"Deus me respeita quando eu trabalho. Mas me ama quando eu canto."

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quinta-feira, junho 02, 2011

Se proteger de jornalistas

Dicas para o homem comum, o classe-média, não ser vítima do bullying jornalístico


Por Reinaldo Azevedo


Dei em outro post algumas dicas para alguns especialistas que navegam na contra-corrente da metafísica influente (e, pois, quase sempre com a verdade) se proteger do jornalismo que os quer usar apenas como o “outro lado” que justifica uma tese. estúpida. E prometi algumas orientações para que também o homem comum possa se proteger de jornalistas. Preciso explicar algumas coisas, claro! O que chamo “homem comum” é aquele coitado de classe média que subiu um tantinho na vida e pode, inadvertidamente, topar com um desses amigos do povo que estão fazendo reportagem de comportamento e tendência para as edições de domingo. Então vamos ver.

Leitor, você é aquele ser desprezível que mora num bairro bom; que ganha a vida com o suor do seu rosto; que tem prazer em andar num carro bacana porque, afinal, fez por merecer; que se esforça para manter os filhos numa boa escola; que junta uma grana para viajar para o exterior a cada três, quatro anos e que NÃO TEM EMPRÉSTIMO SUBSIDIADO DO BNDES? Cuidado! O amigo pode ser vitima do bullying da imprensa esquerdopata, de  um golpe conhecido como “Boa Noite, Laura!”, que é a variante jornalística do “Boa Noite, Cinderela”. Quando acordar, já lhe levaram a reputação.

E quando isso ocorre? Sempre que houver alguma questão que sugira um confronto entre ricos e pobres. Sim, querido leitor de classe média:  os “ricos”, para essa turma, não são aqueles milionários ou bilionários que estão à sua esquerda e financiam as ONGs verdes e socialistas e votam no PT. Esses são “companheiros”. O inimigo público do pobre é… VOCÊ! Quando aquela figura estranha encostar de bloquinho na mão perguntando sobre o incômodo de os mendigos usarem a praça como dormitório, diga que “não”. Poderiam até dormir na sala do seu apartamento; é que falta espaço… Ouse: “Dormir ao relento é um dos direitos que igualam ricos a pobres, já que as moradias confortáveis não podem igualá-los”. Repita o raciocínio, que tem alguma complexidade, porque a pessoa que o entrevista não entendeu direito.

Cuidado nos aeroportos! O golpe “Boa Noite, Laura” vai tentar saber, como quem não quer nada, se você não sente saudade do tempo em que as salas de embarque eram menos cheias e se cumpriam, quase sempre, os horários. Um ser normal diria “sim”, e isso seria tomado como evidência de seu preconceito contra o povo, que agora anda de avião. Poetize:  não há conforto que pague a alegria da comunhão de classes — a B, a C e a D, já que a “A” não responde a esse tipo de indagação porque tem avião ou aluga jatinho.  Tente outra frase de efeito: “Já que, infelizmente, são tantas as desigualdades na terra, que, ao menos, o céu nos faça a todos iguais”. Repita.  Ela não entendeu de novo. Ensaie uma análise que apele à infraestrutura: “Precisamos de mais investimento neste novo Brasil”.

A praia também o expõe ao bullying jornalístico. Nunca dispare coisas como “Farofeiro enche o saco!” ou “Porra! Por que eles não tocam essa música na praia que os pariu?!” Isso tem cheiro de intolerância de classe. A professora Heloísa Ramos poderia até ver uma variante do “preconceito lingüístico”. Conceda que o som é até bem animado e que o funk da cachorra, da cadela e da vaca tem a sua poesia. Seja enigmático:  Tati Quebra-Barraco é mais complexa do que parece. E pare por aí porque também não é bom exagerar.

Se quiserem meter uma estação de metrô na porta do seu prédio, afirme que isso é bom, que essa história de propriedade é uma etapa superada da civilização; que você acredita na “função social da propriedade, à qual a nossa Constituição se refere seis vezes, lembra?” A pessoa fará de conta que sabe do que se trata. Por conseqüência,  o MST é um movimento justo e pacífico, e o certo é haver invasões de propriedades privadas urbanas também.

Se lhe perguntarem se há empregada doméstica em sua casa, responda como Marilena Chaui fez um dia: “Não, querida(o), eu não levo a luta de classes pra dentro de casa”. Com aquela resposta, ela evidenciava não saber o que é “luta de classes” nem na acepção marxista, mas o jornalista que vai entrevistá-lo, com certeza absoluta, também não sabe.  Citar Marilena pega bem.

Se o indagarem sobre cotas raciais nisso e naquilo, ainda que você seja um ser humano normal, desses democratas que acreditam que todos devem ser iguais perante a lei, minta. Afirme que o caminho mais curto para a igualdade é promover a desigualdade. Se quiser, pode até apelar a alguns ministros do Supremo, que andam dizendo que é preciso tratar desigualmente os desiguais.

Eu poderia passar a noite aqui a dar dicas. Os temas são inesgotáveis. Sob nenhuma hipótese revele gostos e hábitos de consumo, por exemplo. Se disser que gosta de tomar um Prosecco de vez em quando, vão tratá-lo como um cafona pretensioso e ignorante, porque quem é do riscado tem dinheiro é para tomar champanhe de… Champagne!  Não sendo um daqueles contemplados com juros subsidiados do BNDES, petistas roxos, eventuais contratantes dos serviços de consultoria de Antonio Palocci, você não tem dinheiro para certas extravagâncias.

Bem, queridos,  a essa altura, o agente do “Boa Noite, Laura!” está furioso porque a pauta está caindo, e domingo é dia de publicar essas matérias mais descontraídas, de comportamento e tendências. Terão de pegá-lo de algum jeito. Eu os protegi até aqui da pecha de “reacionários”. Nervoso, o ser que o entrevista tentará em seguida provar que, bem…, algum dinheiro você ganhou, mas é um ignorante! Aí virá a tentativa para desqualificá-lo intelectualmente. Mas esse terá de ser outro post.

quarta-feira, maio 18, 2011

A fotógrafa

Um curta de cerca de 5 minutos. 


"O "suicídio" moral da humanidade ao esquecer a ética para chegar à estética. Que cada um de nós tire suas próprias conclusões deste que bem poderia ser um documento muito representativo sobre aquilo no qual temos nos convertido."
clique sobre a imagem para assistir

quinta-feira, maio 05, 2011

Sila Sahin, a mulçumana despida


Pela primeira vez na história, uma muçulmana aceitou fazer capa da revista erótica mais conhecida no mundo, a "Playboy".


Inspirado em: The Passira News

Sila Sahin está a correr a imprensa internacional, a modelo turca, capa da "Playboy" de maio alemã, desafiou a cultura muçulmana ao posar nua para a revista. Nunca uma muçulmana o tinha feito.

Num mundo onde não usar véu é visto como uma afronta e pode significar um castigo para as mulheres, ao posar nua Sila Sahin foi mais longe. A família não gostou e já cortou relações com a modelo, que tem sido alvo de duras críticas da comunidade muçulmana em geral.

Na Alemanha, Sila Sahin já era conhecida antes desta capa, depois de ter participado numa telenovela, mas ninguém estava a espera que a modelo fosse tão longe, tendo em conta as suas origens.

Fonte: Pendura

sábado, abril 30, 2011

...e serão felizes para sempre... (!?)

Quase a "terra inteira" enviou votos e boas energias para o jovem casal britânico



A Clarence House, residência oficial do príncipe de Gales, divulgou esta manhã três fotos oficiais do casamento de William e Kate, tiradas pelo fotógrafo Hugo Burnard e tiradas no palácio de Buckingham.

Numa delas está apenas o casal, na outra com os pagens e as meninas das flores, noutra com os pais e os padrinhos.


Felizes para sempre!

Leia ótima matéria  



quarta-feira, março 03, 2010

Big Brother Brasil, um programa imbecil

92 milhões: Big Bando de Bobos

Regina Azevedo

Realmente, como fenômeno de comunicação de massa, não há como negar a penetração do programa BBB na vida de milhões de brasileiros.

Penetração. Considero esta a palavra mais adequada. Não somos nós que invadimos a casa, eles é que invadem a nossa, esfregando seus corpos, caras e bocas nas nossas telinhas. A maioria das vezes aos berros, mostrando toda sorte (ou azar?) de grosserias e falta de educação.

Estupro intelectual? Nada disso: penetração consensual, à medida que escolhemos qual botão apertar para trazer um pouco de "realidade" para dentro de nossas vidas, num escapismo aos nossos problemas tão duramente reais... É certo que o show de horrores não pode ser de todo previsto, pois ali impera o obsceno, aquilo que foge à cena e nos vai sendo atirado na cara. Então nos dizemos aviltados, escandalizados com tanta baixaria.

Marshall McLuhan afirmava ser o meio a própria mensagem; acredito nele, pois basta a televisão estar ali, mesmo desligada, para comunicar muita coisa. Desde os anos 80, pessoas "chiques" passaram a descartá-la da sala de estar, pois julgavam ser aquele um recinto de convívio, de sociabilização, não havendo lugar para o até então moderno aparelho.

Já Nelson Rodrigues dizia que "dinheiro compra tudo, até amor verdadeiro". A contar por edições anteriores, amor de Big Brother é como romance de férias no litoral: não sobe a serra, não prospera, principalmente se um dos efêmeros pares que ali se formam se tornar o vencedor da contenda. No jogo impera a lógica do "eu se fiz sozinho" (sic): embora a grana seja muita, por que dividi-la com seu "amor"?

A velha fórmula de manipulação da Roma Antiga, pão e circo, continua funcionando muito bem em tempos de TV digital. A considerar os altíssimos índices de votação, é disso que o povo gosta. Dados sobre o faturamento da arrecadação via torpedos não são revelados; mas se o prêmio aumentou 50% da última edição para a atual, mesmo sem ser economista, é possível imaginar o elevado número de zeros que compõem a cifra.

Uma expressão popular do fenômeno pode ser vista no blog A Voz do Cordel, de Antonio Carlos de Oliveira Barreto. Um banho retórico no discursinho poético-patético de Pedro Bial, vale a leitura.

Então é isso, continue dando aquela espiadinha. E, se possível, votando. Depois de dois meses, findo o programa, de qualquer jeito você vai ter que voltar para sua própria vidinha e enfrentar a dura realidade. Talvez um pouco mais pobre, no bolso e na mente...

20 novembro

Regina Azevedo Regina Azevedo é jornalista e Mestre em Ciências da Comunicação pela ECA-USP, escritora, editora da OP Livros, professora nas áreas de Comunicação Interpessoal e Empresarial e Motivação junto ao PECE - Programa de Educação Continuada em Engenharia da POLI-USP e doutoranda na área de Psicologia Organizacional no IP-USP.

Fonte: prazeremconhecerse

quarta-feira, dezembro 30, 2009

"Está tudo dominado"


LULA, FILHO DO BRASIL


Texto da Profª Aileda de Mattos Oliveira


Chega-nos ao conhecimento mais uma demonstração de desequilíbrio psíquico do pífio representante da nação brasileira. A partir de sua ascensão, foram-se perdendo valores que cultivávamos como habituais normas de conduta. Essas mudanças são consequências das alterações semânticas, aceitas pelos órgãos jornalísticos, hoje, também, pouco afeitos à limpidez das idéias. Tais alterações são produtos dos erros de raciocínio e da falta de intimidade vocabular, que a incontinência verbal do senhor feudal, pela repetição, torna-as vernaculares. Tudo isso, aliado à esperteza de um espírito pusilânime, tem o poder de corromper os alicerces de todos os poderes da República.

Se a mentira passa à verdade; se o corrupto contumaz deve ser respeitado por não ser um homem comum; se uma organização terrorista, que inferniza os trabalhadores rurais, torna-se uma instituição lutadora em defesa dos direitos dos sem-terra, é transformar os antônimos negativos em palavras representativas de uma nova ética em curso.

Para que se consuma o novo dicionário da sordidez política brasileira, necessário se torna conhecer, a fundo, em todas as dimensões, o seu autor, personagem central de sua própria propaganda político-eleitoreira.. O autoendeusamento torna-o réu confesso do desequilíbrio de que acima nos referimos. Considerar-se a si próprio Filho do Brasil, é exigir a legítima paternidade, a um país que já sofreu todos os vexames do filho que não passa de um bastardo. Como se não bastasse as ofensas de sua diplomacia, ofende-se mais ainda a nação, anunciando a sordidez de cobrar do país a herança que acredita ter direito e pretende obtê-la, através da delegação de poderes de seus iguais, nas urnas em 2010. É mais uma indenização cobrada ao país, considerado culpado pelo filho ilegítimo, pela tendência inata de sua família, de não ter vocação para o trabalho. O filme que ilustra a vida do responsável pela obra de estropiamento da língua, “coincidentemente” será levado à exibição em primeiro de janeiro de 2010.

Regredimos ao populismo desenfreado do brizolismo e percebemos, claramente, a existência de dois Brasis: o que trabalha e estuda para o desenvolvimento nacional e o que vive de estelionato político, sorvendo os impostos pagos pelo primeiro dos Brasis. Em toda imoralidade, encontra-se a logomarca da Globo, que não pode perder dividendos, mesmo que seja patrocinando um retorno aos filmes da velha fase macunaímica da miséria colorida. Não há outro digno representante deste (para mim) repugnante personagem da baixa estima brasileira, criação de Mário de Andrade, que o etílico Lula.

Alguém da escória da personagem do filme em questão deve ter sido o idealizador do título e da narrativa. O embriagado de álcool e de poder tomou posse do Brasil e está alijando, aos poucos, a parte consciente da sociedade, mas ainda sonolenta, para os esconsos vãos que se tornarão guetos dentro em pouco, se não tomarmos uma veemente atitude. Já imagino este filmeco sendo veiculado no agreste, nos sertões, arrebanhando os ingênuos e estimulando-os ao analfabetismo, à bebida e à rebelião. A pressão para um conflito entre brasileiros está se fazendo prenunciar no horizonte. Esta indecência de filme, se consentirmos, se não reagirmos, se não clamarmos contra a mídia que lhe dará vida, poderá servir de estopim para tomadas de posição sérias que não vão deixar de fora a guarda particular do ébrio presidente: o MST.

Como dizem os traficantes do Rio, "está tudo dominado". Eles sabem o que dizem, infelizmente. Tudo está dominado, porque está corrompido pelo dinheiro fácil em troca da traição e da sabotagem. Apenas por patriotismo, sem levarmos nenhuma vantagem, porque pertencemos a outro grupamento ético, que não leu o glossário lulista, sabotemos o filmeco do palhaço de Garanhuns, desde já, para que, no ato da divulgação, caia no ridículo o Filho bastardo do Brasil, que bem poderia ser o Filho de outra coisa que já sabemos o que é. Embora não pareça, o caldeirão da divisão de classes já começou a esquentar. Como não tem a coragem de seu comparsa Chávez e é um poltrão como o Zelaya, usa desses artifícios ultrapassados, mas que caem como uma luva sobre a multidão de ignorantes do interior do país.

Aileda de Mattos Oliveira
Prof.ª Dr.ª de Língua Portuguesa
Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)

O "comovente" filme que relata a vida de Lula conforme bem lhe apeteceu ser contada, terá sua providencial estréia com a chegada do Ano Novo, ano eleitoral..."tá tudo dominado"!

quinta-feira, outubro 01, 2009

O filme de Lula, o filho do Mal

“O cinema está no ramo da prostituição”
INGMAR BERGMAN

Por: IPOJUCA PONTES

Numa noite de junho de 2005, Zé Dirceu, então chefe da Casa Civil do governo petista, considerado pelo procurador-geral da República como o chefe da “Quadrilha Organizada” operante no Planalto, reuniu-se em ambiente domiciliar, no Rio de Janeiro, com representantes da “classe artística”, entre eles o lobista Luiz Carlos Barreto, o ariete-mor do cinema caboclo.

A tropa de choque do cinema, como sempre à cata de privilégios e regulamentações coercitivas, queria, com urgência, maior volume de verbas públicas para tocar a cornucópia da fortuna. O clima era de tensa expectativa. Depois da choradeira de praxe, o chefe da Casa Civil - logo depois varrido do cargo por força das denúncias do deputado Roberto Jefferson - arregaçou as mangas e encarou friamente a platéia ansiosa. Só então, dedo em riste, foi incisivo na sua convocação para fazer do cinema um ativo instrumento da propaganda oficial. Disse ele: “Organizem-se e cheguem a nós”.

O ex-guerrilheiro (sem guerrilha) não precisava chegar a tanto, afinal todos ali presentes não tinham outra intenção senão servir ao governo Lula, mas LC Barreto, cobra criada nos pântanos pouco ortodoxos de “O Cruzeiro” do “Dr. Assis”, captou a mensagem. E logo após o interregno de alguns filmes sem o menor apelo, “matou no peito” a produção cinematográfica que ele, rápido no gatilho, transformou num “negócio de ouro”: “Lula – o filho do Brasil”, melodrama adaptado da “biografia autorizada” de Denise Paraná (assessora política de Lula na campanha contra Collor, em 1989), publicada pela Fundação Perseu Abramo, organismo criado pelo PT para dar suporte ideológico (marxista) aos “companheiros de luta” e lavar a cabeça dos “inocentes úteis” em âmbito universitário – está implícito, também com apoio das generosas verbas públicas.

Como por milagre, aos 80 anos, o lobista Barreto tinha em mãos, para abrir os cofres bilionários da Ambev, Odebrechet, Embraer e das grandes empresas nacionais, todas dependentes da boa e má vontade de Lula, a chave-mágica da “comovente história de um menino miserável do Nordeste que chegou à presidência da República” (depois de passar, já se vê, pela escola matreira do sindicalismo vermelho).

A primeira tarefa de LC Barreto ao levantar o esquema foi anunciar o orçamento daquele que se diz ser o “mais caro filme brasileiro de todos os tempos”. Numa conta de chegar sempre elástica - sobretudo quando se trata de levar à tela a vida de presidente de um “Estado forte”, em pleno gozo das funções -, de início a produção de Barreto foi orçada em R$ 12 milhões, em seguida revista para R$ 16 milhões, e logo depois elevada para R$ 17 milhões e R$ 18 milhões – sendo muito provável que “Lula, o filho do Brasil”, quando do seu lançamento no ano eleitoral de 2010, ultrapasse a casa dos 30 milhões de reais, pois, como o lobista gosta de afirmar, é um “sujeito que pensa grande”. (De fato, com o dinheiro que já arrastou dos cofres públicos para fazer cinema, desde os tempos da Embrafilme dos militares, desconfio que o lobista, se quisesse, poderia construir não sei quantos palácios da Alvorada, embora tenha “pipocado” na hora de comprar o espólio da estatal do cinema).

Um articulista de “O Globo”, Zuenir Ventura, comunista light sempre a serviço da patotagem cinemanovista, escreveu que o melodrama de Barreto, em fase de acabamento, “mexe com a emoção e vai encharcar o cinema de lágrimas”. Sobre isto, tenho poucas dúvidas: o apelo emocional do relato de mãe e filhos menores sobrevivendo em meio à miséria, se tratado com o mínimo de talento, sempre rende um bom caldo. (Sem esquecer que o infatigável Barreto, se quiser, ainda pode avançar com apetite de hiena em cima do “tíquete cultural” recentemente anunciado pelo Minc, outra prodigalidade fiscal criada pelo governo, capaz de atrair para o seu “negócio de ouro” filas de milhões de lacrimejantes).

No entanto, devo ponderar ao leitor que, por si só, o fato de Lula ter sido retirante não explica sua ascensão política: uma coisa é o Luiz Inácio criança sacolejando num pau-de-arara ou comendo o pão que o diabo amassou como engraxate nas ruas de Santos, e outra, bem outra, é o Lula sindicalista, figura disponível enfronhada até os ossos na catequese comunista das “eclesiais de base” do Frei Betto, Casaldáliga e D. Cláudio Hummes, ou o Lula ventríloquo emprenhado pela gororoba da pseudociência dos bem-remunerados marxistas da USP - uma gente na sua totalidade fanatizada pelo materialismo dialético, todos eles egressos de movimentos comunistas derrotados durante décadas pela vontade do povo brasileiro e dos milicos.

Sim, há um aspecto fundamental neste caldo biográfico que o “negócio de ouro” de Barreto na certa não irá distinguir, isto é: que o filho de Dona Lindu, o rapazote angustiado pela fome e pela incompreensão do mundo, nada tem a ver com o pivete que tomou o dinheiro do patrão para fazer hora extra e depois, sem trabalhar, mandou o patrão “tomar no cu”; ou com o operário ignorante, mas maleável que, conduzido por mãos comunistas, freqüentou cursilhos (na Alemanha Oriental, entre outras plagas) especializados no fomento ao ódio de classe; nem muito menos com o companheiro escolado, feito líder sindical com o apoio maquiavélico do General Golbery (mentor do contragolpe de 1964), a encher a cara de cachaça e tomar a grana de Murilo Macedo, o ministro do Trabalho da ditadura militar.

No prefácio do livro de Denise Paraná, o uspiano “utópico” Antonio Cândido (no parecer preciso de Oswald de Andrade, um “chato-boy”), citando outro comunista, o antropólogo Oscar Lewis, tenta explicar a existência de Lula-filho-de-D. Lindu e do Lula-agente-do-PT como uma transição natural da “cultura da pobreza” para a “cultura da transformação”, cuja síntese histórica será o advento do comunismo (“a sociedade na qual a distribuição dos bens seja pelo menos tão importante quanto a sua produção”, diz ele).

Conversa mole, trololó de acadêmico (fanático) para inocular o vírus revolucionário na cabeça dos trouxas! Como qualquer observador pode vir a concluir, Lula e o PT (encarado como uma “quadrilha organizada” pelo que resta da efetiva consciência nacional) são produtos diretos do arreglo histórico, ainda hoje prevalecente no Foro de São Paulo, entre os intelectuais comunistas da USP, religiosos apóstatas da Teologia da Libertação e esquerdistas radicais envolvidos com o terror rural e urbano.

(Se o leitor quer detalhes, foi justamente um desses integrantes da elite intelectual comunista, remanescente da antiga “Esquerda Democrática” (PSB), o abastado Mário Pedrosa (trotskista histórico), que, interpretando a vontade dos pares, escreveu em 1978 a negligenciada “Carta a um operário”, convocando o sindicalista do ABC a urgir forças para fundar o Partido dos Trabalhadores, necessário, segundo ele, à materialização do “socialismo democrático”. Na verdade, não poderia ser de outro modo: esfacelada nos distintos campos de batalha, inclusive no da luta armada, restava à “intelligentsia” cabocla criar um preposto convincente para chegar ao poder e socializar o País.)

Bem, em parte graças à permissiva “teoria da descompressão” de Golbery, quase trinta anos são passados desde a fundação do PT, e aqui estamos todos na ante-sala (melhor seria dizer, saloon) do reino fantasiado por Marx, Lenin, Gramsci, Mao e Fidel Castro. Nele, Lula, o filho “espiritual” de Betto, Candido, Pedrosa, Buarque e Carvalho (entre outros) labora, sem medir recursos, para destruir por dentro a “democracia burguesa”.
Neste período, o filho acalentado dos Quatro Cavaleiros do Apocalipse (os componentes do arreglo acima enumerados e mais o poderoso exército da mídia comprometida com o feitiço revolucionário), feito presidente, tornou-se um animal político da mais baixa categoria, capaz de tudo e mais alguma coisa no propósito de criar “um outro mundo possível”.

Basta conferir: com Lula no poder o Brasil tornou-se, de forma premeditada, um dos países mais corruptos do mundo, onde a população se deixa escravizar seis meses ao ano para, entre outras mazelas, financiar o incontrolável aparelhamento da máquina pública, a bilionária propaganda enganosa, os “movimentos sociais” criminosos, as incontáveis ONGs parasitárias, o fausto palaciano, os partidos políticos de aluguel, programas sociais fraudulentos, etc., para não falar no enriquecimento súbito e milionário de amigos e familiares – tudo a funcionar com a precisão de um cronômetro suíço, como de resto recomenda a boa prática do “socialismo democrático”.

Como consequência desta escalada para “a construção de uma sociedade mais justa e solidária”, que se esmera no cultivo da moral revolucionária, cujo objetivo é solapar os alicerces da cultura ocidental e da ética cristã (não matar, não mentir, não roubar...), a nação se agiganta num convívio de irmão siamês com o narcotráfico, o tráfico de armas, os escândalos diários e os incessantes assaltos aos cofres públicos - tudo no reboque de um judiciário politizado e de um aparato policial, salvo hiato, contaminado pela moralidade criminosa dos Donos do Poder.

Pois bem: é neste clima de diluição moral e de completa mistificação ideológica, no qual o cidadão indefeso precisa ser logrado a todo custo, que vai ser lançado em 2010, ano das eleições presidenciais, “Lula – o filho do Brasil”, o “negócio de ouro” de Barreto, uma indisfarçável peça de propaganda a serviço do culto à personalidade.

Quem duvida?




quinta-feira, setembro 17, 2009

Pobre Rio de Janeiro!

Um pesado sacrifício incompreendido

chico caruso

O governador Sergio Cabral Filho, que tanto se sacrifica pelo Rio, foi ao lançamento do Guia Michelin sobre o Rio de Janeiro (ou será sobre o Brasil?). Olhem só o enorme sacrifício do governador: Paris em meados de setembro é “dégoutant”!
Mas se ele não fosse, o Guia Michelin com certeza encalharia nas prateleiras das livrarias. Já com sua presença em Paris, não há francês que não vá comprar seu exemplar.
Enquanto isso, os cariocas, ingratos, reclamam da cidade em que vivem e ficam plantando notícias feias nos jornais. Nossas autoridades fazendo um imenso sacrifício para mostrar ao mundo como nosso país é seguro, belo e hospitaleiro e vejam o que fazem cariocas de má fé, escrevem cartas para O Globo a fim de se lamuriar, relatando pequenos incidentes, tais como:
1) pedrinha de dez quilos atirada no vidro da frente de um carro atinge a cabeça de uma professora que está há dez dias em um CTI;
2) o corpo de um anônimo jaz numa das esquinas mais famosas da cidade, Vinícius de Moraes (ex-Montenegro) com Visconde de Pirajá, em plena manhã de sol na tão cantada Ipanema;

3) um edifício, com certeza de bacanas trogloditas de direita, também à luz do dia e no Leblon, bairro onde mora o governador com sua família, foi assaltado por sofridos bandidos armados com fuzis e granadas de mão. Mas a classe melhora a cada dia: o sucesso da empreitada foi total. Eles puderam fugir levando seu tão suado butín, tranquilamente;

4) uma família inteira, relapsa e pouca ciosa do dever de todo cidadão, cuidar dos seus, se deixa fazer de refém por pobres bandidos que muito sofreram na infância e ainda dá trabalho à policia. É o cúmulo, não é não?;

5) desocupados, sem ser por mal e apenas para se distrair, fecham o túnel Zuzú Angel, que liga a Barra a São Conrado. Um breve transtorno no trânsito e já reclamam...
O pobre governador se esfalfando em Paris, até um mágico fingiu quebrar seu dedo e ele se assustou muito, em um jantar em casa dos barões de Waldmer, ela, a brasileira Silvia Amélia. Vejam a que ponto vai o sacrifício do homem! Mas o mágico era só mágico... (coluna Gente Boa, Segundo Caderno, O Globo).
O povo é mesmo muito ingrato!

Fonte: Blog Maria Helena

sexta-feira, agosto 14, 2009

“JESUS É O CAMINHO, EDIR MACEDO É O PEDÁGIO”

Briga Record X Globo: "Edir Macedo está encrencado e ponto final"


Briga entre as grandes emissoras nacionais Briga entre as grandes emissoras nacionais

A atenção não se voltou nem para Gugu, nem Sivio Santos. Os personagens que roubaram a cena essa semana na TV aberta foram os telejornais da Rede Globo e da Record.

Com as denúncias contra o bispo Edir Macedo, mostradas em raros e enfatizados 10 minutos no Jornal Nacional, a Globo colocou lenha na fogueira. Briga pela audiência? Também. Mas não se pode esquecer do fundamental: a notícia. "O bispo está encrencado e ponto final". Ninguém comenta quando a Globo mostra os escândalos de Sarney. E olha, que no Maranhão, ele é dono de várias afiliadas da Globo. Claro que bater na principal concorrente tem um gostinho melhor.

Nos telejornais da Globo, a pancada na Record veio acompanhada de alguns detalhes. Após a matéria do Jornal Nacional, noticiário policial. Ou seja, a emissora da Universal é caso de polícia. No Jornal Hoje, após a execração dos bispos da IURD, o que aparece? Criança Esperança. Só faltou dizer: aqui seu dinheiro é usado para o bem.

No Jornal da Record, a resposta foi vaga. Ao lado de Celso Freitas, uma Ana Paula Padrão constrangida chamou a matéria que apelou para a participação de Roberto Marinho no regime militar, evocou os números da audiência e tentou colocar a Globo como “desesperada”.

Mal editada e sem conteúdo, a matéria usou uma estratégia errada. Comparar o tempo que a Globo e as outras emissoras deram para a cobertura do escândalo foi de fazer rir. Ora, quem decide o tempo de uma matéria é a linha editorial da emissora.

O caso Edir Macedo não poderia chegar em pior hora para a Record e pode ser uma pedra, ainda que pequena, no rumo à liderança.

Fonte: odia

O título do post me chegou por um amigo através de e-mail como sendo “a frase do dia”.

quarta-feira, agosto 12, 2009

“PRINCÍPIOS DA DOMINAÇÃO PELA PROPAGANDA”

“Tá tudo dominado”

Maria Lucia Victor Barbosa

Durante quatro eleições presidenciais o PT tentou elevar ao cargo máximo da República o pernambucano Lula da Silva. Por que só na quarta eleição conseguiu? Por que finalmente o ex-sindicalista foi considerado carismático, gênio da raça, “luz do mundo”? A resposta é simples: porque nas três eleições perdidas a propaganda do PT era fraquíssima.

Só quando Duda Mendonça entrou em cena foi que as coisas mudaram. O eleitorado cativo de 30% foi ampliado e eleitores antes avessos ao discurso
incendiário do líder sindical se rederam à barba aparada, ao terno Armani, ao discurso conciliador que nada tinha mais a ver com o prometido e nebuloso socialismo petista que, diga-se de passagem, nunca
foi esclarecido.

Na propaganda da quarta eleição e, sobretudo, na manutenção do poder petista, o marqueteiro real colocou em prática alguns princípios que ilustrarei com uns poucos exemplos para melhor compreensão das técnicas empregadas.

1 – Simplificação ou inimigo único. – É importante ter um símbolo e transformar o adversário em um único inimigo. Os símbolos tem se sucedido: Fome Zero, pré-sal, PAC. O adversário é a “elite”, apesar de
Lula e companheiros serem hoje a elite do poder, econômica e política. Faz tempo que o PT largou o macacão e veste Armani. Mas para efeitos
externos, elite é inimiga e coisa ruim e o presidente da República um pobre operário.

2 – Método de Contagio – Imprescindível reunir vários adversários numa só categoria. Por isso se fala em “oposição” que não deixam o coitado do
Lula governar. A realidade mostra que não existe oposição para valer ao governo petista. Tudo está comprado, cooptado, dominado.

3 – Transposição – Carregar sobre os adversários os próprios erros e responder ataque por ataque faz parte da dominação, é importante. Assim, os outros são corruptos, imorais, inimigos da pátria. O PT é o único partido ético e sabe reagir ao menor esbarrão. Truculência é antiga lição aprendida em sindicatos e dá medo.

4 – Exagerar e Desfigurar – Quem já não ouviu que o impeachment de Lula da Silva, a defenestração de Sarney, a CPI da Petrobrás põem em perigo a
governabilidade? Mais uma mentira em que se acredita piamente

5 – Vulgarização – Pela boca de Lula o discurso é adaptado ao nível dos menos instruídos. O PT sabe que a capacidade receptiva da massa é limitada, que o povo tem grande facilidade em esquecer e um mínimo de esforço mental, que uma mentira repetida vira verdade e que quanto maior a mentira mais o povo nela acredita.

6 – Orquestração – Repetir um numero reduzido de idéias é importante. Para isso se cria um bordão: “nunca antes nesse país”, que vem
acompanhado das realizações que só Lula fez desde o descobrimento do Brasil, algo que converge sempre para o culto da personalidade do presidente,

7 – Renovação – Informações e argumentos devem seguir ritmo rápido de modo que quando o adversário criticar o público já está interessado em outro fato. Isso tem acontecido, inclusive, com a sucessão de escândalos de corrupção do governo, de tal forma vertiginosa que quando surge um o outro já está esquecido.

8 - Verossimilhança – Outro princípio que se baseia na construção de argumentos a partir de fontes diversas, através de informações fragmentárias. Exemplo: para ajudar o compañero e presidente do Paraguai, o bispo célebre por sua incontinência sexual, Lula da Silva
romperá o Tratado de Itaipu onerando mais ainda os brasileiros pelo uso da eletricidade. Nesse caso, Celso Amorim justifica o injustificável com um malabarismo verbal ao dizer que o Tratado restringe a comercialização de energia a “entes” dos dois países – Eletrobrás e Ande – “mas não diz que é cada um em seu país”. Estranhas explicações também foram dadas nos casos da Bolívia, Venezuela, Argentina, quando interesses do Brasil foram sacrificados em nome do projeto de poder de Lula da Silva na América Latina.

9 – Silenciação – As questões para as quais não se tem argumentos devem ser encobertas e dissimuladas com a ajuda dos meios de comunicação.
Exemplo: enquanto pessoas morrem em corredores de hospitais Lula da Silva diz diante de câmaras e microfones que a Saúde brasileira está perto da perfeição.

10 – Transfusão – É necessário criar um complexo de ódios que possam arraigar-se em atitudes primitivas. Lula e seu governo têm, com êxito, estimulado o ódio de negros contra brancos, de pobres contra ricos. A
culpa de tudo é dos “brancos de olhos azuis”.

11 – Unanimidade – Muitos devem ser convencidos de que pensam como todo mundo, de modo a criar a falsa impressão de unanimidade. Isso é visto
claramente nas pesquisas de opinião, quando Lula da Silva aparece com altos índices de aprovação.

Estes “Princípios de dominação pela Propaganda”, publicados em 24/06/2009 no Ex-Blog de Cesar Maia, não foram elaborados por Duda Mendonça ou qualquer outro marqueteiro do PT, mas por Joseph Goebbels, chefe de propaganda de Hitler. E se na adiantada Alemanha o Holocausto foi aceito com naturalidade, por que Mahmoud Ahmadinejad, que prega a destruição de Israel e nega o Holocausto, não pode ser recebido de braços abertos por Lula da Silva, tão afeito aos déspotas mundiais? Como dizia Boris Casoy: “Tá tudo dominado”.

Maria Lucia Victor Barbosa é socióloga.

segunda-feira, agosto 10, 2009

O mundo dos “espertos” balançou

Uma "boa ideia" americana!

Um músico profissional viajava de avião num trecho nos Estados Unidos.
A United Airlines embarcou e devolveu a sua guitarra quebrada.
Ele tentou de todo jeito ser indenizado. Ficava em + - US$ 2.000,00
Depois de várias tentativas e muita canseira, ficou injuriado, fez um clip baratinho e postou no YouTube.
Mais de 4.5 milhões de acessos e 30 mil avaliações 5 estrelas. Virou hit!
A United Airlines já apresentou várias propostas para tirar o clip do ar.
Mas agora, segundo ele, o tempo dos "espertos" da United passou. O clip continua no ar.


domingo, junho 14, 2009

Sesta

Inenarrável, após prolongadas horas ao leo!
Idealizar uma garrafa desmanchando-se em borboletas...um sonho!

quarta-feira, abril 29, 2009

"A Casa" - rua dos bobos nº 0...

Dilma e Lula brincando de casinha

O incrível projeto habitacional do governo sem pé, nem cabeça, nem vergonha

Fotomontagem Toinho de Passira sobre foto da Agência Brasil

the passina news

Se alguém espremer não sai nada do programa "Minha Casa, Minha Vida", anunciado por Dona Dilma e Lula, com aquele aparato de quem está inventando a roda. Parece uma fantasiosa tese de mestrado mal redigida. Pode ser tudo, mas, não é um programa de governo exeqüível, realizável.

Depois que viu os índices de pesquisas se inclinarem, Lula desesperou-se e apressou-se em apresentar essa miragem mirabolante, piramidal, um ato de propaganda enganosa, que jamais vai acontecer.

Lula que não tem os olhos azuis e não é branco, parece que está querendo criar uma bolha imobiliária na Second Life, para se vingar dos gringos.

Todo mundo está caindo de pau no engodo da casa da Dilma, que começa a cheirar mal, depois que o pessoal especializado começou a examinar as vísceras infectas da mentira eleitoreira.

Pegou-se uma porção de projetos habitacionais do passado, Banco Nacional da Habitação, COHABs e até projeto Singapura de Paulo Maluf, se pôs num liquidificador e se serviu o resultado, sem nem ao menos coar.

Por certo uma meia dúzia de imóveis serão construídos à toque de caixa para serem inaugurados no ano eleitoral que se aproxima, como se fosse parte do projeto que se inicia. Um mostruário para exibir no horário eleitoral, com o candidato(a) do governo dizendo que vai fazer o resto se ganhar.

Há mesmo, pouquíssima chance de ser implantado, esse projetinho maroto, mas por vias das dúvidas, o pessoal da área econômica embutiu algumas armadilhas perigosas para o futuro mutuário, que não aparece para o cidadão comum, que só vê vantagens.

Por exemplo: estão falando em fortes subsídios para que a renda do trabalhador não se comprometa, pagando as prestações da casa própria, mas os recursos possíveis previstos no projeto, serão do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), que é dinheiro do próprio trabalhador, que está sob a guarda da Caixa Econômica, para ressarcir as indenizações trabalhistas, então precisarão de retorno com juros.

Mas o projetinho prevê, que mesmo as pessoas com a menor renda pagarão TR + 5,00% ao ano e os que tiverem até 10 salários mínimos pagarão a TR + 8,16 ao ano. Possivelmente quem cuidou dessa parte foi a Caixa Econômica Federal, pois se isso for implantado algum tempo, vai representar mais um grande negócio, pois eles pegarão o dinheiro do FGTS, que já estão nos seus cofres, a um custo de 3% e lucrarão com os trabalhadores, em 30 anos um pré-sal.

Associação Nacional dos Mutuários e Moradores (ANMM) publicou nota comentando que o tamanho do imóvel, 32 m2 de área útil só caberá uma pessoa, que os móveis deverão ser feitos sob medida, pois nada que existe no mercado caberá dentro da casinha de brinquedo. Lembrou que até então é considerada como casa popular, a que tivesse uma área de 75 m2, isso é mais que o dobro que esta prevista na casa do pacote, e que já era um imóvel minúsculo.

Em homenagem, vejam abaixo a música de Toquinho e Vinicius, A Casa, que fica na rua dos Bobos nº 0 onde não “se podia fazer xixi, porque pinico não tinha ali...”


sábado, abril 18, 2009

Blog do Planalto

Embustes publicados

Fonte:Blog Maria Helena

Acabo de ler no Estadão on line uma notícia que considero sen-sa-ci-o-nal! O Excelentíssimo vai ter um blog tal qual Barack Obama! Não é uma maravilha?

“A idéia faz parte de um projeto piloto, já está em estudo no Palácio do Planalto, de criação de um Núcleo de Relacionamento Digital, cujo objetivo é usar novas mídias, como blogs, Twitter e até sites de relacionamento!”.

Parece até que já tem nome, originalíssimo, aliás: Blog do Planalto. “A idéia é dar um caráter menos sisudo às notícias do Executivo, contando até "curiosidades" da administração pública. "Será uma coisa mais ágil: sai o terno e gravata e entra a bermuda e a sandália", resumiu um ministro.

Achei perfeito. Assim, a não-campanha da não-candidata Dilma terá um fórum eficiente e moderno, e a coroação poderá ocorrer sem sustos. Fiquei preocupada com um detalhe: se de terno e gravata O Cara já é tão informal, imaginem de bermudas e sandálias? O que será que vai noticiar esse blog?

Matéria completa clic aqui

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