"Deus me respeita quando eu trabalho. Mas me ama quando eu canto."

quinta-feira, junho 12, 2008

Uma Lenda

Unicórnio nascido em cidade italiana faz lenda virar realidade

À primeira vista, parece uma lenda que virou realidade. Uma corça de um único chifre ficou famosa e levou pesquisadores à cidade italiana de Prato, na Toscana. O animal, que tem quase um ano de idade, ganhou o apropriado apelido de Unicórnio.


Corça (_Capreolus capreolus_) nasceu com um único chifre em parque mantido pelo Centro de Ciências Naturais do Prato, na Itália
Corça (Capreolus capreolus) nasceu com um único chifre em parque mantido pelo Centro de Ciências Naturais do Prato, na Itália

Os machos da espécie têm como característica um par de chifres. Mas Unicórnio tem apenas um, que surgiu exatamente no centro da cabeça. Ele tem um irmão gêmeo com dois chifres.

O animal nasceu em cativeiro, dentro do parque mantido pelo Centro de Ciências Naturais de Prato.

De acordo com Gilberto Tozzi, diretor do centro, é possível que uma falha genética tenha causado a anomalia.

"Esta é a prova de que o mítico unicórnio exaltado na iconografia e nas lendas provavelmente não era apenas um ser fantástico, mas um animal real, uma corça ou outra espécie com mutação similar a essa", afirmou Tozzi ao jornal britânico "The Guardian".

Os unicórnios têm lugar na mitologia desde a era pré-romana. Segundo algumas lendas, seu chifre tem o poder de reverter o efeito de venenos.

Fonte: Folha online

quarta-feira, junho 11, 2008

A arte de viver e de morrer

O professor americano que, enquanto espera a morte, está dando uma lição de vida

Peter Moon

RANDY PAUSCH
O livro que será lançado nos EUA na semana que vem foi feito como uma lição para os filhos

É uma tradição crescente das universidades americanas oferecer a seus alunos uma aula intitulada A Última Lição. Em geral, a honra cabe a um dos professores mais admirados do campus. Pede-se a ele que imagine estar perto de morrer e ser aquela sua última chance de transmitir aos estudantes o que ele aprendeu de mais valioso na vida. No caso da Universidade Carnegie Mellon, em Pittsburgh, Pensilvânia, o escolhido do ano passado foi Randy Pausch, um professor de Ciência da Computação. Um dos mais famosos especialistas em videogame e realidade virtual dos Estados Unidos, Pausch, aos 46 anos, era um dos heróis dos alunos e uma das mais brilhantes estrelas da Carnegie Mellon. O que era para ser um exercício hipotético tornou-se, para Pausch, uma questão existencial. Pouco depois de ter sido convidado para dar “a última lição”, ele foi diagnosticado com câncer de pâncreas, uma das formas mais fatais da doença. “Os médicos me disseram que eu tenho de três a seis meses de vida”, disse, no início do discurso, em setembro. “Isso faz um mês, então vocês podem fazer as contas.”

Os 76 minutos da palestra foram gravados, colocados no site YouTube e podem ser vistos em epoca.com.br. De lá para cá, mais de 10 milhões de pessoas viram e ouviram sua mensagem. Versões editadas da palestra foram vistas por muito mais gente. Desde então, Pausch se tornou uma celebridade. Ele apareceu no Oprah Winfrey Show, o programa de entrevistas de maior sucesso da TV americana, e foi ao Congresso fazer campanha por verbas para pesquisas. Recebeu mais de 10 mil e-mails. Na semana passada, seu nome entrou na lista das cem pessoas mais influentes do mundo, publicada pela revista Time.

Mais do que sua tragédia pessoal, o que vem causando comoção nos Estados Unidos e no mundo é a forma como ele lida com a proximidade da morte. “Não posso mudar as cartas que tenho na mão, mas posso decidir como quero jogá-las”, disse na palestra. “Se não pareço deprimido como deveria, desculpe por desapontá-los. Não sei viver sem ser feliz.”

Sua mensagem deverá reverberar ainda mais a partir do sábado que vem, quando chega às livrarias americanas o livro The Last Lecture (A Última Lição). A editora Hyperion pagou US$ 6,7 milhões para publicar uma versão ampliada do discurso de Pausch. O jornalista Jeff Zaslow, o primeiro a divulgar a palestra e colocar trechos dela na internet, foi contratado para entrevistar Pausch. Durante 53 dias, os dois seguiam uma rotina: Zaslow escrevia no computador e Pausch pedalava sua bicicleta, respondendo às perguntas pelo celular.

Pausch diz que nunca esperou fazer tanto sucesso. Ele achava que falaria no auditório central da Carnegie Mellon para não mais do que 150 pessoas. Apareceram 400, que o aplaudiram de pé no início da sessão (ao que ele respondeu: “Deixem que eu primeiro mereça os aplausos”) e várias vezes durante. Também não esperava ter, depois, tantos milhões de admiradores. Seu recado não era para o público em geral – nem mesmo para os estudantes aos quais se dirigiu. “Esta aula não foi feita para vocês”, disse, no final da palestra, “mas para os meus três filhos.”

Dylan, de 6 anos, Logan, de 3, e Chloe, com quase 2, ainda são muito pequenos para entender o que se passa com o pai. Por isso, ele gravou a palestra. “Quero que eles entendam as coisas nas quais acredito, e todas as maneiras como eu os amo.” Em relação a seu livro, Pausch afirma: “O que me importa são apenas os três primeiros exemplares (reservados aos filhos)”.

A palestra era intitulada Conquistando Seus Sonhos de Infância. Pausch se diz bem-sucedido nesse quesito. Não virou astronauta como sonhava, mas andou no acelerador da Nasa que dá a sensação de falta de gravidade. Trabalhou no projeto de um simulador de tapete voador para o jogo da Disney inspirado no filme Aladin. E conheceu William Shatner, o ator que representa o capitão James T. Kirk em seu seriado favorito: Jornada nas Estrelas. Shatner foi a seu laboratório para entender de realidade virtual, quando escrevia um livro sobre a ciência por trás da série.

“Meus filhos não sabem que em cada encontro com eles eu estou dizendo adeus”

Pausch falou também sobre seu legado. O programa de criação de imagens 3-D da universidade, Alice, que ele ajudou a fazer, registrou 1 milhão de downloads no ano passado. “Como Moisés, cheguei à Terra Prometida, mas não vou poder pisar nela”, afirmou. “Tudo bem. Eu sobreviverei no Alice.”

Em setembro, Pausch gozava de ótima saúde. Exercitava-se, não bebia e jamais fumou. Para sua platéia, fez algumas flexões de braço, e disse: “Antes de sentirem pena de mim, venham aqui e façam algumas”. Um dia antes, sua mulher, Jai, tinha feito aniversário. Ele comandou um “parabéns a você”, enquanto Jai subia ao palco para soprar velinhas e lhe sussurrar no ouvido: “Não morra”. A palestra foi concluída com mensagens curtas e simples. Não se queixem. Trabalhem. Acreditem nas pessoas. Dêem o melhor de si. E estejam preparados, pois “a sorte favorece a mente preparada”, como disse o médico francês Louis Pasteur.

A ida ao Congresso em março cobrou um alto preço para a saúde de Pausch. Seu coração e rins começaram a falhar. Teve de trocar a bicicleta pelo leito hospitalar. O câncer se espalhou para os pulmões e o abdome. Desligado da vida acadêmica, Pausch comprou uma casa na Virgínia e passa a maior parte do tempo com as crianças, filmando tudo. “Há um certo senso de urgência que eu tento não deixar que contamine meus filhos. Eles não sabem que em cada encontro com eles eu estou dizendo adeus”, disse. “As crianças, mais que tudo, precisam saber que seus pais as amam. E os pais não precisam estar vivos para que isso aconteça.”

Fonte: Revista Época


terça-feira, junho 10, 2008

Mudanças em processos penais

Lula sanciona mudanças para agilizar o processo penal

Fonte: UOL


“Hoje é um dia muito importante para a Justiça e para o país. Estamos vivendo um momento histórico da sociedade brasileira”, afirmou.

Entre as mudanças, está a aprovada pelo Projeto de Lei 4203/01, que não permite mais o protesto do réu por um novo júri, caso a pena decretada seja igual ou superior a 20 anos.

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Pais Animais

segunda-feira, junho 09, 2008

"si deu mal"



Após denúncias de consumidores, Conar pediu suspensão de anúncio de TV; agência diz que propaganda não é ofensiva




Intitulada “Papai-Mamãe Não!!!”, campanha tinha encartes com dicas de “situações excitantes e divertidas” para namorados


A campanha publicitária do Dia dos Namorados da rede de lojas C&A foi retirada dia 07/06/2008 de circulação em todo o Brasil, por ter sido considerada abusiva e erótica por órgãos de defesa do consumidor e pelo Conar (Conselho Nacional de Auto-Regulamentação Publicitária).

A campanha “Papai-Mamãe Não!!!”, formada por três filmes de TV e encartes distribuídos nas cerca de 150 lojas do país, sugeria que o consumidor saísse da “mesmice” e surpreendesse o namorado ou namorada, dando dicas de “situações excitantes e divertidas”.

A C&A informou que retirou a propaganda em virtude da “repercussão”. A agência de publicidade responsável pela campanha, a DM9DDB negou que o material fosse ofensivo.
Anteontem, a partir de denúncias de consumidores, o Conar abriu um processo sobre o anúncio veiculado à noite na TV, em rede nacional. Recomendou a suspensão dos vídeos por conterem “carga erótica abusiva”. As recomendações do Conar não têm poder impositivo, mas são sempre acatadas pelas empresas de publicidade, informou o órgão.

Um dos filmes, produzido pela agência de publicidade DM9DDB, traz a modelo Daniella Sarahyba, dizendo: “Urano na casa de Virgem vibrando vai trazer um Dia dos Namorados bem “papai-mamãe”. Agora, se ao invés de espalhar velas pela casa, usar uma lingerie bem sexy, não vai ter “papai-mamãe” não. Safadinha”.
No Espírito Santo, a campanha foi alvo ontem de ação da Delegacia do Consumidor e do Procon. Todos os encartes e materiais da campanha, como banners e faixas, foram recolhidos nas três lojas da C&A no Estado -duas em Vitória e uma em Vila Velha.

Os três gerentes das lojas foram presos em flagrante por ultraje público ao pudor e propaganda enganosa e abusiva. Foram liberados após pagamento de fiança de R$ 1.000 cada um.
A operação começou após denúncia de dois pais, que disseram ter flagrado filhos de seis e de 11 anos com o encarte. “Os pais encontraram as crianças manipulando dados que vinham com os encartes e que incitavam práticas sexuais”, disse Denise Izaita Pinto, gerente do Procon do Espírito Santo.

Em páginas das 26 folhas do encarte aparecem bonecos que formam um casal. Em cima dos bonecos, que praticam ações como dar as mãos e passear com cães, há um sinal de proibido. Sob cenas de sexo há sinais de exclamação. “Isso foi caracterizado como uma publicidade que ofende a moral e os costumes”, disse o delegado Darcy Arruda, titular da Delegacia do Consumidor.

Ao final do encarte, há “games do amor”, com dadinhos recortáveis. Em um dos dados há verbos como beijar e massagear. No outro dado, há partes do corpo, como a boca e os seios. Há também um caça-palavras para localizar expressões como orgasmo múltiplo.
Ontem, por volta das 15h, trechos da campanha ainda estavam no site da C&A. Às 17h, já não estavam mais na página.

O Procon elaborou um auto de infração contra as lojas, que terão dez dias para se defender. Ao final do processo, a C&A pode receber multa de R$ 500 mil a R$ 5 milhões. O delegado Arruda diz que irá ouvir representantes nacionais da C&A.

Fonte: Folha Online

Cadê o Padrão de Qualidade?

Zileide Silva paga mico na apresentação do ‘Jornal Hoje’


Fonte: Tevê Notícias



A jornalista Zileide Silva passou por algumas saias-justas quando apresentava o Jornal Hoje, ao vivo, neste sábado.
No início do noticiário, o tele-prompter - monitor no qual o apresentador lê as notícias a serem exibidas no jornal - falhou e ela não soube o que fazer. Sem conseguir encontrar em seus papéis o texto que deveria ler, ela disse: “me perdi”.

A saia-justa continuou por cerca de 10 segundos e, depois de olhar para outras câmeras com os olhos arregalados, ela ainda afirmou: “gente, não dá”.

Quando o tele-prompter voltou a funcionar, ela sorriu e continuou apresentando. Uma nova falha, porém, aconteceu minutos depois. Zileide anunciou uma reportagem e o vídeo exibido foi de outro assunto. Ela explicou a troca quando voltou e então a reportagem correta foi exibida.

Antes do final, ela ainda confundiu o horário que aparecia na tela. O relógio marcava 13h39 e ela anunciou 13h30.

sexta-feira, junho 06, 2008

Alerta às mulheres

Fátima Bernardes: 'é importante que estejamos atentas o tempo todo'


Fátima Bernardes ainda está se recuperando de uma cirurgia no seio para retirar dutos mamários que se dilataram. Ela está bem e voltará à bancada do "Jornal Nacional" na semana que vem. A jornalista, entretanto, acha que aprendeu uma lição de saúde. "Uma coisa dessas é importante, faz a gente abrir o olho", diz. Ela escreveu esse texto exclusivamente para o blog. Aliás, escreveu não, ditou, porque até terça-feira, por ordens médicas, Fátima não pode teclar. Nele, ela explica os cuidados que toda mulher deve ter com seu corpo e agradece o carinho que recebeu do público.

"Uma das características mais fascinantes da profissão de jornalista é que a gente passa a vida toda aprendendo. Nos últimos dias, o que aprendi a respeito de saúde da mulher foi muito surpreendente. Por isso me sinto na obrigação de dividir isso com todas as pessoas que souberam da cirurgia a que eu fui submetida - e que se preocuparam comigo. A todas essas pessoas, deixo meu agradecimento sincero. E este alerta.

Na noite de 20 de maio, uma terça-feira, ao me preparar para dormir, notei uma manchinha quase transparente no sutiã - exatamente na direção do mamilo esquerdo. Era a quantidade de uma gotinha, não mais do que isso. Fiquei preocupada e liguei imediatamente para a minha ginecologista. Ainda bem.

A médica marcou uma consulta para o dia seguinte bem cedinho. Ela me examinou e explicou que aquele tipo de secreção podia ser absolutamente inofensivo. Mas também podia ser sinal até mesmo de um tumor. Foi um susto pra mim, porque imaginava que o tom clarinho da mancha seria um dado tranqüilizador. Ela me explicou que, no meu caso, era muito provável que fosse apenas algo ligado a uma dilatação dos dutos mamários, sem maiores conseqüências, porque, afinal, faço regularmente o auto-exame das mamas e meus exames periódicos tinham sido realizados há menos de 3 meses, com resultados normais.

Mas, ainda assim, minha médica me disse que qualquer secreção expelida pela mama deve ser um sinal de alerta. Clarinha ou não, com sangue ou não, o sintoma precisa ser investigado. E foi o que fizemos no mesmo dia.

Fui encaminhada a um especialista em ultra-sonografia, que notou a dilatação ductal (é este o nome do problema). No mesmo dia, quarta-feira, saí do ultra-som já com hora marcada num mastologista. O médico me examinou, avaliou todos os meus exames e me pediu outros tantos. Exames de sangue, ressonância magnética.

Na semana seguinte, já com os esses dados, o mastologista me explicou que tudo indicava se tratar de um problema benigno. Que havia uma multiplicação de células nos dutos, mas células "típicas". Isso é bom. Significa que as células não apresentavam anomalia nenhuma - e que esta é uma característica sinalizadora de benignidade. Mas o médico me explicou que, pelo sim pelo não, a indicação, em casos assim, é de extração dos dutos mamários para a análise patológica e para evitar futuras inflamações recorrentes na mama. E fui encaminhada ao meu clínico, que conduziu os exames de risco cirúrgico, sempre necessários antes de uma operação.

Na última quarta-feira, dia 4, em questão de 90 minutos, o médico extraiu os dutos mamários e o cirurgião plástico se encarregou de evitar que a mama ficasse com alguma seqüela estética. Voltei para casa no mesmo dia com um curativo - e a recomendação de evitar movimentos laterais com o braço esquerdo. Repouso e cuidado foram os conselhos básicos - que tenho cumprido religiosamente desde então. Já na noite da quinta-feira,dia 5, o resultado do exame patológico assegurou que o problema era benigno. Foi tudo muito rápido, preciso e oportuno.

Hoje, enquanto dito essas palavras (estou proibida de me aproximar do teclado do computador pelo menos até a próxima terça...), vejo como é importante que estejamos atentas o tempo todo. Acho que nunca mais em minha vida vou deixar de dar uma espiada mais cuidadosa no sutiã, no fim do dia. Sinto uma gratidão e um respeito muito grande por todos os profissionais que me atenderam com tanto profissionalismo nesses dias. E sinto, também, que era meu dever deixar um alerta a todas as mulheres sobre mais esta informação preciosa para a nossa saúde.

Obrigada, mais uma vez, pelo carinho de todos. E até a semana que vem".
.

Fonte

Razão e Lógica


«Os políticos e as fraldas devem ser mudados frequentemente e pela
mesma razão.»

Eça de Queiroz
.

quinta-feira, junho 05, 2008

Constatação

"...enquanto estamos cá, dentro de nós, sós... "

As coisas tantas do mundo continuam acontecendo, e não são poucas, são muitas.

"Ando meio desligada e quase não sinto meus pés no chão."

Músicas e temas; músicas e dilema..."estou pensando em você."

"...Onde estou eu, onde está você?
Estamos cá, dentro de nós, sós...
Onde estará o meu amor!?"

Onde estará o meu amor?
"Como esta noite findará
E o sol então rebrilhará
Estou pensando em você
Onde estará o meu amor?
Será que vela como eu?
Será que chama como eu?
Será que pergunta por mim?
Onde estará o meu amor?
Se a voz da noite responder
Onde estou eu, onde está você
Estamos cá dentro de nós
Sós...
Onde estará o meu amor?
Se a voz da noite silenciar
Raio de sol vai me levar
Raio de sol vai lhe trazer
Onde estará o meu amor?"
.

quarta-feira, junho 04, 2008

segunda-feira, junho 02, 2008

YSL

Pessoas que deixam vivas sua Arte

Fonte: UOL

PARIS, 1 Jun 2008 (AFP) - Yves Saint Laurent, um dos grandes estilistas franceses do século XX, faleceu na noite deste domingo, em Paris, aos 71 anos, informou a Fundação Pierre-Bergé-Saint Laurent.

"Yves Saint Laurent faleceu às 23h10 deste domingo [horário local, da capital francesa]", indicou a fonte.

Nascido em 1º de agosto de 1936 em Oran, Argélia, Yves-Mathieu Saint Laurent conheceu a glória desde jovem e se tornou conhecido como o estilista que proporcionou uma nova liberdade às mulheres através de suas criações, especialmente as versões femininas para peças típicas do guarda-roupa masculino, como o terno e o famoso "Le Smoking", apresentado pela primeira vez em 1966.

Saint Laurent chegou a Paris aos 17 anos e logo se tornou colaborador de outro peso pesado da alta-costura, Christian Dior (1954). Virou seu sucessor após a morte do mestre em 1957. Seu primeiro desfile aconteceu em 1958. Em 1961 criou sua própria maison em sociedade com Pierre Bergé.

Em 2002, se despediu das passarelas apresentando no Centro Georges Pompidou um desfile retrospectivo de seus 40 anos de criação.

Leia mais em clicando sobre "YSL"

quinta-feira, maio 29, 2008

É uma após outra!

PT pagou conta privada de Lula com dinheiro público

Fonte: Folha Online


O PT bancou, com recursos públicos do fundo partidário, taxas condominiais de uma cobertura usada por familiares do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em São Bernardo do Campo. O imóvel, de número 121, é no mesmo andar e fica de frente para a cobertura 122, comprada por Lula em 1996, no condomínio Hill House.

Em análise da prestação de contas do PT de 2006, ano de reeleição do presidente Lula, a equipe técnica do Tribunal Superior Eleitoral constatou que o PT gastou R$ 4.536,70 com taxas de condomínio do apartamento 121, “não justificado pelo partido a utilização e finalidade em área residencial”. O partido arcou com despesas desse apartamento desde 2003.

Três anos depois da revelação do chamado “caso Okamotto”, em que o hoje presidente do Sebrae, o petista Paulo Okamotto, assumiu a paternidade do pagamento de uma dívida de R$ 29,4 mil de Lula, uma vez mais despesas relacionadas à vida privada do presidente são bancadas por terceiros -desta vez diretamente pelo PT.

A lei (9.096/95) que rege o funcionamento dos partidos políticos não permite a utilização do fundo partidário -dinheiro público repassado mensalmente aos partidos- para custear despesas de caráter pessoal dos dirigentes das legendas.
Por causa dessa e de outras observações, os técnicos sugeriram a rejeição das contas do PT de 2006, o que pode resultar na suspensão do repasse do fundo ao partido. A previsão em 2008 é que o PT receba cerca de R$ 28 milhões dos cofres públicos.
A recomendação da área técnica do TSE serve de embasamento ao ministro que relata o processo, Marcelo Ribeiro, que ainda não tem data para levar seu posicionamento à votação em plenário. Ribeiro pode seguir ou não essa orientação.
O Palácio do Planalto confirmou, por meio da assessoria, que o apartamento é “frequentado por pessoas da relação” de Lula, incluindo familiares. Acrescentou, sem informar os valores, que o PT bancou os custos do imóvel de 2003 a 2007 porque a cobertura era usada para guardar arquivos que o presidente doou à legenda quando foi eleito.

O Planalto também admitiu que familiares do presidente podem ter pernoitado eventualmente no imóvel, mas afirma que nunca foi moradia fixa de nenhum parente do presidente.
O partido teria retirado os arquivos de lá em 2007. Agora, o apartamento é bancado pela Presidência da República, sob o argumento de que isso “preenche necessidade de segurança” de Lula.
O presidente nacional do PT, deputado Ricardo Berzoini (SP), e o secretário de Finanças do partido, Paulo Ferreira, disseram que só iriam comentar o caso após o parecer do ministro do TSE.
Sob a condição de não ter seus nomes revelados, dois funcionários e dois moradores do Hill House, um condomínio de classe média, com dois blocos e 48 apartamentos, concederam entrevistas à reportagem, que esteve em São Bernardo do Campo. Os quatro confirmaram à Folha que o imóvel 121, de 186 m2 de área útil (mesma metragem da cobertura 122), é usado por familiares do presidente.
Os funcionários contaram que os filhos de Lula usam bastante a cobertura 121. Testemunharam vários pedidos de entrega no apartamento, como pizzas e pastéis.
Os dois apartamentos ocupados pela família Lula da Silva estão no bloco “A”, também chamado pelos moradores de bloco “1″. Contudo, na documentação do imóvel, o edifício é identificado como conjunto “E”. Os moradores não souberam explicar porque o primeiro bloco é identificado na escritura como “E”, uma vez que só há dois blocos no condomínio.
Neste ano, a Presidência da República reservou R$ 8.721 para “locação de imóvel para atender às necessidades da equipe de segurança” do presidente no condomínio Hill House, sem no entanto identificar qual seria o imóvel.
Os funcionários do prédio ouvidos pela Folha disseram que os seguranças ficam numa sala no térreo do edifício. Questionados se não ocupariam também o apartamento 121, disseram que não, reiterando que são os familiares do presidente que usam a segunda cobertura.
De acordo com a declaração de bens de Lula enviada ao TSE em 2006, o apartamento 122 foi comprado por R$ 189 mil. Tem sala com dois ambientes, três dormitórios (uma suíte), um quarto reversível, copa, cozinha, lavanderia e uma escada em caracol que leva a um salão de festas privativo. Lula comprou-o em junho de 96, de Luiz Roberto Satriani, inadimplente, a ele apresentado pelo advogado Roberto Teixeira, amigo de longa data do presidente. Lula morou durante anos numa casa em São Bernardo emprestada a ele por Teixeira.
Comentando em tese sobre o uso de dinheiro do fundo partidário para fins particulares, dois ex-ministros do TSE afirmaram que isso é motivo para rejeição das contas. “É descumprimento da lei e é motivo para rejeição das contas. Eventualmente, pode resultar em uma cobrança de ressarcimento do valor usado”, disse Fernando Neves. “O fundo partidário é um grande privilégio que os partidos têm. Ele [o partido] não pode desviar os recursos oriundos do fundo para atividades outras que não aquelas especificadas. O partido político é a entidade, dentro do regime democrático, da maior importância, talvez a mais relevante de todas. Qualquer violação a um preceito por parte dos partidos políticos tem que ser severamente punida”, afirmou Pedro Gordilho.

...não é mera coincidência"

O Sonho dos ratos

Rubens Alves

Era uma vez um bando de ratos que vivia no buraco do assoalho de uma casa velha. Havia ratos de todos os tipos: grandes e pequenos, pretos e brancos, velhos e jovens, fortes e fracos, da roça e da cidade.

Mas ninguém ligava para as diferenças, porque todos estavam irmanados em torno de um sonho comum: um queijo enorme, amarelo, cheiroso, bem pertinho dos seus narizes. Comer o queijo seria a suprema felicidade...Bem pertinho é modo de dizer.

Na verdade, o queijo estava imensamente longe porque entre ele e os ratos estava um gato... O gato era malvado, tinha dentes afiados e não dormia nunca. Por vezes fingia dormir. Mas bastava que um ratinho mais corajoso se aventurasse para fora do buraco para que o gato desse um pulo e, era uma vez um ratinho...Os ratos odiavam o gato.

Quanto mais o odiavam mais irmãos se sentiam. O ódio a um inimigo comum os tornava cúmplices de um mesmo desejo: queriam que o gato morresse ou sonhavam com um cachorro...

Como nada pudessem fazer, reuniram-se para conversar. Faziam discursos, denunciavam o comportamento do gato (não se sabe bem para quem), e chegaram mesmo a escrever livros com a crítica filosófica dos gatos.Diziam que um dia chegaria em que os gatos seriam abolidos e todos seriam iguais. "Quando se estabelecer a ditadura dos ratos", diziam os camundongos, "então todos serão felizes"...

- O queijo é grande o bastante para todos, dizia um.

- Socializaremos o queijo, dizia outro.

Todos batiam palmas e cantavam as mesmas canções.

Era comovente ver tanta fraternidade. Como seria bonito quando o gato morresse! Sonhavam. Nos seus sonhos comiam o queijo. E quanto mais o comiam, mais ele crescia. Porque esta é uma das propriedades dos queijos sonhados: não diminuem: crescem sempre. E marchavam juntos, rabos entrelaçados, gritando: "o queijo, já!"...

Sem que ninguém pudesse explicar como, o fato é que, ao acordarem, numa bela manhã, o gato tinha sumido. O queijo continuava lá, mais belo do que nunca. Bastaria dar uns poucos passos para fora do buraco. Olharam cuidadosamente ao redor. Aquilo poderia ser um truque do gato. Mas não era.

O gato havia desaparecido mesmo. Chegara o dia glorioso, e dos ratos surgiu um brado retumbante de alegria. Todos se lançaram ao queijo, irmanados numa fome comum. E foi então que a transformação aconteceu.

Bastou a primeira mordida. Compreenderam, repentinamente, que os queijos de verdade são diferentes dos queijos sonhados. Quando comidos, em vez de crescer, diminuem.

Assim, quanto maior o número dos ratos a comer o queijo, menor o naco para cada um. Os ratos começaram a olhar uns para os outros como se fossem inimigos. Olharam, cada um para a boca dos outros, para ver quanto queijo haviam comido. E os olhares se enfureceram.

Arreganharam os dentes.Esqueceram-se do gato. Eram seus próprios inimigos. A briga começou. Os mais fortes expulsaram os mais fracos a dentadas. E, ato contínuo, começaram a brigar entre si.

Alguns ameaçaram a chamar o gato, alegando que só assim se restabeleceria a ordem. O projeto de socialização do queijo foi aprovado nos seguintes termos:

“Qualquer pedaço de queijo poderá ser tomado dos seus proprietários para ser dado aos ratos magros, desde que este pedaço tenha sido abandonado pelo dono”.

Mas como rato algum jamais abandonou um queijo, os ratos magros foram condenados a ficar esperando.Os ratinhos magros, de dentro do buraco escuro, não podiam compreender o que havia acontecido.

O mais inexplicável era a transformação que se operara no focinho dos ratos fortes, agora donos do queijo. Tinham todo o jeito do gato o olhar malvado, os dentes à mostra.

Os ratos magros nem mais conseguiam perceber a diferença entre o gato de antes e os ratos de agora. E compreenderam, então, que não havia diferença alguma. Pois todo rato que fica dono do queijo vira gato. Não é por acidente que os nomes são tão parecidos.


"Qualquer semelhança com fatos reais é mera coincidência!"

"Consegues compreender o que está ocorrendo hoje no Brasil?"

(Rubens Alves - escrito em dezembro de 2004)

Fonte: e-mail

terça-feira, maio 27, 2008

Em entrevista ao Jô "a mãe do PAC"

O germe do autoritarismo


Ricardo Noblat

"Fui preso quatro vezes durante a ditadura militar inaugurada no país em 1964. Estudava jornalismo no Recife e ao mesmo tempo trabalhava em jornais. Em 1969, eu e mais vinte e poucos colegas fomos expulsos da Universidade Católica de Pernambuco, acusados de subversão. E durante um ano proibidos de estudar em qualquer outra universidade. Fiquei desempregado por algum tempo.

Eu simpatizava com a Ação Popular, uma das muitas organizações de esquerda que lutavam contra a ditadura. Mas nunca a ela me filiei - nem a nenhuma outra. Sabia que não dava para ser jornalista e militante político ao mesmo tempo - e o jornalismo me atraía mais. E não estava convencido de que o comunismo era a salvação do mundo. Não queria trocar a ditadura que nos esmagava por qualquer outro tipo de ditadura.

Todas ou quase todas as organizações que pregavam o fim da ditadura rejeitavam o modelo de "democracia burguesa" que temos hoje, aqui e na maior parte do mundo. Eu respeitava quem pensava assim, mas não estava convencido do acerto de sua opção - pelo contrário. E não via a mais remota chance de sucesso na tentativa de se derrubar a ditadura via luta armada. Ela venceria, como de fato venceu.

Parte dos jovens daquela época era "generosa", como observou, ontem, a ministra Dilma Rousseff, da Casa Civil, em entrevista ao Programa do Jô. Por generosa, entenda-se: capaz de arriscar a integridade física em defesa de suas idéias. Mas isso não quer dizer que suas idéias fossem corretas. Ou Dilma ainda acredita na "ditadura do proletariado"? Ou ainda acredita que "o poder está na ponta do fuzil"? Não creio.

Tenho horror e nojo à ditadura, como disse certa vez o deputado Ulysses Guimarães, então presidente do PMDB. E a todas as suas práticas - a suspensão dos direitos e garantias individuais, a tortura e a morte dos seus adversários. Mas por ter combatido a ditadura de 64 ao meu modo, e arrostado com as consequências disso, não me acho merecedor de indenizações ou de qualquer outro tipo de reconhecimento.

A glorificação dos que enfrentaram armados a ditadura pensando em substitui-la por outra revela oportunismo e a dificuldade de se abdicar de idéias carcomidas . Há nisso também muito de arrogância e de autoritarismo."

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