"Deus me respeita quando eu trabalho. Mas me ama quando eu canto."

quarta-feira, outubro 29, 2008

Um alerta aos pais!

Criando Um Monstro

Blog Mafalda Crescida


O que pode criar um monstro? O que leva um rapaz de 22 anos a estragar a própria vida e a vida de outras duas jovens por… Nada?

Será que é índole? Talvez, a mídia? A influência da televisão? A situação social da violência? Traumas? Raiva contida? Deficiência social ou mental? Permissividade da sociedade? O que faz alguém achar que pode comprar armas de fogo, entrar na casa de uma família, fazer reféns, assustar e desalojar vizinhos, ocupar a polícia por mais de 100 horas e atirar em duas pessoas inocentes?

O rapaz deu a resposta: “ela não quis falar comigo”. A garota disse não, não quero mais falar com você. E o garoto, dizendo que ama, não aceitou um não. Seu desejo era mais importante.

Não quero ser mais um desses psicólogos de araque que infestam os programas vespertinos de televisão, que explicam tudo de maneira muito simplista e falam descontextualizadamente sobre a vida dos outros sem serem chamados. Mas ontem, enquanto não conseguia dormir pensando nesse absurdo todo, pensei que o não da menina Eloá foi o único. Faltaram muitos outros nãos nessa história toda.

Faltou um pai e uma mãe dizerem que a filha de 12 anos NÃO podia namorar um rapaz de 19. Faltou uma outra mãe dizer que NÃO iria sucumbir ao medo e ir lá tirar o filho do tal apartamento a puxões de orelha. Faltou outros pais dizerem que NÃO iriam atender ao pedido de um policial maluco de deixar a filha voltar para o cativeiro de onde, com sorte, já tinha escapado com vida. Faltou a polícia dizer NÃO ao próprio planejamento errôneo de mandar a garota de volta pra lá. Faltou o governo dizer NÃO ao sensacionalismo da imprensa em torno do caso, que permitiu que o tal sequestrador conversasse e chorasse compulsivamente em todos os programas de TV que o procuraram. Simples assim. NÃO. Pelo jeito, a única que disse não nessa história foi punida com uma bala na cabeça.

O mundo está carente de nãos. Vejo que cada vez mais os pais e professores morrem de medo de dizer não às crianças. Mulheres ainda têm medo de dizer não aos maridos ( e alguns maridos, temem dizer não às esposas ). Pessoas têm medo de dizer não aos amigos. Noras que não conseguem dizer não às sogras, chefes que não dizem não aos subordinados, gente que não consegue dizer não aos próprios desejos. E assim são criados alguns monstros. Talvez alguns não cheguem a sequestrar pessoas. Mas têm pequenos surtos quando escutam um não, seja do guarda de trânsito, do chefe, do professor, da namorada, do gerente do banco. Essas pessoas acabam crendo que abusar é normal. E é legal.

Os pais dizem, “não posso traumatizar meu filho”. E não é raro eu ver alguns tomando tapas de bebês com 1 ou 2 anos. Outros gastam o que não têm em brinquedos todos os dias e festas de aniversário faraônicas para suas crias. Sem falar nos adolescentes. Hoje em dia, é difícil ouvir alguém dizer não, você não pode bater no seu amiguinho. Não, você não vai assistir a uma novela feita para adultos. Não, você não vai fumar maconha enquanto for contra a lei. Não, você não vai passar a madrugada na rua. Não, você não vai dirigir sem carteira de habilitação. Não, você não vai beber uma cervejinha enquanto não fizer 18 anos. Não, essas pessoas não são companhias pra você. Não, hoje você não vai ganhar brinquedo ou comer salgadinho e chocolate. Não, aqui não é lugar para você ficar. Não, você não vai faltar na escola sem estar doente. Não, essa conversa não é pra você se meter. Não, com isto você não vai brincar. Não, hoje você está de castigo e não vai brincar no parque.

Crianças e adolescentes que crescem sem ouvir bons, justos e firmes NÃOS crescem sem saber que o mundo não é só deles. E aí, no primeiro não que a vida dá ( e a vida dá muitos ) surtam. Usam drogas. Compram armas. Transam sem camisinha. Batem em professores. Furam o pneu do carro do chefe. Chutam mendigos e prostitutas na rua. E daí por diante.

Não estou defendendo a volta da educação rígida e sem diálogo, pelo contrário. Acredito piamente que crianças e adolescentes tratados com um amor real, sem culpa, tranquilo e livre, conseguem perfeitamente entender uma sanção do pai ou da mãe, um tapa, um castigo, um não. Intuem que o amor dos adultos pelas crianças não é só prazer - é também responsabilidade. E quem ouve uns nãos de vez em quando também aprende a dizê-los quando é preciso. Acaba aprendendo que é importante dizer não a algumas pessoas que tentam abusar de nós de diversas maneiras, com respeito e firmeza, mesmo que sejam pessoas que nos amem. O não protege, ensina e prepara.

Por mais que seja difícil, eu tento dizer não aos seres humanos que cruzam o meu caminho quando acredito que é hora - e tento respeitar também os nãos que recebo. Nem sempre consigo, mas tento. Acredito que é aí que está a verdadeira prova de amor. E é também aí que está a solução para a violência cada vez mais desmedida e absurda dos nossos dias.

segunda-feira, outubro 27, 2008

Gabeira, um vitorioso!


"A vitória de Gabeira"

Lula Vieira/exclusivo



O publicitário Lula Vieira, o Washington Olivetto dos cariocas, é meu amigo. Aos 61 anos, paulista da Lapa, fez sua carreira de muito sucesso no Rio. Já a meio caminho do primeiro turno, entrou de cabeça na campanha de Fernando Gabeira.

Pedi a ele no começo da semana que me contasse como foi por dentro esta campanha absolutamente fora dos padrões da política brasileira _ os bastidores, as dificuldades, as discussões internas, a luta para chegar ao segundo turno, a onda que se formou nas últimas semanas indicando que era possível ganhar.

Hoje, bem no dia da eleição, ele arrumou um tempinho para me escrever. Tentou o dia todo falar comigo, mas meu celular não estava funcionando. Só agora, quase 11 da noite, recebo este belo depoimento de Lula Vieira, que repasso aos leitores do Balaio. Nele ficamos sabendo como Gabeira perdeu, mas ganhou as eleições no Rio:

"Escrevo ao meio dia de domingo, antes de encerrar a votação aqui no Rio de Janeiro, com as pesquisas de intenção de voto indicando empate técnico entre os dois candidatos a prefeito, Fernando Gabeira e Eduardo Paes.

Trabalhei para Gabeira desde quando ele tinha 4% das intenções de voto e era um candidato tão pequeno que nem mereceu ser entrevistado pelo RJTV, que restringia o supremo prestígio de ser ouvido pelos repórteres àqueles que tivessem algo acima de 5% das intenções de voto.

Invariavelmente Gabeira aparecia na condição de "outros" quando os jornais e as emissoras de televisão falavam dos candidatos. O que mais ouvi neste mês de agosto foi que sem dúvida Gabeira era o melhor nome para a Prefeitura, mas que infelizmente não teria a menor chance.

Os eleitores mais conscientes tratavam de escolher "o menos pior" entre os que poderiam ganhar, Jandira Fegali, Bispo Crivella e Eduardo Paes. Essa difícil e desanimadora escolha ficava entre Jandira e Paes, pois "Crivella nunca", pelo menos na ótica - como eu já disse - dos mais conscientes. Ou dos mais bem informados, sei lá.

Uma revista semanal, acredito que a IstoÉ ou Época (Veja tenho certeza que não foi) chegou a apelidar Gabeira de "Candidato Carrossel" por girar, girar, girar e não sair do lugar. Fui procurado pela mulher de Gabeira, Neila Figueiredo, e selamos o trabalho em conjunto no dia do velório de dona Ruth Cardoso, no aeroporto Santos Dumont, que permanecera fechado durante toda manhã.

Teria total liberdade, desde que não resolvesse criar um Gabeira de mentira. A restrição a qualquer tipo de maquilagem ia até mesmo à própria maquilagem. "As rugas são as marcas do tempo no rosto dele, devem ficar". Não seria necessária a advertência. Mas fiquei contente por ouvi-la.

Acho que os marqueteiros são responsáveis pelo esvaziamento do conteúdo verdadeiro dos candidatos, embora não tenham culpa na falta de caráter e na compulsão pela mentira. Essas características o sujeito já traz de casa, ou de berço, como queiram.

Dias depois, na minha casa, traçamos o rumo da campanha: não atacar o adversário, ser absolutamente transparente, não sujar a cidade. A transparência deveria ir até mesmo no caixa da campanha: nada de Caixa 2, não receber dinheiro de companhia de ônibus nem de cooperativa de taxi, pagar e receber tudo "por dentro" e colocar todas as movimentaçõs imediatamente na Internet.

Se você for até o site da campanha vai achar lá o ítem "Ebulição". É a nossa empresa. Todos os pagamentos que recebemos (e pagamos os impostos) estão lá. Para os padrões brasileiros, o dinheiro da campanha era quase pobre.

Como vantagem tínhamos a melhor equipe que a ideologia pode comprar: Moacir Góis na direção do programa de televisão, João Paulo na edição, Moacir Padilha dirigindo o rádio, Carlinhos Chagas na redação, e por aí afora.

Gente que se dispôs a trabalhar por menos da metade do que poderia cobrar, mas que se sentia recompensada pela oportunidade de se engajar na campanha de um candidato digno, limpo, idealista, agradável.Coisa raríssima nestes dias que correm.

Uma noite, logo nos primeiros dias, o Campanelli da MCR apareceu com um jingle de estarrecedora simplicidade, mas com potencial de se tranformar num mantra: "O Rio é de Gabeira...Gabeira...Gabeira" num ritmo classificado de "marchável", meio hip hop, um chiclete de ouvido irresistível.

Fizemos um santinho, uma equipe se encarregou do site, nos concentramos nos programas de TVe rádio e entregamos a Deus, que com certeza deve ter pensado "Crivella nunca". Tanto é verdade que Crivella, que vinha liderando as pesquisas, se envolveu com o escândalo de uma obra que se chamava "cimento social" e serviu como pá de cal para suas pretenções, com perdão pelo trocadilho.

Teve até a participação de um militar alucinado que entregou uns garotos para serem chacinados por uma gangue do tráfego. Tudo respingou no Bispo e no seu discurso messiânico de ungido pelo céu e por Lula. Só no discurso dele, pois ambos não quiseram se comprometer.

Tivemos a imensa vantagem de termos bom tempo na TV e no rádio, cerca de cinco minutos, e de não sermos ameaça para ninguém. Por isso pudemos apresentar Gabeira com toda calma, como alguém capaz de ter uma visão mais aberta, mais moderna, mais cosmopolita para os imensos problemas da cidade.

Eduardo Paes veio como o grande síndico que se preparou durante dezessete anos para ser prefeito. Dizia conhecer cada pedra, cada buraco da cidade. Prometeu instalar 40 UPA's (Unidades de Pronto Atendimento), uma espécie de Centro de Saúde feito rapidamente e outras coisinhas que transformariam o Rio de Janeiro numa Finlândia em apenas 4 anos.

Jandira, por ser médica, centrou seus esforços na saúde e Crivella era o amigo dos pobres. Jandira parecia ter acabado de acordar no meio de um plantão: nervosa, desgrenhada, vestido aparentemente amassado.

Entre os nanicos, o candidato do PT resolveu transgredir a mais sagrada das normas da televisão e passou o tempo todo falando de lado, para um ponto à esquerda do espectador. Bonitinho, bonzinho, arrumadinho, era o bom filho, o bom colega e o bom professor.

Todos sabem que realmente é um homem direito, mas ficou bonzinho demais, arrumadinho demais. Falou bastante, mas todo mundo se perguntava porque ele olhava para o lado. Chico Alencar é o Chico Alencar, veio de Chico Alencar e falou como Chico Alencar. Levou os votos de Chico Alencar. Meia dúzia.

Os demais se confundiam com os candidatos a vereador. Um deles tinha um belo slogan: "quem pica cartão não vota em patrão". Em conjunto eles iam implantar o socialismo, destruir a Rede Globo e conduzir os povos à libertação, à verdadeira democracia e à divisão justa de renda.

Chega o dia da eleição e, para estupor geral, Gabeira - o candidato Carrossel, o sem chance, o nanico do bem, tira um magnífico segundo lugar e vai para o segundo turno, juntamente com Eduardo Paes, candidato do governador e do presidente. O

O espanto maior, no entanto, foi dos institutos de pesquisas que até o dia anterior davam como certa presença de Crivella como adversário de Paes. Neste mesmo dia, Gabeira virou maconheiro, viado, defensor do aborto e da prostituição, nefelibata e tudo mais que é possível se falar contra um político brasileiro.

Só não poderia ser demagogo, mentiroso e ladrão porque no caso do Gabeira é impossível se falar isso dele. Nas primeiras semanas todos os derrotados se aliaram ao Paes, que passou a ser candidato da máquina estadual, nacional e universal (do Reino de Deus).

Lula falou de Paes, Cabral falou de Paes, Crivella falou de Paes, Jandira falou de Paes. Até Molon do PT e Vladimir Palmeira se aliaram a Eduardo Paes. O solitário apoio a Gabeira veio de César Maia, o único prefeito do mundo que surtou e virou blogueiro em pleno mandato.

Quer dizer, vieram dar apoio, além de Cézar Maia, Caetano Veloso, Fernanda Torres, Adriana Calcanhoto, Alceu Valença, Debora Colker, Oscar Niemayer, Gustavo Lins, Alcione, Wagner Moura, Martinália, Pedro Luiz, Marina Lima, João Bosco, Paula Toller, Frejat, Nelson Mota, Armínio Fraga, Aécio Neves e mais oito mil voluntários.

Logo no comecinho me lembro de uma passagem de Gabeira. Um político, dos mais conceituados, propôs a Gabeira começar a mostrar os podres da turma de Paes, um amplo arco de alianças que iam do famoso Piciani a Jorge Babul, passando por uma varidíssima fauna de pessoas sobre as quais não resta a menor dúvida.

Gabeira respondeu: "eu prometi não atacar adversários". O interlocutor não deixou por menos: "então você vai perder". Gabeira respondeu firme: "então eu vou perder". Noutra ocasião, um empresário, que já foi meu cliente, liga oferecendo dinheiro para a campanha. Gabeira instrui o financeiro: "você já sabe, quando empatar com as despesas, pare de receber qualquer dinheiro".

Nunca antes na história deste país um político se dispôs a receber somente o dinheiro necessário para a campanha. Fizeram de tudo, de tudo mesmo, até a suprema burrice: mandar imprimir na Gráfica da Ediouro, de quem sou Diretor de Marketing, um folheto contra Gabeira.

Ninguém acreditou nem vai acreditar, mas tal como Lula, eu não soube de nada, a não ser quando o TRE confiscou o material, que por sinal estava dentro da Lei, com nota fiscal e tudo. Paes ficou repetindo o bordão: "Gabeira é apoiado pelo César Maia, Gabeira é apoiado pelo César Maia, Gabeira é apoiado pelo César Maia".

O engraçado é que todo o currículo de grandes realizações de Paes foi como subprefeito, e secretário... de César Maia. Que raça! No telefone, Gabeira fala de uma vereadora: "ela é analfabeta política...está fazendo política suburbana". Os jornalistas ouvem e dão a notícia.

Mais um bordão: "Gabeira é preconceituoso, Gabeira é preconceituoso, Gabeira é preconceituoso". Milhares de faixas são impressas: "sou suburbano com muito orgulho". Uma feijoada é oferecida aos suburbanos ofendidos e Noca da Portela e outros menos votados dão apoio a Paes, o amigão do subúrbio.

Cria-se uma situação irreal. Gabeira, menino pobre, que vendia banana e ovo para ajudar o pai, professor voluntário na Zona Norte, vira o "candidato dos ricos", enquanto Paes, menino da Zona Sul, estudante de colégios caros e da PUC, quer se consagrar como "o candidato dos pobres".

Paes, 38 anos, cara de garotão é o velho matreiro, conhecedor dos meandros da política, o experiente. Gabeira, 68 anos é o jovem, impetuoso, novidadeiro, contemporâneo. E começam os debates. Até o último, da TV Globo na sexta-feira anterior ao domingo da votação, foram 7 deles.

Gabeira venceu sempre, na opinião dos internautas. Alguns momentos foram muito bons. Por exemplo, quando Paes afirmou que se preparava a vida inteira para ser prefeito do Rio, Gabeira respondeu: "pois eu me prepararei a vida inteira para... a vida inteira".

Ou, então, quando Paes disse que seria necessário saber que "uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa", recebeu como resposta: "a esta altura da vida eu já sei".

Vladimir Palmeira pode nesta eleição ter batido o recorde mundial de ingratidão. Gabeira sequestrou o embaixador americano para que Vladimir, entre outros presos políticos, pudesse ser libertado. E Palmeira decidiu apoiar Eduardo Paes.

Por falar em embaixador sequestrado, a filha do próprio fez absoluta questão de declarar seu apoio a Gabeira. E contou que o pai dela tinha boas recordações dele. Na imprensa escrita, inaugurou-se um novo tipo de colunismo: o de crítica a horário eleitoral gratuito. Como se fosse novela.

O Globo e o Jornal do Brasil tiveram seus colunistas que diariamente comentavam sobre roupa, postura, edição. O colunista do JB, se sentindo obrigado a fazer uma gracinha por dia, algumas vezes se perdeu na busca do humor.

A certa altura, como o programa de Gabeira fazia enorme sucesso com seus clipes de cantores, Paes colocou no seu programa a entrevista de uma jovem na rua que afirmou: "eu quero ver propostas, não musiquinhas bonitas". Nem na Noruega se vê tanta participação cidadã.

Uma jovem exigir dos candidatos a apresentarem suas propostas de governo é tão natural quanto as donas de casa que afirmavam que Paes no seu tempo de sub prefeito entrou na lama até a cintura para ajudar as pessoas assoladas por uma enchente.

Uma enorme demonstração de incompetência de seus auxiliares foi não encontrar uma única foto registrando o heróico feito. Hoje o eleitor decide quem é o prefeito do Rio de Janeiro. O resultado sairá dentro de algumas horas. Seja qual for o vencedor, Gabeira sai muito maior do que entrou.

É um político que pode se orgulhar do respeito de todos, inclusive de seus adversários, que jamais colocaram em dúvida sua honradez e honestidade. Outra vitória de sua candidatura foi a de trazer para milhões de pessoas a informação de que é possível se fazer politica com seriedade.

Trouxe também a participação dos jovens, entre os quais, as pesquisas eram unânimes em apontá-lo como o candidato preferido. Nesta eleição não se ouviu o tradicional discurso do "político é tudo igual", principalmente por parte deles.

Gabeira demonstrou que os políticos, como as pessoas, são diferentes. Sua campanha termina com a marca da elegância, do bom humor e do amor pelo Rio de Janeiro. O Rio foi votar sorrindo. Essa é a grande, a enorme vitória de Fernando Gabeira".


domingo, outubro 26, 2008

Profecia concretizada

ELEIÇÕES MUNICIPAIS – SÃO PAULO

MARTA NUNCA MAIS GANHOU UMA ELEIÇÃO, NEM VAI

Profecia do blog "the passira news" - aqui transcrita

Desde que abandonou o seu marido Eduardo Suplicy, depois de lhe por um “chapéu de touro”, Marta nunca mais ganhou uma eleição. Pode ser coincidência, mas pode ser também que o povo não suporte traição.

Foto: Arquivo

PUNHALHADA NAS COSTAS - Na foto vê-se a cara de pânico de Mercadante, percebendo que o fotografo registra a cena: as costas de Suplicy, Marta e Favre combinam cinicamente o que irão fazer depois da reunião, em plena campanha eleitoral para prefeitura paulista 2000

Antes de casar com Suplicy, a Marta, candidata a prefeito de São Paulo, chamava-se Marta Teresa Smith de Vasconcelos. Na sua autobiografia na enciclopédia Wilkipedia, a enciclopédia livre da internet, onde se pode escrever o que quiser, diz que o seu pai é membro de uma família aristocrata paulista, filho de Barões e neto de Condes.

Mas estranhamente agarrou-se ao nome do ex-marido, Eduardo Matarazzo Suplicy, esse sim de comprovada tradicional família paulista, justo ela que vivia pregando a independência e liberdade das mulheres, em relação aos maridos.

Mais que o nome, Marta precisa do prestígio do ex-marido, para tentar alguma coisa em política. Foi na sombra dele que ela conseguiu votos para se eleger prefeita de São Paulo.


O seu perfil de traidora ultrapassa a esfera doméstica e pessoal, ninguém pode se esquecer, que durante toda a eleição de Prefeito de São Paulo, em 2000, Marta pousava como esposa dedicada de Eduardo Suplicy, que fez toda a campanha ao seu lado. Não raro o casal fazia carinhos e dava cinematográficos beijos em público.

O grupo mais próximo da candidata vivia em pânico temendo que a imprensa e o povo descobrissem que aquele anônimo sujeito “francês” que circulava pelos comitês, bem próximo a candidata, como assessor de Duda Mendonça, freqüentava também o leito de Dona Marta.

Não se trata de imiscuísse na vida pessoal da candidata. Estamos falando da sua vida pública. Marta apresentou-se com esposa de Eduardo Suplicy, que iria ser prefeita de São Paulo. Só Eduardo e o povo não sabiam que havia o amante argentino, falsificado em Frances, cuja alcunha, ou nome de guerra, soube-se depois, ser Luiz Fréve.

A mulher que o povo elegeu, esposa de um importante e prestigiado senador de São Paulo, nem chegou a tomar posse nessa condição. Logo que eleita retirou uma das suas máscaras e apresentou o seu novo futuro marido, como se estivesse trocando de penteado, ou acrescentando botox às rugas de expressão.

E foi na condição de mulher pública, que Marta, embevecida com o novo romance, passou três anos de sua administração municipal dentro de um Boeing, ora de licença, ora em viagens oficiais "arranjadas", numa interminável lua-de-mel, a apreciar a primavera em Nova Iorque, os cafés de Paris ou a abertura da temporada de Ópera em Milão, enquanto São Paulo padecia toda sorte de ingerências.

Marta não suportava ser Prefeita de São Paulo, que aos seus olhos era uma cidade sem charme, que atrapalhava o seu romance, uma cidade violenta, que fica inundada as primeiras chuvas, cujo transporte público é um caos e que tem uma periferia repleta de gente mal vestida e nordestina.

No último ano de mandato Marta engendrou umas obras apressadas visando à reeleição, seu túnel inundado, sua taxa de lixo, seus processos por ausência de licitação evidenciaram-se bem mais que essas demagógicas tentativas de maquiar sua irresponsável gestão. Não conseguiu e nem conseguirá jamais ludibriar novamente o povo de São Paulo, como conseguiu enganar o ingênuo e bem intencionado senador Suplicy.

sábado, outubro 25, 2008

Encomenda que chega!

Por e Para Você

Por mais questionamentos que tenhamos quanto a vida, ela se permite instalar e avançar sobre todos os "nossos" questionamentos, tenha eira, beira ou apenas um quinhão de necessidade.

Vida, irrefutável Vida!

Bem vindo ao mundo terreno Luca!

Frase do Dia

'Devido às quebras de bancos,
queda nas bolsas, cortes no
orçamento, à crise nos combustíveis e
pelo racionamento mundial de energia,
informamos que a famosa


'luz no final do túnel'


está temporariamente desligada'


Entre tantos sobressatos e malignidade

Há o que se comemorar!!!


.

Torcendo por Gabeira,

com a revista "the passira news"

Eleições Rio de Janeiro 001
GABEIRA, CORAÇÃO DO MEU BRASIL

O candidato de todas as tribos

Foto: Marcus Vera/Flickr

Cidade Maravilhosa. coração do meu Brasil

Quando a gente vê as excelentes fotos de Marcus Vera, se não estamos enganado, no Flickr da Campanha de Gabeira, se tem a nítida impressão de se estar vivendo um momento histórico do país, via Rio de Janeiro.

Um candidato fazendo campanha sem assessoria, como tão bem ressaltou Ricardo Noblat no seu Blog, sem fazer caras e bocas, apoiado de verdade pelo povo nas ruas, em flagrantes de surpresa e amor e esperança.

Não dá para imaginar o Gabeira de hoje, cidadão do Rio e do mundo, seqüestrando um embaixador americano para soltar José Dirceu. Naquele tempo ele fumava temos certeza.

Dora Kramer na sua coluna ressalta que o candidato que se antepõe a Gabeira, o dúbio Eduardo Paes, “abriu mão de qualquer delicadeza de caráter e assim conseguiu sustentar um empate, com ligeira vantagem, na base da manipulação de preconceitos, subserviência política e até uma mal ajambrada luta de classes.”

O Brasil todo é carioca, e se nos fosse permitido, votaríamos em massa em Gabeira, por ser um candidato de cara lavada e peito aberto.

Esse empate de Gabeira é pura invenção de institutos de pesquisa, a quem o candidato desdenha desde que tinha 2%.

Vamos torcer para que os cariocas acertem e deem uma lição para o resto do país.

Transcrito e transposto de: "the passira news"

E então, D. Marta ?

Solteira, sem filhos. E daí?

Uma carta de Marli Gonçalves

Dona Marta e sua gente, que me perdoem todos, mas diretamente desejo de coração que vocês todos sejam jogados na lata do lixo da história. E que suas cabecinhas falsas, perversas, atrasadas e ignorantes fiquem bem longe de nossa cidade. Vocês, Dona Marta e sua gente, estão querendo governar São Paulo? Deus nos livre de vocês, com esse pensamentinho barato, esse jeitinho comunista de ser que não resiste a um vento, essas balelas religiosas, esses estelionatos que estão praticando em todo o país.

Dona Marta e sua gente, vocês não mexeram só com os gays, ou os seus simpatizantes, o que já seria mais do que suficiente para afundá-los na lama. Vocês mexeram com os solteiros, sem filhos. Mexeram comigo. E com milhões de outras pessoas que são, sim, SOLTEIROS. E que não têm filhos, não! Vocês chamaram para a guerra - e como seus fidagais inimigos - os solteiros, sem filhos. Somos muitos, Dona Marta, e somos poderosos! Porque vivemos para nós. Podemos ser gays. Podemos não ser. Podemos ter cachorro, gato, papagaio, beijá-los na boca, dormir com eles na cama. Podemos transar. Podemos nos manter sem transar. Podemos transar com um, com dois, com três. Podemos nos apaixonar. Sabia? Podemos até casar! E ter filhos... Ou adotar, ou cuidar dos filhos dos outros...

Olha, só, Dona Marta, podemos ter amantes! Não é muito mais divertido?

Está com inveja? Saiba, Dona Marta e sua gente, que há muitos de nós! Sabe que somos muito bem requisitados e valorizados no trabalho? Que nossas casas são mais bonitas? Que gastamos melhor nosso dinheiro? Que somos mais responsáveis, carinhosos e ligados aos nossos amigos e familiares? Por um acaso, Dona Marta, sabe que somos a cara da cidade que a senhora ousa se recandidatar a governar?

Que papelão, que nojo. Quem são vocês, Dona Marta e sua gente, para ousar questionar essa opção? Vocês têm alguma idéia de como é, para nós, importante, poder responder orgulhosamente: Solteiros, sem filhos. Imaginam o que eu, mulher, solteira (embora com muitos casamentos sem papel) já passei, encontrando nesses meus 50 anos de vida, gentinha como vocês? Gentinha que considera, no fundo de suas pequenas almas, que somos gente de "segunda categoria", ou que - nossa! - por não sermos casados, somos "gays"? Cansei e canso de ouvir insinuações, em geral veladas. "Humm... Ela deve ser sapatão!"

Sou não, Dona Marta. Mas nem eu nem o prefeito Kassab, nem nenhum de nós, lhe deve satisfações sobre para quem damos, se comemos ou somos comidos, se fazemos sexo com homens, mulheres, ou ambos.

Não, Dona Marta e sua gente: somos livres! Eu, por exemplo, não tenho que agüentar um marido argentino rabo de saia ou um senador idiota ilustre por anos para dizer que tenho alguém. Eu não tenho que sorrir em festas infantis, muito menos ver meus lindos filhinhos virando pseudopunks ou sambistas chatos e sem noção. Mais: eu não tenho que a qualquer preço vender a minha biografia ou tentar mudar minha cara e minha personalidade. Dona Marta, a quem a senhora pretende enganar tentando parecer a Luiza Erundina? Ficou igual à Vovó Donalda, Dona Marta, olhe bem no espelho. Porque a Luiza Erundina, Dona Marta, que deveria estar muito envergonhada de estar do seu lado, nunca teve problemas em dizer que era solteira, sem filhos. Governou a cidade, foi muito querida, e só se atrapalhou mesmo quando essa sua corja petista começou a meter a mão na cumbuca.

Como vocês ousam fazer essa pergunta ao prefeito Kassab? Sim, eu respondo por ele: é solteiro, sem filhos; ouvi dizer que tem um gato de estimação. Mas Kassab tem uma família; todos com uma história construtiva, muitos engenheiros, gente do bem, Dona Marta! Irmãos, que o querem muito bem, com certeza. Cuida do pai, cuidou da mãe, vive feliz, seus olhos brilham e ele gosta de trabalhar pela cidade. A senhora pode dizer que tem uma família? Cadê? Mostra aquela foto da sua família! Aparece com o Luis Favre! Apresente-o para a gente! Não me faça rir. Mas, por favor, chega, não me faça querer xingá-la, como é o pensamento que tenho agora. Me deixe simplesmente esquecê-la, ou lembrar apenas de seus melhores momentos. Olha que já está ficando difícil lembrar dessa parte de sua biografia.

Vamos falar sério, Dona Marta e sua gente: podemos começar com Celso Daniel. Que tal? Não, não quero saber de nada de crime de Santo André. Quero saber como é que vocês conseguem dormir depois de, por causa do preconceito, há exatos 6 anos fazer de tudo para que a verdade mais clara do mundo a respeito de Celso Daniel (e verdade com a qual ele lidou numa boa) não aflorasse? Petista não pode ser veado, né? Pode, sim!

A senhora e sua gente acha mesmo que levantou alguma suspeita sobre o prefeito Kassab? *Ora, seu filhinho Suplinha pula dali, pula daqui... e não é que ele é solteiro, sem filhos? Será gay? Será por isso que ele usa aquelas tachas na roupa, pinta o cabelo, faz cara de mau? *Lá pelos lados do Palácio do Planalto tem outras pessoas assim, hein? Solteiras, sem filhos! Quer que eu lembre de algumas ou não precisa?

Dona Marta, que vergonha, que papelão! A gente não lutou tanto tempo, não morreu brigando, foi torturado, batalhou tanto para a senhora e sua gente vir agora mexer com uma coisa tão importante como é a liberdade individual. Dispensamos e desprezamos gente como você, e como o Eduardo Paes, esse simplesmente um moleque safado, que deveria ir, logo, para o PT.

Marli Gonçalves, jornalista, 50 anos, solteira, sem filhos. E não é gay!

Recebido por e-mail

*Grifos meus

sexta-feira, outubro 24, 2008

Insuperável Vulgaridade

GRAMÁTICA POLÍTICA OU "TÁTICA TERRORISTA"

Blog Reinaldo Azevedo

O texto abaixo está na Folha desta sexta. Leiam. Volto em seguida num longo texto, em que falo até do tempo verbal da sedução — sim, leitor, daquilo...
*
A campanha de Marta Suplicy (PT)
discute
desde a noite de anteontem a possibilidade de usar duas "armas" contra o adversário e líder nas pesquisas, Gilberto Kassab (DEM), nesta reta final da disputa.
Hoje vão ao ar os últimos programas eleitorais e, às 22h, a TV Globo realiza o debate final entre os candidatos.
A primeira "arma" em posse dos petistas seria um vídeo entregue por Nicéa Camargo, ex-mulher de Celso Pitta, prefeito de São Paulo entre 1997 e 2000. O vídeo mostraria Kassab, então secretário de Planejamento, em encontro no apartamento do prefeito em 1997, quando, acusado de fraude, Pitta corria risco de impeachment.
Procurada pela Folha, Nicéa não quis falar sobre o assunto.
Outra "arma" nas mãos do comitê de Marta seria uma denúncia do ex-vereador Salim Curiati Júnior, aliado de Paulo Maluf (PP), segundo a qual Kassab, quando era secretário, autorizou um shopping center a realizar obras além do que era permitido na lei sem que as contrapartidas fossem cumpridas pelos empreendedores.
Curiati disse que foi procurado por um conhecido solicitando que ele gravasse depoimento de apoio a Marta. Ele disse que não deu resposta e negou ter feito contato posterior com a campanha petista.
O comando de campanha de Kassab não quis comentar.
As duas peças teriam chegado ao PT nos últimos dias. Em reunião na noite de anteontem, foi discutida a possibilidade de serem expostas no programa de TV ou abordadas no debate. Não houve consenso na cúpula da campanha, embora a maioria dos petistas ouvidos pela Folha tenha afirmado que opinaram contra o uso.
"Isso foi discutido, mas nem quisemos tomar conhecimento. Marta está preparada, vai manter a tranqüilidade, sem adjetivação contra o adversário. O que ela vai tentar mostrar no debate é que, se eleger Kassab, São Paulo estará embarcando em enganação semelhante à de Celso Pitta ou a de Fernando Collor [eleito presidente da República em 1989]", disse o chefe-de-gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Gilberto Carvalho.
A campanha da petista se encerrará com carreatas nas zonas sul e leste, amanhã. Assinante lê mais aqui

Comento
Vocês viram que tingi de vermelho alguns verbos e de azul alguns outros, não? O texto acima merece ser debatido nos cursos de jornalismo. Nós vamos lê-lo juntos. Os verbos em vermelho estão no que se chama, em português, futuro do pretérito. É o tempo do modo indicativo com que se expressa a incerteza, a irrealidade, a hipótese. Nos períodos compostos, vem acompanhado do pretérito do subjuntivo (em preto): “Se Marta tivesse mais votos do que Kassab, ganharia a eleição”. Entenderam, né? “Se Lula transferisse voto, o PT não perderia em Porto Alegre, em São Paulo e na Bahia”. Esse é o uso, vamos dizer, corriqueiro do futuro do pretérito.

Mas vocês sabem que os tempos e modos verbais não são assim tão rígidos. A depender do contexto, o falante pode expressar uma noção de futuro. A linguagem da sedução é cheia de pretéritos do subjuntivo e futuros do pretérito, embora o sedutor esteja mesmo é pensando no futuro do indicativo: “Olhe, se você aceitasse o meu convite pra jantar, nós poderíamos, depois, dar uma esticada...” — se ele usasse o advérbio certo para o futuro que tem em mente, diria “na cama”. Mas disfarça: “num bar que toca um jazz sensacional”. Ainda no terreno da sedução, usa-se, às vezes, o pretérito imperfeito para sugerir delicadeza e disfarçar a ansiedade: “Ah, depois do jantar, a gente podia...” Esse “podia” aí está errado, claro. Mas é menos invasivo nas preliminares...

Ah, a gramática da sedução, não é leitor? Não fosse Lula, bem que a gente podia tratar de assuntos bem mais saborosos... Viram? O correto, acima, é “poderia”, mas tiraria uma certa manha da expressão, né? Adiante, Reinaldão! Fale dessa gente chata, aborrecida e bruta.

Vamos ao futuro do pretérito do texto da Folha. Sim, os petistas passaram aos jornalistas a informação de que dispõem das duas coisas: o depoimento de Nicéia Pitta e o de Salim Curiati Júnior. Mas precisa parecer que eles não falaram com ninguém. Daí o tom da dúvida, a esfera quase onírica da coisa toda. Estivesse o verbo no presente ou no pretérito perfeito do indicativo — “têm a fita”, “gravaram a fita” —, então ficaria claro que eles fizeram o que fizeram. Mas a informação foi passada ao jornalista em off. Isso tem de ser noticiado? É uma boa questão. Observem que, sem a fonte da informação, o jornal acaba sendo usado como veículo para o PT fazer terrorismo contra os adversários. Uma questão para o ombudsman debater.

Em reportagem política, o futuro do pretérito, aí na forma composta, é muito usado por certos jornalistas que se comportam como porta-vozes informais de poderosos — vocês conhecem o tipo; essa gente que partilha o círculo íntimo (ui, ui, ui) do poder. Ah, quantas vezes vocês leram o repórter solerte escrever coisas como: “O presidente Lula estaria preocupado com isso e com aquilo, teria confidenciado tal coisa a interlocutores”. Tudo mentira, viu, leitor? Sempre que um político “confidenciar algo a um interlocutor”, de que o jornalista ficou sabendo, foi o próprio político quem passou a informação — ainda que usando um intermediário. É só uma questão de lógica, não é? Fiquemos com Lula: se ele faz uma confidência a alguém, e se essa confidência chega ao repórter, ele logo saberia que o outro deu com a língua nos dentes, não é mesmo? Não se deixe enganar por repórteres do Paço! Ih, já me desviei um pouquinho. Volto ao texto da Folha.

Agora vamos pensar os verbos em azul. Eles estão no modo indicativo — aquele mais afeito às certezas — , ora no presente, ora no passado. Observem: a campanha de Marta “discute” (não há duvida nenhuma a respeito) se leva ao ar ou não as tais denúncias. Como alguém pode discutir o que, a se dar crédito ao futuro do pretérito, não é certo que exista? Então existe: então o PT realmente optou por ter a sua Miriam Cordeiro, é isso? Se não tem, ao menos mente aos jornalistas que tem.

Agora prestem atenção ao ex-seminarista Gilberto Carvalho — desse, ao menos, a Igreja se livrou. “Isso foi discutido”. O que foi discutido? Aquilo que os jornalistas noticiam como hipótese, sempre no futuro do pretérito?

Tática
Cada um conduza as coisas como quiser, mas, da forma como está alinhavado o texto, a Folha — sem querer, é claro — acaba servindo passivamente à tática terrorista do petismo. Nem precisa de leitura política ou ideológica para se chegar a tanto: basta a gramatical. “Então quer dizer que não se pode tocar nesse assunto?" Claro que sim. E de várias maneiras:
a – jornalistas apuram que as peças existem, embora o PT negue;
b – PT diz que as peças existem, mas o jornalismo apura que e falso;
c – mesmo sem uma confirmação em on, o jornalismo apura que as peças existem.

O que não dá é para ficar nesse “existe-não existe”, revelado por essa estranha miscelânea de tempos verbais. A cada debate, o PT tenta lançar uma tática de desestabilização do adversário. O texto acima, convenham — sem querer, claro — virou peça do jogo.

PS: Como pode o braço direito do presidente da República, que exerce função similar à de um ministro de estado, referir-se a um prefeito de um partido da oposição, franco favorito a ter seu nome referendado nas urnas, do modo como faz Gilberto Carvalho? Repetirei aqui o que disse anteontem aos que foram à Livraria Saraiva, em Campinas, no lançamento de O País dos Petralhas na cidade: não fossem todos os óbvios defeitos do petismo no que concerne à democracia, eles têm uma característica que talvez supere todas as outras: A INSUPERÁVEL VULGARDADE.

Mesmo quando o diabo veste Prada.

Hoje é sexta-feira!

quarta-feira, outubro 22, 2008

Marta "Favre"

Martha "Favre", de apologista do sexo a suplicante de igrejas


Do Observatório de Inteligência
Por Orion Alencastro

No tempo da guerra fria, uma inusitada psicóloga educada pelas freiras do Sion ganhou espaço na mídia brasileira ao se apresentar em programa de TV como sexóloga. Tinha como objetivo "desmistificar" a sexualidade humana e provocar a sua liberação dentro do contexto sócio-cultural de uma sociedade representativamente cristã e discreta em seus costumes e intimidades carnais.

Na perspectiva da abertura política dos anos 70, após um período de defesa da sociedade contra investidas da penetração ideológica no campo psicossocial, propagou-se pelo país a vulgarização do sexo, sobretudo com diversas publicações na área, que contribuíram para a antecipação do conhecimento e prática entre os adolescentes. A partir dos anos 80, assistimos ao crescimento indiscriminado da prostituição nas novas gerações, aliada ao consumo de bebidas alcóolicas e drogas.

Sexo no manual comunista

Na verdade, a onda do exercício da sexualidade apenas cumpria o velho manual de psicopolítica de Lavrentiy Pavlovich Beria, que recomendava sua vulgarização e acesso desde tenra idade, com reforço da pornografia, para o enfraquecimento moral dos adversários frente à expansão do movimento comunista. Assim, a estimulação dos instintos animais, do desvio de conduta e da promiscuidade seriam os elementos de destruição das forças morais e da instituição família nas sociedades democráticas e do enfraquecimento da Nação.

Oriunda de excelente linhagem familiar, a psicóloga Marta Teresa Smith de Vasconcelos Suplicy adquiriu vulgaridade e notoriedade como grande agente sexóloga que inaugurou a temática do sexo, em todos os seus matizes, na mídia brasileira.

Sem sombra de dúvida, prestou um grande serviço ao Movimento Comunista e ao marxismo deletério, pois o sexo tinha que se converter em produto de contestação, desestruturação social e ruptura da base moral e dos bons costumes

Igreja Católica arrebentada

Nesse contexto, a grande prejudicada foi a Igreja Católica Apostólica Romana do frei Henrique de Coimbra que, desvirtuada em seus fundamentos, com sacerdotes pedófilos e homossexuais, encontrou no assanhamento da CELAN de Medelin em 1967, o marco da expansão de frades e padrecos enebriados com a devastadora Teologia da Libertação, avivando as questões da tolerância da cultura do sexo.

Assim, o enfraquecimento dos instintos mais nobres da espiritualidade do homem e o fortalecimento dos atributos do corpo comstituíram-se em facilitadores da cultura da promiscuidade. Paralelamente, ganharam espaço os organizados cultos evangélicos, notadamente os episcopais, cuja expansão alarma o Vaticano e a Cúria brasileira, com seus templos registrando evasão de fiéis e uma legião de católicos de frouxas convicções.

Sexóloga apela a Mr. Da Silva, católicos e crentes

Causa arrepios aos católicos e evangélicos de bom senso o desenxabido presidente do governo mais corrupto da história, Mr. Da Silva, despachar o seu chefe de gabinete, Gilberto Carvalho, detentor do título de ex-seminarista, para fazer uma costura política de líderes religiosos na capital paulista, em apoio à consagrada sexóloga Marta Suplicy "Favre", a enrustida pioneira do proselitismo ao estímulo da devassidão e da ninfomania em nossa sociedade, reprovada pelas correntes conservadores do catolicismo.

Registra-se que a burguesa sexóloga fez carreira no Partido dos Trabalhadores pelas mãos do seu ex-marido, o probo e respeitável senador Eduardo Suplicy, e pleiteia seu retorno ao governo da cidade de São Paulo, desfilando com o atual consorte, o franco-argentino Luis Favre, pseudônimo de Felipe Belisario Wermus, figura que causa desconforto nas sinagogas de Piratininga, Buenos Aires e, provavelmente, Paris.

A previsível derrota da candidata do PT em São Paulo amargará o sultão do Alvorada que subestimou e saudou a "marola" e, agora, se angustia em meio ao turbilhão da economia mundial, demonstrando a artificialidade do seu governo, que se favoreceu da conjuntura dos últimos seis anos.

Gilberto Carvalho deveria melhor se penitenciar pelo brutal desaparecimento do seu ex-chefe e amigo, o pranteado prefeito Celso Daniel, torturado e morto pelos seus algozes, que procuravam o paradeiro da mala com 80 milhões de dólares e pelo mal que a esquerda propiciou ao solapamento da Igreja Católica no país. Dom Cláudio Hummes, ex-bispo de Santo André e Cardeal de São Paulo, hoje, murmura nos corredores e salões do Vaticano a lamentável experiência da sua igreja com terroristas, partidos políticos e sindicatos, no Brasil.

Para ler complementos

segunda-feira, outubro 20, 2008

domingo, outubro 19, 2008

Agora é tarde, Eloá está morta.

Por quê "não"?



Enfim ela está morta, como o queria, desde o início, o seu sequestrador-agressor.
Estará satisfeita a Polícia ou a política?
O sequestrador-agressor-assassino não tinha antecedentes criminais, é jovem e por conta desses "méritos" o comandante da operação de resgate elucidou em entrevista coletiva que não usaram as várias oportunidades tidas para aniquilar um agressor, porque ele tinha "esse perfil".
Durante a longa semana, li algumas opiniões de leitores da Folha de São Paulo, uma delas sugeria que lhe enviassem comida com soniferos. Sim, durante a coletiva, um colega do comandante, médico não anunciaram que fosse, esclareceu que um remédio assim demoraria ao menos quinze minutos para fazer efeito e que o atingido começaria a sentir seu efeito e poderia tomar decisão "inapropriada".
Toda essa ocorrência é tão pouco crível como realidade, mas ela é realidade e hoje, uma mãe perde sua filha porque não existe coerência e nem metodologia para que se contenha um ser desvairado - se por carência ou pelo que seja, era uma ameaça para a integridade dos circundantes - mas não tinha antecedentes criminais e é jovem demais. (!!!?)
Em lendo o assinante da Folha de São Paulo, sugerindo que o recém criminoso fosse "anestesiado", me lembrei de ter visto vários documentários em que leões, tigres, até mesmo elefantes são Imediatamente Imobilizados por "tiros anestésicos" - se o comandante da operação tinha pruridos em ferir fatalmente um sequestrador, por quê eles não pensaram em atirar algo similar, (mesmo sem previsão de sequelas) para salvar duas mocinhas das mãos de um desvairado?
Tiveram tantas horas, tantos dias para resgatar vítimas e sairam com as mãos marcadas com o sangue das inocentes...o pior de tudo, é que, nós, todos nós, estamos nas mãos desses averbados trapalhões.
Bela figura, bela polícia e quanto à política...nos deixam tão pouco para escolher!

Enfrentar o medo


É melhor enfrentar uma situação temível do que ignora-la. Você se inclina a adiar confrontações emocionais, embora saiba que elas são inevitáveis. Mas, se aceitar a inevitabilidade desses choques, você poderá começar a visualizar como enfrentar e lidar com seu medo. Ao final, essas imagens reduzirão o medo que sente a suas proporções adequadas.

Alguns professores de metafísica afirmam que se você está temeroso, não entenderá plenamente a situação. O medo origina-se de experiências passadas e fracassos antecipados - aquilo que é desconhecido e não compreendido e, uma vez que você entende seu medo, ele ira embora.

Tenha cuidado para não usar o medo como justificativa para fugir da vida. Fazer isso gera programação subconsciente, e você pode estar programando o medo de perder o medo - ficar temeroso de que ao abrir mão dele perderá algo. Mas é claro que sim. Você vai perder o conflito, a raiva, as preocupações e todas as outras emoções baseadas no medo.

Reflita sobre como evitar uma confrontação emocional temível se relaciona à sua pergunta e de que forma seu medo pode se relacionar a experiências passadas ou fracassos antecipados.

O FUTURO NÃO É MAIS COMO COSTUMAVA SER

Com o ritmo da mudança se acelerando, o futuro não é mais como costumava ser. De repente, ninguém tem mais certeza de nada. Seu emprego, seu casamento, o relacionamento com seus filhos - tudo isso pode não ser igual no próximo ano, no próximo mês ou até mesmo na próxima semana.

Como sobreviver nessa paisagem em mutação? Em primeiro lugar, sendo flexível e adaptável - pronto para mudar de rumo a qualquer momento. Esteja preparado para "absorver os impactos" e abandonar os velhos apegos ou expectativas atuais.

Em segundo lugar, pratique viver um dia de cada vez. Compreenda que a única coisa que você pode realmente influenciar é a maneira como se sente neste instante. Concentrando-se no momento presente, você pode continuar sentindo paz e alegria - por mais que as circunstancias exteriores possam mudar.

Finalmente, saiba que ao remover velhas seguranças você abre caminho para novas oportunidades. A consciência humana está indo na direção de níveis cada vez mais elevados. Como a jornada se torna mais fácil quando fluímos com o processo de mudança!

A MORTE É UM PROCESSO DE TRANSIÇÃO

Dentre todos os aspectos da existência que observamos, a morte é o que mais impressiona. Apesar de significar o termino do conhecido, trata-se realmente de um fim em si mesmo? Eis como o grande místico Paracelso a definia: "O que é a morte? É a aniquilação da forma, mas não da 'vida'. É a separação daquela parte imortal da nossa parte mortal. É aquilo que nos faz retornar à vida que abandonamos ao nascer."

A morte é um processo de transição. O apostolo Paulo costumava dizer: "Eu morro todos os dias." Uma única vida contem milhares de mortes emocionais. É um amigo que se afasta. É um filho que se forma na universidade. É você quem sai do emprego para assumir um novo cargo noutra empresa. É você quem vende sua casa e adquire outra. Cada uma destas transições representa uma morte.

A cada dia da sua vida, milhões de células degeram enquanto milhões de outras se formam. Você já não é a mesma pessoa que foi ontem ou que era uma semana atras. Quantas vezes você já morreu? Quantas vidas já viveu só nesta existência?

Portanto, a morte na verdade está relacionada com "mudança", esta sim a única constante na vida. Considere que um estado bem pior do que a morte é a estagnação - é ficar parado sem poder crescer ou evoluir. É esta condição, e não a morte, que deve evitar.

Assim sendo, a mutação a que chamamos "morte" só pode lhe servir de ajuda na jornada. Não ha nada a temer. A morte é uma aliada que vai transformar a sua existência, do estado de lagarta para a gloriosa condição de borboleta.


Recebido por e-mail, desconheço autoria

sexta-feira, outubro 17, 2008

Moral da História

PESSOAS INTELIGENTES

Conta-se que numa cidade do interior, um grupo de pessoas se divertia com o idiota da aldeia. Um pobre coitado, de pouca inteligência, vivia de pequenas esmolas.

Diariamente eles chamavam o idiota ao bar onde se reuniam e ofereciam a ele a escolha entre duas moedas: uma grande de 400 RÉIS e outra menor, de 2.000 RÉIS.

Ele sempre escolhia a maior e menos valiosa, o que era motivo de risos para todos.

Certo dia, um dos membros do grupo chamou-o e lhe perguntou se ainda não havia percebido que a moeda maior valia menos.

'Eu sei' - respondeu o tolo assim: 'Ela vale cinco vezes menos, mas no dia que eu escolher a outra, a brincadeira acaba e não vou mais ganhar minha moeda'.

Pode-se tirar várias conclusões dessa pequena narrativa.

A primeira: Quem parece idiota, nem sempre é.

A segunda: Quais eram os verdadeiros idiotas da história?

A terceira: Se você for ganancioso, acaba estragando sua fonte de renda.

A quarta e mais interessante é: Podemos estar muito bem, mesmo quando os outros não têm uma boa opinião a nosso respeito.

Portanto, o que importa não é o que pensam de nós, mas sim, quem realmente somos.

Moral da História:

'O maior prazer de uma pessoa inteligente é bancar o idiota, diante de um idiota que banca o inteligente'.

Recebido por e-mail sem autoria

Hoje é sexta-feira!


video

Entre Nós: O que sabemos sobre Marta XXX?





















Entre Nós: O que sabemos sobre Marta XXX?
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Marta "Xiki" lança moda

Hoje já li vários homens públicos proferindo a frase:

- "Eu sou casado e tenho filhos"

Diogo Mainardi no Blog Reinaldo Azevedo

Eu sou casado e tenho filhos. Um de meus filhos me passou uma tosse catarrenta que pode interromper este podcast daqui a dez ou quinze segundos. Meu outro filho me liga de seu computador, pelo Skype, interrompendo o podcast a cada dez ou quinze segundos. Eu invejo Gilberto Kassab, que é solteiro e sem filhos.

Marta Suplicy, como se sabe, recorreu a uma canalhice ao perguntar se Gilberto Kassab era casado e se tinha filhos. Ela foi torpedeada de todos os lados. Muita gente, inclusive de seu próprio partido, como Ideli Salvatti, argumentou que era um erro invadir a privacidade dos políticos. Se Ideli Salvatti argumenta de um jeito, eu argumento do jeito contrário. Na realidade, quanto mais devassada é a vida dos políticos, melhor. Nos últimos anos, a idéia de que a privacidade dessa turma tinha de ser resguardada foi usada para tentar acobertar episódios suspeitos como a venda da empresa de Lulinha para a Telemar, ou as festas promovidas pelos assessores de Antonio Palocci, ou os pagamentos de Renan Calheiros à sua amante.

(...) A canalhice da campanha petista teve outro efeito muito benéfico. Mais do que responder a algum questionamento sobre Gilberto Kassab, ela ajudou a revelar o verdadeiro caráter de Marta Suplicy. Em primeiro lugar, ela está disposta a apelar aos métodos mais torpes e aos sentimentos mais rasteiros para se eleger à prefeitura. Em segundo lugar, ela mente. E mente desavergonhadamente. Ela mentiu desavergonhadamente quando declarou que as perguntas sobre o estado civil de Gilberto Kassab eram de todo inocentes. E mentiu desavergonhadamente quando atribuiu apenas ao seu marqueteiro a responsabilidade pelo comercial que continha aquelas duas perguntas.

Os petistas fizeram o governo mais promíscuo da história, rompendo todas as barreiras entre público e privado. Marta Suplicy e seu marido Luis Favre simbolizam essa promiscuidade melhor do que ninguém.
(...)
Sobre o fato de ser casado e com filhos, só tenho um comentário a fazer: quer ficar com os meus, Kassab? Eu empresto.


Podcast do Diogo - Leia e ouça íntegra aqui

Ações petistas quando em dificuldade eleitoral

Na prática, CUT confessa que armou baderna em São Paulo e Porto Alegre, duas cidades onde o PT está perdendo as eleições

Blog Reinaldo Azevedo

Vocês querem ver como essa gente funciona? Abaixo, segue a nota da CUT sobre as ações terroristas de alguns polícias civis, sob o comando da CUT, da Força Sindical, do deputado Paulinho da Força (PDT) e de petistas. Não! Os cutistas não promoveram baderna só em São Paulo. Fizeram-nos também em Porto Alegre, onde o PT também caminha para uma derrota eleitoral. Leiam o texto. Volto em seguida:

Dois acontecimentos tingiram de sangue protestos pacíficos de movimentos sociais na tarde desta quinta-feira em frente aos palácios de governo dos estados de São Paulo (Bandeirantes) e Rio Grande do Sul (Piratini). Ao transformarem a Polícia Militar em guarda pretoriana de seus desgovernos, os tucanos José Serra e Ieda Crusius quase provocaram a morte de pais e mães de família que protestavam contra a intransigência e defendiam o atendimento às ruas reivindicações.
Diante do ocorrido nas capitais paulista e gaúcha, a CUT repudia o “autoritarismo, a falta de diálogo, o desrespeito, a truculência fascista e a irresponsabilidade criminosa desses dois governos tucanos” que, promoveram uma verdadeira guerra contra os manifestantes, com bombas, brucutus, cavalaria, tiros e gás pimenta, deixando vários feridos, inclusive à bala.
De acordo com o secretário geral da CUT São Paulo, Adi dos Santos Lima, “o comportamento irresponsável do governador José Serra e do secretário estadual de Segurança Pública por pouco não provocaram mortes”. O movimento une investigadores, delegados, escrivães e peritos da Polícia Civil, que estão em luta por melhores condições de trabalho e salário desde meados do mês passado. “Por um lado, provocaram a categoria dos Policiais Civis em greve ao abandonar a segurança pública, não dar as mínimas condições de trabalho, manter equipamentos defasados, salários arrochados e, pior, não atender solicitações, se negar a negociar e ainda criticar o comportamento de quem tem preocupação com a segurança dos cidadãos”, denunciou Adi.
Conforme relatou o dirigente cutista, os manifestantes se aproximavam do Palácio dos Bandeirantes quando foram surpreendidos pela formação de “cerca de dois mil policiais militares e uma tropa de choque armada até os dentes, que iniciaram uma verdadeira guerra”. Diante da brutalidade da agressão tucana, o GOE (Grupo de Operações Especiais) da Polícia Civil, que apenas fazia a segurança dos manifestantes, se somou ao protesto. “Serra não quer diálogo, somente imposição. Eu vi uma guerra civil, o conflito quase gerou mortes na porta do Palácio”, ressaltou Adi.Representantes das seis centrais sindicais acompanharam o protesto e repudiaram a covardia de Serra. Agora, lembrou Adi, “a mobilização vai crescer ainda mais, porque ninguém vai baixar a cabeça para este tipo de comportamento”.

Marcha dos Sem

Em Porto Alegre (RS), a tradicional Marcha dos Sem, manifestação organizada pela CUT e pela CMS – Coordenação dos Movimentos Sociais, também foi alvo da truculência do governo tucano. Segundo Quintino Severo, secretário geral da CUT Nacional, que participou da mobilização na capital gaúcha, “a governadora mais uma vez demonstrou seu desprepara para conviver com a democracia”.
Segundo Quintino, “Yeda transformou o Estado do Rio Grande do Sul em um palco de escândalos de corrupção e de truculência contra os movimentos sociais”. Militantes se concentraram a partir das 14h30 no Parque da Redenção e seguiram em passeata em direção ao Centro Administrativo do Estado – Palácio Piratini, no centro da capital gaúcha.
A 13ª Marcha reuniu cerca de 10 mil pessoas e trouxe como tema "a defesa da dignidade humana" – publicamente desrespeitada pelo governo Yeda, que ordenou a Polícia Militar usar e abusar da violência contra os trabalhadores. A repressão tucana teve início por volta das 16h na esquina da Rua Espírito Santo com a Duque de Caxias em frente à Catedral – Praça da Matriz – quando a PM avançou sobre os participantes da passeata que tentavam ultrapassar a barreira formada pelos soldados que trancavam o acesso do carro de som em direção ao Palácio Piratini, sede do governo do Estado.
Os militantes estavam a sessenta metros do Palácio e foram impedidos com o uso da violência policial que lançaram bombas de efeito moral e balas de borracha, ferindo de forma covarde cerca de 17 manifestantes feridos, que foram levados ao Hospital do Pronto Socorro (HPS).
Após muita pressão dos movimentos sociais e uma difícil negociação com a Polícia, os militantes conseguiram avançar e finalmente, por volta das 16h30, parar em frente ao Palácio Piratini para o encerramento do ato.


Comento

O que vai acima é uma confissão.
É mentira que a agressão partiu da PM. As imagens não deixam a menor dúvida. A questão político-partidária é tão evidente, que a CUT, vejam vocês, nem mesmo acusa o governo, mas “os tucanos”. Sindicatos, convenham, costumam se confrontar com empregadores, não com partidos. Mas a CUT é só um braço do petismo.

Sempre será assim. Sempre que o PT estiver enfrentando uma dificuldade eleitoral, seus tontons-maCUTs tentarão promover a baderna para impor a sua vontade.

quinta-feira, outubro 16, 2008

Sabotadores do capitalismo

COISAS DO CAPITALISMO

Eliakim Araujo

Quem pensa que já viu tudo em matéria de ganância e especulação que levaram o sistema financeiro mundial ao colapso em que se encontra hoje, ainda vai ter muita surpresa. À medida em que são abertas as caixas pretas dos bancos falidos, estão aparecendo gigantescos trambiques praticados pelos "gênios do mal" do mercado financeiro. Gente com título de MBA que ganha para pensar como enganar o próximo e enriquecer desonesta e rapidamente.

O Lehman Brothers, por exemplo, um dos mais confiáveis e tradicionais bancos norte-americanos, que entrou com pedido falência há três semanas, fechou, mas deixou uma imensa conta para as seguradoras.

A história é de deixar qualquer um de cabelo em pé. Descobriram que os ativos do banco estavam segurados por um instrumento financeiro chamado CDS (credit-default swaps) , um contrato de seguro destinado a cobrir as perdas dos bancos se determinadas obrigações não fossem cumpridas. Em outras palavras, o banco comprava um seguro para se proteger contra devedores que falhassem no pagamento de hipotecas ou outros tipos de empréstimo.

De posse do tal CDS, o banco emitia e vendia títulos com a maior facilidade. Claro, qualquer investidor sai feliz da vida quando compra um papel garantido por uma apólice de seguro, não é mesmo? Só que o CDS se espalhou como uma praga no mundo inteiro. E desonestamente. Uma mesma apólice segurava mais créditos do que o contratado. Como se fosse uma pirâmide.

Certamente, o leitor deve estar perguntando: mas e a fiscalização, não fez nada? Nada, pois o próprio Christopher Cox, o chefão da SEC (Securities and Exchange Commission), equivalente no Brasil ao presidente da CVM (Comissão de Valores Mobiliários), ou seja o homem encarregado de regular e fiscalizar o mercado, se declarou chocado com a "descoberta". Ele estima que o volume dessas operações deve chegar a $58 trilhões no mundo inteiro. Só o Lehman tem créditos com as seguradoras estimados entre 400 e 600 bilhões de dólares. Um dinheiro que não existe e ninguém tem condições de pagar. Muito menos as seguradoras que participaram de um jogo sem nenhuma regulamentação, vendendo um tipo de seguro completamente fora das práticas usuais do mercado. Para a SEC eram operações invisíveis, que não podiam ser fiscalizadas.

Coisas do capitalismo, quando poucos saem ricos e ilesos dos golpes, deixando na mão milhões de vítimas.

Marta "luta" pelos pobres e desvalidos

Bodas dos "Rosset"

- pelo voto "deles", é claro.

Blog Reinaldo Azevedo

"O petismo podre de chique"


Vi há pouco a propaganda eleitoral de Marta, que decidiu demonstrar que tem o apoio de um empresário de peso: Ivo Rosset, dono da Valisère. Tá, ok, tudo bem. Pô, apoio de compadre é apoio do empresariado?

Compadre? É. Vejam este trecho de uma reportagem da revista Caras sobre o casamento de Rosset com a socialite Eleonora Mendes Caldeira, amiga de infância de Marta:

“A cerimônia, no civil, foi iniciada com a entrada no salão dos padrinhos, os casais Marta Suplicy (63), ministra do Turismo, e Luis Favre (59), Anna (66) e o apresentador Salomão Schvartzman (72), Ana Eliza e o empresário Paulo Setúbal (58), e Maria Ignez e o embaixador Rubens Barbosa (67), além da decoradora Bebel Alves de Lima. Em seguida, foi a vez do noivo, Ivo Rosset. Como manda a tradição, Eleonora adentrou o espaço ao som da Marcha Nupcial, de Meldelssohn (1809-1847), e de braços dados com seu filho, André Mendes Caldeira (30), da união com Cito Mendes Caldeira, empresário. "É um casal muito especial, que se complementa muito bem. Conheço a Eleonora desde a adolescência e fico contente de ver a felicidade que ela irradia ao lado de Ivo", afirmou a ministra.”

Para saber tu-di-nho sobre mais esse capítulo da luta de classes, clique aqui
.
Quem será essa gordinha feliz, ao lado de Marta, usando esse lindo modelo verde cintilante, modelo-capa-de-botijão-de-gás?

"Marola" se avoluma e arrasta bilhões do Brasil

Empresas brasileiras perdem US$ 89,5 bilhões em um dia, diz consultoria

Blog Reinaldo Azevedo

Levantamento realizado pela consultoria Economática aponta que as empresas brasileiras perderam US$ 89,5 bilhões em valor de mercado em um dia, de ontem para hoje (15). O estudo considera 294 empresas.
Segundo a consultoria, no dia 14 as companhias somavam valor de mercado de US$ 691,261 bilhões. Nesta quarta elas fecharam em US$ 601,663 bilhões Nos Estados Unidos, ainda segundo o levantamento da Economática, o valor de mercado de 1.237 empresas norte americanas estudadas caíram US$ 990 bilhões em um dia. A soma caiu de US$ 10,959 trilhões para US$ 9,968 trilhões.
As três maiores quedas entre empresas americanas e brasileiras são do setor de petróleo e gás. A Exxon Móbil tem a maior queda individual de valor de mercado já que hoje perdeu US$ 52,5 bilhões, a segunda maior queda é o da Petrobras com US$ 21,4 bilhões e a terceira é a Chevron com perda de valor de US$ 17,5 bilhões.
A Vale do Rio Doce aparece em sexto no ranking entre americanas e brasileiras com queda de US$ 15,4 bilhões em seu valor de mercado.

Bovespa
A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) estendeu seu pregão por meia hora e amargou perdas de 11,39%, a maior queda desde 10 de setembro de 1998. O câmbio disparou, e após uma pesada ação do Banco Central, fechou a R$ 2,16.
Os investidores tiveram um alívio apenas momentâneo com as medidas trilionárias para resgatar o sistema financeiro. Hoje, o foco se concentrou sobre a "economia real": a perspectiva de que as economias centrais entrem em recessão, com repercussões sobre o restante do planeta.
A Bolsa brasileira acionou novamente o "circuit breaker", às 14h24, interrompendo o pregão por meia hora. O intervalo não foi suficiente para os investidores se acalmarem: o índice Ibovespa continua a sinalizar quedas cada vez maiores e no pior momento do dia, apontou uma retração de 14,72%.
Na Bolsa brasileira, as ações líderes, Vale e Petrobras, tiveram baixas na casa dos dois dígitos, de 15,16% e 12,08%, respectivamente.

Nova York
As preocupações em relação à economia dos Estados Unidos --e às perspectivas de entrar em recessão-- levaram as Bolsas americanas a fechar em forte baixa nesta quarta-feira. O Dow Jones Industrial Average, principal índice da Bolsa de Nova York, recuou 733 pontos, a segunda maior queda em pontos da história, ou 7,87%, a maior perda percentual em 21 anos, segundo a consultoria Economática.
Com retração de 7,87%, o Dow Jones fechou aos 8.577,91 pontos, enquanto o S&P 500 caiu 9,03%, indo para 907,84 pontos. A Bolsa Nasdaq encerrou seus negócios em baixa de 8,47% no indicador Nasdaq Composite, aos 1.628,33 pontos.
As ações caíram influenciadas por uma combinação entre dados econômicos negativos --incluindo um forte recuo das vendas no varejo-- e a constatação do Fed (Federal Reserve, o Banco Central dos EUA) de que as condições de crédito estão prejudicando os negócios no país.

Veja a relação das dez empresas com as maiores perdas:
Empresa - Perda de valor (em US$)
Exxon Móbil - 52,5 bilhões
Petrobras - 21,4 bilhões
Chevron - 17,5 bilhões
Wal-Mart Stores - 17,2 bilhões
General Eletric - 15,9 bilhões
Vale do Rio Doce - 15,4 bilhões
Schlumberger - 14,7 bilhões
Microsoft - 13,1 bilhões
Ctigroup - 13 bilhões
Procter & Gamble - 12,9 bilhões

quarta-feira, outubro 15, 2008

Dia de Records em São Paulo

A cidade

A cidade de São Paulo teve a temperatura mais alta do ano registrada na tarde desta quarta-feira. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), às 13 horas, foi registrado 34,5ºC no medidor oficial do mirante de Santana, na zona norte da capital paulista.

A Bovespa

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), que interrompeu os negócios no meio da tarde por ter caído mais de 10%, terminou o dia com um tombo de 11,39%, aos 36.833,02 pontos. É a maior queda percentual da Bovespa em mais de dez anos, desde 10 de setembro de 1998, quando caiu 15,82%.
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Fulga em massa


Marta pisa na bola e dá tiro no pé

Blog Ricardo Noblat - Cila Schulman

Ser mulher não é pra qualquer um. Quando ocupa uma função tradicionalmente masculina então, sai de baixo. Quem quer saber de filho doente, geladeira pifada, botox vencido, marido carente, quando é exigida à rainha do lar eficiência no trabalho?

Não reclamo. Adoro! Sou bem mulherzinha e exerço um ofício de macho. Sei a dor e a delícia de ser o que sou. E também da dificuldade de equilíbrar a imagem das candidatas quando faço campanha de mulher.

Um professor meu, em Washington, resumiu: no Legislativo tudo bem, mas no Executivo, ou a candidata projeta suavidade demais para enfrentar as crises do cargo pretendido, ou é rotulada de "bitch", cadela, essas mulheres assertivas, desagradavelmente fortes. Quem é que quer?

Semana passada, defendi Marta Suplicy (PT) durante uma hora no rádio. Reagi a uma colega que criticou o beijo apressado da candidata no ex-marido no dia da eleição, dizendo que não aceitava "ela ter trocado o Eduardo por aquele argentino".

Certo, o eleitor vota em pessoas, mas não seria a rejeição gigante de Marta fruto de preconceito? Se ela fosse um homem arrogante, ainda assim seria tão odiada? Quanto homem que bate em mulher é eleito e ninguém tá nem aí?

Marta é um ícone para nós mulheres. A moça que nos anos 80 falava de sexo na TV. A guerreira que venceu o machista Paulo Maluf e chegou à Prefeitura de São Paulo. A mulher madura que largou um casamento falido para assumir o novo amor, contra tudo e contra todos. A defensora dos fracos e oprimidos, incluindo os gays. A mãe que criou os filhos para a vida, sem julgamento.

A candidata que agora está curiosíssima para saber se o adversário Gilberto Kassab(DEM) é casado, tem filhos, com a desculpa de que ele não abordou o assunto no programa eleitoral. E ela? Mostrou o novo marido na televisão? Não, nesta campanha só quem apresentou a família foi o fervoroso católico, o caretão, o nada cosmopolita Geraldo Alckmin(PSDB).

Foi mal, Marta, muito mal. Porque o candidato pode tudo, só não pode apontar nos outros a fraqueza que ele mesmo possui. Fica com cara de oportunismo, causa dicotomia.

Pior ainda foi culpar seu marqueteiro. Que atitude tosca. Melhor seria você assumir o erro, amiga, como fez no "relaxa e goza", e tentar recuperar sua dignidade. Sei que é difícil imaginar que haja vida depois das eleições. Mas ela continua, que o digam os 278.690 candidatos a prefeito e vereador derrotados nesta campanha.

Como no jogo de vôlei, ganha a eleição quem erra menos. E desta vez, Marta, você errou feio. Foi além: manchou sua história ao colocar na roda o tema da sexualidade, quando o que se discute é a cidade. Justo você, esta mulher.

Cila Schulman é jornalista e coordenadora de comunicação e estratégia de campanhas eleitorais.


"Causou", mas não fez sucesso

O milagre de Dona Marta

Blog Ricardo Noblat

Nunca antes na história deste país os mais destacados blogueiros haviam falado a mesma língua, defendido o mesmo ponto de vista e investido na mesma direção. Pois isso ocorreu ontem - e talvez jamais se repita. Credite-se a proeza a Marta Suplicy, candidata do PT à prefeita de São Paulo, e ao comercial de sua campanha que perguntou sobre a condição civil de Gilberto Kassab (DEM).

De Ricardo Kostcho, ex-porta-voz do governo Lula:

"Pensei que este tempo de levar a campanha eleitoral para a lama, quando as pesquisas mostram um cenário desfavorável, tivesse ficado para trás e nunca mais eu fosse obrigado a escrever sobre este esgoto da política que, na falta de argumentos, parte para atacar a vida pessoal do adversário.

(...) "É casado? Tem filhos?” O que quis dizer a campanha de Marta ao ficar martelando estas perguntas sobre a vida de Gilberto Kassab? Por acaso tem algum eleitor em São Paulo que não saiba que o atual prefeito candidato à reeleição é solteiro e não tem filhos?

Qual é o problema? O que isso tem a ver com a decisão dos eleitores na hora de votar para escolher o candidato ou a candidata que considerem melhor para administrar a cidade?"

De Rosane de Oliveira, colunista do jornal Zero Hora, de Porto Alegre:

"Que fim levou aquela Marta Suplicy que conhecemos defendendo as minorias? A sexóloga sem preconceitos? A mulher que fez do casamento entre homossexuais (ou união civil) uma das suas bandeira?

A perspectiva de perder a eleição no segundo turno (está 17 pontos percentuais atrás do adversário na pesquisa do Datafolha) transformou aquela Marta numa candidata que apela para o que sempre condenou: a exploração da vida pessoal do adversário. Pior, com insinuações que nada têm a ver com a capacidade de Gilberto Kassab (DEM) para administrar uma metrópole complicada como São Paulo".

De Reinaldo Azevedo na VEJA online:

"Caberia ao DEM indagar se, quando Marta namorou aquele argentino pela primeira vez, já havia rompido formalmente o casamento com Eduardo Suplicy? Eu acho que não. Eis aí. Eis o PT que diz combater preconceitos. Eis o PT de Lula, que ele diz ser alvo de discriminação.”

De Kennedy Alencar na Folha Online:

"Comercial político do PT paulistano indaga se o prefeito Gilberto Kassab (DEM) é casado e se tem filhos. Ora, qual a relevância disso para quem é candidato? Qual a importância para administrar a maior cidade do país se ele é casado, solteiro, viúvo, tico-tico no fubá?”

De Gilberto Dimenstein na Folha Online:

"Não sei o que fica pior: ela [Marta] ser a responsável ou dizer que não sabia que algo tão grave iria para o ar e, depois, defender a baixaria. Só posso entender o fato pelo desespero de quem vê a eleição escorrer pelas mãos.

Ficaria muito melhor para a biografia dela (uma biografia que considero respeitável) pedir simplesmente desculpas. Se ela vencer a eleição na base desse tipo de impropriedade, pode ganhar mas, de verdade, perdeu."

De Cristiana Lobo no G1:

"Não pegou nada bem para Marta o tom de seu programa na estréia do horário eleitoral na televisão. Os eleitores de Marta usam como defesa de sua candidata exatamente aquilo que se imaginava que ela era: uma mulher moderna, de cabeça aberta, alguém que sempre frequentou as paradas gays em São Paulo, defensora do casamento entre pessoas do mesmo sexo. E, de repente, aparece outra Marta. Com insinuações sobre a sexualidade alheia".

De Josias de Souza no UOL:

“O curioso é que a própria Marta, quando trocou o senador Suplicy pelo argentino Favre, foi vítima de odiosas insinuações. Pena que o desespero momentâneo a tenha desnudado. Lamentável que o flerte com a derrota a tenha conduzido para a sarjeta eleitoral.”

De Lauro Jardim na VEJA online:

“Num programa que já virou histórico pelo grau de apelação, insinuação e baixaria, um locutor pergunta ao paulistano, tendo ao fundo uma foto de Kassab: ‘É casado? Tem filhos?’. Em seguida, aconselha: ‘Para decidir certo, é preciso conhecer bem’.

De Fábio Campana:

"Kassab é solteiro. Marta insinua. Diz que a população tem o direito de saber se ele é casado e tem filhos. Logo a Marta, sexóloga, primeira mulher a tratar do assunto abertamente na TV e sempre avessa à esse tipo de questionamento.

De Pedro Dória:

"Marta não tem o direito de fazer uma insinuação assim tão grosseira. Não ela, que tem histórico de lutar pela igualdade de direitos entre homossexuais e heterossexuais. (...) Parece dizer: às favas os princípios, o que vale é vencer.

(...) O argumento (cínico) para justificar um ataque desses é que o eleitor tem o direito de saber tudo sobre seu candidato. Mas isso não é verdade. Não é da conta do eleitor quantas vezes Marta pulou a cerca quando era casada com Eduardo, ou vice-versa. Não importa ao eleitor que jogos eróticos lhes agradavam ou desagradavam. Houve o tempo em que considerava-se que perder a virgindade dizia algo a respeito do caráter de uma mulher solteira. Pois opção sexual não diz rigorosamente nada a respeito do caráter, bom ou mau, de Gilberto Kassab."

De Daniel Piza, no site do jornal O Estadão de S. Paulo:

"Uma coisa, porém, já é extremamente lamentável nesta campanha de segundo turno: o tom pessoal da propaganda de TV petista, que entre outras coisas pergunta se Kassab é casado e tem filhos. E daí se tem ou não? Lula sofreu com a história de Miriam Cordeiro em 1989 e a própria Marta com a de Luis Favre em 2000. Que use o mesmo expediente não deixa de ser sinal dos maus tempos".

De Guilherme Fiuza no site da revista ÉPOCA:

"A sexóloga está insinuando que o prefeito de São Paulo é gay. Faz isso no mesmo discurso em que o acusa de ligação com Celso Pitta, processado por corrupção. Para a Marta de hoje, homossexualismo e desonestidade estão do mesmo lado.

A vida é assim, as pessoas mudam seus credos. Não há mal nenhum nisso.

Mas o esclarecimento é importante. Na próxima vez que Marta recomendar a você que relaxe e goze, não vá interpretando ao pé da letra. Confira primeiro a sua situação conjugal."

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