"Deus me respeita quando eu trabalho. Mas me ama quando eu canto."

sexta-feira, maio 16, 2008

O sempre indeciso, rapidamente decidido

Novidades no Planalto

Blog Lucia Hippolito

A saída de Marina Silva e a nomeação de Carlos Minc revelam uma mudança de padrão no Planalto.

Marina Silva estava isolada há algum tempo. Desrespeitada em público pelo presidente, ultrapassada por outros ministros (e ministras), derrotada em praticamente todas as batalhas em que se envolveu, Marina decidiu sair.

Por que foi diferente das outras demissões? Porque Marina não estava envolvida em nenhum escândalo de corrupção nem de formação de quadrilha, não decidiu voltar à iniciativa privada, não decidiu disputar eleições. Apenas não queria mais permanecer como uma jóia cara, brilhante e inútil na coleção do presidente Lula.

Diferente, porque Marina não saiu alegando motivos particulares. Ao contrário, enumerou em sua carta de demissão todas as razões de seu desconforto no governo.

Diferente porque Marina decidiu não atender a apelos para que permanecesse no cargo até que o presidente escolhesse um sucessor. Sabe que o presidente Lula é ruim de demitir e ruim de nomear. Interinos têm-se eternizado em várias pastas. Marina decidiu sair sem consultar o presidente.

Mas Lula também foi diferente desta vez. Acostumado à bajulação, a auxiliares que preferem ser desrespeitados em público a se afastar do círculo de um presidente no auge da popularidade, Lula foi realmente apanhado de surpresa. E reagiu com o fígado.

Não esperou, não ouviu ninguém, não hesitou. Carlos Minc é rápido no gatilho para obter licenças ambientais? Pois será ele o novo ministro. O fundamental era não deixar o cargo vago, porque a repercussão internacional à saída de Marina Silva foi a pior possível.

E o presidente Lula, por seu temperamento e por sua obsessão com o sonho do Brasil Grande Potência, é um presidente particularmente sensível ao que dizem do Brasil e de seu governo lá fora.

Assim, contrariando sua tendência à indecisão para nomear e a promover interinos, só para não ter que decidir, Lula escolheu o secretário de Meio-Ambiente do Rio, Carlos Minc.

Voltou atrás, convidou Jorge Vianna, que recusou – outra novidade, alguém recusando um convite de Lula para ser ministro –, e decidiu-se finalmente por Carlos Minc.

Indiscutivelmente, tanto da parte da ministra que sai, quanto da parte do presidente que decide rapidamente, foi uma novidade.
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terça-feira, maio 13, 2008

Quase Cinderela, quase brasileira

Para evitar brigas pela herança, viúva de Roberto Marinho apela para “família vende tudo”.














Adeus às jóias, aos quadros…Com leilões no Rio de Janeiro, em Nova Yorke em Genebra, Lily Marinho se desfaz de todosos bens e tesouros que comprou ou ganhou aolongo da vida. Aos 87 anos, ela quer organizartudo e evitar disputas entre seus herdeiros –um filho, quatro netos e quatro ex-noras.“A gente sabe que, quando alguém morre e deixa alguma coisa, sempre há brigas”, explica


Paris, anos 40. A jovem Lily de Carvalho passava alguns dias na cidade e decidiu comprar uns brincos de pérolas, coisa para o dia-a-dia. Encontrou a joalheria fechada. Lá dentro, estavam sendo atendidos dois xeques árabes. Irritado ao saber da história, o empresário Horácio de Carvalho, primeiro marido de Lily, dono do antigo jornal Diário Carioca, de pelo menos vinte fazendas e de uma mina de ouro, liga para a loja e pede ao joalheiro que vá ao hotel. Compra os tais brinquinhos, mais um fabuloso colar de diamantes com safiras e outro não menos espetacular de diamantes com esmeraldas. Tempos mais tarde, no início dos anos 50, ela se encantaria diante da foto do famoso conjunto de águas-marinhas com que Assis Chateaubriand, na época embaixador do Brasil em Londres, presenteara a rainha Elizabeth II. Carvalho então mandou um joalheiro inglês fazer um colar, um par de brincos e um anel iguais. Nos anos 90, já casada com Roberto Marinho, dono das Organizações Globo, foi surpreendida pelo novo marido com um magnífico par de brincos de brilhantes.A peça tem dois diamantes em forma de pêra, pesando 10,08 e 11,66 quilates respectivamente, que podem ser desencaixados e formar outros brincos. Está avaliada em cerca de 3,75 milhões de reais. Lily Marinho foi casada com dois dos homens mais poderosos do país, cada um ao seu tempo. Teve uma vida rica em histórias, eventos sociais, acontecimentos culturais, viagens e, é claro, reuniu um patrimônio à altura. Às vésperas de completar 87 anos, no próximo dia 10, resolveu pôr tudo à venda.


A lista de bens, que movimentará três leilões neste mês, é tão valiosa quanto extensa. No dia 15, em Genebra, a Sotheby’s fará um pregão só com seus colares, pulseiras, braceletes, brincos, anéis… São 63 lotes com oitenta peças, no valor aproximado de 17 milhões de reais. “As jóias de dona Lily combinam com o seu temperamento: são exuberantes, de extremo bom gosto e demonstram autoconfiança”, descreveu no catálogo David Bennett, diretor do departamento de jóias da Sotheby’s para a Europa e o Oriente Médio. Na quinta (8), a tela Monique au Chapeau, um retrato seu pintado em 1946 pelo holandês Kees van Dongen (1877-1968), estará no leilão da Sotheby’s, em Nova York. Foi cotada em 1,2 milhão de reais. No Rio de Janeiro, o martelo será batido durante cinco dias (entre 13 e 17), com organização dos leiloeiros Soraia Cals e Evandro Carneiro. O leilão terá 908 lotes e mais de 2 000 peças, estimadas em 15 milhões de reais. “As pessoas se espantam por eu estar me desfazendo de tudo, mas preciso preparar o futuro”, diz Lily. “Não posso dizer que estou dando pulos de alegria, mas pelo menos estou tranqüila de fazer o certo.” Serão oferecidos móveis, quadros, pratarias, cristais, porcelanas e lustres que estavam em suas duas fazendas – a Veneza, em Conservatória, e a Paraíso, em Juparana, perto de Vassouras – e no apartamento dúplex da Avenida Atlântica. Só para se ter uma idéia do montante, foram necessários vinte caminhões para levar as peças até o lugar onde ficarão expostas no Rio. O catálogo, cuja confecção consumiu 200 000 reais, mais parece um livro de arte: com capa dura, tem 576 páginas e pesa 3 quilos.


Os valores obtidos com a venda do reluzente patrimônio – estima-se que chegue a 30 milhões de reais – formarão um fundo, a ser gerido por um banco, que garantirá que nada falte a seus herdeiros: o filho adotivo, João Baptista, de 43 anos, e seus quatro netos, Phillipe, de 21, Gabriela, de 11, Anthony, de 9, e João Victor, de 4. “A gente sabe que, quando alguém morre e deixa alguma coisa, sempre há brigas”, explica. “E, no caso de alguém que tem quatro noras, é mais complicado”, deixa escapar. Lily teve apenas um filho biológico, Horacinho, que morreu aos 26 anos num acidente de carro, em 1966, com a cantora Silvinha Telles. Sete meses depois, por intermédio da amiga Sara Kubitschek, mulher do presidente JK, adotou João Baptista, na época com 1 ano e meio. “Sei que, se não for eu a me chatear, vai ser mais difícil para o meu filho”, comenta. João Baptista mora em Miami e parece não ter habilidade para gerir negócios. Em uma ocasião, ela montou um moderníssimo estúdio de gravação para ele. “Quem tinha dinheiro ia para Los Angeles, quem tinha menos gravava na Argentina e quem não tinha ou não pagava procurava o João Baptista”, lembra, com bom humor. Lily foi casada por 45 anos com Horácio de Carvalho, descendente dos barões de Amparo e de Itambé. Com Roberto Marinho, que morreu em 2003 aos 98 anos, a união durou “quinze anos de muita felicidade”, ressalta. “Nunca pedi nada aos meus maridos”, diz. “Mas eles eram muito generosos.”


Lily Monique Lemb, seu nome de batismo, nasceu na Alemanha, onde o pai, um militar britânico, estava servindo. Foi registrada na Inglaterra e educada na França. “Mas sou brasileira”, frisa ela, que se naturalizou há 25 anos. Conheceu o primeiro marido na capital francesa, aos 17 anos, quando ostentava o título de miss Paris. O encontro aconteceu na casa do pai de uma amiga, noiva de um embaixador da Polônia. Ele a pediu em casamento de imediato. A jovem aceitou de impulso. Poucas semanas depois, contrariando o pai e apoiada pela mãe, cruzou o Atlântico. As primeiras experiências com a língua portuguesa foram com uma baiana, cozinheira do casal. “Um dia soltei um ‘oxente’ e Horácio ficou horrorizado”, recorda. “Ele era um homem inteligente, bonito, charmoso. Só tinha um pequeno defeito: era mulherengo.” Na companhia de Horácio de Carvalho, em 1942 conheceu Roberto Marinho, que os convidou para um jantar em sua mansão no Cosme Velho. “Ele tinha um bigodinho de que eu não gostava. Lembrava um milongueiro”, diz, achando graça. “Não fiquei impressionada, a não ser por sua inteligência.” Nunca mais o casal foi chamado para as festas na mansão do Cosme Velho. Quatro décadas depois, viria a saber que Marinho ficara encantado por ela e preferiu evitar novos contatos. Os dois se reencontraram no fim dos anos 80, na casa de uma amiga. Ele se divorciou de sua segunda mulher, Ruth, e em 1991 a união foi oficializada. Ela se tornou uma esposa abnegada. “Depois das 5 da tarde eu não atendia nem telefone, só para ficar com ele.”


Lily mora na mansão dos Marinho, cercada de obras de arte, de trinta flamingos (os primeiros foram presente de Fidel Castro) e de 22 empregados. Todas as despesas são pagas pelos filhos do empresário, Roberto Irineu, João Roberto e José Roberto. “Eles são uns amores, eu me dou bem com os três, suas mulheres e ex-mulheres”, diz. Os bens que vão a leilão, com exceção das monumentais jóias que ganhou de Roberto Marinho, foram herança de Horácio de Carvalho. Lily chegou a ter dezoito fazendas e, quando as vendia, levava os móveis para uma delas, a Paraíso, que virou um depósito. Lá estava boa parte das peças que vão a leilão. Só de cadeiras, são 57 tipos. Copos de cristal, 54 modelos. Sem falar em preciosidades como um par de sopeiras inglesas do século XIX (lance inicial de 137 000 reais) e uma cômoda estilo Dom José, do século XVIII (110 000 reais). O móvel, aliás, já foi disputadíssimo. Ela o arrematou em um leilão, após um fervoroso embate com outro candidato. “Não adianta você tentar. Vou comprar de qualquer jeito”, disparou na ocasião. O pregão de seus bens terá um dia dedicado a obras de arte. São Di Cavalcantis, Pancettis, Facchinettis, Bandeiras e uma escultura de Bruno Giorgi, que, diz a lenda, teve Lily como modelo (é uma mulher nua). Ela fica envergonhada quando perguntam se é verdade. Não responde, mas não nega. A tela mais valiosa é Flores, de Portinari, cotada em 650 000 reais. Lily já se desfez de uma Ferrari, que estava na Suíça, e de um Jaguar, que ficava na mansão do Cosme Velho. Pôs à venda as duas fazendas restantes, com mais de 2 500 cabeças de gado, o dúplex de Copacabana, um terreno de 36 alqueires entre Búzios e Cabo Frio, vinte salas comerciais e uma dezena de flats.


Nada impressiona mais do que suas estupendas jóias. As primeiras, ela ganhou aos 18 anos. Um dia, Carvalho chegou em casa com um delicado par de brincos e um broche de brilhantes. “Não consegui esconder a decepção”, conta. “Gosto de pedras grandes.” Logo depois, ele a surpreendeu ao trazer um colar com quatro fileiras de diamantes, uma gargantilha e um anel de esmeraldas – sua pedra preferida. “A mulher não deve comprar jóias”, afirma. “Quem tem de dar é o marido.” Quando se casaram, Roberto Marinho não queria que ela usasse os presentes do ex. Deu-lhe, então, novas jóias, ainda maiores. Dele ganhou um extraordinário pingente de diamante em forma de pêra, com 20,09 quilates (avaliado em 2,5 milhões de reais). Em outra ocasião, um fabuloso colar de brilhantes com a assinatura da grife Van Cleef & Arpels, com valor estimado em 680 000 reais. Sua jóia preferida, mais um mimo de Marinho, é um conjunto de colar, brincos e anel de esmeraldas com diamantes. Não vai a leilão – pedras coloridas estão em baixa no mercado internacional, explica.


Algumas das jóias só foram usadas uma ou duas vezes; outras, nenhuma vez. Lily está sempre com duas alianças (a sua e a de Roberto). Guardou peças menos valiosas como lembrança. Revela que tomou a decisão de dispor de tudo por achar que só tem mais uns três anos de boa saúde. Em 2007, enfrentou um problema no joelho, duas pneumonias e uma cirurgia na tireóide. Sua maior riqueza, afirma, não são as jóias nem as propriedades. É ficar com Anthony, o neto de 9 anos, que dorme alguns dias por semana em sua casa. “Acordar com a perna dele na minha barriga é a felicidade completa.”


Fonte: Veja Rio

quinta-feira, maio 08, 2008

"No dia em que

eu-vim me embora...

nem chorando, nem sorrindo..."
(algo de uma letra de C.V.)

Sem ir e nem vir, apenas à assistir o desdobrar das atitudes humanas e de me perguntar do porque da falta de humanidade, acabei lendo uma crônica muito pertinente ao momento, à qual dou meu aval.

Posto abaixo.


"FINALMENTE, ENFURECI!


Waldo Luís Viana*

"Acordei de madrugada, neste outono de terremoto, a pensar sobre o que aconteceu realmente em meu país. Todo mundo já disse tudo. A imprensa golpista, a imprensa esquerdista que não se diz golpista (aliás que caricatura grotesca o esquerdismo a favor!) – e fiquei matutando: o que nos aconteceu?

Os políticos continuam os mesmos, safados, entre uísques, interesses e amantes, procurando os seus cadinhos, como moscas em volta das fezes do poder. Uma Pátria dirigida por pútridos, em sucessão de escândalos que não dá pra registrar, empreiteiros, bicheiros, lobistas, vigaristas, assessores, falsos empreendedores com escritório de fachada, amantes em busca de carteiras gordas e uma gravidez premiada, traficantes pequenos e grandes, a cocaína e a prostituição à solta, a pornografia invadindo os olhos dos nossos filhos pela internet e a corrupção vitoriosa, tão inexcedível em seu poder de persuasão, que os corruptos levam os filhos de carro blindado para a escola e seus netos serão inevitavelmente chacinados por alguém, desesperado, que o gordo, careca, de terno cinza e gravata vermelha, com certeza no passado prejudicou...

O que aconteceu neste país que nossos vizinhos querem tomar nossas riquezas e os índios e ONGs estrangeiras nossos territórios e minerais? Onde generais, sempre ciosos do respeito à hierarquia, acalmam as suas mulheres nos travesseiros noturnos, dizendo que com certeza virá o próximo aumento para a tropa? E olha que mulher de militar é fogo, hein, tem coragem...

O Brasil, como dizia o velho general Golbery é um barril de pólvora. E dizia mais: entre sístoles e diástoles vamos desdobrando nosso vil destino, enquanto as maiorias não cobram o seu quinhão. Esperemos, pois, que a Rocinha desça um dia e tome São Conrado, onde reside o Sr. César Maia e outros que tais. Vai ser uma novela da Rede Globo. Ainda bem que o Projac fica mais longe...

Cá estou eu, diante do computador que ainda me resta, pensando em meu país, sem dormir, como o velho seringueiro de Mário de Andrade. De que adianta pensar que minha filha está longe e se atravessar minha cidade de madrugada possa levar uma bala perdida? E o festival em torno da morte da menina Isabella? A mãe verdadeira já está sendo envolvida por duplas caipiras e talvez se torne artista do próximo Big Brother...

Tudo nessa terra é banalização. Vivemos a morte bem morrida da ética. Eu também tenho os meus pecados, como cruel mortal, mas diante do que vejo, das carnificinas, das bocas de fumo, dos caveirões e fuzis AR-15, sou reles e ingênuo inocente.

Escritor e poeta com tantos livros a publicar, outros no estrangeiro porque minha gente não me deseja ler, porque não apanhei da ditadura (tinha quinze anos quando ela explodiu) e não posso nem requerer indenização...

O que aconteceu, meu Deus, a meu país, em que as mulheres precisam tirar a roupa para subir na vida e encontrar um figurão para escorar o divórcio. Em que as prostitutas são seres dos mais nobres porque fazem distribuição de renda: tiram dos homens mais velhos o dinheiro que revertem para os filhos mais novos, que não pediram para nascer...

E nossos aposentados, roubados a cada dia em seus proventos de vento, não podem recorrer a ninguém, já sem forças. Os que lhes esmagam serão velhos um dia também, mas vivem da esperança de repatriar o dinheiro de paraísos fiscais, onde os brasileiros detêm 150 bilhões de dólares e não receiam qualquer guerra e, no íntimo, fazem previsão meteorológica de que jamais haverá um tsunami no Caribe...

Nossos juros, os mais altos do planeta, para conter o egoísmo da inflação produzido por nossas elites. Nenhuma idéia nova. Só a mesma ortodoxia econômica da Escola de Chicago. Como se o sol nascesse a cada dia por causa do Itaú, do Bradesco e do Banco de Boston. Essas instituições não valem a beleza de um carvalho, nem o pescoço de uma vaca pendido no pasto...

O Brasil da dengue, dos seios siliconados, da febre amarela, do carnaval do abadá e do rouba-cá, das geladeiras novas do bolsa-família para poupar energia, enquanto entregamos Itaipu para o falsificado irmão Paraguai, da solidariedade latino-americana que é sempre contra nós, dos norte-americanos que ainda pensam que comemos bananas e temos cobras pelas ruas passando entre tiros de fuzil, pobre Brasil, em que os poetas não estão nas praças públicas, mas trombadinhas e mulheres grávidas morrem nas portas dos hospitais públicos, aqueles da saúde quase perfeita.

Afinal temos um PAC de placas, discursos e pedras fundamentais, pastores bandidos que devem ao fisco e não podem ser investigados porque têm bancadas parlamentares, um congresso fascista, movido a facções profissionais como queria Mussolini, e uma falsa esquerda, sempre ética antes de chegar ao poder e coberta de dossiês e socialismo de mercado quando encontra com ele. Pobre país em que temos quase 50 ministros, como na extinta União Soviética e 22 mil cargos de confiança, como em qualquer ditadura africana.

Onde isso tudo vai acabar? Em nada. Na minha cama, Para onde irei como sempre, assustado, à espera do efeito do calmante..."

* Waldo Luís Viana é escritor e economista.

Rio de Janeiro, 24 de abril de 2008.

"Afora isto ia indo, atravessando, seguindo Nem chorando nem sorrindo..."
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"Ele tem a força?"

Blog Lucia Hippolito

A nota da Força Sindical divulgada ontem é deliberadamente confusa, misturando alhos com bugalhos.

Primeiro, alega que o deputado Paulo Pereira da Silva é vítima de “implacável perseguição política”, ao ser envolvido nessas falcatruas que estão sendo descobertas no BNDES.

Por quê? O que teria feito o deputado para ser vítima de perseguição política? A central sindical alega que é por causa do estrondoso sucesso do deputado no Congresso onde, ainda segundo a nota, ele seria um dos parlamentares mais influentes.

Lamento, mas isto não corresponde à realidade.

Paulo Pereira da Silva é até um deputado bem apagado. Só não é do baixo clero porque preside a Força Sindical. Ele é muito mais um sindicalista na Câmara do que um deputado de origem sindical.

Como é o deputado Vicentinho, por exemplo. Ex-presidente da CUT, Vicentinho ao ser eleito deputado integrou-se muito bem na Câmara, comportando-se como parlamentar e não como sindicalista.

Segundo, a nota afirma que a Força Sindical vai promover manifestações e paralisações em todo o país com o objetivo de reduzir a jornada de trabalho.

Se isto não for uma ameaça à ordem pública, qual é o problema? O papel de uma central sindical tem sido, no Brasil, o de aumentar os benefícios e privilégios de seus associados.

Não se vê, partindo das centrais, nenhuma atitude ou ação visando contribuir para o aumento dos postos de trabalho, para a flexibilização das regras que cercam uma contratação, para a desoneração do emprego (custa caríssimo dar emprego no Brasil).

Egoisticamente, as centrais querem é aumentar benefícios para seus associados. Portanto, está dentro de seu papel fazer manifestações pela redução da jornada de trabalho.

Agora, o que é que isto tem a ver com o possível envolvimento do deputado Paulo Pereira da Silva na roubalheira no BNDES?

Terceiro, a nota afirma que “estamos (quem?) enfrentando a oposição acirrada de autoritários conservadores”.

Quem seriam esses autoritários conservadores? Quem propôs a derrubada do imposto sindical obrigatório foi, inicialmente, o PPS, partido de esquerda herdeiro do antigo Partido Comunista.

Quem propôs o restabelecimento da cobrança obrigatória do imposto sindical foi, no Senado, o senador Francisco Dornelles, do PP, partido de centro-direita. Partido de Paulo Maluf, que compõe a base aliada do governo Lula.

Ao que consta, quem está levantando o possível envolvimento de Paulo Pereira da Silva na roubalheira no BNDES é o Ministério Público, é a Polícia Federal.

Em suma, a nota não responde a nenhuma das acusações a Paulo Pereira da Silva feitas pela polícia e pelos procuradores do Ministério Público.

Com manifestação ou não, com paralisação ou não, o Ministério Público encaminhou o inquérito envolvendo Paulo Pereira da Silva ao Supremo Tribunal Federal porque, como deputado, ele tem direito a foro privilegiado.

Se o Supremo decidir aceitar o inquérito, não há Força que impeça o deputado Paulo Pereira da Silva de ser processado.

Com nota oficial ou não.
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quarta-feira, maio 07, 2008

Sindicalismo

Acabou em farsa

Fonte: Folha de São Paulo - Editorial 04.05.08

ESTÁ DEFLAGRADA uma disputa duríssima por adesões sindicais em escala nacional. Poucas vezes na história deste país se viu tanto empenho da parte das centrais para aumentar a sua lista de instituições filiadas.

Engalfinham-se não exatamente pelo bem do trabalhador: disputam um "pote de ouro" de até R$ 100 milhões neste ano, oriundo do chamado imposto sindical.

Há um mês, chegava ao fim uma longa história envolvendo as centrais sindicais brasileiras. No rol dos grupos emergentes que constituíram a "nova sociedade civil", a partir do final da década de 1970, essas entidades prometiam modernizar o sindicalismo brasileiro, rompendo a tutela estatal que, desde meados do século, caracterizava a organização trabalhista no país.

Mas o que começou em ritmo épico acabou em anticlímax, como farsa. A lei nº 11.648, de 31 de março deste ano, atrelou as finanças das centrais sindicais ao Estado, a pretexto de seu "reconhecimento" legal. As agremiações ganharam direito a um quinhão do imposto sindical. O tributo, pilar da tutela varguista, toma um dia de serviço de todo trabalhador com carteira assinada e o entrega de mão beijada a entidades de classe.

A representatividade é critério para dividir o bolo do imposto entre as centrais. Quanto maior o número de sindicatos filiados e de trabalhadores sindicalizados, maior será a fatia amealhada. Vale tudo para conquistar a, digamos, simpatia dos dirigentes de entidades que ainda não aderiram a nenhuma central -viagens ao exterior, por exemplo.

Foi-se o tempo em que as centrais enxergavam no imposto sindical um empecilho ao livre exercício da representação trabalhista. Agora admitidos no paraíso da finança fácil, dão-se a uma acirrada disputa por filiados, mas apenas para saber quem mama mais. Triste fim.
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terça-feira, maio 06, 2008

Ideli Salvati

Veja o que fez um Cartão Corporativo na vida dessa mulher...


Ideli tem razão: o governo petista muda as pessoas

A líder do PT, Ideli Salvatti (SC), afirmou ontem, em discurso no plenário do Senado que "o governo Lula está mudando a vida das pessoas".
Ideli está certa, pelo menos no que diz respeito a ela própria.
É só conferir, nas fotos acima, a evolução da ex-radical e histérica líder sindical dos professores catarinenses para
a sofisticada parlamentar de hoje (foto abaixo) que chegou ao poder há poucos anos.
Veja o cabelo, a perda do peso, a pele, as roupas... O que o dinheiro não faz, hein?

Até milagre.

.Fonte: E-mail

Logotipo de empresa britânica causa controvérsia


Clicar na imagem para ler

sexta-feira, maio 02, 2008

Encarando o monstro da indiferença

Se eu morrer, morre comigo um certo modo de ver,
disse o poeta.

Um poeta é só isso: um certo modo de ver. O diabo é que, de tanto ver, a gente banaliza o olhar... vê, não vendo.

Experimente ver pela primeira vez o que você vê todo dia sem ver.

Parece fácil, mas não é.

O que nos é familiar,já não desperta curiosidade.

O campo visual da nossa rotina é como um vazio.

Você sai todo dia, por exemplo, pela mesma porta. Se alguém lhe perguntar o que é que você vê no seu caminho, você não sabe.
De tanto ver, você não vê.Sei de um profissional que passou 32 anos a fio pelo mesmo porteiro.
Dava-lhe bom-dia e, às vezes, lhe passava um recado
ou uma correspondência.
Um dia, o porteiro cometeu a descortesia de falecer. Como era ele? Sua cara, sua voz, como se vestia? Não fazia a mínima idéia. Em 32 anos, nunca o viu.
Para ser notado, o porteiro teve que morrer.

Se um dia, no seu lugar estivesse uma girafa cumprindo o rito,
pode ser que ninguém desse por sua ausência.

O hábito suja os olhos e lhes baixa a voltagem. Mas, há sempre o que ver: gente, coisas, bichos. E vemos? Não, não vemos.

Uma criança vê o que um adulto não vê, pois tem olhos atentos e limpos para o espetáculo do mundo.

O poeta é capaz de ver pela primeira vez o que,de tão visto, ninguém vê. Há pai que nunca viu o próprio filho,marido que nunca viu a própria mulher.

Isso exige muito. Nossos olhos se gastam no dia-a-dia. por aí que se instala no coração o monstro da indiferença

"Você não consegue mudar o que não consegue encarar".
(James Baldwin)

terça-feira, abril 29, 2008

"Não sou conduzido, conduzo."



Se "de tudo fica um pouco"...


A Bandeira de meu Estado diz: "Não sou conduzido, conduzo"


Infidelidade, vaidade e prostração denigrem tal afirmação, porque se aproveitando dela, um grupo de infiéis vaidosos (além dos pobres ignorantes crédulos), espezinha a Nossa Bandeira e coloca ao rés do chão o nosso "despertar" - a alavanca do país, e, com meras palavras toscas destrói o que sempre fomos com galhardia e apreço ao próximo.

Agora, onde estamos Nós!?
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domingo, abril 20, 2008

Que raça é Essa!?


À guisa de ler , como faço sempre, as apreciações e comentários de meu amigo Toinho de Passira, deparei com uma "nota fora do tom habitual", sempre voltado à política dos governos Municipal, Estadual, Federal, algo incomum em "Toinho" - ele comenta sobre o assassinato de uma criança, ou melhor, se o publicou, concorda com o publicado na Revista Veja dessa semana, que ele reproduz e que ostenta na capa uma definição do crime: "Foram Eles"

Eu deixei a ele a resposta que abaixo reproduzo e o faço porque me sinto perplexa com a raça humana, não apenas e tão somente pelo bárbaro crime, mas em como nos dias de hoje podemos viver à sombra do mal, sob todos os aspectos.

Há inúmeras crianças nesse país que são "assassinadas" em vida, de muitas formas, modernas formas, tendo sido a criança "em questão" violentada em sua fragilidade e tendo estancada sua vida por um outro ser humano, de sua mesma raça: um ser humano. Tenha sido quem for, não foi seu cão de estimação, da raça animal, e sim, um ser humano, como eu, como você.

Há imensa deformidade no mundo e em nós, mas eu jamais havia assistido a alguma que mais me revoltasse sob todos os aspectos como essa ocorrência.

Uma criança pequena, um ser humano, foi constrangido e morto - um outro ser humano, alguém impiedoso, cometeu esse ato, mas tudo o que posso observar quanto a isso é a absorção dos meios de comunicação na exploração do fato e o intento de lucrar com o acontecimento.

"Exclusividade" - Jornais vendendo, audiência, promotor e advogados, se promovendo...Com a "necessidade" de informar ao "público", ao "povo", agências jornalisticas, de notícias, redes de TV, etc...todos caçando..."o criminoso"? Não, não, quanto engano! Caçando lucro, lucro com a morte de um ser indefeso e com a vida de um monstro. Há falas, há panos para as mangas, há muito à lucrar.

Incitar com isso o "povo"...e dai!? E esse povo? Formado por pessoas que jogam pedras na casa de alguém que não cometeu crime algum, senão o de ter concebido um criminoso, caso seja o caso do seu filho ser o assassino da própria filha dele...que povo é esse? A que raça pertencem? Essa é a nossa raça humana?

Me sinto mal e destroçada ao ter consciência de que não são apenas os "desabastecidos de chão e comida" que "comem criancinhas", assaltam e violam a nossa soberania individual; fico sem chão pensando em um ser humano fazendo isso ao seu próprio filho, mas me sinto enojada observando como essa estranha raça consegue viver, conviver e lucrar à sombra do mal.

Meu comentário à postagem de "Toinho de Passira"

"Você não foi o único que não resistiu comentar esse crime, tem uns dez dias até Reinaldo Azevedo comentou esse acontecimento tão estranho e tanto cruel.

Desde que os telejornais passaram a priorizar as notícias sobre a morte da criança, eu comecei a me sentir como se algo horrendo tivesse acontecido em minha própria vida...

...tem hora que dá uma tristeza, ela é desconhecida, falha, esquisita, ai me recordo do ocorrido e me sinto vazia, me sinto mal por pertencer à mesma raça da pessoa que vitimou a criança...um sentimento desordenado como o que me assolou quando do avião que trombou com uma parede...as imagens faziam com que se sentisse tanta impotência!

Um tanto de mal estar dentro de si mesmo e um tanto de revolta pela indiferença a que todos nós estamos expostos, tanto para a vida, quanto para a morte.

O ser humano é verdadeiramente assombroso!"
Ana Maria Cordovil

quinta-feira, abril 17, 2008

Eleições Municipais

Nunca antes na história deste país

Lucia Hippolito

Pelo visto, as eleições de 2008 serão diferentes de tudo o que já se viu no Brasil em matéria de eleição municipal.

Até hoje, uma das regras da política brasileira dizia que presidentes da República não se envolvem em eleições municipais.

Em geral, essas eleições ocorrem no meio do mandato presidencial, e muitas críticas ao governo federal podem transformar-se em derrota dos candidatos de partidos governistas.

Se o governo faz a maioria dos prefeitos, o presidente capitaliza alegremente os resultados, declarando que a vitória é a vitória das políticas do governo federal.

Se, ao contrário, a oposição faz a maioria dos prefeitos, o presidente alega que as eleições são locais, com preocupações locais.

E, silenciosamente, inicia a correção de alguns rumos de seu governo.

Assim tem sido até agora. Inclusive na eleição de 2004, quando o presidente Lula interferiu muito pouco nas eleições municipais.

Mesmo a derrota de Marta Suplicy em São Paulo, das poucas eleições em que Lula se meteu, não foi contabilizada no Planalto como uma derrota do governo, mas uma derrota de Marta.

Entretanto, em 2006 a situação começou a mudar. E o agente desta mudança foi o Bolsa-Família. Nas eleições daquele ano, o PT desalojou os coronéis tradicionais do Nordeste e os substituiu por um tipo de “coronelismo federal”.

Eleitores municipais, livres do jugo do coronel local, passaram a dedicar sua lealdade exclusivamente a Lula, engordando os índices de popularidade do presidente.

O fato é que Lula decidiu transformar as eleições de 2008 em um plebiscito sobre o seu governo. É candidato em cada um dos municípios brasileiros. É Lula que se coloca em julgamento.

Com isso, inverteu-se a lógica da política brasileira. Em vez de a política nascer no município, com candidatos a prefeito alavancando carreiras e eleições de deputados estaduais e federais, agora é o presidente da República que joga suas fichas e suas benesses em candidatos a prefeito.

Esta inversão de lógica pode ser extremamente prejudicial a partidos políticos fortemente fundados em bases municipais.

O principal prejudicado por esta “candidatura” onipresente do presidente só pode ser, naturalmente, o PMDB.

Herdeiro das tradições do velho PSD, o PMDB é o partido de maior capilaridade no Brasil. Dono do maior número de prefeitos, o partido é tão baseado na política municipal, que sua Convenção Nacional, por exemplo, é composta por delegados dos municípios, consolidando a lógica “do município para a União”.

A eleição de 2008 pode estar iniciando um ciclo inédito na política brasileira, invertendo a mão da lógica eleitoral, transformando o prefeito num mero agente do presidente da República e matando de vez a já moribunda federação brasileira.
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segunda-feira, abril 14, 2008

Não dá mais mesmo!

"Bleagh! Não dá mais pra engolir alguém metido na presidência urrando nos palanques e na mídia como se estivesse no ABC ou em campanha. Ou como se fôssemos moleques."

Cao Hering

"Minha bronca com Lula nem é mais tanto o seu governo. Estou desistindo. Vou procurar não me preocupar mais com seus arranjos pra ficar bem nas pesquisas nem com seus "não sei de nada", alegando inocência. Vou tentar ignorar sua subserviência ao "pacificador" Chávez, sua imparcialidade com as Farc e a reverência a Evo. Também não quero saber se seus gastos debochados e excessivos com cartões corporativos são "assunto de segurança nacional", nem do esforço da tropa de choque para evitar seu depoimento e o de Dilma Vitrine. E já estou me acostumando com suas tentativas de amordaçar a imprensa e com a petulância de Marco Aurélio Garcia.

Pouco me importa se o tal Lulinha ficou rico da noite pro dia por causa de sua "competência" com uma empresa de não sei o quê. Tanto faz se a turma do mensalão se reelegeu, se o MST invade fazendas produtivas ou se a Via Campesina destrói o árduo trabalho de décadas de pesquisa e seleção de espécies em apenas meia hora, tudo sob as vistas grossas de Lula.

Pouco se me dá a ameaça de novos apagões aéreos, se a Dilma Estela foi guerrilheira, se o petezinho de recados do Genoino foi pego com dólares na cueca, se o Dirceu fez plástica ou queria transformar isso aqui numa grande Cuba. Não quero mais ouvir quantas MPs Lula emitiu comparadas com FHC ou se já viajou três vezes mais. Prefiro fazer ouvidos moucos para o interminável assunto Aerolula e porque o avião não foi comprado da Embraer. E nem vou dar importância se já não temos estradas pra escoar a produção e se a saúde pública está perto da "perfeição" segundo as palavras do "Nosso Guia", na genial expressão cunhada por Elio Gaspari.

E daí, se em lugar da CPMF inventaram outras maneiras de garfar a turma do sol a sol? E tem algum problema se sai do nosso bolso o bolsa-família, o bolsa-geladeira, o bolsa-adolescente, o bolsa-indolente? Estamos sem ação mesmo, então mete ficha! E se cada dia nos sentimos mais inseguros na rua, no carro, em casa? Fazer o quê? E se a silenciosa Marisa vai silenciosamente às compras e às plásticas? Já não vejo problemas nisso.

E você vê algum problema se as Forças Armadas estão em estado de penúria? Pra mim tanto faz. Se a educação está indo galopante pro brejo? Sem estresse. Se inventam dossiês? Se aparelharam o estado com dezenas de milhares de "colaboradores", antes desocupados ou derrotados em eleições? Sirvam-se. Se houve uma certa mansão onde a caterva se reunia pra articular "as coisa" e ainda bisbilhotaram a conta do caseiro dedo-duro, eu já não ligo.

E o caso Celso Daniel imerso até hoje em espesso mistério? E canteiro em estrelinha da Dona Marisa? E as bregas festas juninas no Torto? E as indenizações vergonhosas para as famílias de ex-terroristas? E a transposição do São Francisco? E as verbas eleitoreiras do PAC? E o passeio de toda a família Silva mais os puxa-sacos lá pra Antártida, fugindo do escândalo com os cartões? E o afago patético em Severino sem ter a menor idéia de como este ascendeu à presidência da Câmara e como foi escorraçado de lá. Ou se a "oposição pode tirá o cavalinho da chuva". Ou se a silenciosa Marisa no Exterior faz sinal de positivo para os fotógrafos. Pra tudo isso nem tô mais aí.

Minha bronca com Lula é outra. Lula é antiestético. Não agüento mais a estampa de Lula. Só isso. Seu olhar injetado de ódio, suas piadinhas metafóricas, seu sorriso metido a maroto disfarçando a insegurança com os dedos no bolso do paletó. Não dá mais pra engolir alguém metido na presidência urrando nos palanques e na mídia como se estivesse no ABC ou em campanha. Ou como se fôssemos moleques. Aliás, também não suporto sua voz rouquenha e de língua presa em permanente tom de agressividade e ira. E aquele suposto diálogo com Bush, hein? "Bush, meu filho, resolve tua crise!". E a claque subvencionada se derramando... É tudo muito bizarro.

Lula é deselegante no comportamento. É instável, arrogante na vantagem e covarde nas situações adversas. Lula não deu as caras no local do maior acidente aéreo brasileiro onde morreram 199 pessoas, como faria um estadista. Lula nunca deve ter cedido lugar a uma senhora e nem nunca antes na história desse país deve ter aberto a porta para alguém.

O PT quer governar 20 anos? Vá em frente. Eu só peço uma coisinha ao PT: tirem a cara de Lula do vídeo e dos jornais. Bota outro! Qualquer outro! Nada de terceiro mandato, por favor! Só pra vocês terem uma idéia da minha bronca, eu topo até o Zé Dirceu pra presidente! Isso mesmo! Você leu certo.

- Dirceu presidente! Dirceu presidente! Dirceu presidente!"

Cao Hering
Colunista e chargista do Jornal de Santa Catarina, Carlos Hering, é conhecido de todos no Vale do Itajaí como Cao Hering. Formado em publicidade e propaganda pela Faculdade dos Meios de Comunicação Social da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (Famecos-PUC), atuou em agências como a Standard Ogilvy & Mather Propaganda, em Porto Alegre, e as blumenauenses Scriba Propaganda e PAZ Propaganda. Um dos fundadores da Direcional Propaganda, também de Blumenau, já recebeu duas dezenas de Prêmios Colunistas. Foi presidente do Grupo de Profissionais de Comunicação e Marketing de Blumenau (GPCM) por três vezes.

Fonte: E-mail

domingo, abril 13, 2008

Nossa Vida

Nossa vida, muita vez é Assim


Colorindo



Infinitivo Pessoal

Colorir

Colorires

Colorirmos

Colorirdes

Colorirem

Particípio

Colorido

Indicativo Presente

.

colores

colore

colorimos

coloris

colorem

Eu dou cor

Nós Colorimos

sábado, abril 12, 2008

Porque hoje é sábado, um sambinha


CARTÃOZINHO



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Sou eu, somos nós!



Metade



Que a força do medo que tenho,
não me impeça de ver
o que anseio.
Que a morte de tudo em que acredito
não me tape os ouvidos
e a boca
Porque metade de mim é o que eu grito,
mas a outra metade
é silêncio
Que a musica que eu ouço ao longe,
seja linda,
ainda que tristeza
Que a mulher que eu amo
seja pra sempre amada
mesmo que distante
Porque metade de mim é partida
mas a outra metade
é saudade
Que as palavras que eu falo
não sejam ouvidas como prece,
e nem repetidas com fervor,
apenas respeitadas,
como a única coisa que resta
a um homem inundado
de sentimentos
Porque metade de mim
é o que ouço,
mas a outra metade
é o que calo
Que essa minha vontade de ir embora
se transforme
na calma e na paz
que eu mereço
E que essa tensão que
me corrói por dentro
seja um dia recompensada
Porque metade de mim
é o que penso
mas a outra metade
é um vulcão
Que o medo da solidão
se afaste, e que o convívio
comigo mesmo,
se torne ao menos
suportável
Que o espelho reflita em meu rosto,
um doce sorriso,
que me lembro ter dado
na infância
Porque metade de mim é a
lembrança do que fui,
a outra metade eu não sei
Que não seja preciso mais
do que uma simples alegria
para me fazer aquietar
o espírito
E que o teu silêncio me fale
cada vez mais
Porque metade de mim é abrigo,
mas a outra metade
é cansaço
Que a arte nos aponte uma resposta,
mesmo que ela não saiba
E que ninguém a tente complicar
porque é preciso
simplicidade para
fazê-la florescer
Porque metade de mim é platéia,
e a outra metade
é canção
E que a minha loucura
seja perdoada,

Porque metade de mim
é amor, e a outra metade...
também

(Oswaldo Montenegro)

Metade de mim

"Que em um momento de grande
brilho e brilhante ardor,
duas partes transponham os portais
do máximo amor
e se encontrem em uníssono plano,
transformando uma metade,
em um ser inteiro e inteiramente seu"
...de cada uma metade
de ti!


AMC

Alma do negócio

"A Ford canadense não brinca em serviço, contratou simplesmente o Cirque Du Soleil para promover seus carros em um comercial de televisão. Os artistas do circo, em torno de 16, fazem umas estripulias e montam um carro. É um carro de 16 cavalos, digo, humanos!"



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