"Deus me respeita quando eu trabalho. Mas me ama quando eu canto."

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quarta-feira, junho 01, 2011

sexta-feira, abril 15, 2011

A Christie’s & Liz Taylor

Leilão milionário 

liztaylor
A Christie's anunciou que irá leiloar as joias de Elizabeth Taylor, avaliadas em 150 milhões de dólares. Será uma série de leilões, cujas datas ainda não foram anunciadas e além das joias, também serão leiloadas obras de arte, roupas e objetos pessoais da atriz, falecida no dia 23 de março deste ano.

Toda a renda será revertida para instituições que trabalham no combate à Aids, seguindo uma cláusula do testamento de Elizabeth Taylor.

sexta-feira, abril 08, 2011

Hábitos & Vícios

Por muitos anos eu fui fumante

fumar 
Eu tinha dezessete anos e fumar era algo glamurizado! As  grandes divas do cinema da época todas eram fumantes e parecia que o ato de fumar emprestava a elas mais liberdade, altivez, sensualidade, nobreza. Chegava a criar um distanciamento necessário ou uma desejava aproximação.

Pondo de parte os tão conhecidos malefícios que o cigarro nos trás – esqueça-se isso. Fumar era maravilhoso, me dava grande prazer, preenchia um “algo” que não sei o que seja...deixou um vazio.

Antes, mesmo durante os outros tratamentos, eu ainda fumava, mas depois do transplante ouvi com todas as letras que eu não poderia mais fumar – “Nunca mais” Faz cinco meses que não fumo, é difícil, muito difícil, não é apenas lidar e dominar um vício, mas se desfazer de um hábito também.

Muitos são os mecanismos de um hábito, eles também fazem falta, eles faziam parte do ritual e devem, um a um, ser apagados e isso causa dor, a dor da perda – meu companheiro cigarro, agora apartado de mim.
AM pto. entre nos

sábado, março 20, 2010

Essa não dá para deixar passar!

MARISA FASHION
O vestido da Primeira Dama merece uma CPI

por “the passira news”

Alguém precisa investigar quem comete esses atentados contra a mulher do presidente Lula, principalmente nessas ocasiões mais solenes, como aconteceu há poucos dias no jantar que a família real da Jordânia ofereceu ao casal brasileiro
Lady Marisa sucumbe ante a simplicidade majestática da rainha Rania

Toinho de Passira

Como dissemos em outras ocasiões não queremos, com nossos comentários, ridicularizar, nem mesmo debochar de Dona Marisa, pelo contrário, quem a veste dessa maneira é que a está pondo numa situação vexatória.

A primeira Dama é uma pessoa simples, e como tal não está obrigada a conhecer as futilidades do mundo fashion e da alta costura. Dona Marisa já comprovou, muito antes, quando escolheu o companheiro, que bom gosto não é o seu forte.

Até se pode perdoar que nos primeiros eventos ela tenha se atrapalhado e não tenha se apresentado a altura do que se pode exigir da mulher que representa diplomaticamente o Brasil, nesses encontros internacionais, tão exageradamente fartos, nesse governo Lula.

Mas agora depois de sete anos de batente, não se pode perdoar que a própria primeira dama, o marido dela, alguma amiga, alguém do cerimonial do Itamaraty, não possa ter interferido positivamente por as coisas no devido lugar.

Como quase sempre Dona Marisa exagerou. O seu vestido balofo e estratosférico foi posto no pior momento, justamente ao lado de uma das mulheres mais elegantes, bonitas e discreta do mundo, a rainha Rania, esposa do rei da Jordânia, Abdullah II.

Postas lado a lado, de corpo inteiro, a evidencia do mau gosto da nossa primeira dama fica mais gritante. A rainha que sempre coloca em seu blog fotos das mulheres que visitam o seu país, poupou a nossa primeira dama do vexame e "esqueceu" de registrar sua passagem pela Jordânia.

Precisa ser preso, numa cela de segurança máxima, sem direito a cateterismo, estilista, homem ou mulher, que ao ver dona Marisa nesse vestido, tenha exclamado falsamente: “DES-LUM-BRAN-TE!” (Estilistas sempre separam as sílabas quando estão enganando a cliente.)

Não temos dúvidas que esse vestido foi muito caro. Também não temos dúvidas que foi pago com cartão corporativo. Portanto foi com nosso dinheiro que essa coisa “hor-ro-ro-sa “, foi comprado e nos representou naquela noite de gala no Palácio de Amã. Sentimo-nos envergonhados e humilhados pelo vexame que ela passou.

Fonte: the passire news”

Em concordância, acrescento: Eita povo que gosta de "tirar uma onda" com esse casal! Se há gente que abriga cobras e as cria, é a família "Luis Inácio da Silva"!

Só se pode achar que - dona Marisa, A Inútil, matém em seu palácio bons inimigos, que restam por detrás dela a gargalharem, e, Marisa, "A Inocente inútil" é tão simples, mas tão "simples" que nem se dá conta das peripécias de suas(seus) inimiga(o)s.

Mas ai eu pergunto: e precisam? Preocupações tolas e "fúteis" não frequentam nem a massa encefálica do marido e muito menos de sua digna primeira dama! Estão de "malas prontas e muito bem feitas"! Haverão de viver o que lhes resta de vida, como o "povão", que eles adoram mencionar, diz: "numa boa"!

O mal que um fez ao país e o "nada" que a outra prestou para a Nação...eles nem tem consciência disso! Muito menos ela, porque, do contrário, haveria de ter aprendido ao menos o mínimo - vestir-se corretamente.

E vamos combinar: a mulher tem mais sorte do que dá a parecer! Talvez porque já conhecesse a "lenda D. Marisa do Brasil", a rainha vestiu-se tão simplesinha, mas tão simplesinha, que eu até compreendo que ela não tenha publicado em seu blog o "favor" que fez para a "primeira dama do Brasil"

Sinceramente? Marisa mais se parece a um abajur que se ganha de uma tia já idosa...Aquela coisa que você se pergunta: "Onde isso cabe, onde posso colocar isso?" Sinceramente? Gargalhei com o modelito!!


segunda-feira, janeiro 04, 2010

Minha Musa, um Exemplo!

01_fernanda

Fernanda é tudo que sobrou do que sempre me ensinaram. A sombra dos quarenta graus à sombra. Procurem os gestos no vocabulário, olhem Fernanda: estão todos lá. Sua vida é um palco iluminado. À direita as gambiarras do perfeccionismo. À esquerda os praticáveis do impossível. Em cima o urdimento geral de uma tentativa de enredo a ser refeita todas as noites, toda a vida. Atrás os bastidores, o mistério essencial. Embaixo, o porão, que torna viáveis os mágicos e onde, faz tanto tempo!, se ocultava o ponto. Em frente o diálogo, que é uma fé, e comove montanhas.

Gênio da espécie teatronicus fanaticus, é tal o talento de Fernanda que nunca consegui saber se é bonita. É. Mas pode ser que esteja só representando. Pois se a pusessem no Santos, no lugar de Pelé, tenho certeza de que o interpretaria com tal perfeição que marcaria um gol de lençol. (A Seleção não sabe o que está perdendo). Da ambiguidade da arte que pratica fico pensando se é mais difícil ser sincera na vida depois de todas as mentiras no palco ou ser autêntica no palco depois de todas as perfídias da existência.

Chamam-na de atriz de fôlego; é de reparar que nem respira. Pois, nos adventos, remói. Embora nem sempre como antigamente. Já que há o risco do abismo na exibição de cada noite. A expressão corporal adquiriu, nela, a força do verbo. E a palavra, dita por ela, vem multifacetada. No cinema sua cabeça é grande, no palco é bem pequenininha, demonstração swiftniana (pirandelina) da relatividade nas propostas. Fer-nan-da, cinco sílabas mágicas como as três de fe-li-ci-da-de: e sempre a pomos onde estamos. Tem um riso que sublinha, um olhar que diagrama, ombros de mulata e uma vaga assessoria do divino. Pois crê em Deus, inda que não LHE dê excessiva intimidade; se um dia ELE não aparecer ela veste o manto e faz o SEU papel.

Nunca saiu do Brasil mas esse é o seu mundo. Tem raras iras, todas, porém, postas à prova. Com dois filhos, outros tantos pais, o dobro de avós e o quádruplo de bisavós, sua ascendência é o infinito. E os filhos crescem, lhe ampliando a vida, em anos e memórias. Magra, branca, fugidia, tem, contudo, a coragem da ossatura e o prolongamento moral que o espírito empresta aos fêmures e aos cúbitos.

São poucos os que, como ela, conseguiram chegar aos 18 anos em menos de quarenta. Em Alagoas, meio século atrás, teria sido outra Maria Bonita. Em Rouen, há quatrocentos anos, teria convencido Joana D'Arc a escapar da fogueira. Veste-se como quem não vai a lugar nenhum e tem toda razão - o acontecimento é ela. Parca de excessos, é perdulária em antonímias. Seu demagogo predileto é muito humilde. Sua cor predileta é a cortesia. Sua única ambição é a ubiquidade. Do Engenho de Dentro ainda carrega um ligeiro sotaque. Se fosse homem queria ser mulher.

Esmiúça os contrastes e aceita ternamente as vacilações dos que nunca abdicaram. Cínica diante da Glória resiste sempre às apoteoses do outrora quinto ato. Mas seu ato de viver não tem paredes: há sempre gente assistindo à sua multiplicidade. Tem certas dúvidas: nenhuma delas certa. É corriqueira todo dia, costumeira quase todos os dias, ocasional nem sempre, e mítica, só para nós que lhe conhecemos a quinta essência. Psicanalista e confessor, sobe no palco, desnuda o inconsciente coletivo e redime uma arte que muitos dizem extinta. E eis o segredo: crê no texto, tem fé na direção, comunga com a platéia e sabe que, no dia do Juízo Final, os críticos serão todos perdoados.

Seu rosto conserva recordações que a memória esqueceu. Reparem: às vezes seu sorriso chega tarde para uma expressão de alegria. Ou sai antes do fim da euforia, dublagem existencial errada que deixa notarmos os arcanos de sua melancolia. Pois dói, eu sei, aqui assim, lá nela. Dois seios, como em toda mulher. Ânsia de muitos seios, como a Loba de Roma. A sabedoria do passo, a negação positiva, o pouco de culinária que ainda lembra são os seus enigmas para uma personalidade do outro lado.

Sem não ser o que é, pode ser outra coisa, na saudade antibovarista de uma vida total. Explicando melhor: tomou a parte pelo todo, sendo o todo impossível. Explicando inda mais: fez da fatia o bolo e comeu-o inteiro, deixando porém um pequeno pedaço de sonho para todo mundo.

Já interpretou Mirandolina, "madame" Warren e Arlete Pinheiro. Se fez Montenegro, se casou com Torres e, do alto dessas pirâmides, há quarenta peças os dois se contemplam. Desgarrada da geração em que nasceu, flutua acima daquela em que vive, nessa terra-de-ninguém em que é perigoso estar só sem estar mal acompanhado: diz-me quem és e eu te direi com quem não andas. Aplaudida em toda parte não regateia aplausos ao público que a freqüenta. E busca, nos desvãos dessa troca, a verdade da Glória. Que não fica, não eleva, não honra, nem consola. E uma parte da qual pode ser até que esteja na bilheteria. Sabe que uma atriz está sempre na iminência de ser uma mera atriz. Acha imperfeita uma língua que só tem cama e não tem camo, homem poltrão sem mulher poltrona, e síntese anacrônica e não ternuras múltiplas praticadas sob o consenso popular aferido por meio do votodiretouniversal obrigatório. Repetem o que ela diz mas o difícil é repetir os seus silêncios. Pois não sei quantos idiomas fala mas cala, essencialmente, nessa que é, meu Deus, a língua nossa! Conserva o que a nutre, extirpa o que lhe tolhe.

Crê no perigo da ausência, que nunca tem razão, por isso sempre está e sempre fica, ou deixa alguém de muita confiança. E já tem tudo arrumado para o grande dia. Só não vai de comenda porque quem a condenou perdeu o que não tinha. Mas, como recordação da infância, ainda pula amarelinha nas adjacências. Corda, porém, só em casa de enforcado. Sua última opção é estar com a vida quando quase ninguém mais respira. Algumas decisões: a de morrer de pé, como um batavo. A de brincar de Deus, como um bandido. A de apostar no destino, dando ao gato seis vidas de vantagem. E, após o final, poder escutar no silêncio e no escuro, o último espectador que se afasta nas aléias desertas.

millorEm seu 3x4


Quando da comemoração de seu octogésimo aniversário, eu, tão sua fã, não tive oportunidade de comemorar esse marco! Comemoro agora, quando comemoro, além, que ela há em minha, em nossas Vidas.
Parabéns Amada!

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