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Se "de tudo fica um pouco"...
"Deus me respeita quando eu trabalho. Mas me ama quando eu canto."
Fonte: E-mail
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Diogo Mainardi - Revista Veja
De volta ao escambo
"A compra da Brasil Telecom pela Oi está sendo
calculada em 8,5 bilhões de reais. Resta saber
de onde sairá o dinheiro. Eu chutaria que sairá
dos bancos estatais. Escambo é assim mesmo.
O homem branco dá um espelho, o cacique
tremembé entrega todos os bens da tribo"
A Oi está engolindo a Brasil Telecom. Chega ao fim aquela que Luiz Gushiken chamou grandiosamente de "a maior disputa societária da história do capitalismo brasileiro". O resultado mostra qual é o atual estágio do nosso capitalismo: com Lula, regredimos à economia do escambo.
Eu sei que metade dos leitores foi embora depois de ler "Oi". Eu sei que a outra metade foi embora depois de ler "Brasil Telecom". Na primeira linha do artigo, perdi todos os leitores. Sem contar os que se enforcaram depois de ler "Luiz Gushiken". Lamento muito. O assunto é aborrecido. A disputa pelo controle da telefonia nacional foi manchete dos jornais por dez anos seguidos. Um espionou o outro. Um se aliou ao outro. Um traiu o outro. No fim, chegou-se a um acordo nebuloso que satisfez todos os lados. Os processos judiciais que poderiam emperrar o negócio foram suspensos. Só sobraram os meus. Minhas colunas sobre o tema me renderam dezoito processos. O que eu dizia nelas? Em primeiro lugar, que o lulismo se intrometera na disputa pelo controle da telefonia nacional, tomando o partido de alguns de seus maiores financiadores. Em segundo lugar, que a Oi acabaria engolindo a Brasil Telecom, com o apoio de Lula.
Isso é o que conta: o apoio de Lula. A compra de uma operadora pela outra é ilegal. Para que ela possa ser realizada, Lula tem de mudar a lei que regulamenta a telefonia. O plano era mudá-la em 2005, mas tudo desandou quando se soube que a Oi dera uma bolada ao filho de Lula, para a compra de sua empresa de fundo de quintal. Agora ninguém mais se preocupa com isso. O Brasil piorou. O Brasil se abastardou. Lula faz o que bem entende. O caciquismo aplicado à economia resultou num retorno à prática do escambo.
Por enquanto, o negócio está confinado nas páginas de economia dos jornais. A imprensa pegou bode do assunto. Muitos jornalistas se emporcalharam trabalhando para um lado ou para o outro. Agora todos temem ser associados a uma das partes em disputa. Só para dar uma idéia de como isso funciona, um dos sócios da Oi, dois anos atrás, chegou a me acusar de beneficiar Daniel Dantas, embora eu sempre tenha responsabilizado o mesmo Daniel Dantas pelo pagamento dos mensaleiros. Mas o que realmente importa nessa história – bem mais do que seu aspecto comercial ou a sordidez de alguns jornalistas – é o papel desempenhado pelo lulismo. A compra da Brasil Telecom pela Oi está sendo calculada em 8,5 bilhões de reais. O mercado avaliou quanto deve sobrar para cada sócio: Citibank, 1,5 bilhão de reais; Daniel Dantas, 1 bilhão de reais; Previ, 1 bilhão de reais. Agora resta saber de onde sairá o dinheiro. Considerando o atual estágio do nosso capitalismo, eu chutaria que ele sairá dos bancos estatais. Escambo é assim mesmo. O homem branco dá um espelho, o cacique tremembé entrega alegremente todos os bens da tribo.
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Quando a vida pública vira privada Blog Reinaldo Azevedo Eu não quero sem saber de A ou B, na TV Pública, querem trabalhar muito ou pouco. Sei de mim. Sempre trabalhei muito. Por vocação, não por obrigação. Um ou outro chefes e/ou patrões que tive ao longo da vida talvez pudessem dizer a meu respeito: “Ah, o cara é chato”. Ou então: “Ele é meio prepotente”. Ou ainda: “Ih, mas o sujeito é um tanto abespinhado; irrita-se por nada”. Não sou santo. Mas jamais diriam: “Pô, o cara é vagabundo!”. Ah, isso não! Se mais-valia existisse, eu seria um campeão de produção. Essa questão, na verdade, só é mesmo possível em órgãos públicos, né? Nas empresas privadas, não se coloca. Claro, sempre há a fofoca, geralmente fruto de ressentimento e inveja, de fulano ou o beltrano que seriam protegidos do patrão ou do poderoso chefe da hora. Meu conselho: faça o seu trabalho e deixe a fofocaiada de lado. Adiante. Enfrentei isso no começo da minha atividade jornalística. Fui contratado pelo dono do jornal, que depois se tornou meu amigo — e é até hoje. Não cito nomes porque não gosto de envolver ninguém em minhas histórias. “Ah, virou chefe porque é amigo do dono”. Talvez imaginassem que um inimigo ficaria melhor na função. Também era objeto de uma acusação: “Não é jornalista (eu tenho o canudo), mas professor”. A melhor maneira de responder a isso: trabalhando. Mas notem bem: estou falando de empresa privada. Cada uma contrata quem quiser com o seu dinheiro. Com o nosso, na empresa pública, a coisa tem de ser diferente. Por que o preâmbulo? Luiz Lobo, que ancorava o Repórter Brasil, de que também era editor-chefe, foi demitido da TV Pública. Ele diz ser uma variante da perseguição política. Seu ex-chefes, todos subordinados mentais do PT, sugerem que era pouca disposição para o trabalho. Não houvesse essa estrovenga, paga com o nosso dinheiro, o caso nem existiria, não é mesmo? Adiante. A acusação busca tirar o foco da questão principal. E a questão é eta: o que faz na TV Pública Jaqueline Paiva, mulher de Nelson Breve (o sub de Franklin Martins), em uma posição de chefia. Isso, sim, é o fim da picada. Já escrevi: o petismo inovou. Da mulher de César, dizia-se não bastar ser honesta; era preciso que parecesse honesta também. Para os companheiros, "ser ou não ser" jamais será a questão. Eles nem mesmo se ocupam de parecer. Podem tudo. Vivem em pleno delírio de potência. Se a TV fosse de Franklin Martins, ele enfiaria lá quem ele bem entendesse. Mas não é. Eles são mesmo uma gente muito especial. Vejam este despacho, copiado do Diário Oficial da União: PORTARIAS DE 28 DE JUNHO DE 2007 A MINISTRA DE ESTADO CHEFE DA CASA CIVIL DA PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA, no uso de suas atribuições e tendo em vista o disposto no art. 1o do Decreto no 4.734, de 11 de junho de 2003, resolve Nº 690 - NOMEAR IVANISA MARIA TEITELROIT DE SOUZA MARTINS, para exercer o cargo de Assessor Especial da Subchefia de Articulação e Monitoramento da Casa Civil da Presidência da República, código DAS 102.5. Assinado: DILMA ROUSSEFF Viram só? A mulher de Nelson Breve trabalha na TV Pública, onde o manda-chuva é seu chefe, Franklin Martins, e a mulher de Franklin foi contratada pela ministra Dilma Rousseff para a Casa Civil. Diogo Mainardi fez um podcast a respeito no dia 28 de agosto de 2007. Para ouvir, clique aqui e procure a data). Essa gente toda, sem dúvida, segue o caminho daquele meu amigo. A diferença é que ele contratava quem bem entendesse com o seu dinheiro. E os companheiros de agora impõem a linha justa, mas com o NOSSO. Como se vê, transformam a vida pública em privada. . |
Os Estados Unidos lembraram neste domingo (6) o ator Charlton Heston, que imortalizou personagens heróicos em uma época na qual este país precisava deles e que se tornou um paradigma para a direita no final de sua vida.
Heston, que morreu na noite de sábado na Califórnia aos 84 anos, é a imagem eterna de personagens como Moisés, Michelangelo e El Cid em filmes que reafirmaram a vitória do bem sobre o mal.
Seus papéis eram mensagens de calma para os americanos nos anos 50 e 60, quando as pessoas construíam bunkers improvisados em seus porões para se prepararem para um possível ataque nuclear da então União Soviética.
O candidato republicano à Presidência, John McCain, lembrou neste domingo de Heston na faceta de herói em filmes como "Os dez mandamentos", "Ben Hur" e "Antônio e Cleópatra".
"Ao aceitar papéis épicos e de comando mostrou ser um dos atores mais talentosos dos EUA e seu legado será parte de nosso cinema para sempre", declarou McCain através de um comunicado.
A família de Heston afirmou que o ator, que morreu em sua casa ao lado de sua mulher, "se empenhou com paixão em todos os seus papéis".
"Ninguém poderia ter pedido uma vida mais completa do que a sua, nem ter dado mais à sua família, à sua profissão e a seu país", afirmou a família, que não divulgou a causa da morte.
Heston poderia ter tido uma aposentadoria discreta, mas, como seu contemporâneo Ronald Reagan - também ator -, se interessava pela política.
Ele foi diretor do Screen Actors Guild, o principal sindicato de atores e do Instituto Cinematográfico Americano. Além disso, apoiou o movimento em favor dos direitos civis para os negros nos anos 50.
Assim como Reagan, os anos fizeram com que Heston se envolvesse cada vez mais com a direita.
O ator foi presidente, entre 1998 e 2003, da Associação Nacional do Rifle (NRA, em inglês), o poderoso lobby que rejeita qualquer controle sobre a posse de armas nos EUA.
Heston chegou a dizer que seus oponentes teriam que tirar a espingarda de suas "mãos frias e mortas".
Uma de suas últimas aparições em um filme de sucesso - contra sua vontade - foi em "Tiros em Columbine", documentário no qual o diretor Michael Moore persegue Heston para pedir explicações pelas vidas perdidas no país pelo crime graças às posições da NRA.
Por outro lado, para os americanos de direita Heston era um ponto de referência. O ator fez campanha por candidatos republicanos e se opôs às cotas para a entrada em universidades e outros benefícios em favor dos negros e das minorias, medidas defendidas pelos democratas.
Por isso McCain, que quer mobilizar a base conservadora para as eleições de novembro, chamou Heston de "um líder na vida real".
"Trabalhou por este país e deu sua voz com orgulho em apoio a alguns de nossos direitos mais básicos", declarou o senador republicano.
Wayne LaPierre, diretor da NRA, afirmou em comunicado que, com a morte de Heston, "os EUA perderam um grande patriota".
"A Segunda Emenda perdeu um amigo fiel. Eu e quatro milhões de membros da NRA, assim como os 80 milhões de americanos que possuem armas e todos que se importam com a Constituição e com a liberdade, também perdemos", declarou LaPierre.
A Segunda Emenda da Constituição americana garante o direito dos cidadãos à posse de armas, algo que para Heston era fundamental.
.Fonte G 1