"Deus me respeita quando eu trabalho. Mas me ama quando eu canto."

sexta-feira, setembro 12, 2008

Candidatos em debate

Marta, Alckmin e Kassab no debate da Band

Fonte: Reinaldo Azevedo

Nada se parece mais com uma lei de censura do que a legislação eleitoral brasileira que obriga as TVs a levar para os debates aqueles zumbis, candidatos de si mesmos, que nada têm a dizer. A cada vez que, de posse de seu 1% do eleitorado, um deles diz “no meu governo”, fico com vontade de me esconder debaixo da mesa do escritório. Já que parecem desprovidos dela, sinto vergonha por eles. No máximo, devem chamar a atenção da mãe, da mulher e da empregada — esta, espero, vingando-se do mané, vendo-o no papel ridículo.

Por que isso? A TV Bandeirantes realizou ontem o segundo debate entre os candidatos à Prefeitura de São Paulo. Serviu para ver, entre os três com chances de vencer a eleição — Marta Suplicy (PT), Geraldo Alckmin (PSDB) e Gilberto Kassab (DEM) —, quem está menos ou mais afiado, qual pode ser a estratégia dos próximos 19 dias e tal. E só. Não é possível levar a sério uma mesa em que um tal Renato Reichmann diz haver 250 mil crianças fora da creche em São Paulo. É mentira! É uma estupidez! Ou ter de agüentar o agora nanico Paulo Maluf falando para o neto que o “vovô vai ser o melhor prefeito...” É o fim da picada as TVs não poderem fazer um debate, a esta altura, apenas com os três viáveis. A legislação tem vocação ditatorial. É pior do que a Lei de Imprensa do Regime Militar. Falei isso ao ministro Ayres Britto, presidente do TSE, naquele debate de que fui o mediador. “Ah, mas TV é concessão pública”. E daí? Só por isso tem de abrigar esse trem-fantasma? Tenham paciência! Adiante.

Dos três viáveis, Gilberto Kassab teve, sem dúvida, o melhor desempenho. Isso muda alguma coisa na eleição? Talvez seja o contrário: porque parece estar em ascensão, mostrou-se bastante seguro e respondeu com precisão técnica e, às vezes, dureza aos ataques de que foi alvo. O tucano Geraldo Alckmin também se saiu muito bem — sobretudo quando debateu segurança com Marta Suplicy. E a petista, bem..., a petista parece estar cultivando o hábito de falar primeiro e pensar depois. Vamos lá.

Sob o pretexto de criticar a gestão Serra na Prefeitura por ter extinguido (com o auxiliar “ter”, o certo é “extinguido”) a inútil Secretaria Municipal de Segurança, Marta foi na jugular de Alckmin e lembrou os ataques do PCC em São Paulo, dando a entender que a criminalidade, na sua gestão, saiu do controle, que os tucanos não ligam pra isso... Quebrou a cara. Até porque é mesmo mentira. Em 12 anos, o número de homicídios em São Paulo caiu mais de 70%, uma queda espantosa, como bem lembrou Alckmin. E isso é verdade. No embate dos dois, o ex-governador ainda levou vantagem sobre a petista quando lembrou — e isso também é fato — que ela deixou uma dívida na prefeitura de R$ 1,8 bilhão. Restou à candidata dizer que não iria discutir números com ele. Sei...

Marta teve uma jornada infeliz também com Gilberto Kassab. Por alguma razão, os petistas acham que ruim não é dívida, mas ter dinheiro em caixa. Coube ao prefeito lembrar que a grana é destinada ao pagamento das obrigações contraídas pela Prefeitura e que, bem..., ruim mesmo é não pagar. Segundo Marta, o fato de a Prefeitura ter dinheiro no banco corresponde a “dar dinheiro para os banqueiros”. Ai, Deus! No seu único momento feliz do debate, Maluf lembrou o que é fato: as duas administrações que deixaram São Paulo mais endividada até hoje foram petistas: a de Erundina e a de Marta.

A dinâmica do programa permitiu a Kassab e à candidata Sônia Francini (PPS) uma espécie de dobradinha, sei lá se voluntária, que acabou sendo positiva para o prefeito. Nas duas vezes em que fez pergunta à vereadora, ele listou as próprias obras e perguntou a que ela achava a respeito. Ela achava que o caminho era aquele, mesmo lembrando que há muito por fazer. Claro, claro, sempre há. Kassab tem uma coisa a seu favor, que facilita o desempenho em encontros dessa natureza: ele realmente tem muito o que mostrar.

Sim, Alckmin atacou a Prefeitura, embora não de modo frontal — os embates mais duros ficaram mesmo reservados para Mart. Criticou a área de saúde, de transportes e as subprefeituras, loteadas, segundo ele, entre os vereadores. Não se referiu diretamente a Kassab, mas nem precisava. No último bloco, na fala final, o prefeito aproveitou os dois minutos e, aí sim, falando diretamente com Alckmin, lembrou que ele foi governo por oito anos e que a saúde, por exemplo, deixou muito a desejar. Não dava mais para o tucano responder.

Houvesse um júri montado para saber quem deu as melhores respostas e quem trabalhou com números mais realistas, o vitorioso seria Kassab, embora Alckmin também tenha se saído bem. Marta foi quem mais se atrapalhou nos embates diretos. Todas as suas iniciativas mais agressivas tiveram contra-ataques duros dos dois principais oponentes. Debates mudam alguma coisa? Sinceramente, acho que não. E, com as limitações impostas pela legislação de vocaçao ditatorial, tornaram-se uma chatice infernal.

quarta-feira, setembro 10, 2008

Alerta

Leia e veja o filme

Caso você esqueça no fogo a panela ou frigideira com
óleo, e essa pegue fogo, NÃO ENTRE EM PÂNICO.

1. DESLIGUE O FOGO

2. MOLHE um pano, torça-o, retirando o excesso de
água, para que este NÃO PINGUE.

3. Coloque o pano sobre a panela/frigideira e espere
até que esfrie (não saia mais vapor)

4. NUNCA TENTE MOVER A PANELA ou FRIGIDEIRA

5. NUNCA JOGUE ÁGUA, pois os efeitos são devastadores.

terça-feira, setembro 09, 2008

"A Vingança"


Isso que é vingança...!

Ela passou o primeiro dia empacotando todos os seus pertences em caixas, engradados e malas. No segundo dia, ela chamou os homens da transportadora que levaram a mudança. No terceiro dia, ela se sentou pela última vez na bela mesa da sala de jantar, à luz de velas, pôs uma música suave e se deliciou com uns camarões, um pote de caviar e um garrafa de Chardonnay. Quando terminou, foi a cada um dos aposentos e colocou alguns pedaços de casca de camarão, besuntados com caviar, nas cavidades dos varais das cortinas. Depois ela limpou a cozinha e se foi.

Quando o marido retornou com a nova namorada, tudo estava um brinco nos primeiros dias. Depois, pouco a pouco, a casa começou a feder. Eles tentaram de tudo: limpando, lavando e arejando a casa. Todas as aberturas de ventilação foram verificadas à procura de possíveis ratos mortos e os tapetes foram limpos com vapor. Desodorantes de ar e ambiente foram pendurados em todos os lugares. A empresa de combate a insetos foi chamada para colocar gás em todos os encanamentos, durante alguns dias, durante os quais tiverem de sair da casa, e no fim
ainda tiveram de pagar para substituir o caríssimo carpete de lã.


Nada funcionou. As pessoas pararam de visitá-los...Os funcionários das empresas de consertos se recusavam a trabalhar na casa... A empregada se demitiu... Finalmente, eles não suportavam mais o fedor e decidiram se mudar. Um mês depois, apesar de terem reduzido o valor da casa em 50%, eles não conseguiram um comprador para a casa fedorenta.

A notícia se espalhava e nem mesmo corretores de imóveis locais retornavam as ligações. Finalmente, eles tiveram de fazer um grande empréstimo do banco para comprar uma casa nova. A ex-esposa ligou para o marido e perguntou como andavam as coisas.

Ele disse a ela o martírio da casa podre. Ela escutou pacientemente e disse que sentia muitas saudades da casa antiga e que estaria disposta a reduzir a parte que lhe caberia do acordo de separação dos bens em troca pela casa...
Sabendo que a ex-mulher não tinha idéia de como estava o fedor, ele concordou com um preço que era cerca de 1/10 do que valeria a casa...

Mas só, se ela assinasse os papéis naquele dia mesmo. Ela concordou e em menos de uma hora, os advogados deles entregavam os documentos.

Uma semana depois, o homem e sua namorada assistiam, com um sorriso malicioso, os homens da mudança empacotando tudo para levar para a sua nova casa... incluindo os varais das cortinas...

Autoria: Vera Rossi

Isabel Guerra

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Programação paga e religiosa na TV

Do: In Blog
Luis Gustavo Chapchap

Eu não suporto os horários vendidos da televisão. Quando a mensagem “Este programa é uma produção independente de responsabilidade dos seus realizadores” tem início me lembro que as redes de televisão aberta do Brasil seguem política de concessão pública e a exibição destes “programas independentes” atenta contra a os direitos da população.

Um destes programas é um tal desafio, exibido nas madrugadas da REDETV, este jogo de perguntas expõe os apresentadores ao desespero. Com formato é importado e perguntas fáceis. Os desavisados ligam e são submetidos a um enorme questionário. O tempo que o indivíduo fica respondendo as inúmeras perguntas na expectativa de entrar no ar e concorrer ao tal prêmio é cobrado. Já existem muitas reclamações no PROCON e em sites de direito do consumidor na internet.

Estes dias foi veiculado que a REDE 21 vendeu 23 horas da grade de programação a uma igreja evangélica. Esquecendo todas as implicações religiosas e ideológicas considero este tipo de “negócio” um insulto ao telespectador.

Quando obteve a concessão o Grupo Bandeirantes, dono da REDE 21 se comprometeu a levar ao público informações e entretenimento, mas não se contentando em transmitir programação religiosa em no horário nobre do seu produto PREMIUM (a TV Bandeirantes) negociou os direitos com a Igreja Mundial do Poder de Deus.Devemos lembrar que instituições religiosas são isentas de diversos tributos e utilizam dízimo para comprar os horários de televisão.

sexta-feira, setembro 05, 2008

Quem não gosta...

Coisas da Globo


NOVIDADE DEMAIS


Terça, "A Favorita" deu só 36 pontos. Culpa do telespectador, que não assimilou esse "thriller realista-fantástico".


Daniel Castro


Fonte: Folha S.Paulo

Declamado por Fernanda

Orgulho ferido
Poema número 40 da série C

"Irsyamana — Orgulho ferido por infidelidade
ou inconstância"

O amor além de nós passou.
Quebraram-se os laços de nossa afeição.
Esgotou-se a atenção com que nos nutrimos,
e como perfeitos estranhos, nos saudamos.
E ainda que eu recorde os dias passados,
não sei por que razão
meu coração não se parte
em centenas de pedaços.

========================

Amaru
Índia, sec. VII
Tradução de Álvaro Machado
Voz:- Fernanda Montenegro


Fonte: E-mail

quinta-feira, setembro 04, 2008

Fernando Torres

Morre o ator Fernando Torres

Morreu no início da tarde desta quinta-feira o ator e produtor Fernando Torres, aos 80 anos, vítima de um efisema pulmonar. Marido de Fernanda Montenegro, pai de Fernanda Torres e do cineasta Cláudio Torres, ele faleceu em seu apartamento no bairro de Ipanema, no Rio de Janeiro. A família informou que o velório será na manhã desta sexta-feira no Memorial do Carmo, no Rio. Depois o corpo será cremado no cemitério do Caju.

Carioca, foi locutor da Rádio MEC, onde conheceu Fernanda Montenegro, com quem casou em 1952. Na rádio criou o programa "Falando de cinema" em parceria com Fernanda. Estreou no teatro em 1949 na peça A dama da madrugada que tinha no elenco outra estreante, Nathalia Timberg. Participou dos anos de ouro do teatro brasileiro, integrando grandes companhias como o Teatro Brasileiro de Comédia, a Companhia Eva Todor e o Teatro Maria della Costa. No cinema atuou em dezenas de filmes desde os anos 60. Suas últimas participações foram Ação Entre Amigos (1998) e Redentor (2004), filme de estréia do filho Cláudio Torres. Na tevê, sua última participação ocorreu em Laços de família (2000).

(1927-2008)

quarta-feira, setembro 03, 2008

A preocupação "do povo brasilenho"

Entre tantas, é cada uma!


Foto da página principal da Globo.com
"Ronaldo teria emagrecido"

Particularmente eu creio que não, eu acredito que ele "esmaeceu" faz muito tempo!

Desde a Copa de 1.998.


Elefantes sabem somar...

Brasileiros não sabem.
Desconhecem até o primordial!


J.R. Guzzo - em Veja

100 assassinos

"Não é preciso ser doutor em matemática para
deduzir que nunca tivemos, na história deste país,
tantos homicidas disputando um cargo público"

Nada como o passar do tempo para os eleitores aprenderem a dar valor a certas coisas. Não era possível, anos atrás, achar nenhuma vantagem quando se dizia que em política, no Brasil, "só dá ladrão". O que poderia haver de bom para o cidadão, na hora de votar, diante de uma situação assim? Hoje, quando se olha para essa época, o brasileiro pode até sentir saudade. Mais uma vez, nas eleições municipais deste ano, ele será obrigado a votar – e constata que os ladrões deixaram de ser o que há de pior, realmente, na lista de candidatos a prefeito e vereador. A comprovação mais clara disso está numa informação prestada alguns dias atrás, mais ou menos de passagem, pelo vice-presidente do TRE do Rio de Janeiro, Alberto Motta Moraes: só no estado do Rio, afirmou ele, há pelo menos 100 candidatos às próximas eleições que são acusados de homicídio, ou já foram condenados por ter matado alguém. O interessante é que o desembargador Moraes, ao fazer essa revelação ao público, não estava reclamando das recentes decisões das nossas cortes superiores de Justiça, que não apenas permitem candidaturas desse tipo como proíbem que os tribunais eleitorais informem ao público sobre as fichas criminais dos candidatos; só citou os 100 envolvidos em assassinatos porque precisava justificar a instalação de um detector de metais na entrada do TRE fluminense. Pelo menos isso, pede o desembargador: como já foi notada a presença de pistoleiros no recinto do tribunal, quem sabe se possa proibir, daqui por diante, o ingresso de gente armada nas sessões da casa. Agora é botar fé – e rezar para que nenhuma autoridade mais acima venha a decidir que a colocação de um detector desses na porta do TRE é uma violação aos direitos dos candidatos.

Sem dúvida, como se vê, subimos de patamar. Além de indivíduos acusados de peculato, extorsão, corrupção passiva ou ativa e outros delitos que caem no campo genérico da ladroagem, nossas listas eleitorais se vêem enriquecidas, agora, por assassinos – não dois ou três, como talvez pudesse acontecer num momento de anomalia, mas no mínimo 100, e só no estado do Rio de Janeiro. Quantos seriam no Brasil todo? Não se tem no momento uma informação exata sobre esse número, mas, levando-se em conta que há quase 380 000 candidatos às eleições de outubro próximo nos cerca de 5 500 municípios brasileiros, não é preciso ser nenhum doutor em matemática para deduzir que nunca tivemos, na história deste país, tantos homicidas disputando um cargo público. Em que outro lugar do mundo haveria algo parecido?

É possível, em relação a isso, achar qualquer coisa, menos uma: que nas democracias é assim mesmo, e portanto não há nada a reclamar. É justamente essa, porém, a postura do Tribunal Superior Eleitoral e, acima dele, do Supremo Tribunal Federal. Em sua maneira de ver a vida, uma pessoa que tenha cometido crimes, por piores que sejam, só pode ser impedida de disputar um cargo público depois de ser condenada na última das últimas instâncias, e não lhe couber mais a possibilidade de nenhum recurso – até lá vale tudo, inclusive continuar matando gente. O STF e o TSE não apenas acham isso perfeitamente normal. Acham uma glória – uma exibição impecável da majestade da Justiça brasileira, que se coloca acima das "paixões da sociedade" e não se impressiona com a opinião de leigos. Talvez pudessem dizer, por exemplo: "Lamentamos, mas a Constituição nos obriga a decidir assim, e o STF não pode mudar o que está escrito na Constituição". Mas não dizem nada parecido. Ao contrário, orgulham-se daquilo que consideram a sua coragem de decidir contra "a opinião pública", que nada entende de ciência jurídica. Garantem que esse é o "preço da democracia" – ou se vive assim, ou se cai num estado policial.

Não cabe ao eleitor, nem mesmo, o direito de ser informado sobre os antecedentes criminais de quem lhe pede o voto. Em manifestação recente, na qual se opôs à divulgação pelas autoridades eleitorais dos nomes de candidatos com "ficha suja", o ministro Eros Grau, do STF, sustentou que "a exigência de comprovação da idoneidade moral do cidadão" é "uma violência". Equivaleria, a seu ver, à "delação". É uma opinião. E o fato? O fato é que existe algo profundamente errado com um sistema legal que permite a presença de 100 assassinos nas listas eleitorais do Rio de Janeiro. Quem diz isso não está, como sugerem nossos juristas, defendendo linchamentos ou ditaduras. Apenas se recusa a aceitar que, para haver democracia, é inevitável deixar a política aberta aos criminosos.


"Elefantes sabem somar, diz pesquisadora japonesa "

Fonte: Folha Online

Que eles têm boa memória muito já se falou. Mas os elefantes não são bons apenas em lembrar as coisas. Uma pesquisadora japonesa descobriu que esses animais --mais especificamente os do ramo asiáticos-- também sabem somar.

Segundo Naoko Irie, da Universidade de Tóquio, em meses de exercícios de adição, um elefante acertou o resultado de 87% das operações, enquanto outro teve sucesso em 69% das vezes, informa a agência France Presse.

Rogério Cassimiro/Folha Imagem

Elefantes têm capacidade de somar, indica trabalho recente da pesquisadora japonesa Naoko Irie, da Universidade de Tóquio

Elefantes têm capacidade de somar, indica trabalho recente da pesquisadora japonesa Naoko Irie, da Universidade de Tóquio

Em um dos testes, a equipe da pesquisadora colocou três maçãs dentro de um cesto e cinco em outro. Depois, acrescentou duas maçãs em cada um dos cestos. Em cinco de seis vezes, Ashya, fêmea de 30 anos do zôo Ueno, de Tóquio, escolheu o recipiente com sete frutas, mesmo sem ver seu conteúdo final.

Outro animal usado na pesquisa, Mito, morador de Kyoto de 38 anos, também teve sucesso na maioria das vezes. No caso dele, foram usadas laranjas.

Irie se mostrou surpresa com o resultado positivo. "Primeiro, não pude acreditar. Eles instantaneamente comparavam os números", disse a pesquisadora.

Sabe-se que muitos animais têm a habilidade de escolher o maior entre dois números. Mas o percentual de acerto geralmente cai se os números são muito altos ou se a diferença entre os dois é pequena. No caso dos dois elefantes, a margem de acerto foi mantida.

terça-feira, setembro 02, 2008

Grampeador?




"No fim de junho, José Dirceu avisou o presidente Lula que estava sendo vítima de operações ilegais e que suspeitava da ação conjunta da Polícia Federal e da Abin. Em público, o ministro não faz acusações diretas contra ninguém, mas, para o presidente, ele foi explícito: Dirceu acusa o atual diretor da Abin, Paulo Lacerda, e o ministro da Justiça, Tarso Genro, de estarem por trás de um complô para prejudicá-lo, recorrendo a supostas ações ilegais contra ele, inclusive a invasão do escritório. "Mandei também avisar o presidente que estava sendo escutado ilegalmente", disse o ex-ministro a um interlocutor na semana passada. Dirceu considera Tarso Genro, que é do PT, mas de uma corrente interna diferente da sua, como desafeto político. O ministro da Justiça estaria usando o aparato policial contra Dirceu para tentar minar sua influência no partido. Paranóia? Talvez. O fato é que a ação clandestina dos arapongas, sejam eles da Abin ou ligados à Polícia Federal, está criando entre políticos, magistrados e autoridades em Brasília um clima que não se percebia desde os tempos do velho SNI, o serviço de inteligência criado no regime militar, que serviu, por mais de duas décadas, como instrumento de perseguição de adversários. Havia mais de um ano que o ministro Gilmar Mendes suspeitava que seus telefones estavam sendo grampeados. Parecia paranóia."


Terá partido?

Um e outro

Blog Cristiana Lôbo

Nas conversas reservadas, ministros do Supremo Tribunal Federal se questionam se Daniel Dantas não terá sido um beneficiário de todo esse movimento que culminou com o afastamento temporário do diretor-geral da Abin, Paulo Lacerda.

Ao mesmo tempo em que avaliam que sim, eles também questionam por que a Abin e a Polícia Federal não apontaram até agora a origem dos tais grampos. Afinal, faz algum tempo que Paulo Lacerda admitiu (depois de negar peremptoriamente em nota) que um ou outro agente poderia ter produzido o tal grampo nos telefones de Gilmar Mendes.

Até, então, havia a suspeita e o desmentido. A reportagem de Veja reproduziu diálogo, comprovando que houve sim a gravação. Mas, de onde partiu?

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"Preparados para perder"

"No mês de julho, foram disputados outros Jogos Olímpicos: os escolares. Tivemos as Olimpíadas de Química, Física, Matemática e Biologia. Das 142 medalhas de ouro distribuídas nessas competições, o Brasil ganhou... zero."

Gustavo Ioschpe

O Brasil foi excepcionalmente bem nos últimos Jogos Olímpicos. Com catorze medalhas de ouro, ficamos em 14º lugar – destaque para o nadador Clodoaldo Silva, seis ouros. Infelizmente falamos da Paraolimpíada de Atenas, já que na última Olimpíada convencional o Brasil teve desempenho pífio: três ouros, 23ª posição, atrás de países como Jamaica, Quênia e Etiópia. Creio que essa diferença de performance entre os dois tipos de competição não seja totalmente acidental.

As razões costumeiras não parecem explicar bem os motivos do nosso fracasso. O primeiro vilão apontado é a nossa pobreza. Mas o Brasil é hoje a décima economia do mundo, não a 23ª.

A segunda razão comumente apontada é o pouco investimento em esporte no país. Em 2008, não foi o caso. Segundo a Folha de S.Paulo, apenas o governo federal investiu 1,2 bilhão de reais em esportes olímpicos desde Atenas. Sem incluir o orçamento de fontes próprias do COB, esse valor significaria um custo de 400 milhões de reais por ouro. O custo do Comitê Olímpico americano – financiado basicamente sem dinheiro público – foi de 32 milhões de reais por ouro.

A impressão que ficou de nossos atletas é que seus fracassos se deveram mais a questões psicológicas do que financeiras ou estruturais. E isso importa não por causa da Olimpíada, que tem valor apenas simbólico, mas porque essa mentalidade se reproduz em toda a vida nacional, com conseqüências reais.

No mês de julho, foram disputados os Jogos Olímpicos escolares: Química, Física, Matemática e Biologia. Das 142 medalhas de ouro distribuídas nessas competições, o Brasil ganhou... zero.

Não temos apenas carências materiais a nos complicar a vida: temos uma cultura que abomina a competitividade, desconfia dos vitoriosos e simpatiza com os fracassados. Quando o nadador César Cielo, não por acaso treinado nos EUA, declarou que iria em busca do ouro, o desconforto dos comentaristas televisivos foi audível: muita saliva gasta para deixar bem claro que se tratava de "autoconfiança" e não "arrogância". Porque melhor um bronze humilde do que um ouro arrogante! Se Michael Phelps tivesse nascido no Brasil, seria provavelmente exilado ao declarar a intenção de bater o recorde de medalhas em uma Olimpíada. Só num país de perdedores uma classificação para final olímpica é vista como "garantia de prata", e não uma chance de 50% de ouro. Só no Brasil se ouvem atletas dizendo que o bronze valeu ouro, só aqui se vê um chororô constante e público de favoritos que foram vencidos por seus nervos. Só aqui um atleta como Diego Hypólito, depois de cair sentado em sua competição e ainda ter a pachorra de culpar os céus ("Deus não quis. Deus decidiu isso."), é recebido com festa e escola de samba. Nós nos preocupamos mais em ser campeões morais do que campeões de fato. Valorizamos o esforço mais do que o resultado. Acreditamos que o sofrimento do percurso redime o fracasso da chegada, ao contrário dos países que dão certo, em que o sucesso do resultado é que redime o sofrimento do percurso.

As desigualdades que se acentuaram ao longo de governos autoritários parecem ter originado a idéia estapafúrdia de que, em uma democracia, os cidadãos devem ser iguais. Não tratados da mesma maneira: pelo contrário, tratados de maneira desigual, para que no resultado final se estabeleça a igualdade. Como é impossível elevar todos aos píncaros da glória, já que as aptidões individuais são diferentes, o objetivo passa a ser a mediocrização total. Por isso a palavra-chave dos tempos que correm é a "inclusão", e não o "mérito": para trazer todos à média, é preciso focar a atenção nos deficientes e ignorar – quando não reprimir – os talentosos.

Esse é sem dúvida um traço cultural, difuso, do brasileiro. Mas não há dúvida quanto ao locus no qual essa mentalidade é mais amplamente difundida e inculcada: a nossa escola. Há leis sobre o acolhimento de crianças com deficiências físicas e mentais na sala de aula; há preocupação com a questão dos excluídos no programa de livros didáticos do MEC, até da área de ciências. Mas não existe nenhuma preocupação oficial com a identificação e o desenvolvimento daquilo que o país tem de mais precioso: grandes mentes. Pelo contrário: quando esses esforços existem, normalmente vindos da iniciativa privada, são rechaçados pelos políticos dos mais diversos matizes. Quando uma ONG chamada Ismart, capitaneada por Marcel Telles, quis institucionalizar seu programa de bolsas a jovens talentos pobres de São Paulo, ouviu do então secretário estadual, Gabriel Chalita, que o instituto estava proibido de aplicar suas provas na rede estadual para descobrir os talentos e também de divulgar a iniciativa. Caberia à secretaria, com seus métodos e em privado, identificar os candidatos. Na secretaria municipal da gestão Marta Suplicy a recomendação foi mais direta: se havia uma preocupação com os alunos fora de série, por que não focar naqueles com síndrome de Down? Não é por acaso que o nosso censo escolar identifica míseros 2 553 alunos superdotados em um universo de 56 milhões de estudantes da educação básica: é preciso uma cegueira proposital para ver tão pouco.

A ojeriza à meritocracia em nossas escolas vem sob a desculpa de que a competitividade pode causar profundos danos à psique das crianças. Um sistema educacional como o chinês, em que os melhores alunos de cada sala são identificados publicamente – em algumas escolas, através do uso de lenços coloridos – e posteriormente transferidos às melhores escolas, desperta em nossos professores os seus instintos mais primitivos. Freqüentemente ouve-se que sistemas assim levam as crianças ao suicídio, depressão etc. É a senha para que criemos uma escola inclusiva, afetiva, que cria seres felizes e éticos. É uma empulhação sem tamanho. A literatura empírica educacional aponta o benefício de o aluno fazer dever de casa e ser avaliado constantemente, por exemplo. Práticas malvistas por nossos professores, porque supostamente significariam acabar com o componente lúdico da infância e, com certeza, roubariam o tempo lúdico do professor. Pior ainda: a suposta escola do afeto e da felicidade produz muito mais miséria, e por período bem mais longo de tempo, do que as agruras de um sistema meritocrático que premia o trabalho. O que é melhor: "sofrer" por algumas horas por dia na infância estudando com afinco e ter uma vida próspera e digna ou passar a juventude em brincadeiras e amargurar toda uma vida na humilhação do analfabetismo, do subemprego e da pobreza? Qual a sociedade que produz menos violência e infelicidade: aquelas em que os alunos brincam ou aquelas em que estudam?

*Enquanto prepararmos a futura geração para que escolha entre o sucesso e a felicidade, o Brasil permanecerá sem os dois.

*grifo meu

Lindos!

História dos Leques

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segunda-feira, setembro 01, 2008

Entenda o Mercosul


Aprenda antes que acabe

ARGENTINA
Eles confundem primeira-dama com chefe de governo, luta-livre com futebol e lamúrias de corno com música. Fizeram uma guerra contra uma ilha habitada apenas por pingüins. E perderam.
PARAGUAI
A rigor não é nem país – é apenas uma feira livre com status de nação. Falsificam tudo: DVDs, cigarros, videogames e a história de Itaipu.
URUGUAI
Também não é exatamente um país, é uma fazenda. 90% da população é vaca. O resto é ovelha.
VENEZUELA
Eles têm certeza de que Simon Bolívar e o Batman são a mesma pessoa. O presidente é uma mistura de Fidel Castro com Didi Mocó. Têm muito petróleo. Eles usam pra beber e tomar banho.
PAÍSES ASSOCIADOS
Bolívia: o presidente é a cara do Zacarias.
Chile: não é país, é molho apimentado.
Peru: você levaria a sério um lugar chamado Frango? Pois é.
Colômbia: a maior intelectual deles é a Shakira o restante vive em função da "farinha".
Equador: não é país, é linha.
E finalmente...
BRASIL
Metade da população passa o dia inteiro batendo tambor pra outra metade rebolar. Têm bananas na cabeça e tocam pandeiro por qualquer motivo besta (epidemia de disenteria, volta da dengue, aumento da inflação etc). O presidente é um homem singular: nunca acertou um plural.
Me digam, como é que o MERCOSUL ainda não acabou?
Fonte: E-mail

Oportunidade Excelente


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