"Deus me respeita quando eu trabalho. Mas me ama quando eu canto."

domingo, março 15, 2009

A Velhinha do Cruzeiro

Vera Rossi

Minha esposa e eu viajávamos num cruzeiro pelo Mediterrâneo a bordo de um transatlântico da empresa Princess.

Durante o jantar notamos uma senhora velhinha sentada perto da varanda do restaurante principal. Notei também que todo o pessoal, a tripulação do barco, garçons, ajudantes dos garçons, etc. estavam muito familiarizados com ela.

Perguntei ao garçom que nos atendia quem era aquela dama, e esperava que respondesse ser ela a dona da companhia de cruzeiros, mas respondeu que não. Ela apenas estava a bordo nas últimas 4 viagens, ida e volta.

Uma tarde, quando estávamos saindo do restaurante, cruzamos com ela e aproveitei para cumprimentá-la. Conversamos um pouco e passado um tempo lhe disse:

"Pelo que entendi a senhora tem estado neste barco nas últimas 4 viagens".

Ela me respondeu:

"Sim, é verdade".

Disse a ela que não entendia a razão e ela me respondeu, sem pensar:

"É que sai mais barato que um asilo para velhos nos Estados Unidos. Não ficarei num asilo nunca e de agora em diante fico viajando nestes cruzeiros até à morte. O custo médio para se cuidar de um velho nestes asilos é de 200 dólares por dia. Verifiquei com o deptº de reservas da linha Princess que posso obter um desconto quando compro os cruzeiros com bastante antecipação mais o desconto para pessoas de mais idade, chegando a 135 dólares por dia.

A viagem me sai 65 dólares diários e mais:

1) Pago só 10 dólares diários de gorjetas.

2) Tenho mais de 10 refeições diárias se quero ir aos restaurantes, ou posso ter o serviço na minha cabine, o que significa dizer que posso ter o café da manhã na cama, todos os dias da semana.

3) O barco tem 3 piscinas, um salão de ginástica, lavadoras e secadoras de roupa grátis, biblioteca, bar, internet, cafés, cinema, show todas as noites e uma paisagem diferente cada dia.

4) Creme dental, secador de cabelo, sabonetes e shampoo grátis.

5) Te tratam como cliente e não como paciente. Com uma gorjeta extra de 5 dólares, terás todo o pessoal de serviço trabalhando para te ajudar.

6) Conheço pessoas novas a cada 7 ou 14 dias.

7) A TV estragou? Necessitas trocar a lâmpada? Quer que troquem o colchão? Não tem problema. Eles consertam tudo e te pedem desculpas pelos inconvenientes. Lavam a roupa de cama e as toalhas todos os dias, e não tens que pedir.

9) Se você cai num asilo de velhos e quebra a bacia, tua única saída é o plano médico. Se cair e se machucar em algum barco da empresa Princess, vão te acomodar em uma suíte de luxo pelo resto da tua vida.

Agora vou te contar o melhor que tem as empresas Princess.

Quer viajar pela América do Sul, Canal do Panamá, Tahiti, Caribe, Austrália, Mediterrâneo, Nova Zelândia, pelos fjords, pelo rio Nilo, Rio de Janeiro, Ásia?

Ou menciona aonde queres ir.

A Cia. Princess está pronta para te levar.

Por isto, meu caro, não me procures em um asilo para velhos.

Viver entre ... 4 paredes ... e um jardim ... como paciente de hospital, ...

No thanks!!!

Hãaa, ia esquecendo,

se você morre,

te atiram ao mar

sem nenhum custo adicional.

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Domingo...amanhece.

sábado, março 14, 2009

Grandes Mulheres do Brasil – Elis Regina

Elis Regina, nascida Elis Regina Carvalho Costa (Porto Alegre, 17 de março de 1945 – São Paulo, 19 de janeiro de 1982) foi uma cantora brasileira. De morte trágica e prematura, deixou vasta e brilhante obra na música popular brasileira. Era carinhosamente chamada a Pimentinha. Considerada por muitos brasileiros uma das maiores cantoras da MPB.

Elis Regina nasceu na capital do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, onde começou a carreira como cantora aos onze anos de idade em um programa de rádio para crianças chamado O Clube do Guri, na Rádio Farroupilha, apresentado por Ari Rego. Revelando enorme precocidade, aos 16 anos lançou o primeiro LP da carreira. Sobre o começo da carreira de Elis e a disputa entre quem de fato a lançou, o produtor Walter Silva disse à Folha de S. Paulo:

«Poucas pessoas sabem quem realmente descobriu Elis. Foi um vendedor da gravadora Continental chamado Wilson Rodrigues Poso, que a ouviu cantando menina, aos quinze anos, em Porto Alegre. Ele sugeriu à Continental que a contratasse, e em 1962 saiu o disco dela. Levei Elis ao meu programa, fui o primeiro a tocar seu disco no rádio. Naquele dia eu disse: Menina, você vai ser a maior cantora do Brasil. Está gravado.»

Década de 1960, surge uma estrela

Em 1960 foi contratada pela Rádio Gaúcha, e em 1961 viajou ao Rio de Janeiro, onde gravou o primeiro disco, Viva a Brotolândia. Lançou ainda mais três discos, enquanto morava em Rio Grande do Sul.

Em 1964, um ano com a agenda lotada de espetáculos no eixo Rio-São Paulo, assinou um contrato com a TV Rio para participar do programa Noites de Gala; é levada por Dom Um Romão para o Beco das Garrafas sob a direção da dupla Luís Carlos Miéle e Ronaldo Bôscoli, com os quais ainda realizaria diversas parcerias, e um casamento com Bôscoli em 1967. Acompanhada agora pelo grupo Copa trio, de Dom Um, canta no Beco das Garrafas, o reduto onde nasceu a bossa nova, e conhece o coreógrafo americano Lennie Dale, que a ensinou a mexer o corpo para cantar, tirando aquele nado que ela tinha com os braços.

Participa do espetáculo Fino da Bossa organizado pelo Centro Acadêmico da Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo, que ficou conhecido também como Primeiro Demti-Samba, dirigido por Walter Silva, no Teatro Paramount, atual Teatro Abril (São Paulo). Ao final do mesmo ano (1964) conhece o produtor Solano Ribeiro, idealizador e executor dos festivais de MPB da TV Record. Um ano glorioso, que ainda traria a proposta de apresentar o programa O Fino da Bossa, ao lado de Jair Rodrigues. O programa, gravado a partir dos espetáculos e dirigido por Walter Silva, ficou no ar até 1967 (TV Record, Canal 7, SP) e originou três discos de grande sucesso: um deles, Dois na Bossa, foi o primeiro disco brasileiro a vender um milhão de cópias. Seria dela agora o maior cachê do show business.

Estilo musical

O estilo musical interpretado ao longo da carreira percorria assim o "fino da bossa nova", firmando-se como uma das maiores referências vocais deste gênero. Aos poucos, o estilo MPB, pautado por um hibridismo ainda mais urbano e 'popularesco' que a bossa nova, distanciando-se das raízes do jazz americano, seria mais um estilo explorado. Já no samba consagrou Tiro ao Álvaro e Iracema (Adoniran Barbosa), entre outros. Notabilizou-se pela uniformidade vocal, primazia técnica e uma afinação a toda prova. O registro vocal pode ser definido como de uma mezzo-soprano característico com um fundo levemente metálico e vagamente rouco.

Desde a década de 1960, quando surgiram os especiais do Festival de Música Popular Brasileira (TV Record), até o final da década de 1980, a televisão brasileira foi marcada pelo sucesso dos espetáculos transmitidos; apresentando os novos talentos, registravam índices recordes de audiência. No Festival conheceu Chico Buarque, mas acabou desistindo de gravá-lo devido à impaciência com a timidez do compositor. Elis participou do especial Mulher 80 (Rede Globo), um desses momentos marcantes da televisão; o programa exibiu uma série de entrevistas e musicais cujo tema era a mulher e a discussão do papel feminino na sociedade de então, abordando esta temática no contexto da música nacional e da inegável preponderância das vozes femininas, com Maria Bethânia, Fafá de Belém, Zezé Motta, Marina Lima, Simone, Rita Lee, Joanna, Elis Regina, Gal Costa e as participações especiais das atrizes Regina Duarte e Narjara Turetta, que protagonizaram o seriado Malu Mulher.

A antológica interpretação de Arrastão (Edu Lobo e Vinícius de Moraes), no Festival, escreveu um novo capítulo na história da música brasileira, inaugurando a MPB e apresentando uma Elis ousada. Uma interpretação inesquecível, encenada pouco depois de completar apenas 20 anos de idade e coroada com o reconhecimento do Prêmio Berimbau de Ouro. O Troféu Roquette Pinto veio na sequência, elegendo-a a Melhor cantora do ano.

Fã incondicional de Carmen Miranda, a quem prestou várias homenagens, Elis impulsionava uma carreira não menos gloriosa, possibilitando o lançamento do primeiro LP individual, Samba eu canto assim (CBD, selo Philips). Pioneira, em 1966 lançou o selo Artistas, registrando o primeiro disco independente produzido no Brasil, intitulado Viva o Festival da Música Popular Brasileira, gravado durante o festival. Mais uma vitoriosa participação no III Festival de Música Popular Brasileira (TV Record), a canção O cantador (Dori Caymmi e Nelson Motta), classificando-se para a finalíssima e reconhecida com o prêmio de Melhor Intérprete.

Em 1968, uma viagem à Europa a lança no eixo musical internacional, conquistando grande sucesso, principalmente no Olympia de Paris, onde se tornou a primeira artista a se apresentar duas vezes num mesmo ano, naquela que é a mais antiga sala de espetáculos musicais de Paris.

Foi Elis quem também lançou boa parte dos compositores até então desconhecidos, como Milton Nascimento, Renato Teixeira, Tim Maia, Gilberto Gil, João Bosco e Aldir Blanc, Sueli Costa, entre outros. Um dos grandes admiradores, Milton Nascimento, a elegeu musa inspiradora e a ela dedicou inúmeras composições.

Anos de glória

Durante os anos 70, aprimorou constantemente a técnica e domínio vocal, registrando em discos de grande qualidade técnica parte do melhor da sua geração de músicos.

Em 1975, com o espetáculo Falso Brilhante, que mais tarde originou um disco homônimo, atinge enorme sucesso, ficando mais de um ano em cartaz e realizando quase 300 apresentações. Lendário, tornou-se um dos mais bem sucedidos espetáculos da história da música nacional e um marco definitivo da carreira. Ainda teve grande êxito com o espetáculo Transversal do Tempo, em 1978, de um clima extremamente político e tenso; o Essa Mulher em 1979, direção de Oswaldo Mendes, que estreou no Anhembi em São Paulo e excursionou pelo Brasil no lançamento do disco homônimo; o Saudades do Brasil, em 1980, sucesso de crítica e público pela originalidade, tanto nas canções quanto nos números com dançarinos amadores, direção de Ademar Guerra e coreografia de Márika Gidali (Ballet Stagium); e finalmente o último espetáculo, Trem Azul, em 1981, direção de Fernando Faro. Data desta época a frase: Neste país só duas cantam: Gal e eu.

Dentre os inúmeros sucessos consagrados, estão: Arrastão, Canção do sal, Redescobrir, Aprendendo a jogar, Casa no campo, Fascinação, Maria Maria, Romaria, Cartomante, Corcovado, Upa, neguinho!, O Bêbado e a Equilibrista, Aquarela do Brasil, Águas de março, Retrato em preto e branco, Alô, Alô Marciano, Chega de Saudade, Carolina, Dinorah Dinorah, Canção da América, Travessia, Saudosa maloca, Me Deixas Louca, Aviso aos Navegantes, Folhas Secas, Tiro ao Álvaro, Iracema, Aquele Abraço, Como Nossos Pais, Doente Morena, Ensaio Geral, Fechado pra Balanço, Ladeira da Preguiça, Louvação, No Dia em que Eu Vim Embora, Meio de Campo, O Compositor Me Disse, Gracias a la vida, Oriente, Rebento, Roda, Se Eu Quiser Falar com Deus, Viramundo, dentre muitos outros.

Anos de chumbo

Elis Regina criticou muitas vezes a ditadura brasileira, nos difíceis Anos de chumbo, quando muitos músicos foram perseguidos e exilados. A crítica tornava-se pública em meio às declarações ou nas canções que interpretava. Em entrevista, no ano de 1969, teria afirmado que o Brasil era governado por gorilas (há ainda controvérsias em relação a essa declaração. Existem arquivos dos próprios militares onde ela se justifica dizendo que isso foi criado por jornalistas sensacionalistas). A popularidade a manteve fora da prisão, mas foi obrigada pelas autoridades a cantar o Hino Nacional durante um espetáculo em um estádio, fato que despertou a ira da esquerda brasileira.

Sempre engajada politicamente, Elis participou de uma série de movimentos de renovação política e cultural brasileira, com voz ativa da campanha pela Anistia de exilados brasileiros. O despertar de uma postura artística engajada e com excelente repercussão acompanharia toda a carreira, sendo enfatizada por interpretações consagradas de O bêbado e a equilibrista (João Bosco e Aldir Blanc), a qual vibrava como o hino da anistia. A canção coroou a volta de personalidades brasileiras do exílio, a partir de 1979. Um deles, citado na canção, era o irmão do Henfil, o Betinho, importante sociólogo brasileiro.

Últimos momentos

Causando grande comoção nacional, faleceu aos 36 anos de idade em 19 de janeiro de 1982, devido a complicações decorrentes de uma overdose de cocaína, tranquilizantes e bebida alcoólica. Foi sepultada no Cemitério do Morumbi.

«Choram Marias e Clarices... Chora a nossa pátria mãe gentil. Em busca de um sol maior, Elis Regina embarcou num brilhante trem azul, deixando conosco a eternidade de seu canto pelas coisas e pela gente de nossa terra. E uma imensa saudade. » (agência de publicidade)

Elis é mãe de João Marcelo Bôscoli, filho do casamento com o músico Ronaldo Bôscoli, e de Pedro Camargo Mariano e Maria Rita, filhos do pianista César Camargo Mariano. Os três enveredaram pelo ramo da música.

Curiosidades

* A maior cantora do Brasil, para muitos críticos e ouvintes, media 1.53m de altura.
* Ao final dos anos 1970, disse: Neste país só duas cantam: Gal e eu.
* Era chamada de Pimentinha pelos Machado de Carvalho (donos da TV Record de São Paulo) e pelo poeta-compositor Vinicius de Moraes. Pela grande amiga Rita Lee, era chamada de Elis-cóptero.
* ...

Fonte: Wikipédia

estrela dourada

Grandes Mulheres do Brasil – Dercy Gonçalves

Dercy Gonçalves, nome artístico de Dolores Gonçalves Costa, (Santa Maria Madalena, 23 de junho de 1907 — Rio de Janeiro, 19 de julho de 2008) foi uma atriz brasileira, oriunda do teatro de revista, notória por suas participações na produção cinematográfica brasileira das décadas de 1950 e 1960.

Celebrada por suas entrevistas irreverentes, bom humor e emprego constante de palavras de baixo calão, foi uma das maiores expoentes do teatro de improviso no Brasil.

Oriunda de família pobre, nasceu no interior do estado do Rio de Janeiro, filha de um alfaiate e de uma lavadeira. Sua mãe, chamada Margarida, abandonou o lar ao descobrir a infidelidade do marido. Dercy foi bilheteira de cinema, além de apresentar-se para hóspedes de hotel em sua cidade natal.

Aos dezessete anos, fugiu de casa e se juntou a uma companhia de teatro. Estreou em 1929, em Leopoldina, integrando o elenco da Companhia Maria Castro. Fazendo teatro itinerante, fez dupla com Eugênio Pascoal em 1930, com quem se apresentou por cidades do interior de alguns estados, sob o nome de "Os Pascoalinos". Em 1934, teve um relacionamento com o exportador de café mineiro Ademar Martins, do qual nasceu sua única filha, Dercimar.

Especializando-se na comédia e no improviso, participou do auge do Teatro de revista brasileiro, nos anos 1930 e 1940, estrelando algumas delas, como "Rei Momo na Guerra", em 1943, de autoria de Freire Júnior e Assis Valente, na companhia do empresário Walter Pinto.

Na década de 1960 iniciou sua carreira solo. Suas apresentações, em diversos teatros brasileiros, conquistavam um público cheio de moralismos. Nesses espetáculos, gradativamente introduziu um monólogo, no qual relatava fatos autobiográficos. Paralelamente a estas apresentações, atuou em diversos filmes do gênero chanchada e comédias nacionais.

Na televisão, chegou a ser a atriz mais bem paga da TV Excelsior em 1963, onde também conheceu o executivo José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni. Depois passou para a TV Rio e já na TV Globo, convenceu Boni a trabalhar na emissora, junto de Walter Clark. De 1966 a 1969 apresentou na TV Globo um programa de auditório de muito sucesso, Dercy de Verdade (1966-1969), que acabou saindo do ar com o início da Censura no país. No final dos anos 1980, quando a censura permitiu maior liberalismo na programação, Dercy passou a integrar corpos de jurados em programas populares, como em alguns apresentados por Sílvio Santos, e até aparições em telenovelas da Rede Globo. No SBT voltou a experimentar um programa próprio que, entretanto, teve curtíssima duração.

Sua carreira foi pautada no individualismo, tendo sofrido, já idosa, um desfalque nas economias por parte de um empresário inescrupuloso — o que a fez retomar a carreira, já octogenária.

"Todas as manhãs, a solidão me deixa deprimida. Moro sozinha, tem três pessoas que se revezam para me acompanhar. Minha filha não mora comigo. Filho não gosta de mãe; é a mãe que gosta do filho. Eles crescem, ganham independência e passam a ter prioridades. Eu me animo no cair da tarde, às 16h mais ou menos. Luto para ter forças para sair. Aí me arrumo, vou pro bingo. Lá, sou muito bem tratada, ganho cartelas e me distraio. À noite, vou a festas, jantares, adoro comer. E volto pra casa, durmo feliz. Assim são meus dias, sem expectativa."

— Dercy, em um desabafo

Recebeu, em 1985, o Troféu Mambembe, numa categoria criada especificamente para homenageá-la: Melhor Personagem de Teatro.

Em 1991, foi enredo ("Bravíssimo - Dercy Gonçalves, o retrato de um povo") do desfile da Unidos do Viradouro, na primeira apresentação da escola no Grupo Especial das escolas de samba do Carnaval do Rio de Janeiro. Na ocasião, Dercy causou polêmica ao desfilar, no último carro, com os seios à mostra.

Sua biografia se intitula Dercy de Cabo a Rabo (1994), e foi escrita por Maria Adelaide Amaral.

Em 4 de setembro de 2006, aos 99 anos, recebeu o título de cidadã honorária da cidade de São Paulo, concedido pela câmara de vereadores desta capital.

Cem anos

No dia 23 de junho de 2007, Dercy Gonçalves completou cem anos com uma festa na praça General Brás, no centro do município de Santa Maria Madalena (sua cidade natal) na região serrana do Rio de Janeiro. Na festa, Dercy comeu bolo, levantou as pernas fazendo graça para os fotógrafos, falou palavrão e saudou o povo, que parou para acompanhar a comemoração. Embora oficialmente tenha completado cem anos, Dercy afirmava que seu pai a registrou com dois anos de atraso, logo teria completado 102 anos de idade. Foi este também o mês em que Dercy subiu pela última vez num palco: foi na comédia teatral "Pout-PourRir" (espetáculo criado e dirigido pela dupla Afra Gomes e Leandro Goulart, que reúne os melhores comediantes da atualidade e do passado), onde comemorou "Cem Anos de Humor", com direito à festa, autógrafos de seu DVD biográfico e um teatro hiper-lotado por um público de fãs, celebridades e jornalistas. A noite, inesquecível para quem estava presente, onde Dercy foi entrevistada pelo ator Luis Lobianco (que interpreta no espetáculo uma sátira à Marília Gabriela), ainda deixou para a história duas frases memoráveis. Numa "Marilia Tagarela" pergunta à atriz se ela tem medo da morte, e Dercy, sempre de forma irreverente responde: "Não tenho medo da morte, a morte é linda... (ela repensa) ...mas a vida também é muito boa!", e no fim, após cortar o bolo com as próprias mãos e atirar nos atores, diretores e platéia, faz o público emocionar-se ainda mais, dizendo: "Eu vou sentir falta de vocês. Mas vocês também vão sentir a minha". Um ano depois viria a falecer um dos maiores mitos da dramaturgia brasileira.

Morreu com 101 anos,às 16h45, no dia 19 de julho de 2008, no Hospital São Lucas, em Copacabana, Zona Sul do Rio de Janeiro.

O estado do Rio de Janeiro decretou luto oficial de três dias em memória à atriz.


estrela dourada

Fonte: Wikipédia

Porque hoje é sábado

Dia de festar!

Crise, Mundo, Moda

Curioso...

Você pode não reconhecer o sujeito de saia na foto ao lado, mas com certeza já viu alguma de suas criações: todas as célebres bolsas Louis Vuitton nos últimos doze anos passaram de alguma forma pelo crivo de Marc Jacobs. Caso incomum de americano que faz carreira longa numa grande grife de origem francesa, Jacobs corresponde ao estereótipo do estilista genial: é temperamental, caprichoso e complicado. Mas vende que é uma beleza. Sua própria marca, em escala evidentemente menor, também faz sucesso junto a uma clientela antenada e abonada. Às voltas com os resultados deletérios da crise econômica no consumo de luxo, Jacobs tem outra, e mais premente, preocupação no momento: que impressão vai causar na mãe do companheiro, Lorenzo Martone, publicitário paulistano radicado em Nova York. O encontro com a sogra será no dia 19, quando desembarca em São Paulo, onde acaba de inaugurar uma loja, para uma visita de férias e negócios no país. "Nas clientes, o que causa impressão é meu trabalho. Na mãe dele, será a minha pessoa. É bem mais arriscado", diz, em tom apreensivo. Aos 45 anos, história de vida complicada, duas passagens por clínicas de recuperação, 31 tatuagens e planos de adotar um filho, Jacobs falou a VEJA de Paris.

Entrevista: Veja

Será que Lula sabe nadar?

sexta-feira, março 13, 2009

Grandes Mulheres do Brasil - Cleyde Yáconis

Cleyde Yaconis(2)Cleide Yáconis, nascida Cleyde Becker Yáconis (Pirassununga SP, 14 de novembro de 1923). Atriz brasileira.

Iniciou sua carreira no TBC (Teatro Brasileiro de Comédia) ao lado da irmã, a atriz Cacilda Becker. Tem um dos repertórios teatrais mais variados e ilustres da dramaturgia nacional. Para Cleyde, sempre foi normal a escalação para interpretar personagens de mais idade que a sua própria, talvez devido à sua voz e feições graves.

Intérprete que destaca-se em duas companhias do auge do teatro moderno, o Teatro Brasileiro de Comédia e o Teatro Cacilda Becker. Ao longo de sua carreira, brilha tanto em papéis dramáticos como em personagens cômicas.

De infância pobre, Cleyde acompanha a mãe e a irmã, Cacilda Becker, em mudanças para cidades do interior. Em 1948 entra para o Teatro Brasileiro de Comédia, TBC, como produtora e
responsável pelo guarda-roupa, até entrar numa substituição de Nydia Licia, subitamente adoentada, em O Anjo de Pedra, de Tennessee Williams, com direção de Luciano Salce, em 1950. A partir daí, torna-se uma das atrizes mais empenhadas da companhia.

Com Ziembinski estréia, ainda em 1950, Pega Fogo, de Jules Rena
rd, um dos maiores êxitos de Cacilda Becker como atriz. No ano seguinte, está em Seis Personagens à Procura de um Autor, de Luigi Pirandello, dirigida por Adolfo Celi; Convite ao Baile, de Jean Anouilh, mais uma encenação de Salce; e O Grilo na Lareira, de Charles Dickens, novamente com Ziembinski.

Em 1951 atua em Ralé, de Máximo Gorki. No ano seguinte integra os elencos de Diálogo de Surdos, de Clô Prado, ambos com o diretor Flaminio Bollini; Para Onde a Terra Cresce, de Edgard da Rocha Miranda; Vá Com Deus, de Murray-Allen Boretz e Relações Internacionais, de Noel Coward.

Em 1953 é premiada como atriz por Assim É...(Se Lhe Parece), de Luigi Pirandello. Em 1954 brilha em Mortos Sem Sepultura, de Jean-Paul Sartre, e Um Pedido de Casamento, de Anton Tchekhov e como a protagonista de Leono
r de Mendonça, de Gonçalves Dias, em primorosa realização de Adolfo Celii.

Confirma todo seu talento em Santa Marta Fabril S. A., de Abílio Pereira de Almeida - que lhe rende o Prêmio Saci de melhor atriz; e Volpone, de Ben Jonson. Ao lado de sua irmã Cacilda Becker vive a temperamental Elizabeth, de Maria Stuart, de Schiller, em 1955. Eurydice, de Jean Anouilh, montagem com o diretor Gianni Ratto, e Manouche, de André Birabeau, ambos de 1956; e A Rainha e os Rebeldes, de Ugo Bet
ti, direção de Maurice Vaneau, em 1957, são suas últimas participações neste período do TBC.

Sai, neste ano, juntamente com a irmã, Walmor Chagas, Ziembinski e Fredi Kleemann, para fundarem o Teatro Cacilda Becker, TCB, participando das principais montagens e remontagens então realizadas como O Protocolo, de Machado de Assis; Pega Fogo, de Jules Renard; Maria Stuart, de Schiller; Santa Marta Fabril S. A., de Abílio Pereira de Almeida; Os Perigos da Pureza, de Hugh Mills; A Dama das Camélias, de Alexandre Dumas Filho e Auto da Compadeci
da, de Ariano Suassuna, quase sempre sendo dirigida por Ziembinski - exceção para Auto da Compadecida, com direção de Cacilda.

Em sua volta ao TBC, agora na fase nacionalista, Cleyde integra os elencos de A Semente, de Gianfrancesco Guarnieri, 1961; A Morte de Um Caixeiro Viajante, de Arthur Miller, 1962, ambos com direção de Flávio Rangel, e Yerma, de Federico García Lorca, em que é dirigida por Antunes Filho, destacando-se com grandes méritos. Está também em Vereda da Salvação, de Jorge Andrade, última criação da casa, outra encenação de Antunes, em 1964.

Em 1966, integra o elenco de Se Correr o Bicho Pega, Se Ficar o Bicho Come, de Oduvaldo Vianna Filho e Ferreira Gullar, com direção de Gianni Ratto, um dos primeiros espetáculos
representantes do teatro de resistência, pelo Grupo Opinião. Em 1967 participa de Édipo Rei, de Sófocles, ao lado de Paulo Autran; e de O Fardão, de Bráulio Pedroso, em parceria com Antônio Abujamra. Em 1969 está numa montagem internacional, a de Os Gigantes da Montanha, última obra de Luigi Pirandello, encenada por Federico Pietrabruna.

Iniciando em 1970 uma carreira como produtora, estréia O Santo e a Porca, de Ariano Suassuna; e Medéia, de Eurípedes, com o diretor Silnei Siqueira. Um novo papel marcante surge em A Rainha do Rádio, de José Safiotti Filho, com direção de Abujamra, em 1976.

Nos anos 80 participa de Cerimônia do Adeus, de Mauro Rasi, interpretando Simone de Beauvoir, encenação de Ulysses Cruz, arrebatando uma série de prêmios. Com o mesmo diretor, destaca-se ainda em Péricles, Principe de Tiro, de William Shakespeare, em 1995, no Teatro Popular do Sesi, TPS.

Na crítica ao espetáculo Yerma, de Lorca, o crítico
Décio de Almeida Prado engrandece a atriz: "Cleyde Yáconis ficou para o fim - e não por acaso. Porque Yerma é diferente de todas e de todos, a que "não procura no homem, o homem e nada mais", a que não se contenta, como o marido, com "o que tem entre as mãos". Yerma é uma "criatura do silêncio" (assim a "velha pagã" refere-se a ela e à sua família), presa inexoravelmente ao invisível, ao filho que não tem, à sua concepção rigidíssima do dever. Cleyde Yáconis interpreta-a, como grande atriz que é, com incomparável fervor e dignidade. Ao lado de Antunes Filho, é a viga mestra do espetáculo".

Participou ativamente em produções de televisão, mas em cinema atuou muito pouco em mais de meio século de carreira. Em televisão um de seus trabalhos, a matriarca Dona Joana Salles Jordão na novela Cidadão Brasileiro, de Lauro César Muniz, exibida pela Rede Record. Dentre seus outros trabalhos na televisão, destacam-se Mulheres de Areia, Os Inocentes, Gaivotas, Ninho da Serpente, Rainha da Sucata, Vamp e Torre de Babel.

Fontes: itaucultural, Wikipédia

Grandes Mulheres do Brasil – Ida Gomes

Ida Gomes, nascida Ida Szafran (Kraśnik, Polônia, 25 de setembro de 1923 — Rio de Janeiro, 22 de fevereiro de 2009) foi uma atriz e dubladora, atuando principalmente em telenovelas. Apesar de judia, Ida foi uma das atrizes mais escaladas para viver freiras na TV.

Em entrevista a Jô Soares em seu Programa do Jô, em 2001, Ida declarou, brincando, quando o apresentador lhe fez uma pergunta sobre as suas freiras na televisão: "Eu sou judia, mas sempre me chamam para fazer a irmã de caridade, a madre superiora. A Globo tentou me converter mas não conseguiu."

Seu trabalho mais recente foi na primeira fase da minissérie JK, na qual era a Irmã Maria - uma freira francesa radicada em Minas Gerais que ajudava o médico Juscelino Kubitschek (então Wagner Moura) a cuidar dos feridos na batalha militar entre os Estados de Minas e São Paulo.

Era irmã do ator Felipe Wagner e tia da atriz Débora Olivieri e do músico Daniel Szafran.

Apesar de diversas fontes indicarem que ela nasceu em 1933, outras afirmam que ela faleceu aos 85 anos de idade. A própria Ida Gomes declarou à Revista Caras ter completado 85 anos em setembro de 2008.

Ida Gomes foi criada até os 13 anos na França. Seu nome de registro é Ida Szafran. Depois da França ,esteve na Inglaterra e a seguir, veio para o Brasil.Começou sua carreira artística em rádio. Fazia radio teatro. Esteve em várias emissoras do Rio de Janeiro. Trabalhou na Rádio Nacional, Rádio Educadora e Rádio Tupi. E nisso se passaram 20 anos.

Ida Gomes entrou na televisão em 1951, na Televisão Tupi do Rio de Janeiro, que em verdade começou a existir em 51. Ida Gomes foi chamada para fazer parte do grupo que fazia o "Grande Teatro Tupi", e que era dirigido por Sérgio Britto. Ela também participava do programa:"Câmara Um", dirigido e organizado por Jacy Campos.Depois Ida participou da novela:"O Morro Dos Ventos Uivantes"e"A Canção De Bernadete".

Em 1966, rescindiu seu contrato com a Tupi e passou para a Rede Globo, recém fundada. Fez em 67:"A Rainha Louca".Em 68, fez:"A Gata de Vison".Em 69:"A Última Valsa".E ainda:"A Ponte Dos Suspiros".Depois fez:"Véu de Noiva". Depois:"Verão Vermelho". Em 73 , Ida participou da primeira novela em cores do Brasil, que foi: "O Bem-Amado". Em 1970 , ela já havia feito:"Pigmaleão 70". Depois:"A próxima Atração", "Selva de Pedra", em 72. Fogo sobre Terra", em 74. "Helena", em 75 e " Senhora", no mesmo ano. "O Grito", em 76. "O Astro",em 77. "De Quina pra Lua", em 85. "Hipertensão", em 86 . "Gente Fina", em 90."De Corpo e Alma",em 92. "Cara e Coroa", em 95. "Era Uma Vez..."em 98. "A Padroeira", em 2001. "Desejos de Mulher", em 2002. "Da Cor do Pecado", em 2004 e "A Lua Me Disse"em 2005.

Ida Gomes também participou de várias minisséries. Fez:"Memórias de Um Gigolô", em 86. "República", em 89. "JK", em 2006. Participou ainda de episódios de:"Caso Verdade"; "Delegacia de Mulheres"."Malhação","Os Normais"; "A Diarista"; "Sob Nova Direção".

Ida Gomes também fez cinema e teatro. No cinema fez os filmes: "A Penúltima Donzela"; "Copacabana". Fez várias peças de teatro.E fundou o Teatro Israelita de Comédia, com o objetivo de difundir a dramaturgia de autores judeus.

estrela dourada

Fontes: museudatv, Wikipédia

Eu levo ou deixo?

Diz a lenda que Rui Barbosa, ao chegar em casa, ouviu um barulho estranho vindo do seu quintal.

Chegando lá, constatou haver um ladrão tentando levar seus patos de criação.
Aproximou-se vagarosamente do indivíduo e, surpreendendo-o ao tentar pular o muro com seus patos, disse-lhe:

- Oh, bucéfalo anácrono! Não o interpelo pelo valor intrínseco dos bípedes palmípedes, mas sim pelo ato vil e sorrateiro de profanares o recôndito da minha habitação, levando meus ovíparos à sorrelfa e à socapa.

Se fazes isso por necessidade, transijo; mas se é para zombares da minha elevada prosopopéia de cidadão digno e honrado, dar-te-ei com minha bengala fosfórica bem no alto da tua sinagoga, e o farei com tal ímpeto que te reduzirei à qüinqüagésima potência que o vulgo denomina nada.

E o ladrão, confuso, diz:

- Dotô, resumino, eu levo ou deixo os pato ?

Hoje é sexta-feira!

Sabedoria de pano de prato


quinta-feira, março 12, 2009

Grandes Mulheres do Brasil – Joana Fomm

Joana Fomm, nascida Joana Maria Fomm nasceu no dia 14 de setembro de 1939, em Belo Horizonte, mas foi registrada no Rio de Janeiro, onde veio morar ainda pequena. Formou-se na Escola de Arte Dramática Martins Pena. Ainda como atriz amadora, atuou na peça Paixão da Terra, montada no Teatro Municipal, com Grande Otelo, Paulo Goulart e Nicette Bruno.

Começou a trabalhar em televisão na TV Rio, participando de programas humorísticos ao lado de Manoel da Nóbrega e Zé Bonitinho, e na TV Continental, onde assinou seu primeiro contrato como atriz. Estreou no teatro profissional aos 19 anos, na peça Um estranho bate à porta, pela qual recebeu prêmio como atriz revelação. Ainda em 1958, participou do filme Um morto ao telefone, de Watson Macedo, recebendo novo prêmio, dessa vez como atriz coadjuvante.

Mudou-se para São Paulo, em seguida, onde integrou o grupo Teatro de Arena. Passou seis anos viajando pelo Brasil, encenando peças para camponeses em praças, coretos, conchas acústicas e adros de igreja. Com o golpe militar de 1964 e o fim do Teatro de Arena, a atriz voltou a São Paulo, passando a participar de filmes e de programas na TV Tupi.

Fez sua estréia na TV Globo em 1968, quando atuou nas novelas Demian, o homem proibido e A última valsa (1969), ambas dirigidas por Daniel Filho e escritas por Glória Magadan. Porém desentendeu-se com a autora e, em seguida, deixou a emissora. Em 1970, recebeu o prêmio Air France por sua atuação nos filmes As gatinhas, de Astolfo Araújo, e Gamal, o delírio do sexo, de João Batista de Andrade.

Entre 1970 e 1978, trabalhou no jornal Última hora, de Samuel Wainer, como crítica de cinema e repórter de variedades. Ao mesmo tempo, participou de novelas na TV Tupi, como As bruxas (1970) e A viagem (1975), de Ivani Ribeiro, e Ídolo de pano (1974), de Teixeira Filho.

Em 1977, Joana Fomm retornou à TV Globo, convidada por Daniel Filho, para participar da novela Sem lenço, sem documento, de Mário Prata. Na trama, dirigida por Régis Cardoso e Dennis Carvalho, a atriz contracenou com Ney Latorraca, Arlete Salles, entre outros.

No ano seguinte, participou de Dancin’ days, interpretando a maquiavélica Yolanda Pratini. Norma Bengell fora escalada para viver a personagem e chegou a gravar algumas cenas, mas abandonou a novela, após desentender-se com o diretor Daniel Filho. Joana Fomm, então, que inicialmente interpretava Neide, a empregada de Celina (Beatriz Segall), assumiu o papel de Yolanda Pratini. Por conta disso, diversas cenas foram regravadas às vésperas da estréia. Dancin’ days marcou a carreira de Joana Fomm na Globo, iniciando uma coleção de personagens más que a atriz viria a interpretar.

Ainda na década de 1970, Joana Fomm trabalhou em Os gigantes, de Lauro César Muniz. No papel de Vânia, uma pacata dona-de-casa, a atriz contracenou com Tarcísio Meira, Francisco Cuoco e Dina Sfat, entre outros.

No início da década de 1980, participou de diversas novelas da emissora, uma seguida da outra: Coração alado (1980), de Janete Clair; Brilhante (1981), de Gilberto Braga, quando interpretou uma psicanalista alcoólatra; Elas por elas (1982), de Cassiano Gabus Mendes, interpretando a rica Natália; e Eu prometo (1983), de Janete Clair, em que interpretou Helô, fazendo par romântico com o personagem de Walmor Chagas.

Joana Fomm participou também de alguns Casos especiais, como A morte no paraíso, adaptado por Doc Comparato e Joaquim de Assis, quando atuou ao lado de Rubens Corrêa e Renata Sorrah, e Alice-Alice, de Joaquim de Assis, contracenando com Eva Wilma, Lucélia Santos e Fúlvio Stefanini. Ambos foram apresentados em 1983, no Quarta nobre. Ainda naquele ano, Joana Fomm escreveu, ao lado de Sônia de Paula e Jayme Leibovitch, Uma história de amor, episódio apresentado em Caso verdade.

Em 1984, a atriz viveu outra personagem marcante em sua carreira: a vilã Lúcia Gouveia, de Corpo a corpo, novela de Gilberto Braga. Em seguida, em 1986, trabalhou em duas novelas: Cambalacho, de Silvio de Abreu, numa participação especial, e Roda de fogo, de Lauro César Muniz, quando viveu a personagem Telma, casada com o personagem de Hugo Carvana.

Em 1987, atuou em Bambolê, escrita por Daniel Más, quando viveu Fausta. Naquele ano, participou também da minissérie O pagador de promessas, de Dias Gomes, no papel de Marli. Em seguida, em 1989, brilhou como a interesseira e moralista Perpétua, na novela Tieta, adaptação da obra de Jorge Amado escrita por Aguinaldo Silva, Ana Maria Moretzsohn e Ricardo Linhares. Por seu trabalho, recebeu o Prêmio Golden Metais como melhor atriz de televisão.

Em 1991, Joana Fomm interpretou a divertida Carmem Maura, na novela Vamp, de Antônio Calmon. Sua personagem, mãe de cinco filhos, fazia par romântico com o Capitão, personagem de Reginaldo Faria. Em seguida, a atriz viveu mais uma vilã: a chantagista Salustiana, de Fera ferida (1993), novela escrita por Aguinaldo Silva, Ana Maria Moretzsohn e Ricardo Linhares.

Em 1994, Joana Fomm tornou a sair da TV Globo, e foi contratada pelo SBT, onde participou de novelas como As pupilas do senhor reitor e Razão de viver. Logo depois, já na TV Bandeirantes, trabalhou na telenovela Serras azuis.

Voltou à TV Globo em 2000, convidada para participar da novela Esplendor, de Ana Maria Moretszohn. Na trama, a atriz viveu Olga Norman, outra vilã. No ano seguinte, trabalhou em Porto dos Milagres, escrita por Aguinaldo Silva e Ricardo Linhares, no papel de Rita, mulher do pescador Francisco, interpretado por Tonico Ferreira.

Ainda em 2001, a atriz participou da novela O clone, de Glória Perez, como a médica Cecília. Dois anos depois, participou de duas novelas: Agora é que são elas, de Ricardo Linhares, no papel de Dinorá, e Kubanacan, de Carlos Lombardi, quando interpretou Caridad. Joana Fomm participou ainda da novela Bang bang (2006), de Mário Prata, no papel da matriarca Miriam Viridiana MacGold, contracenando com Marisa Orth, Ney Latorraca e Mauro Mendonça, entre outros.

Mesmo trabalhando intensamente em televisão, a atriz nunca deixou de fazer cinema, nem teatro. No cinema, destacam-se suas atuações em: Todas as mulheres do mundo (1967) e Edu, coração de ouro (1968), ambos de Domingos Oliveira; O homem nu (1968), de Roberto Santos; Macunaíma (1969), de Joaquim Pedro de Andrade; Fora das grades (1971), de Astolfo Araújo; O cavalinho azul (1984), de Eduardo Escorel; Césio 137, Pesadelo de Goiânia (1990), de Roberto Pires; Vai trabalhar, vagabundo II (1991), de Hugo Carvana; Quem matou Pixote (1996), de José Joffily; Copacabana (2001), de Carla Camurati; e Quanto vale, ou é por quilo? (2005), de Sérgio Bianchi. Joanna Fomm também escreveu um livro de contos, chamado A hora do café, lançado em 1979.

estrela dourada

Fonte: porondeanda

Grandes Mulheres do Brasil – Célia Helena

Célia Helena, nascida Célia Camargo Silva (São Paulo SP 1936 - São Paulo SP 1997). Atriz. Intérprete de personalidade cênica forte e exuberante, está em alguns dos principais momentos teatrais dos anos 60 e 70, emprestando inteligência e sensibilidade às montagens das quais participa.

Aos 16 anos Célia cursa formação de intérpretes no Centro de Estudos Cinematográficos de São Paulo, onde conhece Ruggero Jacobbi e José Renato, entre outros. Estréia no filme Fatalidade, direção de Jacques Marrete, e, na seqüência, faz Chamas no Cafezal, direção de José Carlos Burle, ambos em 1952. No ano seguinte, na produtora Vera Cruz, participa de Floradas na Serra, direção de Luciano Salce, encenador que a leva a estrear em teatro, na montagem carioca de Inimigos Íntimos, de Barillet e Grédy.

Em São Paulo novamente, faz televisão com Antunes Filho e dedica-se à sua formação artística no Teatro das Segundas-Feiras, sob a direção de Carla Civelli, que a conduz ao elenco de O Prazer da Honestidade, de Luigi Pirandello, no Teatro de Arena, em 1955. Nos anos seguintes dedica-se ao teatro folclórico de Barbosa Lessa, na montagem de Não Te Assustes Zacarias; faz rápida passagem pelo Núcleo Experimental do Teatro Cacilda Becker, TCB; e pelo Teatro Maria Della Costa, TMDC, em A Ilha dos Papagaios, de Sérgio Tofano, sob a direção de Gianni Ratto, integrando, a partir de 1959, uma longa excursão junto ao TCB, que leva, às capitais brasileiras, Portugal e França, um repertório que destaca Auto da Compadecida e O Santo e a Porca, de Ariano Suassuna; Maria Stuart, de Schiller; e A Dama das Camélias, de Alexandre Dumas Filho. Sob a direção de Ziembinski, integra o elenco da polêmica montagem de Boca de Ouro, de Nelson Rodrigues, protagonizada por Cleyde Yáconis, pela Companhia Brasileira de Comédia, em 1960. No ano seguinte, agora junto ao Teatro Oficina, participa de A Vida Impressa em Dólar, de Clifford Odetts, direção de José Celso Martinez Corrêa, que a dirige na maioria das realizações desta companhia. Ainda em 1961, José, do Parto a Selpultura, texto de Augusto Boal, dirigido por Antônio Abujamra, é outra oportunidade no mesmo grupo. Em 1962, está em Todo Anjo é Terrível, de Ketti Frings; e Quatro num Quarto, de Valentin Kataev, este sob a direção de Maurice Vaneau. Interpretando Tatiana, de Pequenos Burgueses, de Máximo Gorki, arrebata todos os prêmios de melhor atriz de 1963, sensível criação que a marca indelevelmente. Ainda no Oficina, atua em Andorra, de Max Frisch, 1964; e em Os Inimigos, de Máximo Gorki, 1966.

Sai do conjunto em 1967, para participar de A Saída, Onde Fica a Saída?, montagem de João das Neves para o grupo carioca Opinião. Ainda neste ano, de volta ao Arena, estréia Arena Conta Tiradentes, de Augusto Boal e Gianfrancesco Guarnieri. Em 1968, arrebata o - Prêmio Governador do Estado de melhor atriz coadjuvante por O Clube da Fossa, de Abílio Pereira de Almeida, e Um Dia na Morte de Joe Egg, de Peter Nichols, com direção de Antônio Ghigonetto. Protagoniza o único texto de Isabel Câmara, As Moças, com o Teatro Ipanema; em 1969.

Neste mesmo ano, seu desempenho em O Balcão, texto de Jean Genet dirigido por Victor Garcia para a companhia de Ruth Escobar, projeta seu talento, merecidamente premiado. A convite do mesmo diretor está em Autos Sacramentais, encenação baseada em textos de Calderón de la Barca, estreada em Shiraz, Pérsia (Irã), e estendida à Europa, apresentando-se na Bienal de Veneza, entre 1974 e 1975.

Em 1973 integra o elenco paulista de Hoje É Dia de Rock, de José Vicente, direção de Emílio Di Biasi, em sensível criação. Volta a brilhar em Pano de Boca, texto e direção de Fauzi Arap, na marcante encarnação de Magra, uma das estrelas do grupo teatral em vias de desaparecimento, levando o Prêmio Molière de melhor atriz de 1976. No ano seguinte, junto a Romário Borelli, monta O Contestado; e A Sétima Morada, de José Maria Ferreira, realização de José Rubens Siqueira que aproveita poemas de San Juan de la Cruz e Madre Tereza de Ávila. São encenações destinadas à um circuito alternativo, especialmente igrejas da periferia.

Em 1980 está, sob a direção de Flávio Rangel, no espetáculo A Nonna, de Roberto Cossa. A partir de então lança-se a um projeto pessoal de amplas repercussões: a criação de um centro de educação teatral para jovens - a *Teatro Escola Célia Helena, fundado em 1977 - que, a partir de 1983, passa a oferecer também um curso profissionalizante de formação de atores. Razão pela qual será absorvida, ao longo destes anos, pelas atividades pedagógicas, somente retornando aos palcos em 1993, na produção de Laços Eternos, peça espiritualista de Zibia Gasparetto dirigida por Renato Borghi; assim como em Luar em Branco e Preto, texto de Lauro César Muniz encenado por Sérgio Mamberti no mesmo ano.

Na TV Globo, Célia participa de algumas telenovelas de sucesso: Brilhante, 1982; Partido Alto, 1984; Direito de Amar, 1987; e Mandala, 1988.

No dia 6 de março de 1997, internou-se no hospital Albert Einstein para extrair, por meio de uma cirurgia, um câncer raro que ataca as paredes dos vasos sanguíneos. Célia Helena não resistiu à operação, entrou em coma e faleceu aos 61 anos, no sábado 29.

É mãe de Elisa, com Ruy Ohtake, e da atriz Lígia Cortez, com Raul Cortez.

Na ocasião da morte de Célia, Lígia Cortez, também atriz, registra algumas palavras sobre a carreira de sua mãe: "Célia Helena atriz conciliou um difícil paradoxo dos atores: ser público sem perder a privacidade, a generosidade e discrição. Admiro muito a forma como ela atuou na ditadura. Nunca foi a primeira da fila das passeatas. Apenas agia. E como. Ajudou de muitas formas muitos colegas. (...) Atriz preferida de Victor Garcia, começou aos 16 anos no cinema, o estúdio Vera Cruz. Participou do Oficina, do TBC, do Arena. (...) Comecei com ela no Teatro Célia Helena, aliás, desconfio que ela fundou o teatro muito por minha causa. Sinto orgulho quando lembro que minha mãe valorizou o teatro na sua essência. Ela deu uma dimensão maior ao trabalho de atriz. Foi uma grande educadora. Ficamos Elisa (a filha que teve no seu casamento com o arquiteto Ruy Ohtake) e eu. Aprendemos sobretudo a beleza e a dignidade do trabalho profundo, pesquisador e quieto. Feito sem alarde, mas na sua essência revolucionário".

* Hoje, Escola Superior de Arte Célia Helena

Celia Helena e Elisa

Célia Helena e Elisa

estrela dourada

Fontes: itaucultural e revisstatpm


Valorizemos nossas bananas - a fruta, não a "oposição"!

A cidada mais cara do mundo


Quanto será que custa essa xícara? Gostei tanto dela...

O FIM DE UMA FARSA QUE DUROU 10 ANOS:

JUSTIÇA ABSOLVE COMANDANTES DA PRIVATIZAÇÃO E PUXA A ORELHA DOS PETISTAS

Fonte: Blog Reinaldo Azevedo

A República do grampo — a teia dos canalhas que não nos permite hoje pedir por telefone uma pizza “com bastante orégano” sem que explicitemos, ao terceiro ouvido, que o orégano é mesmo aquele condimento, não a erva do diabo — tem o seu marco zero midiático: as escutas telefônicas ilegais que buscaram melar a privatização da Telebras e jogar no lixo a reputação de gente honesta, de gente decente, de gente que atuou em benefício dos brasileiros — e, pois, do Brasil.

Os benefícios da privatização da Telebras são de todos conhecidos.
O Brasil era um Sudão telefônico; tem hoje um dos sistemas mais avançados do mundo.
A privatização e o mercado levaram democracia aos lares.
HOUVE PRIVATIZAÇÃO MESMO, NÃO PRIVATARIA.

No pé deste texto, segue trecho de reportagem de Juliano Basile, do Valor Econômico, com detalhes do caso. A sentença é particularmente esclarecedora no caso de Luiz Carlos Mendonça de Barros. O juiz foi explícito. De posse de todas as ditas provas apresentadas pelos acusadores do PT, o magistrado não teve dúvida: Mendonça de Barros atuou PARA PROMOVER A CONCORRÊNCIA E ELEVAR O PREÇO DO BEM PÚBLICO, CUMPRINDO A SUA FUNÇÃO, NÃO O CONTRÁRIO. E assim atuaram todos os outros envolvidos.

Mais ainda: o juiz Moacir Ferreira Ramos dá um puxão de orelhas nos petistas que entraram com a ação, liderados pelo agora senador Aloizio Mercadante e pelo presidente do PT, deputado Ricardo Berzoini. Escreve ele: “Penso ser importante enfatizar que esta ação foi promovida em decorrência de representação feita por alguns políticos que, à época das privatizações do setor de telefonia, ostentavam notória oposição ao governo do Sr. Fernando Henrique Cardoso, que então administrava o país (...) Ora, se havia a preocupação com a apuração destes fatos, por que esses nobres políticos não interferiram junto ao governo atual, ao qual têm dado suporte, para que fosse feita, a fundo, a investigação dessas denúncias - sérias, enfatize-se - que apontaram na representação?”.

DEZ ANOS!!!
DEZ ANOS SUBMETIDOS AO CORREDOR POLONÊS!!!
DEZ ANOS DE ACUSAÇÕES E SUSPEIÇÕES INFUNDADAS!!!
Que destaque merecerá a sentença na grande imprensa?

O trecho da sentença acima transcrito termina com uma indagação: por que, então, aqueles que fizeram as acusações, uma vez no poder, não foram a fundo nas supostas irregularidades?

Dou a resposta que o magistrado não poderia dar nem que quisesse: porque tudo não passava de mera luta política, de mera disputa pelo poder. Não havia, como restou provado, irregularidade nenhuma. É que os petistas jamais reconheceram e ainda não reconhecem limites na sua atuação. O vale-tudo é parte do seu DNA político.

Ademais, vamos convir: de politização da telefonia, o PT entende, não é mesmo? Imaginem se Mendonça de Barros ou qualquer outro tivessem mudado a legislação do setor com o fito único de beneficiar uma só empresa; imaginem se os tucanos tivessem MUDADO UMA LEI PARA TORNAR LEGAL UMA OPERAÇÃO ILEGAL DE COMPRA JÁ REALIZADA.

Foi o que Lula fez ao mudar o texto legal para LEGALIZAR a compra da Brasil Telecom pela Oi. A ação dos agentes da privatização buscava, como agora está provado, valorizar as ações da Telebras dentro dos marcos legais da privatização.

ERA UM NEGÓCIO FEITO DE ACORDO COM AS LEIS.
COM O PETISMO É DIFERENTE: AS LEIS SÃO FEITAS DE ACORDO COM OS NEGÓCIOS.

ESTE É O PT: NATURALIZA COMO COISA LEGÍTIMA OS PRÓPRIOS ESCÂNDALOS E ESCANDALIZA AS AÇÕES LEGAIS DOS ADVERSÁRIOS. EMBORA TARDE, A VERDADE VEIO À TONA. COMO ELA VIRÁ UM DIA, REVELANDO A REAL FACE DO GOVERNO LULA.

QUE NÃO SEJA TARDE DEMAIS!

Um príncipe em “maus lençóis”

Príncipe “Chávez”: cornetada sob o sol de Brasília

transcrição do “the passira news”

Foto: Reuters

Fontes: Jornal do Brasil
O príncipe Charles Philip Arthur George Mountbatten-Windsor e a Duquesa da Cornuália, Camilla Parker Bowles, sua esposa, desembarcam em Brasília nesta quarta-feira (11) para visita oficial de cinco dias ao país.
Não é um casal bonito: ele famoso por suas orelhas de abano e protuberante nariz real, ela por cultivar pés de galinhas e cicatrizes de acnes na face.
Vida de príncipe e duquesa, porém, não é nada fácil: saíram de uma temperatura média de 6ºC em Londres para uma de 30ºC em Brasília, somada a baixa umidade.

Foto: Reuters

Logo que desceu do avião, o príncipe Charles enfrentou um corneteiro que aproveitou os 30 segundos de fama, para comprometer para sempre os tímpanos sensíveis de sua majestade. Não se sabe se pelos Decibéis ou pela afinação, vê-se que ele odiou a cornetada.
Verificou-se depois que na agenda do presidente Lula, ele havia sido identificado como Charles Philip Arthur Chaves. O Palácio do Planalto admitiu o equívoco e corrigiu o lapso, retirando o sobrenome 'Chaves' e o trocando por 'George', quarto nome do herdeiro de Windsor.
Nada mais importante vai acontecer nessa visita real, que é apenas um aborrecido e vazio tour de relações públicas da Família Real para ocupar a ociosidade, deles.

quarta-feira, março 11, 2009

Grandes Mulheres do Brasil - Carmem Silva

Carmem Silva - (1916- 2008) - Atriz e escritora nascida Maria Amália Feijó, escolheu aos 26 anos o nome artístico Carmem Silva, para esconder da mãe e da família sua participação na Rádio Cultura de Pelotas (RS), em 1939, cidade de onde era natural. Á época a profissão de atriz sofria grande preconceito.

Ao mudar-se para São Paulo passou a trabalhar na equipe da Rádio Tupi e também na Rádio Record, com Janete Clair, onde, escreveu vários quadros: conselhos para o público feminino, histórias infantis, horóscopo e de humor.

A partir da década de 1950, com a chegada ao país da televisão, Carmem direcionou sua carreira para as novelas, tendo participado de mais de vinte delas, atuando ao longo da vida nas principais emissoras brasileiras. A diversos programas humorísticos, igualmente emprestou sua participação.

Na década de 1960 organizou no Rio Grande do Sul, sua própria companhia de teatro. Ainda por sua participação nos palcos, recebeu em 1975, o premio Molière, pela atuação em Mais quero Asno que me carregue, do que Cavalo que me derrube.

Toda uma vida de batalhas e sucesso, entretanto, não foi suficiente para que pudesse aposentar-se com dignidade. Durante meses precisou percorrer arquivos de jornais e revistas, para coletar antigos recortes com artigos ou anúncios teatrais e poder assim comprovar junto ao INSS seus anos de trabalho. Os depoimentos de empresários e colegas não foram suficientes como complementação à documentação exigida. Essa, contudo, não foi a única dificuldade que precisou enfrentar. Anos antes, diante da aposentadoria irrisória recebida pelo marido, o humorista e violinista Cancela Filho, ocasionada por um processo de surdez absoluta, Carmem durante muito tempo trabalhou simultaneamente no Rio de
Janeiro e em São Paulo, tendo que correr de um lado para outro.

Seu último papel na televisão e também aquele que lhe rendeu maior sucesso, ocorreu em 2003, ocasião em que interpretou na novela Mulheres Apaixonadas, da TV Globo, uma idosa que, juntamente com o marido, sofria maltrato por parte da neta. No cinema, onde participou de diversos filmes ao longo da vida, atuou pela última vez em 2007, em Valsa.
Nesse mesmo ano, publicou Comédias do Coração e outras peças para rádio e TV, onde relembra sua carreira como radio-atriz.

Ao falecer, aos 92 anos, em Porto Alegre (RS), Carmem Silva era uma das mais idosas atrizes atuantes.


Fonte: Mulher500

Grandes Mulheres do Brasil – Bibi Ferreira

Bibi Ferreira, pseudônimo de Abigail Izquierdo Ferreira (Rio de Janeiro, 10 de junho de 1922), é uma atriz, cantora, diretora e compositora brasileira.

É filha do ator Procópio Ferreira e da bailarina espanhola Aída Izquierdo. Nem Bibi sabe ao certo o dia em que nasceu. A mãe dizia que ela nascera em 1º de junho; o pai falava que a data era 4 de junho mas, sua certidão de nascimento traz a data de 10 de junho.

Fez sua estréia teatral aos 24 dias de vida, na peça Manhãs de Sol, de autoria de Oduvaldo Vianna, substituindo uma boneca que desaparecera pouco antes do início do espetáculo. Logo após os pais se separaram e Bibi passou a viver com a mãe, que foi trabalhar na Companhia Velasco, uma companhia de teatro de revista espanhola. Seu primeiro idioma, até os quatro anos, foi o espanhol. O idioma português e o grande amor pela ópera ela viria a aprender com o pai.

De volta ao Brasil, tornou-se a atriz mirim mais festejada do Rio de Janeiro. Entrou para o Corpo de Baile do Teatro Municipal do Rio de Janeiro, onde permaneceu por longo tempo, até estrear na companhia do pai. Aos nove anos teve negada a matrícula no Colégio Sion, em Laranjeiras, por ser filha de um ator de teatro. Completou o curso secundário no Colégio Anglo Americano e aperfeiçoou os estudos de balé em Buenos Aires, no Teatro Colón.

Sua estréia profissional nos palcos aconteceu em 1941, quando interpretou "Mirandolina", na peça La locandiera. Em 1944, montou sua própria companhia teatral, reunindo alguns dos nomes mais importantes do teatro brasileiro, como Cacilda Becker, Maria Della Costa e a diretora Henriette Morineau. Pouco mais tarde, foi para Portugal, onde dirigiu peças durante quatro anos, com grande sucesso.

Década de 1960
Na década de 60, vieram os sucessos dos musicais, como Minha Querida Dama (My Fair Lady), estrelado por Bibi e Paulo Autran. Nessa época atuou também em musicais de teatro e televisão. Em 1968, apresentou na TV Tupi o Programa Bibi ao Vivo, que durante dois anos levou à televisão os maiores nomes do teatro.

Década de 1970
Bibi Ferreira participou, atuando ou dirigindo, de alguns dos grandes espetáculos teatrais e musicais montados no Brasil. Em 1970, dirigiu Brasileiro, Profissão: Esperança, de Paulo Pontes (foi numa das versões desse espetáculo que pela primeira vez dirigiu a cantora Maria Bethânia, na outra versão dirigiu Clara Nunes); em 1972, atuou em O Homem de La Mancha ao lado de Paulo Autran, com tradução de Paulo Pontes e Flávio Rangel, além das verões de Chico Buarque e Ruy Guerra para as canções; em 1975, participou de Gota d'Água, de Chico Buarque e Paulo Pontes; em 1976, dirigiu Walmor Chagas, Marília Pêra, Marco Nanini e 50 artistas em Deus Lhe Pague, de Joracy Camargo.

Década de 1980
Na década de 1980, dirigiu de textos comerciais a peças de dramaturgia sofisticada, de musicais de grande porte a dramas intimistas. Em 1980, dirigiu Toalhas Quentes, de Marc Camoletti; em 1981, Um Rubi no Umbigo, de Ferreira Gullar, e Calúnia, de Lillian Hellman. No mesmo ano, com sua produção e direção, estreou O Melhor dos Pecados, de Sérgio Viotti, promovendo a volta aos palcos de Dulcina de Moraes, após vinte anos de ausência. Em 1983 voltou aos palcos com Piaf, a Vida de uma Estrela da Canção, espetáculo de grande sucesso de público e crítica. Por sua atuação recebeu os prêmios Mambembe e Molière, em 1984 e, no ano seguinte, da Associação dos Produtores de Espetáculos Teatrais do Estado de São Paulo (APETESP) e Governador do Estado. O espetáculo, que fez muitas viagens, permaneceu seis anos em cartaz e, em quatro anos, atingiu um milhão de espectadores, incluindo uma temporada em Portugal, com atores portugueses no elenco.

Dirigiu ainda inúmeros programas de televisão e shows de artistas da música popular brasileira, como Maria Bethânia nos anos 70 e 80.

Década de 1990
Nos anos 90, Bibi Ferreira reviveu seus maiores sucessos, remontando Brasileiro, Profissão: Esperança e fazendo um espetáculo em que cantava canções e contava histórias de Piaf. Em Bibi in Concert, comemorou 50 anos de carreira e, depois de anos de temporada, fez o Bibi in Concert 2. Em 1996 recebeu o Prêmio Sharp de Teatro. Encenou Roque Santeiro, de Dias Gomes, em versão musical. Em 1999, dirigiu pela primeira vez uma ópera, Carmen de Georges Bizet.

Década de 2000
No ano de 2001, Bibi estréia no Rio de Janeiro o espetáculo Bibi Vive Amália, no qual contava e cantava a vida da grande fadista portuguesa Amália Rodrigues. EM 2003 dirigiu Antonio Fagundes em Sete Minutos. Em 2004, lançou CD e DVD do show Bibi Canta Piaf, em que a artista interpretava a cantora francesa Edith Piaf. Em outubro de 2005, Bibi Ferreira estreou o show Bibi in Concert III - Pop, em São Paulo.

Em 2007 Bibi voltou ao teatro de prosa em Às favas com os escrúpulos, de autoria de Juca de Oliveira e dirigida por Jô Soares.

estrela dourada

Fonte: Wikipédia

“Elle” está de volta


Ironias da história -- ou as voltas que o mundo dá

Fonte: Lucia Hippolito

Fernando Collor apresentou na campanha presidencial de 1989 uma das mais sórdidas peças de propaganda negativa de que se tem notícia no marketing político: ficou tristemente conhecido como o "episódio Míriam Cordeiro". Foi peça importante, embora não determinante, para a derrota de Lula no segundo turno das eleições.

Na presidência, Collor e seu sócio PC Farias montaram um esquema delituoso (hoje se diria "uma sofisticada organização criminosa"), que culminou na CPI do PC Farias. Nessa CPI tiveram atuação destacada os então deputados José Dirceu e Aloísio Mercadante (ambos do PT), que contaram com a preciosa e utilíssima atuação de Waldomiro Diniz, então ex-funcionário da Caixa Econômica Federal e com fortes vínculos com o Sindicato dos Bancários do Distrito Federal.

Essa CPI constituiu peça fundamental para o impeachment de Fernando Collor pela Câmara dos Deputados e depois para o seu afastamento definitivo da presidência, em julgamento no Senado Federal.

Collor foi cassado por oito anos, mas não foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal. Não por ser inocente, como gosta de alegar o ex-presidente. Mas porque o STF não encontrou provas suficientes nos autos para condená-lo. A opinião geral, inclusive de alguns ministros do Supremo à época, foi de que o inquérito produzido pela Procuradoria-Geral da República era inepto. Em português claro: incompetente. O então procurador-geral Aristides Junqueira produziu uma peça bisonha, para dizer o mínimo.

O fato é que Fernando Collor cumpriu seu período de cassação, candidatou-se a senador e foi eleito pelo povo de Alagoas.

Ironias da História. Aristides Junqueira foi contratado pelo PT (e pago com dinheiro do mensalão) para zelar pela imagem do partido no inquérito sobre a morte do prefeito petista Celso Daniel, de Santo André. Foi justamente o pagamento ao escritório de Aristides Junqueira o fato de demonstrou que o dinheiro que passava pelas mãos de Marcos Valério era utilizado muito mais do que simplesmente para caixa 2. Pagou escritórios de advocacia, jatinhos, charutos cubanos, festas com garotas de programa, entre outros mimos.

Ironias de História 2. Fernando Collor elegeu-se presidente da Comissão de Infraestrutura do Senado com as bênçãos do Palácio do Planalto (e a aprovação do presidente Lula), atropelando a indicação do PT, a senadora Ideli Salvatti, fiel escudeira do Planalto.

Agora Fernando Collor controla os projetos do PAC que passarão pela Comissão de Infraestrutura do Senado. Tornou-se uma das peças mais importantes da base aliada do presidente Lula.

Capitania hereditária

Maranhão

Se estiver no Maranhão você pode escolher:

Para nascer, Maternidade Marly Sarney.

Para morar, escolha uma das vilas: Sarney, Sarney Filho, Kiola Sarney ou Roseana Sarney.

Para estudar, há as seguintes opções de escolas: Sarney Neto, Roseana Sarney, Fernando Sarney, Marly Sarney e José Sarney.

Para pesquisar, apanhe um táxi no Posto de Saúde Marly Sarney e vá até a Biblioteca José Sarney, que fica na maior universidade particular do Estado do Maranhão, que o povo jura que pertence a um tal de José Sarney. Para inteirar-se das notícias, leia o jornal O Estado do Maranhão, ou ligue a TV na TV Mirante, ou, se preferir ouvir rádio, sintonize as Rádios Mirante AM e FM, todas do tal José Sarney. Se estiver no interior do Estado ligue para uma das 35 emissoras de rádio ou 13 repetidoras da TV Mirante, todas do mesmo proprietário. Para saber sobre as contas públicas, vá ao Tribunal de Contas Roseana Murad Sarney (recém batizado com esse nome, coisa proibida pela Constituição, lei que no Estado do Maranhão não tem nenhum valor). Para entrar ou sair da cidade, atravesse a Ponte José Sarney, pegue a Avenida José Sarney, vá até a Rodoviária Kiola Sarney. Lá, se quiser, pegue um ônibus caindo aos pedaços, ande algumas horas pelas "maravilhosas" rodovias maranhenses e aporte no município José Sarney. Não gostou de nada disso? Então quer reclamar? Vá, então, ao Fórum José Sarney, procure a Sala de Imprensa Marly Sarney, informe-se e se dirija à Sala de Defensoria Pública Kiola Sarney...

UFA...

Os Sarney's

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