"Deus me respeita quando eu trabalho. Mas me ama quando eu canto."

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domingo, junho 27, 2010

Boa notícia!

Drica Moraes passa bem após transplante de medula em SP

Atriz passou por procedimento na manhã desta quarta-feira (23) em SP.
Ela estava internada desde dia 14 esperando transplante de medula óssea.

Do G1, em São Paulo

Atriz Drica Moraes, na apresentação da série 'Decamerão', em  2009

Atriz Drica Moraes, na apresentação de 'Decamerão',
em 2009 (Foto: André Luiz Mello / TV Globo)

A atriz Drica Moraes está bem após passar por um transplante de medula em São Paulo na manhã desta quarta-feira (23).

Segundo comunicado enviado à imprensa pelo Hospital Albert Einstein, "o procedimento foi realizado por volta das 11h30 e não teve nenhuma intercorrência. A paciente está ótima e permanecerá internada para monitoramento da reconstituição da medula óssea (“pega” do transplante)".

A atriz estava internada desde o dia 14. O transplante foi comandado pelo hematologista Nelson Hamerschlak.

Drica, que mora no Rio, está com leucemia e se internou algumas vezes em hospitais da cidade para sessões de quimioterapia.

O transplante foi realizado na unidade do Morumbi com doador não aparentado a partir de busca realizada no Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome).

Segundo o hospital, o procedimento para o transplante tem três fases. Ele começou no dia 16, com a quimioterapia preparatória. Após a infusão da medula óssea ela ficará internada para o período de monitoramento da avaliação do sucesso do transplante.

20 novembro

sábado, fevereiro 13, 2010

Ela também

Drica Moraes inicia quimioterapia contra leucemia

drica moraess A atriz Drica Moraes, de 40 anos, iniciou as sessões de quimioterapia para eliminar a leucemia, diagnosticada na sexta-feira (12). De acordo com Fernanda Ribas, empresária da atriz, ela responde bem ao tratamento, mas ainda segue internada no Hospital Samaritano, em Botafogo, na Zona Sul do Rio.

Após sentir um mal-estar, a atriz foi internada na noite de quarta-feira (10).

Ainda não há previsão de alta para Drica Moraes. Segundo Fernanda, Drica não pode receber visitas por ordens médicas, devido à sua baixa imunidade.

Campanha por doação de sangue

Amigos de Drica criaram no Twitter uma campanha de doação de sangue para a atriz. Várias personalidades, entre elas Walcyr Carrasco, Pedro Neschling e Ivete Sangalo, escreveram no microblog: "Doem sangue para a atriz DRICA MORAES (Adriana Moraes Rego Schmidt) no Gávea Medical Center! É na Lagoa Barra, sangue B ou O"

A família da atriz agradeceu o empenho dos colegas, mas fez um alerta sobre a necessidade de um controle nas doações de sangue direcionadas a Drica.

"Muita gente já compareceu para doar sangue, mas não adianta todo mundo doar ao mesmo tempo, já que o sangue só dura quatro dias. Em virtude disso, a família e os amigos mais próximos vão reorganizar esse esquema de doação", disse a empresária da atriz, Fernanda Ribas.

Participação em novelas

Atualmente no ar no papel de Olívia, de "Alma Gêmea", da TV Globo, Drica Moraes também atuou em outras novelas como "Top Model", "Chocolate com Pimenta", "O Cravo e a Rosa", "Era uma Vez" e "Pé na Jaca". No cinema, um dos seus últimos trabalhos foi em “Os Normais 2”, de 2009, do cineasta José Alvarenga Jr.

Fonte: G1

Que ela possa sair vitoriosa dessa luta!

segunda-feira, janeiro 04, 2010

Minha Musa, um Exemplo!

01_fernanda

Fernanda é tudo que sobrou do que sempre me ensinaram. A sombra dos quarenta graus à sombra. Procurem os gestos no vocabulário, olhem Fernanda: estão todos lá. Sua vida é um palco iluminado. À direita as gambiarras do perfeccionismo. À esquerda os praticáveis do impossível. Em cima o urdimento geral de uma tentativa de enredo a ser refeita todas as noites, toda a vida. Atrás os bastidores, o mistério essencial. Embaixo, o porão, que torna viáveis os mágicos e onde, faz tanto tempo!, se ocultava o ponto. Em frente o diálogo, que é uma fé, e comove montanhas.

Gênio da espécie teatronicus fanaticus, é tal o talento de Fernanda que nunca consegui saber se é bonita. É. Mas pode ser que esteja só representando. Pois se a pusessem no Santos, no lugar de Pelé, tenho certeza de que o interpretaria com tal perfeição que marcaria um gol de lençol. (A Seleção não sabe o que está perdendo). Da ambiguidade da arte que pratica fico pensando se é mais difícil ser sincera na vida depois de todas as mentiras no palco ou ser autêntica no palco depois de todas as perfídias da existência.

Chamam-na de atriz de fôlego; é de reparar que nem respira. Pois, nos adventos, remói. Embora nem sempre como antigamente. Já que há o risco do abismo na exibição de cada noite. A expressão corporal adquiriu, nela, a força do verbo. E a palavra, dita por ela, vem multifacetada. No cinema sua cabeça é grande, no palco é bem pequenininha, demonstração swiftniana (pirandelina) da relatividade nas propostas. Fer-nan-da, cinco sílabas mágicas como as três de fe-li-ci-da-de: e sempre a pomos onde estamos. Tem um riso que sublinha, um olhar que diagrama, ombros de mulata e uma vaga assessoria do divino. Pois crê em Deus, inda que não LHE dê excessiva intimidade; se um dia ELE não aparecer ela veste o manto e faz o SEU papel.

Nunca saiu do Brasil mas esse é o seu mundo. Tem raras iras, todas, porém, postas à prova. Com dois filhos, outros tantos pais, o dobro de avós e o quádruplo de bisavós, sua ascendência é o infinito. E os filhos crescem, lhe ampliando a vida, em anos e memórias. Magra, branca, fugidia, tem, contudo, a coragem da ossatura e o prolongamento moral que o espírito empresta aos fêmures e aos cúbitos.

São poucos os que, como ela, conseguiram chegar aos 18 anos em menos de quarenta. Em Alagoas, meio século atrás, teria sido outra Maria Bonita. Em Rouen, há quatrocentos anos, teria convencido Joana D'Arc a escapar da fogueira. Veste-se como quem não vai a lugar nenhum e tem toda razão - o acontecimento é ela. Parca de excessos, é perdulária em antonímias. Seu demagogo predileto é muito humilde. Sua cor predileta é a cortesia. Sua única ambição é a ubiquidade. Do Engenho de Dentro ainda carrega um ligeiro sotaque. Se fosse homem queria ser mulher.

Esmiúça os contrastes e aceita ternamente as vacilações dos que nunca abdicaram. Cínica diante da Glória resiste sempre às apoteoses do outrora quinto ato. Mas seu ato de viver não tem paredes: há sempre gente assistindo à sua multiplicidade. Tem certas dúvidas: nenhuma delas certa. É corriqueira todo dia, costumeira quase todos os dias, ocasional nem sempre, e mítica, só para nós que lhe conhecemos a quinta essência. Psicanalista e confessor, sobe no palco, desnuda o inconsciente coletivo e redime uma arte que muitos dizem extinta. E eis o segredo: crê no texto, tem fé na direção, comunga com a platéia e sabe que, no dia do Juízo Final, os críticos serão todos perdoados.

Seu rosto conserva recordações que a memória esqueceu. Reparem: às vezes seu sorriso chega tarde para uma expressão de alegria. Ou sai antes do fim da euforia, dublagem existencial errada que deixa notarmos os arcanos de sua melancolia. Pois dói, eu sei, aqui assim, lá nela. Dois seios, como em toda mulher. Ânsia de muitos seios, como a Loba de Roma. A sabedoria do passo, a negação positiva, o pouco de culinária que ainda lembra são os seus enigmas para uma personalidade do outro lado.

Sem não ser o que é, pode ser outra coisa, na saudade antibovarista de uma vida total. Explicando melhor: tomou a parte pelo todo, sendo o todo impossível. Explicando inda mais: fez da fatia o bolo e comeu-o inteiro, deixando porém um pequeno pedaço de sonho para todo mundo.

Já interpretou Mirandolina, "madame" Warren e Arlete Pinheiro. Se fez Montenegro, se casou com Torres e, do alto dessas pirâmides, há quarenta peças os dois se contemplam. Desgarrada da geração em que nasceu, flutua acima daquela em que vive, nessa terra-de-ninguém em que é perigoso estar só sem estar mal acompanhado: diz-me quem és e eu te direi com quem não andas. Aplaudida em toda parte não regateia aplausos ao público que a freqüenta. E busca, nos desvãos dessa troca, a verdade da Glória. Que não fica, não eleva, não honra, nem consola. E uma parte da qual pode ser até que esteja na bilheteria. Sabe que uma atriz está sempre na iminência de ser uma mera atriz. Acha imperfeita uma língua que só tem cama e não tem camo, homem poltrão sem mulher poltrona, e síntese anacrônica e não ternuras múltiplas praticadas sob o consenso popular aferido por meio do votodiretouniversal obrigatório. Repetem o que ela diz mas o difícil é repetir os seus silêncios. Pois não sei quantos idiomas fala mas cala, essencialmente, nessa que é, meu Deus, a língua nossa! Conserva o que a nutre, extirpa o que lhe tolhe.

Crê no perigo da ausência, que nunca tem razão, por isso sempre está e sempre fica, ou deixa alguém de muita confiança. E já tem tudo arrumado para o grande dia. Só não vai de comenda porque quem a condenou perdeu o que não tinha. Mas, como recordação da infância, ainda pula amarelinha nas adjacências. Corda, porém, só em casa de enforcado. Sua última opção é estar com a vida quando quase ninguém mais respira. Algumas decisões: a de morrer de pé, como um batavo. A de brincar de Deus, como um bandido. A de apostar no destino, dando ao gato seis vidas de vantagem. E, após o final, poder escutar no silêncio e no escuro, o último espectador que se afasta nas aléias desertas.

millorEm seu 3x4


Quando da comemoração de seu octogésimo aniversário, eu, tão sua fã, não tive oportunidade de comemorar esse marco! Comemoro agora, quando comemoro, além, que ela há em minha, em nossas Vidas.
Parabéns Amada!

domingo, outubro 04, 2009

Em reprise & descrição

Uma história de superação...

Há uma dança impressionante, chamada de "As Mil Mãos-Guanyin". Considerando a grande coordenação que é necessária, a sua realização não deixa de ser surpreendente, mais ainda porque todas as bailarinas são surdas. Sim, é verdade.

Todas as 21 bailarinas são completamente surdo-mudas.

Baseando-se somente nos sinais dos formadores nas quatro esquinas do cenário, estas extraordinárias bailarinas oferecem um grande espetáculo visual.

O seu primeiro grande "début" internacional foi em Atenas na cerimónia de encerramento dos Jogos Paralímpicos de 2004, mas tem estado desde há muito tempo no repertório da "Chinese Disabled Peoples Performing Art" e já viajou a mais de 40 países.

A sua primeira bailarina, Tai Lihua, tem 29 anos de idade e possui um BA pelo Instituto de Belas Artes de Hubei. O vídeo foi gravado em Pequim durante o Festival da Primavera.


sexta-feira, junho 19, 2009

Chico 65

Hoje, dia 19 de junho, Francisco Buarque de Hollanda completa 65 anos.
Parabéns ao poeta, ao músico, ao escritor!


sexta-feira, junho 05, 2009

Questionando

Por quê bons & belos, vencedores em seu meio profissional e vindos de bom berço abandonam Tudo?

Por quê?

Agora com certa serenidade, me pergunto...porque me vi perplexa com a morte de um "vencedor" - ainda mais com a suposição de que provocada por si mesmo - por quê alguem com esse perfil público, aos 72 anos, resolve desistir?

É provável que não estivesse tão descontente com a direção de seu país quanto eu estou com a direção do meu; certamente ele tinha dinheiro para pagar suas contas básicas e manter-se com dignidade - não creio que estivesse correndo o risco de decretar "falência" - como famoso-celebridade, devia ser "aplaudido" por seus circundantes...então o que esteve tão errado na vida dele para que tenha resolvido sair por si mesmo desse mundo? Faltou-lhe algo, mas o quê!?

Eu creio que tivesse dez ou doze anos quando me apaixonei pela filosofia chinesa - algo destilada em seriado protagonizado por ele, ainda rapaz - um "gafanhoto". Ainda hoje me faz bem lembrar da ideologia do caminhante tentando consertar o mundo. Se eu, que era criança, me lembro e tirei proveito das lições de vida do ideólogo, como pode ter seu protagonista esquecido de tudo e ter cometido suicidio?

Não que o desaprove, apenas me questiono o por quê encerrar a vida de tal maneira, claro, apenas com conhecimento de seu personagem e quase de coisa alguma de sua vida pessoal.

Em minha vida "seu personagem" aliado à sua imagem, foi tão representativo, que muitas vezes me fez fugir de um ato mais dramático.

Espero que David Carridine tenha conseguido chegar ao bom sítio que "gafanhoto" procurou na terra.
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quinta-feira, junho 04, 2009

David Carradine

br.reuters.com Ator é encontrado morto em hotel na Tailândia

Por Darren Schuettler

BANGCOC (Reuters) - O ator norte-americano David Carradine, de 72 anos, foi encontrado morto no quarto de um luxuoso hotel de Bangcoc na quinta-feira. Segundo a polícia tailandesa, o corpo estava nu e dependurado em uma corda dentro do armário.

A polícia disse ter sido alertada da morte do ator, que ganhou fama como o monge da série de TV "Kung Fu", na manhã de quinta-feira.

"Ele foi encontrado enforcado em uma corda no armário do quarto", afirmou à Reuters o tenente-coronel Colonel Pirom Jantrapirom, do posto policial de Lumpini, em Bangcoc.

Não havia sinais da presença de outras pessoas no quarto, afirmou Pirom. O corpo foi levado a um hospital para a realização de uma autópsia.

Lori Binder, representante do agente de Carradine em Los Angeles, disse que o ator estava na Tailândia para trabalhar num filme chamado "Stretch". Ele não quis dar mais detalhes sobre a morte enquanto corressem as investigações.

Integrante de uma família de artistas e o filho mais velho do conhecido ator John Carradine, David Carradine desfrutou de uma longa carreira na Broadway, na televisão norte-americana e no cinema, onde participou dos filmes de Quentin Tarantino "Kill Bill: Vol. 1" e "Kill Bill: Vol. 2", entre outros.

Fonte: Reuters

segunda-feira, março 30, 2009

Grandes Mulheres do Brasil – Fernanda Montenegro

Fernanda Montenegro, nome artístico de Arlete Pinheiro Esteves da Silva, pelo casamento, Arlete Pinheiro Monteiro Torres.(Rio de Janeiro, 16 de outubro de 1929) é uma consagrada atriz brasileira de cinema, teatro e televisão indicada ao Oscar.

Fernanda Montenegro marca suas personagens com a sinceridade e o vigor que a tornam uma personalidade destacada na sociedade brasileira, conferindo-lhe o título de primeira-dama do teatro.

Começa a carreira no rádio, aos 16 anos. No teatro, sua primeira experiência é em uma produção de Esther Leão, onde conhece Fernando Torres, seu futuro sócio e marido. Em 1952, ingressa na companhia de Henriette Morineau, Os Artistas Unidos. Em 1954, estréia no Teatro Maria Della Costa - TMDC, atuando em O Canto da Cotovia, de Jean Anouilh, um dos espetáculos mais importantes da companhia, com direção de Gianni Ratto. Permanece no TMDC por dois anos e tem seu primeiro papel de destaque, em 1955, interpretando Lucília em A Moratória, de Jorge Andrade, que lhe vale o Prêmio Saci e a promove ao estrelato. Em 1956, estréia no Teatro Brasileiro de Comédia - TBC, em Divórcio para Três, de Victorien Sardou, dirigida por Ziembinski, onde permanece até 1958, sendo premiada por dois trabalhos: com Nossa Vida com Papai, de Howard Lindsay e Rusel Crouse, 1956, a atriz se revela em plena maturidade artística e seu desempenho, que na opinião dos críticos faz valer o espetáculo, lhe confere o prêmio da Associação Paulista de Críticos Teatrais - APCT; com a interpretação sincera e vigorosa de Vestir os Nus, de Luigi Pirandello, 1958, recebe o Prêmio Governador de Estado de São Paulo, e, novamente, o APCT. Diferente dos chamados "monstros sagrados" do teatro, Fernanda Montenegro assimila desde cedo a verticalidade do teatro, na figura do encenador: "... Eu vi que não era só dizer a frase com sujeito, verbo e predicado. Aquilo tinha uma imantação e cada período daqueles estava inserido numa cena, que tinha um batimento, que se unia a outra cena... E assim tinha um resultado não só artístico, mas social, político, existencial. Isso tudo dentro de uma visão estética do espetáculo que correspondesse a uma unidade cênica".

Funda o Teatro dos Sete, com Fernando Torres, Sergio Britto, Ítalo Rossi e Gianni Ratto, onde participa de todos os espetáculos até a dissolução da companhia, em 1965. Nesse período é três vezes premiada: pela interpretação em O Mambembe, de Artur Azevedo e José Piza, dirigido por Gianni Ratto, 1959, recebe o Prêmio Padre Ventura do Círculo Independente de Críticos de Arte; por Mary, Mary, de Jean Kerr, direção de Adolfo Celi, em 1963, é premiada pela Associação Brasileira de Críticos Teatrais - ABCT; e por Mirandolina, de Carlo Goldoni, em 1964, recebe o Troféu Governador do Estado de São Paulo.

Gianni Ratto, que dirige a maioria dos espetáculos do Teatro dos Sete, traduz a importância da atriz em texto que comemora seus 50 anos de carreira: "A sólida estruturação moral, a noção crítica que ela tem de seu trabalho na perspectiva histórica de suas origens e do mundo ao qual pertence e que ela mesmo criou para si, emprestam ao seu trabalho o cunho do severo e implacável profissionalismo de um artista da Renascença".

De 1966 a 1968, Fernanda atua em quatro espetáculos, dirigida por Fernando Torres, e recebe o Prêmio Molière por A Mulher de Todos Nós, de Henri Becque, 1966; e por O Homem do Princípio ao Fim, de Millôr Fernandes, 1967. Na década de 1970, atua em Oh! Que Belos Dias, de Samuel Beckett, com direção de Ivan de Albuquerque, 1970; O Marido Vai à Caça, de Georges Feydeau, dirigida por Amir Haddad, 1971; O Interrogatório, de Peter Weiss, direção de Celso Nunes, 1972; O Amante de Madame Vidal, de Louis Verneuil, direção de Fernando Torres, 1973. É premiada por Seria Cômico ... Se Não Fosse Sério, de Dürrenmatt - Troféu Governador do Estado e Prêmio da Associação dos Críticos Teatrais de São Paulo - e A Mais Sólida Mansão, de Eugene O'Neill - Prêmio Molière - ambos em 1976. Com o espetáculo É..., de Millôr Fernandes, 1977, passa 3 anos e meio em temporada, realizando, em quatro capitais, um recorde de apresentações ininterruptas.

Na década de 1980, seu espetáculo mais marcante é As Lágrimas Amargas de Petra von Kant, de Fassbinder, 1982, pelo qual recebe os prêmios Molière e Mambembe. Macksen Luiz escreve sobre o desempenho da atriz no espetáculo: "Quando os refletores do Teatro dos Quatro iluminam um corpo de mulher no centro do palco, vêem-se apenas as suas costas muito brancas e os cabelos desalinhados de alguém que desperta. Assim tem início para a platéia uma das mais emocionantes experiências que um espectador de teatro pode ter. O privilégio de assistir a um monstro sagrado mostrando, em forma plena, a extensão de seu talento. O seu porte de cena é de um animal, dono de sua liberdade de movimentos num espaço que é inteiramente seu. Há uma intimidade tão estreita entre a atriz e seu espaço de trabalho, que sua criação nada mais é do que um ato de intimidade. Cada pausa, silêncio ou movimento corresponde a um gesto que acentua a intimidade. A sua própria respiração é um elemento dramático tão forte que é impossível ao espectador da última fila deixar de ouvi-la. Fernanda agarrou sua Petra com seus 30 anos de carreira, fez dela quase uma soma das centenas de personagens que já interpretou, desenhando com uma técnica requintada a complexidade das emoções de uma vida. Não há nada que Fernanda faça como Petra que não seja fruto de um extenuante trabalho, mas ao mesmo tempo a carga de emoção que ela consegue projetar na personagem só pode ser explicada por um trabalho irretocável. A força e a inteligência da atuação de Fernanda Montenegro em As Lágrimas Amargas de Petra von Kant nos devolvem a alegria de ir ao teatro".

Cinco anos depois seu desempenho é novamente consagrado em Dona Doida, Um Interlúdio, de Adélia Prado, 1987, valendo-lhe o Prêmio Molière. Em 1993, sobe à cena com a filha Fernanda Torres, para fazer uma abordagem sarcástica e grotesca da relação maternal em The Flash and Crash Days - Tempestade e Fúria, de Gerald Thomas. Nesse espetáculo feito de silêncio, em que o texto se resume a palavras ou frases só compreensíveis no contexto da ação, a atriz se expõe ao risco e à experimentação cênica.

No cinema, atua, entre outros, em: A Falecida, de Nelson Rodrigues, direção de Leon Hirszman, 1964; Em Família, roteiro de Oduvaldo Vianna Filho, direção de Paulo Porto, 1970; Tudo Bem, direção de Arnaldo Jabor, 1978; Eles Não Usam Black-Tie, direção de Leon Hirszman, 1980. No final dos anos 90, recebe todos os prêmios nacionais, cinco prêmios internacionais e é a primeira atriz brasileira a ser indicada ao Oscar pela atuação no filme Central do Brasil, de Walter Salles Jr.

Pela simplicidade, trabalhada e consciente, Fernanda Montenegro resiste ao papel de mito em que é rematadamente colocada e, nos momentos de homenagem, sempre obriga a audiência a se lembrar dos colegas de sua classe. Ao tentar definir seu estilo, os redatores não resistem a ampliar o olhar para mirar a pessoa e a cidadã. Como Caetano Veloso para o prefácio de sua biografia: "Há artistas que nos abalam com a potência do seu gênio; muitos, na tentativa desesperada de salvar o mundo, dele se afastam, às vezes virando as costas à própria arte, à vida mesmo. Fernanda, artista de gênio, em nenhum dos três itens foge ao centro: no meio do mundo, no meio da arte, no meio da vida. É assim que a vejo, ela mesma pouco a pouco entendendo seu próprio destino. Esse destino que confere ao seu trabalho uma dimensão que transcende a evidente excelência: suas criações (...) descobrem (inventam) o sentido do nosso modo de ser; nos fundam, nos filtram, nos projetam. E nos acenam com enormes tarefas. (...) Em cena, ela estende um pano sobre a mesa, em silêncio, e tudo está dito sobre a mulher, a elegância, a condição humana e o teatro. De costas para a platéia, sua pele muito branca irradia uma intensa onda sensual, feita de fragilidade e firmeza, coragem e recato".

Fonte: itaucultural * site oficial

estrela dourada

Estrela na Arte e na Vida

domingo, março 29, 2009

Grandes Mulheres do Brasil – Yara Amaral

Yara Amaral, nascida Yara Amaral Goulart (São Paulo, 16 de setembro de 1936 — Rio de Janeiro, 31 de dezembro de 1988) foi uma atriz brasileira.

Nascida no bairro do Belenzinho, Yara Amaral estudou na Escola de Arte Dramática da USP.

Inicia no teatro amador, em São Paulo, e em 1962 participa de um dos Festivais de Teatros de Estudantes organizados por Paschoal Carlos Magno. No mesmo ano, ingressa na Escola de Arte Dramática de São Paulo - EAD, onde se forma em 1965, quando estréia profissionalmente na montagem de “Hedda Gabler”, de Ibsen.

Em 1966, passa pelo Teatro de Arena onde, interpretando um pequeno papel em “O Inspetor Geral”, de Gogol, é aplaudida em cena aberta.

Passou também pelo Teatro Oficina e conseguiu seu primeiro grande prêmio de interpretação na década de 70, um Moliére como melhor atriz do ano pelo seu trabalho em "Reveillon" de Flávio Márcio ao lado de Regina Duarte e Sérgio Mamberti. No mesmo ano, protagoniza outro ambicioso espetáculo experimental, “Avatar”, de Paulo Afonso Grisolli, dirigido por Luiz Carlos Ripper.

Contracena com Fernanda Montenegro em “A Mais Sólida Mansão”, de Eugene O'Neill, em 1976; e tem expressivo desempenho em “Os Filhos de Kennedy”, em 1977. No ano seguinte, participa do elenco de “Os Veranistas”, de Gorki, espetáculo inaugural do Teatro dos Quatro.

Em 1983, volta ao Teatro dos Quatro, para fazer Goneril na montagem de “Rei Lear”, de William Shakespeare, dirigida por Celso Nunes. Desde então torna-se atriz convidada permanente do Teatro dos Quatro, onde faz um trabalho por ano, sempre em papéis de peso: “Assim É...(Se Lhe Parece)”, de Luigi Pirandello (1984); “Sábado, Domingo e Segunda”, de Eduardo de Filippo (1986), um desempenho comovente, premiado com o seu terceiro Molière; o monólogo “Imaculada”, de Franco Scaglia (1986); “Cerimônia do Adeus”, de Mauro Rasi (1987); e o papel-título em “Filumena Marturano”, de Eduardo De Filippo (1988), que foi sua última peça.

No teatro participou de 30 espetáculos e conquistou três prêmios Moliére como melhor atriz. No cinema estreou em 1975 com "O rei da noite" de Hector Babenco e fez outros filmes importantes como "A dama do lotação", "Mulher objeto" e "Leila Diniz".

Na televisão ela estreou na novela "O décimo mandamento", na TV Tupi, em 1968, escrita por Benedito Ruy Barbosa. Foi para a TV Globo na década de 70 e ali brilhou em "Dancin' Days", "O amor é nosso", "Sol de verão", "Guerra dos sexos", "Um sonho a mais", "Cambalacho", "Anos dourados" e "Fera radical".

Foi casada com Luís Fernando Goulart e deixou dois filhos, Bernardo e João Mário. Ela morreu, aos 52 anos, no auge de sua carreira, vítima do naufrágio do barco Bateau Mouche, na noite de reveillon de 1988/89, na Baía de Guanabara.

Fonte: inmemorian; Wikipédia

estrela dourada

sábado, março 28, 2009

Grandes Mulheres do Brasil – Yara Cortez

Yara Cortes, cujo nome verdadeiro era Odete Cipriano Cerpa (Rio de Janeiro, 22 de setembro de 1921 — 17 de outubro de 2002) foi uma atriz brasileira.

Yara Cortes começou a carreira incentivada pelos professores do colégio, onde se apresentava em festas do ginásio.

Antes de ingressar definitivamente na carreira de atriz, chegou a trabalhar profissionalmente como enfermeira e aeromoça.

A carreira deslanchou quando entrou para um concurso da Companhia de Teatro Dulcina, onde ganhou seu primeiro prêmio e um contrato. Foi neste momento que Odete Cipriano Cerpa assumiu o pseudônimo de Yara Cortes.

Sua estréia foi na peça "Mulheres", em 1948, na companhia Dulcina-Odilon. Em 1951 começa a atuar nos teleteatros da TV Tupi e, em 1959, estréia no cinema, no filme "O Palhaço O Que é?".

Yara também participou da companhia Teatro dos Sete, ao lado de Fernanda Montenegro, Ítalo Rossi e Sérgio Britto. O grupo fez sucesso ao encenar a peça "O Mambembe" no Teatro Municipal do Rio de Janeiro.

Depois de acumular experiência nas principais companhias de teatro de São Paulo e do Rio na década de 60, ela estreou na tevê na novela "Acorrentados", de Janete Clair, em 1969.

A atriz ingressou na TV Globo no dia 1º de agosto de 1975, onde trabalhou em minisséries e novelas. Os papéis de maior destaque foram Dona Xepa, da novela homônima, e Carolina, de "O Casarão". Yara ainda brilhou em "Marrom Glacê", "Ti-Ti-Ti", "Roda de Fogo", "Mandala", "História de Amor", "A Viagem" e no seriado "O Bem Amado".

Yara Cortes faleceu aos 81 anos de idade, vítima de insuficiência respiratória. Ela sofria de câncer de pulmão.

Fonte: inmemorian

estrela dourada

Grandes Mulheres do Brasil – Vera Fischer

Vera Fischer, nascida Vera Lúcia Fischer (Blumenau, 27 de novembro de 1951) é uma atriz brasileira.

Vera Fischer nasceu em uma família de origem alemã, no interior de Santa Catarina. Em recente autobiografia, Fischer declarou que seu pai era nazista. Vera nunca teve uma boa relação com o pai.

Ainda menor de 18 anos, ganhou projeção nacional quando foi Miss Brasil, em 1969, ela também ficou entre as 15 finalistas do Miss Universo.

Iniciou a carreira como atriz fazendo pornochanchadas, depois passou a fazer telenovelas e outros filmes. No cinema, interpretou personagens de Rubem Fonseca, Plínio Marcos e Nelson Rodrigues.

A beleza física da atriz é um dos seus atrativos. Sendo assim posou nua para a revista Playboy em agosto de 1982 e janeiro de 2000, sendo que nesse último ensaio fez fotos nua em Paris aos 48 anos clicada pelo renomado fotógrafo Bob Wolfenson.

Ao longo de sua carreira, tornou-se uma personalidade polêmica, devido principalmente ao seu conturbado relacionamento com o ator Felipe Camargo (iniciado nos bastidores da novela Mandala, em 1987, quando ainda era casada com Perry Salles), às notórias e violentas brigas com o mesmo, além de seu envolvimento com drogas.

É mãe de dois filhos Rafaela (nascida em 1979) com Perry Salles e Gabriel (nascido em 1993) com Felipe Camargo.

Em 1º de setembro de 1993, aos 41 anos, foi capa da Revista Veja - com a chamada de capa O Furacão Loiro aos 40 - sobre o grande momento que vivia em sua carreira profissional na minissérie Agosto, na peça Desejo, de Eugene O'Neill e em Forever, filme sexo-cabeça de Walter Hugo Khouri.

Em 2000, ganhou o prêmio Melhores do Ano - Domingão do Faustão, na categoria Melhor Atriz, por sua atuação como a protagonista Helena, na novela Laços de Família, de Manoel Carlos.

Foi indicada quatro vezes ao Troféu Imprensa, na categoria Melhor Atriz como: Luísa Sampaio em Brilhante em 1981, Jocasta Silveira em Mandala em 1987, Helena em Laços de Família em 2000 e Ivete em O Clone em 2001.

Atualmente desempenha o papel de Chiara na novela "Caminho das Índias".

Vera Fischer tomou gosto pela literatura. Nesta segunda-feira (23.03) à noite, durante o lançamento de seu segundo livro, "Um leão por dia", na Livraria da Travessa do Leblon, a atriz revelou o nome de sua terceira obra, "Milagre do amor", desta vez um romance, não tendo nada de auto-biográfico, rótulo que, aliás, ela rejeita.

Fontes: oglobo; Wikipédia

estrela dourada

sexta-feira, março 27, 2009

Grandes Mulheres do Brasil – Suely Franco

Suely Franco, cujo nome verdadeiro é Suely Franco Mendes nasceu no Rio de Janeiro em 1939, é uma atriz brasileira Subiu no palco aos 5 anos, numa audição de piano. Aos sete, fez rádio-teatro infantil. Com 14 anos, começou a fazer teatro amador na Igreja em Olaria e nunca mais parou.

A atriz iniciou sua carreira, no final da década de 1950, como garota propaganda na TV Tupi e logo passou a participar dos teleteatros da emissora.

Em 1960, foi levada pela falecida atriz Zilka Sallabery para o Teatro dos Sete. Na companhia de Fernanda Montenegro e Fernando Torres, Suely estreou no papel de Dália, na montagem original de “Beijo no Asfalto”(1961), de Nelson Rodrigues. O espetáculo marcou um começo promissor para Suely. Nos inúmeros trabalhos realizados a seguir, a atriz mostrou ter especial talento para a comédia e para o teatro musicado, revelados inicialmente em suas atuações em “Patinho Torto”, “Os Fantástikos”, e “Onde Canta o Sabiá”, entre outras.

Nos quase 50 anos de carreira, Suely Franco continua marcando presença constante no teatro. Nas mais de 70 peças em que atuou, foi dirigida por nomes como Bibi Ferreira, Flávio Rangel, Gianni Ratto, Sergio Britto, Ney Matogrosso, Cininha de Paula, Ary Fontoura, Wolf Maia, Ítalo Rossi, entre outros.

Em sua trajetória foi coroada com vários prêmios, como os que ganhou por suas atuações nas peças “A Capital Federal”, “O Mágico de Oz” e “Somos Todas Irmãs”. Seu trabalho mais recente é no espetáculo "Outono e Inverno", onde atua ao lado de Sérgio Brito.

Fiel ao teatro, Suely Franco nunca deixou de trabalhar também na televisão. Além da Tupi, a atriz passou pelas Manchete, TV Rio, Record, Bandeirantes, e Globo, onde, em 2006, participou do infantil “O Sítio do Pica-Pau Amarelo”, no papel de Dona Benta. São vários seus trabalhos de sucesso na TV como nas novelas "O Espigão", "Cuca Legal", “Estúpido Cupido”, “Guerra dos Sexos”, “Baila Comigo”, "O Cravo e a Rosa", “Sabor da Paixão”, entre outras.

A atriz também esteve presente em alguns filmes brasileiros. "Querido Estranho" (2002), “Cristina Quer Casar” (2003), “Redentor” (2004), e “Acredite, um Espírito Baixou em Mim” (2006), são alguns dos títulos recentes com participação de Suely.

Em 2007, Suely está no elenco da novela "Sete Pecados", de Walcyr Carrasco.

Em 2008, a atriz comemora seus 50 anos de carreira nos palcos, com a peça “O Homem Célebre” e participa da novela "A Favorita", da Rede Globo.

Fonte: ondeanda

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quinta-feira, março 26, 2009

Grandes Mulheres do Brasil – Zilka Sallaberry

Zilka Sallaberry, (Rio de Janeiro, 31 de maio de 1917 - Rio de Janeiro, 11 de março de 2005) foi uma atriz brasileira.

Obteve grande sucesso com personagens inesquecíveis de novelas como a Sinhana de Irmãos Coragem, Donana Medrado de O Bem Amado e a Dona Benta do Sítio do Pica-Pau Amarelo, personagem que mais marcaria sua carreira. Devido a sua atuação neste seriado infantil, Zilka passou a fazer parte da infância de várias gerações de brasileiros, sendo sempre reconhecida pelo público como a Vovó Benta.

De família de artistas, era filha da atriz e radialista Luiza Nazareth e irmã das atrizes Alair Nazareth e Lourdes Mayer. Foi casada com o ator Mario Sallaberry.

Formada em Economia, exerceu a profissão por quatro dias. Após seu casamento com Mario Sallaberry, que era ator, foi ela para o teatro, adotando o sobrenome Salaberry. Estreou no Teatro Municipal de Niterói, com um pequenino papel. E gostou e se emocionou muito. Ingressou depois para a Companhia de Procópio Ferreira; a seguir na Companhia de Dulcina de Moraes. Seus papéis foram melhorando, fazendo peças maravilhosas e diversificadas, mas sempre mais comédias do que dramas. Trabalhou também com Alda Garrido e com Dercy Gonçalves.

Estreou como atriz profissional no filme Cidade-mulher (1936), de Humberto Mauro. Transgressora dos costumes, foi a primeira a tirar a roupa em uma peça de teatro, em 1950 na peça A Copa do mundo. Quando ela tirava o maiô, as luzes se apagavam.

Na televisão, estreou em 1956, na extinta TV Tupi do Rio de Janeiro, no programa Câmera Um. No ano seguinte atuou na telenovela A canção de Bernadete.

Durante dez anos participou do Teatrinho Trol, programa que adaptava contos infantis, à Zilka cabia sempre o papel de bruxa.

Depois de passar pela TV Rio e voltar a TV Tupi, Zilka chegou a TV Globo em 1967, estreando na novela A Rainha Louca. Nesta emissora realizou seus trabalhos mais importantes, como Irmãos Coragem, O Bem-amado, O Casarão, Que rei sou eu?, O Primo Basílio e Vale Tudo.

Seu último papel na TV foi em Esperança (2002), de Benedito Ruy Barbosa, ano em que também atuou no filme Xuxa e os Duendes 2.

Mesmo tendo trabalhado em tantas outras produções depois de ter feito Dona Benta, continuou sendo conhecida pelo personagem inesquecível de Monteiro Lobato, Dona Benta Encerrabodes de Oliveira, sua avó e grande mestra na geografia. Ela esteve presente em todos os episódios dos onze anos que durou a primeira versão da série infantil. Em seus últimos anos de vida, se locomovia em uma cadeira de rodas. Após internada por três semanas sofrendo de infecção urinária, insuficiência renal e desidratação, morreu aos 87 anos

Era uma das mais queridas atrizes brasileiras.

Fontes: Wikipédia; colegioweb

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Nossa maravilhosa avó

Grandes Mulheres do Brasil – Tonia Carrero

Tônia Carrero, nome artístico de Maria Antonieta Portocarrero Thedim (Rio de Janeiro, 23 de agosto de 1922) é uma atriz brasileira.

Após longos anos de carreira, é considerada uma das mais consagradas atrizes do Brasil, com marcantes interpretações em cinema, teatro e televisão.

Apesar de graduada em educação física, a formação de Tônia como atriz foi obtida em cursos em Paris, quando já era casada com o artista plástico Carlos Arthur Thiré, pai do ator e diretor Cecil Thiré. Ao voltar da França, protagonizou o filme Querida Suzana. Foi a estrela da Companhia Cinematográfica Vera Cruz, tendo atuado em diversos filmes.

A estréia em teatro foi no Teatro Brasileiro de Comédia (TBC), com a peça Um Deus Dormiu Lá em Casa, onde teve como parceiro o ator Paulo Autran. Após a passagem pelo TBC formou, com seu marido na época, o italiano Adolfo Celi e com o amigo Paulo Autran, a Companhia Celi-Autran-Carrero que, nos anos 50 e 60 revolucionou a cena do teatro brasileiro ao constituir um repertório com peças de autores clássicos, como Shakespeare e Carlo Goldoni, e de vanguarda, como Sartre.

Na TV, um dos seus personagens mais marcantes foi a sofisticada e encantadora Stella Fraga Simpson em Água Viva (1980), de Gilberto Braga. Tônia viria a trabalhar novamente com o autor, em 1983, na novela Louco Amor, dessa vez interpretando a não menos charmosa e chique Mouriel e Sassaricando novela de Sílvio de Abreu com direção de Cecil Thiré, Lucas Bueno e Miguel Falabella e direção geral de Cecil Thiré. Tanto em Água Viva como em Louco Amor, Tônia perdeu o papel da vilã para Beatriz Segal e Tereza Rachel, respectivamente. Mesmo assim os dois personagens que interpretou foram um sucesso.

É avó dos atores Miguel Thiré, Luísa Thiré e Carlos Thiré, que é casado com a atriz Isabela Garcia.

Fonte: Wikipédia

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quarta-feira, março 25, 2009

Grandes Mulheres do Brasil – Renata Sorrah

Renta Sorrah, nascida Renata Leonardo Pereira Sochaczewsk, (Rio de Janeiro, 21 de fevereiro de 1947) é uma atriz e também produtora teatral brasileira, filha de Miriam Pereira e de Peter Sochaczewski.

Renata foi para Los Angeles, nos Estados Unidos, em 1964, num programa de intercâmbio cultural, o AFS, e lá entrou para um curso de arte dramática. À época, a Califórnia vivia o auge do movimento hippie que, num processo radical de mudança, lutava pela ampla liberdade de expressão e pelo direito de cada um exercer a sua sexualidade sem culpa.

Como parte do curso, participou do elenco da peça Dura lex sed lex, de Oduvaldo Vianna Filho, na qual teve oportunidade de desempenhar vários papéis.

Ao retornar ao Brasil, em 1967, encontrou o meio teatral influenciado pelas idéias do movimento hippie. Embora não tenha sido ela própria uma hippie, adotou o visual dos integrantes do movimento e viajava seguidamente à praia de Arembepe, na Bahia, que era o lugar preferido dos hippies à época.

Neste período, cursou Psicologia, mas não chegou a se graduar, e ingressou no TUCA - Teatro Universitário Católico. Desde então, o teatro, onde alia a seu trabalho de atriz as funções de produtora, é sua paixão. Costuma dizer: "O palco é o meu prazer, como se nele eu soubesse mais que na vida ".

Sua primeira aparição na televisão foi em 1969, na Rede Tupi, na telenovela Um gosto amargo de festa . Em 1970, Dias Gomes chamou-a para seu primeiro papel na Rede Globo, na telenovela Assim na terra como no céu. Depois, seguiram-se outros sucessos como Senhora do destino, A indomada, Pedra sobre pedra, Vale tudo, Roda de fogo, Brilhante, O casarão, alguns de seus mais de 30 trabalhos para a televisão.

A atriz chegou a fazer uma participação especial no clipe de "O Segundo Sol", de Cássia Eller.

Em 2004, Renata interpretou Nazaré em Senhora do Destino, sendo essa considerada uma das piores vilãs de telenovelas de todos os tempos, sendo superada por Odete Roitman (Vale Tudo), Flora (A Favorita) e Laura (Celebridade). A fama se dá pelas maldades cometidas por Nazaré, entre elas: o seqüestro de Lindalva/Isabel (Carolina Dieckmann), o assassinato de seu marido e de Djenane (Elizângela), além de atormentar a vida de sua enteada Cláudia (Leandra Leal). Seu final foi considerado um dos melhores finais para vilãs: Nazaré se atirou de uma ponte na cidade de Paulo Afonso, na Bahia, a uma altura de 90 metros.

Renata é tia dos atores Deborah Evelyn e Carlos Evelyn, filhos da sua irmã mais velha Suzana. A atriz tem ainda um irmão mais velho chamado Antônio Cláudio. Foi casada com os atores Carlos Vereza e Marcos Paulo, pai da sua única filha: Mariana, e com o diretor Euclydes Marinho. Teve também um romance com os atores André Gonçalves e Roberto Bonfim e a cantora Maria Bethânia.

Fonte: Wkipédia

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Grandes Mulheres do Brasil – Regina Duarte

Regina Duarte, nascida Regina Blois Duarte (Franca-SP, 5 de fevereiro de 1947) é uma atriz brasileira.

Passou a infância e parte da sua vida na cidade de Campinas, no interior de São Paulo, com os pais (Dulce Blois e Jesus Duarte) e os quatro irmãos (Flávio, Cláudio, Teresa e Lúcia).

Em 1964 apareceu em cartazes para uma campanha de sorvetes. Em seguida, fez anúncio para a televisão de uma marca de refrigeradores.

Estreou na televisão em 1965, na Excelsior, atuando na telenovela A Deusa Vencida. Passou para a Globo em 1969, quando estrelou Véu de Noiva.

Ganhou a alcunha de Namoradinha do Brasil quando fez a telenovela Minha doce namorada, em 1971, na TV Globo. Em seguida recebeu o convite para participar da montagem brasileira da peça Hair, mas não aceitou o papel porque não ficaria nua no palco, em sendo a Namoradinha do Brasil. Essa imagem só seria esmaecida aos poucos. Começou com a atuação na telenovela Nina, em 1977, consolidando-se de vez o fim da imagem de Namoradinha do Brasil com o seriado Malu mulher, de 1979, e que mostrava uma mulher independente, levando diversos grupos conservadores a protestarem.

Regina Duarte participou de vários programas históricos da televisão brasileira, desde a década de 1960, quando surgiram os especiais do Festival de Música Popular Brasileira (TV Record) até o final da década de 1980, onde a televisão brasileira era marcada pelo sucesso dos espetáculos transmitidos que apresentavam os novos talentos da MPB, registravam índices recordes audiência.

Um desses momentos marcantes da televisão foi Mulher 80, na (Rede Globo). O programa exibiu uma série de entrevistas e musicais cujo tema era a mulher e a discussão do papel feminino na sociedade de então, abordando esta temática no contexto da música nacional e da inegável preponderância das vozes femininas na MPB, com Gal Costa, Maria Bethânia, Zezé Motta, Elis Regina, Joanna, Rita Lee, Marina Lima, Simone e as participações especiais de Regina Duarte e Narjara Turetta, que protagonizavam o seriado Malu Mulher à época.

Destacou-se no teatro vivendo Segismundo no espetáculo A Vida É Sonho, de Calderón de la Barca. Viveu a mendiga Zil no especial Retrato de Mulher, com texto de Noemi Marinho, que foi o primeiro programa da televisão brasileira a ser todo rodado em película.

Regina Duarte é simpatizante do PSDB e já apoiou vários candidatos tucanos em eleições presidenciais e estaduais. Em 2002, Regina envolveu-se em polêmica durante a campanha presidencial, ao apoiar, ao lado de Raul Cortez, o candidato José Serra, afirmando ter medo do que o adversário, Lula, faria na presidência caso fosse vitorioso.

Pode ser visto no YouTube sob o titulo "Regina Duarte com medo de Lula"

A atriz Regina Duarte foi casada com Marcos Flávio, Daniel Filho, Del Rangel , dos quais se separou. No presente está casada com Eduardo Lippincott. Ela tem 3 filhos e em 2006 tornou-se avó. Sua carreira de eterno sucesso, foi marcada por vários prêmios, entre os quais: Em 61: Prêmio Governador do Estado; em 63 : Prêmio do Festival do Teatro Amador; em 65: Prêmio Governador do Estado; em 67: Prêmio Roquete Pinto; em 68,74 e 86 : Prêmio Imprensa; em Cuba, em 1984:Prêmio Girassol, como Atriz Mais Popular; em 97: Troféu Contigo; em 2006-Personalidade Cultural, da Revista Isto É , e um dos seus colegas de profissão, o Prêmio Pró-TV, pelo conjunto de sua obra.

Fontes: Wikipédia; museudatv

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terça-feira, março 24, 2009

Grandes Mulheres do Brasil – Nicette Bruno

Nicette Bruno, nascida Nicete Xavier Miessa (Rio de Janeiro, 7 de janeiro de 1933) é uma atriz brasileira, casada com o também ator Paulo Goulart. Seus filhos são as atrizes Beth Goulart, Bárbara Bruno, Vanessa Goulartt e o ator e dançarino Paulo Goulart Filho.

Nicette Bruno desde criança declamava e tocava piano. Iniciou a carreira profissional com o espetáculo “Anjo Negro” do dramaturgo Nelson Rodrigues, aos 15 anos de idade.

Em 1952 inaugurou o Teatro de Alumínio com a companhia que levava o seu nome “Nicette Bruno e Seus Comediantes”. Em 1953 inaugurou o TINB (Teatro Íntimo Nicette Bruno) com a peça “”Ingênua até Certo Ponto”, de Hugh Herbert. Nicette Bruno esteve presente em diversas produções teatrais e em muitas novelas como “A Próxima Vítima” e “Éramos Seis”.

Na televisão, “Alma Gêmea” telenovela exibida pela Rede Globo, escrita por Walcyr Carrasco e dirigida por Jorge Fernando.

No Teatro, atualmente em cartaz, ao lado de Paulo Goulart, com o espetáculo “O Homem Inesperado” de Yasmina Reza, direção Emílio de Mello, com supervisão de Daniel Filho.

No Cinema, seu mais recente trabalho: “Seja o que Deus quiser” direção de Murilo Salles, atuando ao lado de Marília Pêra e Marcelo Serrado.

Fonte: nbproducoes

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Grandes Mulheres do Brasil – Nathalia Timberg

Nathalia Timberg, nascida em 5 de agosto de 1929 na cidade do Rio de Janeiro, Nathalia Timberg é hoje um ícone da Dramaturgia Brasileira. Em 2004 completou 50 anos de Teatro profissional e, em 2006, 50 anos de televisão.

Teve seus primeiros contatos como atriz no Teatro Universitário com as peças ‘O Pai’, ‘A Dama da Madrugada’ e ‘Quebranto’. Em 1948, interpretou Pelegrina, que simbolizava a morte, na peça ‘A Dama da Madrugada’, e acabou ganhando um prêmio do governo francês. Tinha 21 anos e, com a bolsa, foi a Paris estudar interpretação, onde ficou entre 1951 e 1954. Cursou Arte Dramática com Jean-Louis Barrault, Etienne Decroux, Jacqueline Levant e Tania Balachova.

Na volta ao Brasil, optou de vez pelo teatro. Entrou para o elenco da Companhia Dramática Nacional e estreou, profissionalmente, em 1954, protagonizando a ‘Senhora dos Afogados’, de Nelson Rodrigues, no Teatro Municipal, sob a direção de Bibi Ferreira. Em 1956, mudou-se para São Paulo e ingressou no Teatro Brasileira de Comédia (TBC) onde permaneceu durante 6 anos atuando em peças como em ‘A Casa de Chá do Luar de Agosto’, ‘Um Panorama Visto da Ponte’, ‘Pedreira das Almas’e ‘O Pagador de Promessas’, entre outras. Em 1964 entrou para Companhia Dulcina-Odilon, onde recebeu o Prêmio Molière por sua atuação na peça ‘Meu Querido Mentiroso’.Em 1970 criou, ao lado do marido Sylvan Paezzo, um teatro popular chamado O Circo do Povo. Em 1980, afastou-se por quase um ano das atividades artísticas por conta de uma fratura de coluna. Recuperada, associou-se a Wolf Maya, na Virgo Produções Artísticas, voltando à ativa em inúmeros espetáculos, entre eles o solo "Paixão". Atuou também em diversas peças do Teatro dos Quatro, Em 1997, atuou com atriz convidada do grupo TAPA no espetáculo " No fundo do Lado Escuro". Alguns de seus trabalhos mais recentes no teatro são os espetáculos ‘Letti e Lotte’, ‘Conduzindo Miss Daisy’(2001), ‘A Importância de Ser Fiel’(2002) ,‘Melanie Klein’(2003/04) e ‘Off’(2005) .

Estreou na TV ainda da década de 50. Participou de muitos programas do ciclo Grande Teatro Tupi, com Sergio Britto e Fernanda Montenegro. Integrou o elenco de diversos teleteatros e telenovelas, com personagens de destaque. Alguns dos trabalhos de Nathália são considerados clássicos da teledramaturgia , como a primeira versão brasileira de ‘O Direito de Nascer’, ‘A Rainha Louca’, a versão do romance ‘A Muralha’ escrita por Ivani Ribeiro para a extinta TV Excelsior, ‘Elas por Elas’, ‘Vale Tudo’, ‘Pantanal’, ‘O Dono do Mundo’, ’ e ‘Páginas da Vida’ (Globo), entre outros. Em 2006 esteve no elenco da minissérie ‘JK’.

Nathália Timberg participou de poucos filmes, mas é marca de talento sempre. Em seu primeiro filme já mostrava que vinha para ficar com seu papel de destaque em ‘Viagem ao Seios de Duília’, em 1964. Com atuações esporádicas no cinema, sua filmografia conta com cerca de dez títulos como ‘O Homem Que Comprou o Mundo’ (1968), ‘Dedé Mamata’ (1988), ‘Contos de Lygia’ (1998) e ‘Condenado à Liberdade’ (2001).

A atriz é detentora de prêmios como Molière, Saci, Associação de Críticos Teatrais, Governador do Estado de São Paulo e Mambembe, além de outros relacionados a sua atuação na TV.

Em 2007, se apresenta no teatro com o espetáculo "A Graça da Vida".

Volta à televisão em 2008 para participar da minissérie "Queridos Amigos", de Maria Adelaide Amaral, da Rede Globo.

Em 2008, Nathália Timberg está no elenco da novela "Negócio da China", de Miguel Falabella.

Fonte: Multiplay

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