"Deus me respeita quando eu trabalho. Mas me ama quando eu canto."

sexta-feira, fevereiro 29, 2008

Ninguém agrada a todo mundo




Luiz Almeida Marins Filho

"Uma das maiores pretensões que muita gente tem é a de "querer agradar a todo mundo". Isso simplesmente não existe. Nem Cristo agradou a todo mundo em sua época.

Por isso, digo que é uma "atitude pretensiosa" querer agradar a todos. E existem muitas pessoas que sofrem quando suas idéias são combatidas. Sofrem quando suas opiniões são mal interpretadas. Sofrem quando não conseguem a unanimidade. Essas pessoas, são, de fato "pretencionistas".

Uma das coisas mais importantes de que temos que nos lembrar diariamente é o fato de que temos que nos lembrar diariamente é o fato de que jamais agradaremos a todos. "A unanimidade é burra..." e jamais conseguiremos unanimidade em torno de nossas idéias ou de nossa pessoa. isso é inexorável. Por mais bem intencionados que você seja ou esteja; por mais evidente.

Pessoas que não conseguem conviver com a crítica alheia ou com a falta de compreensão são profundamente sofredoras, qualquer que seja sua razão, haverá sempre alguém discordando, entendendo de outra maneira e criticando. Essa é a vida.

Sofrem e fazem os outros - mais próximos, sofrerem. A ânsia pela aprovação alheia durante todo tempo e em todas as circunstâncias é algo que pode prejudicar a vida familiar, seu convívio com amigos e, principalmente, seu emprego. As pessoas perfeccionistas são as que mais sofrem desse mal. É preciso compreender, de vez, que "ninguém agrada todo mundo". E não será você a exceção.

Porém cuidado! Que esta verdade não sirva de desculpa para que você se torne uma pessoa arrogante que não se preocupe jamais com os outros.

O fato de sabermos que ninguém agrada a todo mundo não nos dá o direito de sermos arrogantes e individualistas."
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quinta-feira, fevereiro 28, 2008

Diversão nos EE.UU.

"Dizem que é a proteção de ecrã mais famosa nos Estados Unidos.
Desforrem-se, parceiros. O cabeça de nabo vai ser o tipo mais sovado do Planeta (ai vai, vai!)
Da minha parte já levou um belo enxerto!e vai levar mais!!! (ai vai, vai! e que os céus me perdõem a malvadeza!)
Melhor que qualquer Prosac: podem crer que é "remédio" para qualquer tipo de "nóia".
MC
Clique nele, arraste-o com o mouse, gire bastante, pendure, estrangule, bata-lhe com a cabeça nas bolas, etc... "

Recebido por e-mail - link em ecrã e título

quarta-feira, fevereiro 27, 2008

Muito bom, muito real

11 000 justos

por J. R. Guzzo em Veja desta semana.

"Nada é mais eficaz para combater o pecado do que
eliminar a tentação. Deixou de existir qualquer vestígio
de corrupção nos bancos estaduais, para ficar num
exemplo só, porque deixaram de existir os bancos
estaduais. O resto é muita CPI e nenhuma mudança"

Em casos em que fica demonstrado o mau uso de dinheiro público existe, pelo mundo afora, um entendimento básico. As autoridades encarregadas de lidar com esse dinheiro têm ou não têm responsabilidade pelo que aconteceu de ilegal e, de acordo com a alternativa que for comprovada entre essas duas, são culpadas ou são inocentes. Se são culpadas, não são inocentes. Se são inocentes, não são culpadas. No Brasil, os governos têm uma abordagem diferente para esse tipo de coisa. Aqui, em casos semelhantes, não há inocentes nem culpados. Culpa sempre existe, é claro, já que o dinheiro do Erário não sai por aí se gastando sozinho. Mas as autoridades dão a questão por resolvida com um raciocínio que, tirando o palavrório habitual, sustenta o seguinte: "Algo lamentavelmente errado aconteceu, mas a culpa não é de ninguém – e principalmente não é nossa".

O poder público brasileiro, com o tempo, tem conseguido resultados notáveis no aperfeiçoamento desse sistema. Desenvolveu, por exemplo, o conceito segundo o qual a pessoa é inocente mesmo quando é culpada. A personagem-símbolo desse entendimento é a ex-ministra Matilde Ribeiro, musa no atual espetáculo estrelado pelos cartões de crédito do governo federal até ser superada pelo barulho contínuo de episódios mais interessantes e mais graúdos que o dela. Matilde, como se sabe, foi demitida do cargo, o que faria supor que é culpada – mas sai com uma declaração de que é inocente, já que o governo e seu partido garantem que ela realizou um trabalho "brilhante". Outra novidade, também aplicada às situações sem esperança como a dela, é a teoria do "erro administrativo". O dinheiro do público foi gasto em benefício pessoal? Sim, mas foi só um "erro administrativo" – como se o responsável tivesse assinado um despacho em seis vias, quando o certo seria assinar em sete. Muito avanço se obteve, enfim, na utilização desse sistema todo como arma de ataque e não apenas de defesa. Seu recurso mais comum, empregado em praticamente 100% das denúncias feitas contra o governo, é dizer que qualquer malfeitoria ora em apreciação já foi praticada antes e já foi praticada por outros, sobretudo pelos adversários. Qual é o problema, então? Sombriamente, pergunta-se "a quem interessa" a divulgação das denúncias.

É lógico que, quando as coisas ficam assim, vai se colher cada vez mais do mesmo. O Brasil seria um país de sorte se esse modelo de gestão pelo qual a propriedade do patrimônio público é do estado, mas o seu usufruto é privado, se limitasse aos 78 milhões de reais que o governo federal gasta por ano em seus cartões corporativos. A festa se espalha, hoje em dia, por governos dos estados e municípios, pelo Judiciário e pelo Legislativo. Para enriquecer a lista surgiu de repente a universidade, e, mais precisamente, a Universidade de Brasília. Ali o reitor Timothy Mulholland foi capaz de gastar 470.000 reais de dinheiro público, incluindo-se nesse total um espetacular saca-rolhas de 859 reais, na redecoração do seu "apartamento funcional". O mais interessante, no caso, não é o montante, nem mesmo o saca-rolhas; é a oportunidade de observar de que maneira funciona a cabeça de funcionários do estado como o reitor da UNB. Para ele, as despesas feitas no apartamento deixam muito bem impressionados os sábios de peso mundial convidados a Brasília, e, com isso, a ciência brasileira ganha prestígio. Ao ouvir suas explicações, vem a dúvida: será que o homem está falando sério? Logo fica claro, infelizmente, que está.

Tanto a oposição como o governo, além de muita gente de bem, têm passado os últimos dias defendendo o uso dos cartões do governo. Para a oposição, o problema está nas pessoas que os utilizam no momento; se e quando chegar ao governo, trocará todas elas por funcionários virtuosos e a situação ficará resolvida. Para o governo, o problema está em falhas nos controles, que naturalmente serão corrigidas a partir de agora – não se sabendo, nesse caso, por que passaram cinco anos sem ser percebidas. A primeira atitude é uma lenda. Sua receita só pode dar certo se, uma vez chegando lá, a oposição distribuir os cartões a 11.000 justos. E quem seria capaz de encontrar 11.000 justos de uma vez só? Nada comprova isso tão bem, justamente, quanto o sucedido com o PT, que prometia eliminar a corrupção no Brasil com a simples colocação da companheirada no governo; o resultado está aí. A segunda merece tanto crédito quanto a primeira. Controles sobre o uso de cartões são perfeitamente conhecidos, há décadas, por toda organização gerida com um mínimo de prudência. Mas só funcionam por uma razão: não são escritos pelos funcionários que serão controlados por eles.

Pessoas e intenções podem ser muito boas, mas a experiência comprova que nada é mais eficaz para combater o pecado do que eliminar a tentação. Não dá para fazer isso o tempo todo e em tudo. Mas, quando dá, o resultado sempre acaba aparecendo. Deixou de existir qualquer vestígio de corrupção nos bancos estaduais, para ficar num exemplo só, porque deixaram de existir os bancos estaduais. O resto é muita CPI e nenhuma mudança.
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Camaradagem...camaradagem é isso.



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terça-feira, fevereiro 26, 2008

Hoje, meu aniversário Chinês!

Quando ainda criança, descobri que os Chineses da Antiguidade comemoravam o aniversário das crianças deles após três meses de seu nascimento! Coincidência ou não, hoje é o dia de meu aniversário "Chinês" e ganhei, inesperadamente, um presente especial, de amigo tão talentoso e com quem compartilho pensamentos idênticos, mesmo antes de termos o menor contato.

Ele os expressa em cores e tons, além de palavras, muito melhor do que eu.

Parabéns para "the passira news , por seu merecido reconhecimento!

Em sendo bem orgulhosa de meu presente, eu o posto aqui, em imagem.














Ah...sim, é necessário que eu esclareça: não descendo de orientais.

Eu sempre os admirei, mas sou brasileira e descendente de nativos da terra,

Índios.

domingo, fevereiro 24, 2008

Os 100 Melhores Filmes

Os 100 Melhores Filmes Americanos de Todos os Tempos Segundo o American Film Institute em 2007

Os cem títulos foram escolhidos a partir de uma lista inicial de 400 longa-metragens, por um painel de 1600 personalidades, na maioria representantes da indústria cinematográfica, intelectuais e um telespectador de cada estado americano.

Pos. Filme

  • 001 Cidadão Kane (1941)
  • 002 O Poderoso Chefão (1972)
  • 003 Casablanca (1942)
  • 004 Touro Indomável (1980)
  • 005 Cantando na Chuva (1952)
  • 006 ...E o Vento Levou (1939)
  • 007 Lawrence da Arábia (1962)
  • 008 A Lista de Schindler (1993)
  • 009 Um Corpo Que Cai (1958)
  • 010 O Mágico de Oz (1939)
  • 011 Aqui você encontra os demais noventa
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Oscar 2008




Drama e política assombram o Oscar 2008

Reuters/Brasil Online
Por Arthur Spiegelman

LOS ANGELES (Reuters) - As limusines estão a postos e os belos vestidos já foram emprestados ou comprados. Hollywood está pronta para um brilhante domingo de Oscar, mas os filmes que serão homenageados devem ser dramas pessimistas e comédias politizadas.

Tendo escolhido John Stewart, o maior satirista político dos EUA, como mestre de cerimônias no meio de uma campanha presidencial, os organizadores do Oscar esperam apimentar a grande noite de Hollywood com piadas que serão repetidas junto aos bebedouros na segunda-feira.

O produtor Gil Cates prometeu uma cerimônia repleta de grandes estrelas como George Clooney, Cate Blanchett, a cantora da Broadway Kristin Chenoweth e a sensação adolescente Miley Cyrus para animar a platéia. Ainda assim, o tempo chuvoso pode conspirar contra as festividades e umedecer o carpete vermelho que se espera estar reluzente.

Hollywood não pode dizer que a temporada pré-Oscar tenha sido fervilhante este ano, já que uma greve de roteiristas de três meses encerrada recentemente causou o cancelamento ou a abreviação de cerimônias de premiação.

Especialistas dizem que as indicações de melhor filme deste ano refletem o clima dos 5.800 membros votantes da Academia de Artes Cinematográficas e Ciências. Os dois favoritos são violentos, um terceiro indicado fala de ganância empresarial e legal, um quarto trata de traição familiar e o quinto lida com gravidez na adolescência - e este é o filme engraçado da leva.

"Onde os fracos não têm vez", dirigido pelos irmãos Joel e Ethan Coen, mostra uma assassino insano interpretado por Javier Bardem como personagem principal. Recebeu oito indicações e já conquistou as graças de críticos e sindicatos de Hollywood.

DAY-LEWIS VS CLOONEY

Favorito a melhor ator, Daniel Day-Lewis domina a tela em "Ouro Negro" como um extrator de petróleo sádico na virada do século 20. O filme recebeu outras oito indicações.

Seu rival na disputa, George Clooney merece respeito no papel de um "consertador de problemas" em uma firma de advocacia de Nova York no filme "Conduta de Risco."

"Desejo e Reparação" relata um romance intenso arruinado por uma mentira entre irmãs, e "Juno" descreve a vida de uma adolescente de 16 anos grávida que planeja dar o bebê para adoção, interpretação que rendeu a Ellen Page a indicação a melhor atriz.

O otimista "Juno" é a maior bilheteria entre os indicados a melhor filme, com mais de 125 milhões de dólares nos EUA e no Canadá. "Onde os fracos..." alcançou 60 milhões de dólares e "Ouro Negro" mais de 30 milhões de dólares. "Desejo e Reparação" e "Michael Clayton" faturaram cerca de 46 milhões de dólares cada.

O crítico de cinema da revista "Time", Richard Schickel, ressaltou que existe um descompasso crescente entre filmes que atraem público e indicados que agitam a crítica e grupos da indústria como a academia.

Mesmo assim, no Spirit Awards, o equivalente ao Oscar do cinema independente realizado neste sábado, o prêmio de melhor filme foi para "Juno", do diretor Jason Reitman, que no final das contas traz uma mensagem de esperança no futuro.

Ao lado de Page, estrela de "Juno", na corrida pelo Oscar estão a favorita Julie Christie, pelo drama sobre Alzheimer "Longe Dela", e a francesa Marion Cotillard pelo papel da atormentada cantora Edith Piaf em "Piaf - Um Hino ao Amor."

Entre as indicadas a melhor atriz coadjuvante estão Cate Blanchett por "Não Estou Lá", Tilda Swinton por "Michael Clayton" e a veterana Ruby Dee por "O Gângster."

A disputa de melhor ator está equilibrada entre Day-Lewis eClooney.

sábado, fevereiro 23, 2008

Ex-metalúrgico, ex-presidiário

Agora entregador de gás.Paixão-Gazeta do Povo (PR)

"Assim não é como lhe parece"

O Estado de S. Paulo
21/2/2008

O presidente Luiz Inácio da Silva pode estar apenas mal informado, mas pode ser também que esteja mal intencionado quando confere ares de naturalidade democrática à ofensiva orquestrada pela Igreja Universal do Reino de Deus contra os jornais Folha de S. Paulo e Extra e contra a agência A Tarde, da Bahia.

Todos eles, em particular a Folha, com reportagens de Elvira Lobato, publicaram material investigativo sobre as atividades que resultaram na formação de um império empresarial e de comunicação comandado por Edir Macedo, dito bispo da Universal.

"Se a Igreja Universal utilizou o Poder Judiciário, ela está utilizando um dos pilares da democracia", disse o presidente da República, cujo vice, José Alencar, pertence ao partido (PRB) que dá sustentação parlamentar à igreja, o negócio original mediante o qual Edir Macedo começou a construir seu imenso patrimônio.

Proposital ou involuntariamente, não está claro, o presidente confunde as coisas e acaba por usar os mesmos argumentos da ditadura que levaram o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC à intervenção nos anos 80 e puseram seu presidente à época, Luiz Inácio da Silva, alguns dias na prisão. As Leis de Segurança Nacional e de Greve serviram de embasamento jurídico para o ato, eram "pilares da ditadura".

A Lei de Imprensa invocada agora, no auge do furor judicante da tropa mobilizada pelo dito bispo País afora, é outro pilar de sustentação, não da democracia, como acredita - ou diz acreditar - o presidente, mas do arcabouço remanescente do autoritarismo.

Ao pleitear as indenizações e punições previstas nessa legislação e por diversas vezes já consideradas em tribunais superiores desproporcionais às previstas para os cidadãos em geral no Código Penal e outros dispositivos, a Universal visa mais que a obter reparação. Quer instituir um padrão de intimidação aos veículos de comunicação.

Daí a impropriedade de o presidente da República associar-se ao mau combate. Abstrair-se de discernir entre o que seja recurso natural à Justiça e tentativa de fazer daquelas ações em curso um combate à liberdade de imprensa e, por conseqüência, um ataque ao direito da sociedade de se informar sobre a construção de um império político, comercial, religioso e de comunicação.

Assim como não é "normal" - como já disse Lula - que o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, imponha o fim das atividades de uma rede de televisão privada que exerce sua obrigação crítica sob o argumento do fim da licença de concessão, não é democrático que um empresário tente restringir investigações sobre suas atividades. Mais inaceitável ainda que o chefe de uma nação na vigência das liberdades empreste seu prestígio a esse ato.

Melhor proveito o presidente faria de sua alta popularidade se a usasse para, por exemplo, se aliar à luta do deputado Miro Teixeira em prol da revogação da Lei de Imprensa e esclarecer a população sobre o ganho à coletividade.

Não só a ele, que dispõe da prerrogativa da exceção da verdade na Lei de Imprensa, que impede o processado de produzir provas sobre a veracidade de suas afirmações e nutre notório desconforto com a atuação da imprensa, não parece interessar o enterro do entulho. Ao Parlamento também.

Há dez anos, o senador Jefferson Péres conseguiu aprovar no Senado um projeto revogando a Lei 5.250, de 1967. O assunto foi para a Câmara e lá dorme até hoje sem padrinho, pois aos políticos a Lei de Imprensa serve como instrumento de exceção, já que trata jornalistas e veículos de comunicação como inimigos da Nação.

Exatamente como fazia a ditadura com os cidadãos em geral, quando os submetia aos ditames da Lei de Segurança Nacional, e aos trabalhadores em particular, quando subtraia seu direito à reivindicação salarial mediante a Lei de Greve.

Toma lá

Dois anos depois, está explicado porque o então ministro da Fazenda, Antonio Palocci, não processou Rogério Buratti quando foi acusado por ele de corrupção na Prefeitura de Ribeirão Preto.

Na ocasião, Palocci disse que achava impróprio processar alguém sendo ministro, mas tampouco falou em processo depois de sair do ministério. Agora Buratti recua, se retrata e fica evidente a combinação. Se houvesse a certeza do perjúrio, o caminho natural de Palocci teria sido provocar judicialmente a retratação.

Erro de pessoa

Lula defendeu Matilde Ribeiro. "Não cometeu nenhum delito, só falhas administrativas." Nessa versão, ela saiu porque o presidente disse que não valia a pena ela ficar "sendo massacrada".

Muito cavalheiresco. Mas ela saiu mesmo porque, se ficasse tendo comprovadamente desviado dinheiro público para compras particulares, os massacrados seriam Lula e a defesa do governo no uso dos cartões corporativos.

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sexta-feira, fevereiro 22, 2008

Pérolas do Presidente


"O presidente Lula afirmou que o presidente de Cuba (Fidel), desde há dois anos, um presidente não em pijamas, mas em "moletom", é o último mito vivo."

Veja o significado da palavra mito de acordo com o Dicionário Michaelis:


1. Fábula que relata a história dos deuses, semideuses e heróis da Antiguidade pagã.

2. Interpretação primitiva e ingênua do mundo e de sua origem.

3. Coisa inacreditável.

4. Enigma.

5. Utopia.

6. Pessoa ou coisa incompreensível.


Ora, Fidel só não se enquadra nas duas primeiras alternativas, portanto nosso letrado presidente tem razão.

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quinta-feira, fevereiro 21, 2008

Samba do cientista louco

RUY CASTRO

Samba do cientista louco


RIO DE JANEIRO - Nelson Rodrigues contava que, toda madrugada, acordava com a úlcera em chamas e, de pijama e meias, ia à cozinha tomar um copo de leite para aplacá-la. Com o leite, a úlcera amansava e, dizia, só faltava ronronar como uma gata amestrada. Nelson morreu em 1980, de outras causas. Imagino seu choque, hoje, se soubesse que, segundo as últimas descobertas da ciência, leite é um veneno para quem tem úlcera. E a manteiga? Depois de séculos sendo louvada, com justiça, como uma das maiores invenções do homem, levou os últimos 50 anos acusada de vilã para vários órgãos, inclusive o coração. Para a ciência, boa mesmo era a insípida, insossa e inodora margarina. Agora a mesma ciência, num lance de gênio, concluiu que a margarina é que é a vilã, por causa da mortal gordura trans.

E temos a saga e anti-saga do ovo. Certo dia, decretaram que ele era o pior inimigo do colesterol e do coração, e só faltaram proibir as galinhas de produzi-lo. Pois, há pouco, descobriram que, ao contrário, ele faz bem ao coração, porque ajuda a emagrecer, não influi no colesterol e até protege nossos olhos dos raios ultravioleta -o que é ótimo, porque nos permitirá ir à praia sem óculos escuros. Sem falar no café. Por conter cafeína, ele também já freqüentou todas as listas negras. Criaram inclusive o café descafeinado. Pois os cientistas vêm de concluir que a cafeína é uma maravilha: estimula o sistema nervoso central, o coração, os vasos sangüíneos e os rins. Já o café descafeinado faz subir a pressão e aumenta o colesterol e o risco de doenças cardíacas.

Finalmente, esta semana, a ciência mandou dizer que, ao contrário do que ela própria afirma há anos, o açúcar é uma beleza e são os adoçantes que engordam! É o maravilhoso samba do cientista louco, em cuja letra certeza rima com dúvida.
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Evolution theory


quarta-feira, fevereiro 20, 2008

Maria Adelaide Merece



Amizade se constrói com o tempo, que traz intimidade e lembranças de bons e maus momentos vividos juntos. Mas Denise Saraceni, diretora de "Queridos amigos", tinha apenas 30 dias para fazer com que o elenco principal adquirisse, nos bastidores, o entrosamento que seria indispensável aparentar no ar. A minissérie de Maria Adelaide Amaral, com estréia marcada para 18 de fevereiro na TV Globo, vai falar sobre jovens paulistas que criaram fortes laços nos anos 70, quando se engajaram na luta contra a ditadura, perderam contato depois e voltaram a se encontrar em 1989, época em que um deles se descobriu muito doente. E a saída encontrada pela diretora para garantir a veracidade das cenas foi "enclausurar" Dan Stulbach (Léo), Matheus Nachtergaele (Tito), Denise Fraga (Bia), Débora Bloch (Lena), Bruno Garcia (Pedro), Guilherme Weber (Benny ) e Malu Galli (Lúcia) - os amigos da trama - num estúdio da Barra durante um mês, para só depois iniciar as gravações.

- Aquela turma precisava existir de verdade no primeiro momento em que aparecesse na tela. Então, achei que os atores tinham que ter um período de internação, num lugar onde ninguém nos incomodasse. Passamos um mês na Tycoon, das 8h às 18h. Os atores trabalhavam o corpo, ensaiavam cenas importantes, cozinhavam massa, bebiam vinho, conversavam em volta da mesa. E, nessa convivência, iam se conhecendo e criando o universo dos personagens. Num segundo momento, introduzimos ali pessoas que podiam traçar um painel real daquele período.

" Gosto desse tema da amizade, e de falar do efeito do tempo na vida das pessoas "
Um dos momentos mais emocionantes foi o encontro com o psicanalista Chaim Katz, que falou sobre a amizade e sobre suas experiências de engajamento político. Outro foi a sessão do filme "Três irmãos de sangue", sobre Herbert de Souza (o Betinho), Henfil e Chico Mário.

- Foi uma choradeira - conta Dan Stulbach, protagonista da trama.

Dan interpreta Léo, escritor e publicitário bem-sucedido que promove o reencontro da turma quando descobre que tem esclerose múltipla. Ao tomar consciência da efemeridade da vida, ele decide que é hora de resgatar seus sonhos, e quer ajudar seus amigos a fazerem o mesmo.

- Gosto desse tema da amizade, e de falar do efeito do tempo na vida das pessoas - diz o ator. - E fico contente por falarmos de uma época em que não era brega acreditar no país e na política.

O método de preparação para a minissérie, incomum na televisão, encantou Matheus Nachtergaele, que encarna Tito, militante de esquerda que é exilado e, ao voltar ao país, não consegue se ajustar ao dia-a-dia.

- Foi bonito ver atores tão talentosos dispostos àquela imersão. Neste laboratório, criamos uma química forte e conhecemos melhor os anos 70, um período terrível - diz Matheus. - Muitos heróis dessa época foram torturados e, na década seguinte, morreram de Aids. Quem nasceu depois já conheceu o capitalismo desenfreado. Na época em que os amigos se reencontram na trama, o fim dos anos 80, eu estava adolescendo. Foi quando comecei a entender o mundo. Chegou uma hora em que achei o país tão estranho que decidi ir embora. Mas não agüentei, e voltei um ano depois.

Denise Fraga, que após dez anos de dedicação exclusiva ao quadro "Retrato falado", do "Fantástico", interpreta Bia, mulher que jamais superou o trauma de ter sido torturada, ressalta o fato de a minissérie tratar de sentimentos nobres:

- É um projeto lindo, que trata de amor, amizade e solidariedade.

"Queridos amigos" traz outros nomes de peso, como Fernanda Montenegro e Juca de Oliveira, que estão tendo aulas de dança com Carlinhos de Jesus para interpretar um casal de amantes.


"Queridos Amigos"
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Pálida Morte


Nada à lamentar.


segunda-feira, fevereiro 18, 2008

Cortina de fumaça

OS CARTÕES E A PETROBRÁS .

Cláudio Lessa

É uma bela sacada. Na terra dos monumentais incêndios florestais, nada melhor do que encobrir as coisas com uma cortina de fumaça. Todo mundo vê tudo turvo, se chegar perto demais se intoxica, e nada acaba sendo resolvido. O mais bacana dessa tecnologia patenteada pelo(s) desgoverno(s) que cuidam (?) do fazendão é que uma cortina de fumaça sucede a outra quase que imperceptivelmente, deixando a todos extasiados, como o povo do interior costumava ficar quando olhava as fontes luminosas, e via a água trocando de cor.

Para não irmos muito longe no tempo, surgiu a possibilidade de se investigar os trampos olímpicos perpetrados pelas chamadas “organizações não-governamentais” que se instalaram no Brasil – que, aliás, deve ser o único lugar do mundo onde esse tipo de organização, com esse nome, leva dinheiro do governo. Bom, mas deixando-se de lado esse mero detalhe técnico, o que se imagina é que a onda seria muito forte. Afinal, entre outras coisas, há relatos de trechos de estrada no extremo Norte do fazendão que são controlados por ONGs e que não permitem a passagem de… brasileiros. A dinheirama de caixa 3 é, supostamente, imensa. Futucar tudo isso é muito complicado.

Apesar de decisivo para o futuro do lugar, em sua transformação de fazendão para país, o assunto foi considerado muito árido, sem apelo popular. Muito melhor eram os segredos de alcova de Mônica com seu Renan que não era mais seu, e logo em seguida as revelações de sua bela forma de quarentona, onde se podia ver até as brotoejas de sua delicada pele. Mais de um semestre foi dedicado ao tema, e as ONGs continuaram fornicando o povo brasileiro sem camisinha, livres, leves, soltas.

O caso Mônica-Renan chegou ao fim, e o problema das ONGs quis ressurgir. Peraí mais um pouco. Sai mais barato e saboroso levantar outra cortina, a dos milhões de reais gastos com cartões corporativos em churrascarias, mesas de sinuca, esteiras ergométricas, botox, etc. Apesar de pequena, essa é sofisticada: tem, inclusive, inspiração shakespeareana, pois seu pano de fundo é o “Much Ado About Nothing”. Enquanto isso, vai-se buscando uma solução melhor para o rolo dos mais de 32 bilhões de reais que anda flutuando por aí, antes que ele venha a explodir de vez, se é que um dia chegará a esse ponto.

Ih… mas a opinião pública está se inquietando mais do que o esperado com essa estória dos cartões corporativos. Afinal, é dinheiro de imposto, cobrado diretamente de cada bolso, e isso dói, e é uma dor que custa a passar. Ah!... então arranja-se um roubo de laptop com informações “importantíssimas” a respeito de ciclópicas descobertas de petróleo na costa brasileira, e junta-se a isso os ingredientes de espionagem industrial, os mistérios do alto mar, o futuro do fazendão como potência energética emergente, os insondáveis interesses estrangeiros que rondam esse paraíso tropical de dia e de noite… e pronto.

Essa última cortina ficou tão bacana e densa que dá até para encobrir eventuais imbecilidades, como o esquema da carne exportada para a União Européia, o cano dado pelo pequeno marido da Adã, na questão do gás natural boliviano…

E la nave và. Felice, molto felice.

Recebido por e-mail.

Nossas Máscaras

Estranhas e Belas...

Máscaras não mais, apenas máscaras.

Mascarar fibras, mascarar situaçoes...mascarar olhos...

Mascarar

Parte de "nossa" natureza

Em poemas e cancões...

Nossas máscaras
Canções, poemas...máscaras.

Nossas fibras...poemas e canções.

Não mais que Máscaras.

Belas canções, eternos poemas...

...apenas máscaras!"

Elegível maneira de viver: "Mascarar"

Por mais não somos, apenas "máscaras".
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Ana Maria Cordovil

sexta-feira, fevereiro 15, 2008

"Nunca Antes Nesse País"!

Cartões estão também com dirigentes do PT

A distribuição de cargos do governo federal sem precedentes praticada pela gestão Lula, somada à entrega de cartões de crédito corporativos – pagos com dinheiro público – para servidores das mais variadas patentes, fez com os cartões fossem parar nas mãos de altos membros do PT. De dirigentes regionais a tesoureiros, são quase 50 os petistas importantes encarregados por diversos ministérios de fazer saques e compras com os cartões. Embora tenham o direito a um cartão ao assumirem um cargo no governo, o simples fato de ocuparem altos cargos também no partido pode gerar conflito de interesses – entre os do país e os do PT.

De acordo com um levantamento da assessoria de Orçamento do DEM, com base nos dados do Siafi (sistema eletrônico que relaciona as despesas do governo federal) e publicado nesta sexta-feira pelo jornal Folha de S. Paulo, 46 petistas que ocupam cargos de confiança em oito ministérios e na Presidência usaram os cartões de 2005 a 2007. Neste período, gastaram 719.000 reais, sendo 61,5% em compras e 38,5% em saques.

Dentre estes, estão três tesoureiros de diretórios estaduais, pelo menos sete integrantes de executivas ou diretórios petistas, um ex-prefeito e três candidatos a deputado estadual em 2006. Diz o diário paulista que um destes, candidato em Alagoas, sacou 41% do total do dinheiro que usou em 2006 justamente nas três semanas que antecederam a campanha eleitoral.

Irresponsabilidade – Apesar de não haver irregularidades comprovadas, este é apenas um exemplo de como os interesses do partido – diferentes dos interesses do país – podem entrar em choque quando um alto membro de determinada agremiação ganha a chance de usar dinheiro público de forma irresponsável. Existem outros.

No Amazonas, o superintendente estadual da Secretaria da Pesca, Estevam Ferreira da Costa – dono de um cartão oficial –, é também o tesoureiro do PT no estado. Em Tocantins, o tesoureiro estadual do PT, Leontino Pereira de Sousa – outro detentor de um cartão –, acumula a função de delegado estadual do Ministério do Desenvolvimento Agrário. Em Goiás, a tesoureira do PT até dezembro era Laisy Moriere, funcionária da Secretaria de Políticas para Mulheres. A lista vai mais longe, porque, no governo do PT, os cargos públicos foram distribuídos a militantes do partido como nunca antes.

Daí, que um sem número de petistas faz jornada dupla – dá expediente no governo e depois no partido. Entregar um cartão de crédito pago com o dinheiro do contribuinte na mão destes servidores é, no mínimo, uma temeridade.
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Pano Para A Manga


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