas à parte, parece pouco provável que alguém, dotado de capacidade de reflexão, tenha acreditado na história. A ser verídico o desconhecimento, cairíamos na dúvida que, à época, circulou na internet: será que temos um Presidente aparvalhado, incapaz de entender fatos que acontecem ao seu redor, protagonizados por seus mais íntimos colaboradores?

Em outra vertente, há o Bolsa Família, sem dúvida o maior programa de compra de votos do mundo. Trata-se de um programa que gera dependência, antes de estimular o desenvolvimento humano. As pessoas atendidas, recebendo o benefício sem nenhuma necessidade de contrapartida, ficam desestimuladas até de buscar emprego. Mesmo a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) chegou a afirmar que o programa “vicia” e que deixa os beneficiários “acomodados”.

Não é que alguém seja contra a minorar a aflição de quem tem fome. O problema é que o programa parte de uma premissa falsa ao confundir pobreza com fome. A esses últimos é mais do que justo assistir com recursos públicos. Aos pobres, a melhor ajuda que o governo poderia dar é investir corretamente em educação. Mas não, confundindo conceitos, prefere manter um Bolsa Família hiperdimensionado, gastando recursos que fazem falta à educação, uma vez que, assim como está, o retorno nas eleições, em termos de votos, tem sido muito compensador.

A comprovação de que não são todos os pobres no Brasil que estão famintos veio de uma pesquisa do IBGE, realizada em 2004 – Pesquisa de Orçamentos Familiares. Em uma parte dessa pesquisa, ficou constatado que o índice de pessoas abaixo do peso estava menor do que aquele considerado normal pela OMS. E, para a perplexidade dos que acenam com a necessidade de combater a fome para manter e ampliar o programa, verificou-se que, entre nós, a obesidade é um problema mais crítico do que a fome.

Não satisfeito em aliciar parlamentares para sua base de sustentação política e populações desassistidas para aumentar suas possibilidades eleitorais, o governo trata, também, de evitar qualquer problema nas ruas, em termos de manifestações públicas de desagrado contra os muitos desvios de ética praticados por seus correligionários e aliados. Nada melhor, então, do que colocar a União Nacional dos Estudantes igualmente em seu balcão de negócios.

É assim que o governo, da mesma forma que faz com sindicatos, resolveu patrocinar a UNE. As verbas federais, dessa forma, passaram a irrigar o movimento estudantil, seja em termos de patrocínio, como aconteceu em seu último congresso nacional, seja com a destinação de alguns milhões para a reconstrução de sua sede, seja, ainda, com o pagamento de generosas “mesadas” a seus dirigentes.

Com isso, foi neutralizado o espírito combativo que era a marca do movimento estudantil e eliminou-se toda possibilidade de agitações de rua indesejáveis. Um exemplo disso ocorreu no referido congresso, quando houve um protesto contra a CPI da Petrobras. Em outros tempos, seria a UNE a primeira a se mobilizar para exigir a completa elucidação dos fatos. Agora, sem sequer conhecer os resultados de uma CPI que nem começou, faz o protesto. Passam por cima da necessidade de se investigar denúncias de irregularidades em uma empresa cujo maior acionista é o governo, em um congresso que era patrocinado por esse mesmo governo. E o presidente da UNE tem a desfaçatez de dizer que não vê nada de errado nisso.

Com a prática da compra indiscriminada de todos que possam atrapalhar os desígnios do governo, este foi perdendo todos os escrúpulos. Conseguindo manter níveis elevados de popularidade, julga-se acima do bem e do mal, capaz de tudo, inclusive de defender crimes praticados por aliados, pouco se importando com a ética e com a moralidade pública. Pouco se importando com a evidência de que está corrompendo os brios de toda uma nação que, em um dia não tão distante, teve orgulho de se proclamar brasileira.

Gen Ex GILBERTO BARBOSA DE FIGUEIREDO

Presidente do Clube Militar

Fonte: e-mail

Alguém pode dizer que o Sr. Gilberto está errado?


segunda-feira, agosto 10, 2009

Cínicos, debochados e abjetos

Os indecorosos

De Janio de Freitas:

Renan exerce chefia e induz chefiados a condutas abjetas; Collor é o chefiado a transitar entre um ridículo e outro

Mesmo os que depositaram na renúncia do senador José Sarney a solução para o Senado têm, agora ou outra vez, a evidência irrefutável do fator de desordem que é Renan Calheiros.

Chefe das milícias que se sucedem no Congresso com a sucessão dos governos, sob a denominação camarada de tropas de choque, Renan Calheiros é um marginal da vida parlamentar, que a faz a poder de ameaças aos adversários e a aliados recalcitrantes; de golpes da esperteza sinônimo de malandragem, e de mentiras como moral e cafajestices como ética.

Renan Calheiros e Fernando Collor no Senado são indecorosos por si mesmos. Ambos adeptos das mesmas táticas, por métodos diferentes. Com outra diferença, esta nos efeitos.

Renan Calheiros exerce chefia (não confundível com liderança) e induz chefiados a condutas abjetas, ao passo que Collor é um chefiado a transitar entre um ridículo e outro, sempre figurando um adolescente que, de terno e gravata pela primeira vez, faz cara e pose de homenzinho.

O impasse badernoso que imobiliza o Senado, desde o princípio do ano legislativo, tem Renan Calheiros como artífice. O golpe em que está transformado o Conselho de Ética, com os seus poderes de presidência entregues ao suplente de suplente Paulo Duque, vale como síntese da ação de Calheiros.

O cinismo debochado com que Paulo Duque presidiu a sessão do conselho para seus primeiros pareceres sobre Sarney -"Querem que eu leia, querem? Hein? Não, é melhor publicar primeiro, aí vocês leem. Ah, querem que eu leia? Eu estou rouco", e por aí foi, como um animador ordinário de auditório- é uma falta de decoro que, em Senado de razoável decência, resultaria na imediata destituição e posterior cassação de Paulo Duque. Mas estava tudo combinado e de impunidade garantida pela milícia.

Palavrão no exercício da senatória é falta de decoro grave. Justifica representação ao Conselho de Ética e, daí, perda do mandato. O xingamento feito por Renan Calheiros foi retirado da ata da sessão de quinta-feira.

O poder final de retirar e de mantê-lo, na transcrição em ata, é do presidente do Senado. José Sarney pode desfazer todas as acusações de que é alvo, mas nada o absolverá caso mantenha a retirada hipócrita e fraudulenta, e impeça a representação ao Conselho de Ética contra Renan Calheiros.

Essa atitude seria a negação de tudo o que disse na sua defesa, e em tantas ocasiões, sobre a grandeza que identifica no Senado e que afirma justificar sua presença ali e seus propósitos na presidência. Renan Calheiros conduz a defesa de José Sarney, mas o levou agora a um julgamento em que só o próprio José Sarney se absolverá ou se condenará.

Refeita a associação de quando se faziam notórios, agora Renan Calheiros como chefe, também Fernando Collor tem a que responder no Conselho Ética, pelas ameaças físicas dirigidas ao senador Pedro Simon apenas por citar seu nome, sem qualificação ou imputação alguma.

A arrogância desnorteada de Collor não depende dos seus esgares e mímicas mecânicas, é um estado. A tanta arrogância, tão vazia de fundos e tão cheia de agressividade, responde uma conhecida lembrança bíblica: "do pó vieste e ao pó voltarás".

Fonte: Blog Ricardo Noblat

Concordo e aplaudo, há apenas um engano - esses cínicos, debochados e abjetos sentem-se imunes a tudo, inclusive à morte. O consolo é saber que "Ela" os alcançará.

quinta-feira, agosto 06, 2009

terça-feira, agosto 04, 2009

O fim que deveria ser começo

Quando falta dignidade

Fonte: Veja

Montagem sobre fotos Bruno Stuckert/Celso Junior/ Roberto Jayme/AE Trinca assombrosa
Jader Barbalho, Renan Calheiros e José Sarney: mais do que riscar os homens, é preciso cancelar maus usos e péssimos costumes

Uma reportagem publicada nesta edição detalha o que pode ser o derradeiro capítulo do escândalo em torno dos atos secretos do Senado, cujo protagonista, José Sarney, é o mais antigo parlamentar em atividade no Brasil. Com Sarney, serão três os presidentes do Senado que renunciaram depois de naufragarem por falta de respostas convincentes às acusações de "quebra de decoro parlamentar" – eufemismo que embute um arco de maus comportamentos a ferir a ética e dilapidar os cofres públicos, como nepotismo, abuso de poder e corrupção. Foi assim com Jader Barbalho, em 2001, e com Renan Calheiros, em 2007. Nesses dois casos, vendeu-se a falsa impressão de que com a partida dos indivíduos purgavam-se os pecados de todos e, como corolário dela, vingou a ideia de que, tendo a Casa chegado ao fundo do poço da ética, seria inevitável que dali em diante as coisas começassem a melhorar. A realidade encarregou-se de desmanchar a ilusão – ou trapaça.

Tenta-se agora fazer o mesmo em relação ao fim da era Sarney. Não será por isso que os políticos brasileiros de todos os níveis, com as exceções de praxe, passarão a distinguir entre o público e o privado ou ter a mais mínima noção do que seja o interesse nacional. Mas algumas medidas precisam e podem ser tomadas já:

• Extinguir o senador sem voto. Os suplentes de senador teriam de se candidatar a esse posto e ser escolhidos individualmente pelo voto. Alternativamente, em caso de vacância do titular, o substituto do senador seria escolhido pelas respectivas Assembleias Legislativas estaduais.

• Tornar transparente via internet cada centavo de todos os gastos do Parlamento. Colocar no site os nomes, cargos, salários e benefícios de todos os servidores, bem como seus horários de expediente.

• Fazer um corte imediato e drástico no número de funcionários da Câmara e do Senado. Hoje, há 28 funcionários para cada deputado e 119 para cada senador, um abuso sem igual no mundo e sem precedentes na história.

• Varrer dos conselhos de ética os integrantes que sejam eles próprios alvo de inquéritos, acusações de nepotismo ou réus de ações penais. Hoje, 70% deles o são.

Talvez seja impossível, no curso de uma geração, fazer com que práticas fisiológicas e coronelistas seculares passem a ser vistas com o estranhamento mental e a repulsa moral necessários à boa política. A adoção imediata das medidas acima, porém, seria um primeiro passo na direção da solução cabal para as bandalheiras – que só virá quando aqueles senhores tiverem vergonha na cara.

domingo, agosto 02, 2009

A RENDIÇÃO DO ÚLTIMO CORONEL

O presidente do Senado anuncia a Lula sua disposição de entregar o cargo para preservar o mandato, abrindo o processo de sucessão. O que o Brasil espera é que ele sirva para mudar as práticas e os vícios que alimentam a corrupção e o fisiologismo na política

Fonte: Veja

Otávio Cabral e Diego Escosteguy

Fotos Sérgio Lima / Folha Imagem e Paulo Liebert /AE
SARNEY? QUE SARNEY?
Lula defendeu publicamente o presidente do Senado até quando lhe foi conveniente para garantir a gratidão e o apoio do PMDB na sucessão presidencial

O senador José Sarney lutou muito, mas não conseguiu vencer os fatos. Ao decidir disputar a presidência do Senado, em fevereiro passado, acreditava que o cargo era uma garantia de imunidade para ele e a família – àquela altura já investigada pela Polícia Federal por suspeita de uma multiplicidade de crimes. A visibilidade, porém, teve efeito contrário e acabou colocando o mais longevo dos políticos brasileiros no centro de uma devastadora crise no Congresso. José Sarney, o último dos coronéis, rendeu-se diante de tantos escândalos. Na semana passada, o senador disse ao presidente Lula que está cansado e que resolveu deixar o cargo. "Não aguento mais. Vou negociar uma saída", afirmou, de acordo com um interlocutor privilegiado do presidente. A conversa aconteceu na segunda-feira, pelo telefone, quando Lula ligou para saber notícias sobre o estado de saúde de Marly Sarney, esposa do presidente do Senado, que se recupera de uma cirurgia em São Paulo. Sarney, de acordo com o relato feito por Lula, estava abatido, disse que não conseguia dormir havia dias e se culpava pelo estado de saúde da mulher, que sofrera um acidente doméstico, fraturando o braço e o ombro.

Nos às vezes tortuosos códigos da política, desabafos como o do senador Sarney podem ser interpretados como um simples blefe, uma ameaça velada ou até chantagem de alguém em busca de proteção. Não é o caso. Desde o início da crise, Lula se empenhou pessoalmente na defesa de Sarney, sem nenhum pudor, a ponto de causar constrangimentos ao seu partido, quando desautorizou publicamente o líder do PT, senador Aloizio Mercadante, que havia pedido o afastamento do presidente do Congresso. Depois da conversa telefônica com José Sarney, porém, Lula mudou completamente o tom. Antes disposto a sacrificar um pouco da própria popularidade em troca de um punhado de votos no Congresso e de uma provável aliança com o PMDB na campanha eleitoral de 2010, o presidente vislumbrou a hora de mudar o discurso. Sarney? "Não é um problema meu. Não votei para eleger Sarney presidente do Senado, nem para senador. Votei nos senadores de São Paulo. Quem tem de decidir se ele fica presidente é o Senado", disse Lula em entrevista, recolhendo a boia. Jamais, portanto, poderá ser acusado de ter associado sua credibilidade à tentativa de manter no cargo um presidente do Congresso envolvido em nepotismo, desvio de dinheiro, contas no exterior... E, daqui a alguns dias, Lula pode, quem sabe, invocar até uma conveniente crise de amnésia: Sarney? Que Sarney?...

O presidente, o PMDB e seus aliados já começaram a discutir o futuro do Senado pós-Sarney, mas muito distante daquele que deveria ser o ponto de partida. Lula, por exemplo, está preocupado com questões mais práticas, como a sucessão. Trabalha para que Sarney renuncie, o que obrigaria o Senado a convocar novas eleições em cinco dias, evitando que a Casa ficasse sob o comando do vice-presidente, Marconi Perillo, do PSDB. O PMDB, republicano como sempre, quer continuar com a presidência, mas tem dificuldades em encontrar um candidato que seja da absoluta confiança do partido e que tenha a ficha limpa – missão aparentemente impossível. Sarney é o quarto político que presidiu o Senado nos últimos dez anos a cair em desgraça. Antes dele, Antonio Carlos Magalhães, Jader Barbalho e Renan Calheiros passaram por processos idênticos, o que mostra que o problema principal nunca foi enfrentado. "O Senado vive uma crise institucional provocada pela falta de ética, pela complacência com o uso indevido dos recursos públicos e pela falta de transparência", analisa o cientista político Lúcio Rennó, da Universidade de Brasília. "Não adianta apenas mudar os nomes. É necessária uma mudança radical nas práticas." A questão é que isso não interessa a quem deveria promover as mudanças – e os escândalos envolvendo o senador José Sarney explicam por quê.

A família Sarney sempre teve um apreço especial pelo setor energético, feudo do clã há pelo menos duas décadas. Além de dividendos políticos, o controle do setor proporciona outras vantagens. A Fundação José Sarney, criada pelo senador no Maranhão, é acusada de desviar dinheiro de um convênio com a Petrobras. O Instituto Mirante, ONG presidida pelo filho-problema Fernando Sarney, recebeu recursos da Eletrobrás para financiar projetos culturais no estado – parte desviada para contas de empresas da família. Fernando Sarney é o mesmo empresário que fez bons negócios na década de 80 vendendo postes de luz à estatal de energia do Maranhão ao mesmo tempo em que presidia a empresa por indicação do pai. A incursão mais recente e enrolada dos Sarney no campo energético ocorreu em Santo Amaro, no interior do estado. Lá, a Petrobras descobriu um manancial de gás natural. Há três anos, com a valorização do gás no mercado internacional, a Agência Nacional do Petróleo decidiu licitar a área para exploração. Antes que isso acontecesse, porém, o senador José Sarney tomou posse do local. Tomou posse, explique-se, porque há indícios de que houve grilagem de terras e estelionato – tudo coincidentemente conjugado com decisões de órgãos federais do setor energético comandados por pessoas ligadas a Sarney.

brasil5O IMPÉRIO SOB INVESTIGAÇÃO
Vista aérea do Convento das Mercês (à dir.), sede do Memorial José Sarney, em São Luís, e o poço de gás – a válvula em terras do grupo na região dos Lençóis Maranhenses (à esq.). A situação se agravou com as revelações sobre desvio de dinheiro público, tráfico de influência e grilagem de terras

Oficialmente, as áreas onde ficam os reservatórios de gás pertencem à empresa Adpart, que tem o presidente do Senado como cotista. O problema é que existem enormes discrepâncias entre o que dizem os papéis da empresa de Sarney e o que indicam as certidões dos imóveis. O que se media em poucos metros nas certidões dos cartórios do Maranhão passou a se contar em centenas de hectares nos documentos de Brasília. O milagre da multiplicação é que permitiu ao senador se tornar proprietário da área minada de gás. Numa certidão, Sarney diz ter comprado 200 hectares do lavrador Clodoaldo Garcia Lira. Entrevistado por VEJA, porém, o lavrador disse que vendera somente um "pedacinho" pequeno de terra, onde cultivava caju e mandioca. Ele diz ter vendido o terreno por 25.000 reais, pagos em dinheiro vivo por Ronald Sarney, irmão do presidente do Senado e procurador dele nos negócios de Santo Amaro. Diz o lavrador: "Meu terreninho ficava a uns 10 metros do poço". Depois da venda, o poço apareceu misteriosamente dentro do terreno. "Foi o pessoal do Sarney que cercou", diz o lavrador.

O principal poço de gás localizado nas terras também está cercado por arames e madeira. Entrevistado, o capataz de Sarney, José Ribamar Rodrigues de Oliveira, diz ter feito o serviço: "O doutor Ronald (irmão de Sarney) que me pediu. O presidente Sarney já veio aqui três vezes visitar o poço. Isso aqui tudo é do Sarney". Será? Em fevereiro de 2006, o então ministro de Minas e Energia, Silas Rondeau, indicado por Sarney para o cargo, autorizou a Agência Nacional do Petróleo a licitar a área. A Panergy, empresa que ganhou a licitação, pagou 1,1 milhão de reais ao governo pelo direito de investir na região. A empresa só aguarda a anuência ambiental do Instituto Chico Mendes para começar a exploração. Diz Normando Paes, dono da Panergy: "Trata-se de um campo de gás e não esperamos problemas para explorar. Fui informado pelo governo de que a área é pública e pertence ao estado do Maranhão". Telma Thomé, presidente da estatal de gás do Maranhão durante o processo de licitação da ANP, confirma que a área é pública. "As terras são do estado do Maranhão. Nós sempre trabalhamos os projetos de exploração de gás com essa perspectiva", diz ela. O cartório da cidade não ajuda a esclarecer o mistério. Diz a tabeliã Elke Viviane: "O pessoal do Sarney trouxe a certidão de compra das terras. Não posso falar mais nada". Nem precisa.

O desfecho da crise envolvendo Sarney representa um golpe contra as tradicionais oligarquias políticas brasileiras, mas não o definitivo – aliás, longe disso. Antonio Carlos Magalhães, Renan Calheiros, Jader Barbalho e Sarney produziram herdeiros, biológicos ou não, que mantêm vivas as seculares práticas coronelistas. O tamanho e a importância que tem o PMDB no cenário nacional é o maior exemplo disso. Como um câncer em processo de metástase, o partido é o abrigo seguro desse jeito peculiar de fazer política, desses grupos que continuam espalhados pela máquina do estado empenhados exclusivamente em girar a roda do fisiologismo e da corrupção. Se a renúncia de Sarney se confirmar, alguém é capaz de imaginar que os indicados pelo senador no setor elétrico serão demitidos? Não, não serão. Eles continuarão lá, fazendo tudo o que sempre fizeram, igualzinho ao que manda a cartilha atrasada pela qual reza a maioria dos políticos brasileiros, independentemente da agremiação a que pertencem. Afinal, essa é, e ainda vai continuar sendo por muito tempo, a mais eficiente e segura forma de fazer política: trocando votos por cargos, permutando verbas por apoio, empregando parentes e amigos – tudo com o nosso dinheiro.

"Rendição do último coronel", será? Eu creio que ainda restem diversos "coronéis" na política brasileira, como por exemplo, Renan Calheiros dentre outros.

Lavar a alma...seria o ideal.

sábado, agosto 01, 2009

Bigode Power

Sarney contrata jornalistas para se defender em blogs, Orkut e Twitter

Por Censurado

sarney e família O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), decidiu reagir ao que considera uma campanha midiática para retirá-lo do cargo. Uma equipe de 15 jornalistas foi contratada há três semanas para fazer parte de um bunker de contra informação. Os profissionais analisam diariamente o noticiário dos jornais, municiando os assessores de imagem de Sarney.

Com base na análise dos jornalistas, o gabinete de crise do presidente do Senado elabora um “relatório de intervenção” para rebater as reportagens. Contratados inicialmente até novembro, os jornalistas do bunker trabalham todos os dias, até mesmo nos fins de semana. O pagamento pela tarefa, segundo um dos contratados, será feito em dinheiro vivo, forma encontrada para não deixar rastros diretos do vínculo com o presidente do Senado.

Resposta:

A estrutura foi montada num shopping center do Lago Norte, a 10km da Casa que Sarney preside. O objetivo principal é vencer a guerra de informação. Para isso, os jornalistas, a maioria recém-formada, abastecem endereços eletrônicos com opiniões favoráveis ao parlamentar. Blogs de jornalistas políticos e redes sociais como Twitter e Orkut são os alvos. A orientação é publicar comentários positivos a respeito do político e questionar a isenção dos veículos de imprensa que denunciam a família Sarney. A tática é usar nomes falsos para participar do debate, de preferência comuns, como “Maria Mercedes” e “Raimundo Nonato”.

No Orkut, a comunidade Guarnicê Maranhão — referência a uma das manifestações folclóricas do estado, o bumba meu boi — foi criada com esse fim. “Aqui, se encontram aqueles que amam o Maranhão”, aponta a descrição do endereço. No Twitter, a página de “guarnice_ma” elogia a biografia de Sarney e questiona as críticas feitas pelos jornais.

Até o início da noite de ontem, a página contava com 61 seguidores e acompanhava outros 356 perfis. Somente na segunda-feira, foram publicados, até o começo da noite, 27 comentários, todos favoráveis ao presidente do Senado. “Jornais estão fazendo tudo o que for possível para derrubar Sarney”, dizia um dos textos.

Do Globo

[Comentário do Censurado: Aqui, fica a pergunta: até quanto é saudável ao próprio Sarney brigar para continuar no poder? Lutando, ele se desgasta e municia os adversários. Ele deveria aprender com outros políticos: pego na botija? Renuncia, volta pra casa, lambe as feridas e se esconde para voltar dois anos depois como se nada tivesse acontecido. Sarney, fica a dica, ok?]

terça-feira, julho 28, 2009

Fica Sarney!

cdsclayton

Por Censurado

Muita gente tem gritado Fora Sarney. Até o garçom do boteco que eu frequento aqui na Augusta me disse isso outro dia. Não vou negar, eu mesmo sou um dos que assistia ávido pela corda bamba na qual o ancião do bigode balançava. Mas tudo isso mudou da água para o vindo após ler um comentário na internet, não lembro exatamente onde (se alguém souber, me avise que eu dou fonte).

Deve me achar louco, mas eu realmente acho que o Sarney tem mais é que ficar no poder mesmo. Por que? Simples. Quanto mais tempo ele permanecer no poder, mais denúncias vão aparecer. A oposição e os desafetos do bigode estão cavucando tanto na sombra do Sarney que logo logo eles acham o corpo do Jimmy Hoffa.

Resposta:

Agora, falando sério. Começo a desconfiar dessa sanha com a qual os senadores defendem a eliminação do Sarney do Big Brother Brasília. Eles parecem com medo. Como diria meu avô, meu calo está começando a doer não de frio, mas de desconfiança. Acho que os senadores temem que, com Sarney no cargo, a imprensa continuará cavucando e ai vão acabar achando podres de outros, não só do maranhense.

Passo a enxergar essa briga para expulsar Sarney como um aperitivo. Querem dar algo para calar a imprensa e a população por alguns meses, um pequeno senso de vitória. Eu digo: Fica, Sarney. Fique em Brasília e continue provocando a população com sua arrogância. Force o povo a ir às ruas e a imprensa a bisbilhotar os arquivos e meandros. Se é para mexer na boca política, que não se tire só uma cárie, mas todos os dentes podres.

Fale comigo: Fica, Sarney. E por favor, quando sair, leve todos os seus contigo.

quinta-feira, julho 23, 2009

Cansei!


...Quem não está cansado?

As pessoas que assistem aos jornais na TV, as pessoas que leem jornais impresos, as pessoas que leem as notícias políticas "aviltantes" pela internet...quem não "cansou"!?

Eu cansei e o "Cansei"!? Creio que foi desde o programa do "cansativo" Jô Soares, ano passado, que o "Cansei", cansou - agora eu também cansei.

Tantas são as malezas "legais e imorais", tantas as impunidades desde que comecei a prestar atenção aos desmandos em "nosso despaiz"...pela época das denúncias de Jefferson ...das quantas!? Você se lembra do nome dele? Você até votaria nele - mesmo sem ganhar dentaduras!

Ah, chega! Cansei, mesmo! Cansei de tudo - "cansaço da vida, cansaço de mim...velhice chegando e eu chegando ao fim." - assim cantava Nora Ney, composiçao, de quem? Não sei.

Foi o" mensalação" um despertador! Mas para quantos!?

Sarney, em novas denúcias, ainda hoje (ontem), no JN... e depois pelo "Programa do Jô" - Netos, bisnetos, família - o "repulsivo" é o governante do Estado mais pobre do País, mas o "senador" não é lixeiro e repele qualquer denúncia que não se comprove "legal", mesmo que o saibamos um decrépito imoral!!!

Assim pensa "elle": "Não me chamo "raimundo", um pontapé na bunda d'ocês tudo!"

E nada mudará, ainda mais com os "aplasos" de Lula-lustro em tudo - "se lhe faltar "brilho" conte com Lula-lustreco!" - Sarney (com sarna, pulgas, e + tudo) conta e contará.

Os "trecos" ficam, nós passarinhos.

Nós passaremos, "elles", Ficarão.


Quem duvidar que se empenhe - eu cansei.

Eu, enquando Eu.

sábado, julho 18, 2009

Convite para pizza

RESUMO DA POLÍTICA DA SEMANA:

DIANTE DA DECLARAÇÃO DE NOSSO PRESIDENTE:
Lula diz que governistas são bons pizzaiolos
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva levantou o tom das críticas contra a criação da CPI da Petrobras nesta quarta-feira (15) após a cerimônia de posse do novo presidente da Embrapa. Questionado sobre as declarações da oposição no Senado de que "a CPI pode acabar em pizza temperada com pré-sal”, por ter apenas governistas no comando, Lula respondeu: “Depende. Todos eles são bons pizzaiolos”.

‘Contra as injustiças, só o silêncio, a paciência e o tempo’, diz Sarney

Fonte: As pegadas de Sabrina

segunda-feira, julho 13, 2009

Senado “Casa de horrores”

Uma luz no fim do Senado

Capítulo IV

Ed Ferreira/AE

INCHAÇO
O estudo da FGV propõe um corte de 40% no número
de funcionários terceirizados do Senado

Em meio a tanta notícia ruim vinda do Senado, destacava-se na semana passada o que parece ser uma das mais sadias decisões do seu presidente, José Sarney.

A Fundação Getulio Vargas (FGV) divulgou a proposta de reforma administrativa da Casa feita a pedido de Sarney e que, se for implantada na sua integridade, vai produzir efeitos bastante positivos. A FGV propõe o corte de 40% dos funcionários comissionados e terceirizados, medida com prazo para ser concluída até o próximo ano. Também ficou decidida a extinção da maior parte das 181 diretorias do Senado. Por razões legais trabalhistas, isso será feito mediante um plano de demissão voluntária sem data para começar. Os técnicos responsáveis pela proposta calculam que haverá uma economia de 4 milhões de reais por ano com a redução do número de funções gerenciais. Para um orçamento de 2,7 bilhões de reais, o valor é praticamente insignificante, mas aponta pelo menos a intenção de conter alguns dos abusos. Resta ainda muita teia de aranha a ser retirada do que a revista inglesa The Economist desta semana definiu como uma "casa de horrores". A saber: a verba indenizatória, a cota de passagens aéreas, o auxílio-moradia, o carro oficial com motorista e o celular sem limite de gastos – os nichos dos escândalos – continuam inalterados. Os senadores também permanecerão com seu exército de assessores intocado até 2010.

Fonte: Veja

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