"Deus me respeita quando eu trabalho. Mas me ama quando eu canto."

domingo, agosto 31, 2008

Já quase Setembro

Setembro Promete!

Já quase segunda


Linda Semana!

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Termina Agosto...fim de um sonho?

Eu Tenho Um Sonho

Martin Luther King, Jr.
28 de agosto de 1963 Washington, D.C.


"Quando os arquitetos de nossa república escreveram as magníficas palavras da Constituição e da Declaração de Indepêndencia, estavam assinando uma nota promissória de que todo norte americano seria herdeiro. Esta nota foi a promessa de que todos os homens, sim, homens negros assim como homens brancos, teriam garantidos os inalienáveis direitos à vida, liberdade e busca de felicidade.

Mas existe algo que preciso dizer à minha gente, que se encontra no cálido limiar que leva ao templo da Justiça. No processo de consecução de nosso legítimo lugar, precisamos não ser culpados de atos errados. Não procuremos satisfazer a nossa sede de liberdade bebendo na taça da amargura e do ódio. Precisamos conduzir nossa luta, para sempre, no alto plano da dignidade e da disciplina. Precisamos não permitir que nosso protesto criativo gere violência físicas. Muitas vezes, precisamos elevar-nos às majestosas alturas do encontro da força física com a força da alma; e a maravilhosa e nova combatividade que engolfou a comunidade negra não deve levar-nos à desconfiança de todas as pessoas brancas. Isto porque muitos de nosssos irmãos brancos, como está evidenciado em sua presença hoje aqui, vieram a compreender que seu destino está ligado a nosso destino. E vieram a compreender que sua liberdade está inextricavelmente unida a nossa liberdade. Não podemos caminhar sozinhos. E quando caminhamos, precisamos assumir o compromisso de que sempre iremos adiante. Não podemos voltar.

Digo-lhes hoje, meus amigos, embora nos defrontemos com as dificuldades de hoje e de amnhã, que eu ainda tenho um sonho. E um sonho profundamente enraizado no sonho norte americano.

Eu tenho um sonho de que um dia, esta nação se erguerá e viverá o verdadeiro significado de seus princípios: "Achamos que estas verdades são evidentes por elas mesmas, que todos os homens são criados iguais".

Eu tenho um sonho de que, um dia, nas rubras colinas da Geórgia, os filhos de antigos escravos e os filhos de antigos senhores de escravos poderão sentar-se juntos à mesa da fraternidade.

Eu tenho um sonho de que, um dia, até mesmo o estado de Mississipi, um estado sufocado pelo calor da injustiça, será transformado num oásis de liberdade e justiça.

Eu tenho um sonho de que meus quatro filhinhos, um dia, viverão numa nação onde não serão julgados pela cor de sua pele e sim pelo conteúdo de seu caráter.

Quando deixarmos soar a liberdade, quando a deixarmos soar em cada povoação e em cada lugarejo, em cada estado e em cada cidade, poderemos acelerar o advento daquele dia em que todos os filhos de Deus, homens negros e homens brancos, judeus e cristãos, protestantes e católicos, poderão dar-se as mãos e cantar com as palavras do antigo spiritual negro: " Livres, enfim. Livres, enfim. Agradecemos a Deus, todo poderoso, somos livres, enfim."

Fonte: Internet

Eu tinha um sonho.
AMC

sexta-feira, agosto 29, 2008

"A Preterida" e insuportável

"Já estava engraçado ver Cláudia Raia, com aquele tamanhão todo, passando-se por mocinha frágil e indefesa na cadeia. Agora vai ficar melhor: ela vai trocar de identidade com Giulia Gam.Tudo bem, é só novela..."



Se é que é possível encontrar alguma coisa engraçada para quem perde tempo assistindo essa novela!
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quinta-feira, agosto 28, 2008

Agora Diogo

Diogo Mainardi - Fonte: Veja

Temperamento de rebanho

"O Brasil fracassa no esporte pelo mesmo motivo
por que fracassa como país: temos uma sociedade
acovardada, fujona, avessa à luta. Tudo aqui é feito
para desestimular a disputa, para reprimir o desafio
pessoal, para amolecer o caráter"

– Faz o quatro, Diego Hypólito!

Roubei o mote de um amigo meu. E acrescentei prontamente: o que a queda de Diego Hypólito tem a ver com nossa queda para o roubo? Qual é o ponto em comum entre a poltronice de nossos atletas e a poltronice dos brasileiros em geral? Como o fracasso de nossos esportistas se relaciona com nosso fracasso como país?

É o que analisarei a partir de agora, postado na frente do computador, com minha malha elástica dégradée, dando uma rápida pirueta antropológica, seguida por dois parafusos sociológicos e meia dúzia de cambalhotas etnológicas, com grande probabilidade de repetir o feito de Diego Hypólito e aterrissar bisonhamente com o traseiro no tablado.

– Faz o quatro, Diogo Mainardi!

Quem leu a última VEJA pode tentar acompanhar meus volteios. A reportagem apresenta dois dados. O primeiro repete aquilo que já sabíamos: temos os estudantes mais analfabetos do planeta. Ninguém compete conosco em matéria de analfabetismo. Somos mais analfabetos do que todos os outros analfabetos. O segundo dado da reportagem é mais espantoso. Uma pesquisa encomendada por VEJA revelou que, ao mesmo tempo em que temos os estudantes mais analfabetos do planeta, estamos plenamente satisfeitos com isso. Alunos, pais e professores aprovam nossas escolas.

Eu entendo os alunos. A escola, para mim, representou uma completa perda de tempo. As melhores escolas foram aquelas que menos me ensinaram, permitindo que eu pulasse o muro e fosse jogar pebolim no boteco da esquina. Tende-se a superestimar o valor da escola. Os estudantes sabem perfeitamente que, por mais que se empenhem, nada do que os professores lhes disserem terá utilidade prática. É natural que eles se contentem com uma escola que os desobriga de estudar.

Entendo também os professores. Se a escola fosse menos imprestável, boa parte deles seria posta na rua. O que de fato impressiona é o entorpecimento dos pais. É neste ponto que reintroduzo o tema inicial do artigo: o fracasso de nossos atletas. E é neste ponto que Diego Hypólito e eu aterrissamos com o traseiro no tablado. O Brasil fracassa no esporte pelo mesmo motivo por que fracassa como país: temos uma sociedade acovardada, fujona, avessa à luta. Tudo aqui é feito para desestimular a disputa, para reprimir o desafio pessoal, para amolecer o caráter: o parasitismo estatal, a política fundada no escambo, a cultura baseada no conchavo, a repulsa por idéias discordantes. Esse nosso temperamento de rebanho inibe qualquer forma de atrito, qualquer tipo de inconformismo, qualquer espécie de enfrentamento. Quando temos de competir, afinamos. Por isso aprovamos uma escola que produz analfabetos. Por isso aprovamos governantes que roubam. A gente se satisfaz com facilidade: basta fazer o quatro. E nem é preciso conseguir colocar o dedo na ponta do nariz.

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"Dou-me por satisfeito"

O brasileiro conformado

Fonte: Blog do Noblat

Henry Louis Mencken, também conhecido como H. L. Mencken, foi um jornalista e crítico social norte-americano que viveu entre 1880 e 1956. Era mordaz, impiedoso e cínico ao observar o que ocorria ao seu redor. Cunhou frases memoráveis e atemporais.

Lembro-me de uma toda vez que sinto asco do comportamento dos políticos em geral - e de alguns deles em particular. A frase de Mencken:

- Quando se ouve um homem falar de seu amor por seu país, podem saber que ele espera ser pago por isto.

Quem mais do que os políticos, principalmente em ano eleitoral, faz juras de amor ao seu país, deplora os maus custumes e promete ser decente?

Somos enganados a cada eleição. Os mais experientes sabem que são. E, no entanto, por ignorância, comodismo, resignação ou até mesmo falta de caráter, a maioria contribui para que assim seja e para que continue sendo.

Afinal, "o inferno são os outros", decretou um dia o filósofo francês existencialista Jean Paul Sartre.

De que adianta votar bem se os outros votam mal?

De que adianta cobrar retidão dos que me representam se os outros não procedem da mesma formaí?

De que adianta me enfurecer com a falta de vergonha generalizada dos homens públicos se meus semelhantes a toleram - quando não a imitam?

Tenho mais é que sobreviver do que ficar ralhando com tudo ou com qualquer coisa.

Como o voto é obrigatório, escolho um candidato que me pareça razoável e depois dou por encerrada minha participação no processo político.

Limito-me a reclamar no período de tempo entre uma eleição e outra. Falta-me disposição para ir além disso. E paciência.

A degradação da política é um fenômeno universal, estou certo? Por que aqui seria diferente?

Em um país desenvolvido como a Itália, por exemplo, o primeiro-ministro é um notório pilantra.

Bush foi eleito pela primeira vez com base em uma fraude referendada pela Suprema Corte - e, contudo, a democracia norte-americana é apontada como exemplar e do tipo exportação.

Compra de votos? Caixa 2? Mensalão? Políticos que promovem parentes a secretários de Estado para driblar a decisão do Supremo Tribunal Federal que proibiu nepotismo?

É a economia o que me importa. Se ela vai bem, se minha vida melhorou, pouco se me dá se a política submerge na lama. Detesto política.

Vez por outra a Polícia Federal prende alguns meliantes que depois são libertados - alguns deles em um piscar de olhos. Dou-me por satisfeito.

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Reencontro

Stella Maris, viúva de Dorival Caymmi, morre aos 86 anos no Rio

LUISA BELCHIOR
Colaboração para a Folha Online


Morreu nesta quarta-feira a mulher de Dorival Caymmi, Stella Maris, 86. O hospital Pró-Cardíaco, em Botafogo (zona sul do Rio), onde ela estava internada desde abril por problemas coronarianos, não divulgou a causa do falecimento, que aconteceu às 12h23, 11 dias após a morte de Caymmi.

A família informou que pretende enterrar o corpo de Stella Maris ao lado do de Caymmi, no cemitério São João Batista, em Botafogo. O sepultamento e o velório devem acontecer amanhã. Ex-cantora de rádio, Stella Maris --ou Adelaide Tostes, seu nome de batismo-- entrou em coma dez dias antes da morte do marido e três antes de sua previsão de alta no hospital.

No velório de Caymmi, familiares disseram que esta foi uma das causas para a piora no estado de saúde do compositor, que tratava um câncer nos rins desde 1999. "A ausência dela [Stella] acabou com ele. Ele entrou numa melancolia, desistiu de comer, desistiu de tudo", disse Nana Caymmi, a filha mais velha do músico e da ex-cantora.

A família está a caminho do hospital Pró-Cardíaco na tarde desta quarta-feira, segundo a neta Stella Caymmi, filha de Nana e autora da biografia do avô "Dorival Caymmi - O Mar e o Tempo". Ela disse que os filhos querem enterrar o corpo de Stella Maris amanhã ao lado do de Caymmi. O velório também deve acontecer amanhã, segundo Stella Caymmi, filha do cantor.

De acordo com o Pró-Cardíaco, o boletim médico sobre o estado de saúde de Stella Maris diz que "após um longo período, ela evoluiu para o óbito".

Stella Maris foi cantora de rádio e abandonou a carreira ao se casar com Dorival Caymmi, em 1940. Deixa três filhos --Nana, 67, Dori, 65, e Danilo, 60--, sete netos e cinco bisnetos.
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quarta-feira, agosto 27, 2008

Metáfora


UMAS NOTAS

PREMONIÇÃO

Cada um tem direito a sua opinião. Admito até, leitor, que você tenha a sua, não sou democrático? E daí dou minha opinião sobre a cobertura que a mídia tem feito sobre a Olimpíada. Pra empregar uma expressão muito usada hoje pelas mulheres: "Me enche o saco".

Nunca vi tanta patriotada colocada. Me lembra sempre o Dr. Johnson, que já sabia, no século XVIII, que "o Patriotismo é o último refúgio do canalha". Mas não poderia adivinhar que no Brasil seria a mais exibida qualidade na tevê por todos os idiotas do país.

A infinitamente repetida louvação das poucas e tristes medalhas de bronze que obtivemos nesta Olimpíada me lembra sempre o grande Assis Valente, que anteviu nossos dias numa de suas músicas mais populares: "Chegou a hora dessa gente bronzeada mostrar seu valor".


METÁFORA

Bem, podemos lamentar, podemos chorar, podemos tudo. Mas a realidade brasileira está aí, em todos os jornais, em mil fotos (hoje a fotografia é onipresente e milimétrica): Diego fazendo sua tão anunciada e esperada tentativa (?) de ganhar o tão anunciado, indiscutível – e antecipado até nos anúncios da Golden Cross – OURO. Pois não deu OURO, nem PRATA, nem mesmo bronze. Deu uma queda desclassificatória... de bunda. Nunca vi simbolismo maior, metáfora mais eloqüente de nosso país. Fiquei até esperando os gritos de Galvão Bueno, acompanhado pelo Bonner, berrando os dois, entusiasmados: "É o Brasil! É o Brasil! É o Brasil!".

Só Lula, que não sabia de nada, dizia lá no canto pros seus familiares: "Nunca antes na história deste país...".

Fonte: Veja

Tomara que não!

Fonte: UOL

Barack Obama saudou na noite desta terça-feira o "extraordinário" apelo de Hillary Clinton, sua ex-adversária nas primárias, pela união do Partido Democrata.

O senador por Illinois qualificou o discurso de Clinton durante a convenção Democrata, em Denver, de "extraordinário", "excelente" e "firme".

"Foi excelente, um discurso firme. Deixou claro que vamos estar unidos em novembro para ganhar esta eleição" presidencial nos Estados Unidos.

"Ipsis litteris"

OLIMPÍADA PEQUIM
CUSTOU UM BILHÃO O FIASCO OLÍMPICO EM PEQUIM

Fonte: the passira news
277 atletas: 3 ouros, 4 pratas, 8 bronzes


Custou R$ 66, 6 milhões cada medalha

Fonte: Informe JB

Chega a R$ 1 bilhão o volume de recursos públicos que o Comitê Olímpico Brasileiro (COB) levou em quatro anos para preparar os 277 atletas que foram a Pequim, segundo revelou à coluna o deputado Gilmar Machado (PT-MG), vice-líder do governo na Câmara.

Via Lei Piva (percentual da arrecadação das loterias destinado ao esporte) e patrocínio de estatais. Machado vai convocar os dirigentes do COB para prestarem contas do que foi gasto, em audiência pública na Comissão de Turismo e Desporto. Mas não segura uma CPI. A idéia de Miro Teixeira (PDT-RJ) de bancar uma CPI ganhou eco ontem.

"É um montante impressionante. Vamos ter muito trabalho nessa investigação", frisou o líder do PSDB, José Aníbal (SP). "Estamos solidários ao Miro e conversaremos esta semana sobre isso", complementou o líder do PDT, Vieira da Cunha (RS).

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Lwi

terça-feira, agosto 26, 2008

Venerável Mestre Kung

Boa parte do mundo ­ inclusive você ­ até hoje segue os conselhos de Confúcio, um sábio chinês que viveu há cerca de 25 séculos

por Mariana Sgarioni

“Não faça aos outros o que não gostaria que fizessem a você.”

Diga a verdade: isso não lembra uma bronca da vovó, naquele dia em que você resolveu esconder o brinquedo do seu irmão menor? Por mais que o tom não seja dos melhores, a frase faz todo o sentido. Trata-se de um conselho baseado na ética, no respeito ao próximo, na convivência harmônica com o outro. Deve ser por isso que você, depois de adulto, vem repetindo esse pensamento um milhão de vezes, sem se perguntar muito de onde veio.

Agora pasme. Essa frase é velha, muito velha. Ela veio da China, da mente de um homem que viveu cerca de 500 anos antes de Cristo e que revolucionou todo o modo de pensar do mundo em seu tempo. Suas idéias sobre uma ética humanista e a fraternidade universal sobreviveram aos séculos e impregnaram o modo de vida de milhares e milhares de pessoas, chegando até o Ocidente ­ e aos ouvidos da sua avó.

Confúcio era o nome desse homem

Salvar o mundo

O filósofo e educador Kung-Fu- Tzu (Confúcio é a latinização do nome em chinês, que significa Venerável Mestre Kung) nasceu em 551 antes de Cristo, numa pequena cidade do estado de Lu, onde hoje é a província de Shantung, na China. O cenário naquela época era assustador ­ o país havia sido fragmentado em um grande número de estados governados por nobres que tinham a guerra e a matança como seu principal passatempo. Sem contar que a corrupção corria solta e os governantes viviam explorando seus súditos. Enfim, tinha muita gente na miséria e pouca gente se dando bem.

Confúcio, que desde cedo se demonstrou um estudioso inveterado das tradições chinesas, começou a desenvolver seu pensamento diante desse pano de fundo absolutamente caótico. Para salvar a civilização do pandemônio, dizia ele, era preciso restaurar o mundo sob uma base ética. E o único jeito para isso seria inventar um novo código de conduta que todos deveriam seguir, a começar pelos governantes. “Se o rei for honesto, quem mais ousaria ser desonesto?”, perguntava.

O primeiro humanista

A base que permeia todo seu pensamento é o ren, que pode ser traduzido como benevolência ou humanismo.O que quer dizer isso? “A virtude está em amar todos os homens, sem exceção”, dizia. É bom lembrar que ele proferiu essa frase 500 anos antes do nascimento de Cristo, autor do “Amai-vos uns aos outros”.No pensamento confuciano, a frase é a síntese de dois conceitos: amor e altruísmo.O primeiro marca a idéia de afeição recíproca, compreensão e equilíbrio entre as pessoas. O segundo segue a linha da ajuda desinteressada, sem esperar nada em troca.

Mas como disseminar uma mensagem pacifista num mundo dominado pela guerra? Para Confúcio, o jeito era investir na educação. Embora seu sonho fosse conseguir um cargo de liderança, o sábio passou a vida toda lecionando. Ele ensinou suas idéias não apenas aos futuros governantes da China, mas a todos os que quisessem aprender. “Para ele, o principal motivo da degradação da humanidade estava na falta de educação. Se todos, sem exceção, fossem devidamente educados, saberiam como viver em harmonia”, diz André Bueno, sinólogo e professor de filosofia da Universidade Gama Filho (RJ). Sua linha de ensino levava em conta as aptidões individuais e pretendia desenvolver em cada aluno seu caráter e sua humanidade, sem que ele precisasse decorar fórmulas e conhecimentos técnicos. Confúcio certamente estaria se revirando no túmulo se soubesse a forma como os alunos estudam hoje para as provas do vestibular.

O silêncio

Apesar de passar boa parte da vida estudando ­ e ensinando ­, Confúcio nunca escreveu um tratado contendo suas idéias. Seu pensamento foi condensado em frases curtas e organizado por seus discípulos depois de sua morte no livro chamado Os Analectos. O livro contém breves afirmações, diálogos e até anedotas ­ pode- se dizer que os Analectos estão para Confúcio assim como os Evangelhos estão para Jesus. Com certeza, você já ouviu ou leu algumas dessas frases, seja no dito popular, seja nos biscoitinhos da sorte que vêm com a comida chinesa. E foram esses pequenos conselhos que se tornaram um conjunto de normas de comportamento seguidas até hoje pelos países asiáticos ­ ou seja, por mais da metade do planeta.

Mesmo que para nós seus conselhos possam soar como sabedoria de bolso, Confúcio detestava blábláblá. Para ele, quem fala muito tem um pensamento superficial ­ à medida que a reflexão sobre algum assunto se aprofunda, o silêncio aumenta. “Quem possui a suprema virtude da humanidade reluta em falar”, dizia. Não era raro ele recusar-se a responder alguma questão: apreciava o silêncio. Considerava-o imprescindível e necessário, assim como o espaço vazio na pintura. A busca pelo silêncio tornou- se tão profunda em sua vida que, certo dia, pouco tempo antes de morrer, disse a seus discípulos: “Desejo não mais falar”. Os discípulos, perplexos, perguntaram de que forma então ele iria continuar a propagar seus tão sábios ensinamentos. A resposta não tardou: “O céu fala? E mesmo assim as quatro estações seguem seu curso e centenas de criaturas continuam a nascer.O céu fala?”
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Na boca do povo

Pérolas de Confúcio em nossa vida:

• “A virtude está em amar todos os homens”

• “Não faças aos outros o que não desejas para ti”

• “Quem diz o que não deve perde o amigo; quem não diz o que deve perde a palavra. O sábio não perde nem o amigo nem a palavra”

• “Um cavalheiro deveria ser lento ao falar e pronto no agir”

• “A virtude não é solitária ­ ela sempre tem vizinhos”

• “Quando a natureza prevalece sobre a cultura, obténs um selvagem; quando a cultura prevalece sobre a natureza, obténs um pedante. Quando natureza e cultura estão em equilíbrio, obténs um cavalheiro”

• “Nunca vi ninguém que amasse tanto a virtude quanto o sexo”

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segunda-feira, agosto 25, 2008

"Mulher Um Resgate Íntimo"

Eva Maria

Por onde anda a Eva ? Maria !
parida das entranhas do universo,
talhada em prosa e verso,
das mãos de Deus, divina alquimia.

Por onde anda você, tão a toa,
no altar da hipocrisia, embutida,
pois te chamaram, um dia, pervertida,
e esqueceste de ti, ó leoa.

Por onde anda você em pilhéria,
pela costela de Adão, submissa,
obrigações, deveres e a missa,
no deus lhe pague por esta miséria.

Por que não gritas, "sou o paraíso",
que um dia concedeu ao Adão,
o direito de ser um João,
da corte ao seu fêmea, Narciso.

Enfim, por onde andam, as Veras,
as Paulas, Cristinas e Adrianas,
Josefinas, Reginas e Anas ?
todas Marias...

Evas quimeras... Evas das entranhas parideiras;
altares do amor... masmorras da dor...

Marias, estranhas prisioneiras,
dos Joãos, dos Joãozinhos, do pudor...




"Poema do médico Paulo Mendonça,
representando a essência em versos do seu livro
"MULHER UM RESGATE ÍNTIMO"

sábado, agosto 23, 2008

Saudade já veio morar...

Adeus

Composição: "Algodão" - Dorival Caymmi

Adeus vivo sempre a dizer, adeus
Adeus, pois não posso esquecer, adeus
Inda me lembro de um lenço de longe acenando pra mim
Talvez com indeferença sem pena de mim
Adeus quando olho pro mar adeus
Adeus quando vejo luar adeus
Tudo que é belo na vida recorda um amor que perdi
Tudo recorda uma vida feliz que eu vivi
Ai adeus, ai adeus,
Palavra triste que recorda uma ilusão
Uma tristeza guardo em meu coração
E a saudade pra martirizar no meu peito já veio morar so pra me ver chorar
Ai adeus, ai adeus
Palavra triste que recorda uma ilusão
Uma tristeza guardo em meu coração
E a saudade pra martirizar
No peito já veio morar so pra me ver chorar

~ ~ ~

O mar quando querbra na praia,
é bonito... é bonito!





(30.04.1914 - 16.08.2.008)

"Um mundo, um sonho" - Ouverture

Jogos Olimpicos 2.008 - Pequim
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Jogando Brasileiros contra Brasileiros - Esse é Lula

Mais do que insolência, incitação à violência


Assim classifico as palavras do Presidente da República proferidas num palanque no interior do Ceará. Ele não se limitou a ofender com palavra de baixíssimo calão os estudantes brasileiros. Ele espalhou, pela enésima vez, o veneno da discórdia entre nós.

Lula tem o hábito de lançar pobres contra ricos, assim como de lançar negros contra brancos. Ele nos dá o direito de pensar que gosta de nos ver desunidos, pois assim pensa que ficamos mais fracos e seu governo mais forte.

A maior prova de que o Brasil não é como ele descreve, é ele mesmo. Pobre, muito pobre, e mestiço, hoje é Presidente da República. O mérito é seu. A insensatez é nossa, de permitir que ele se dirija a nós com esse palavreado.

Ainda estamos esperando pela revolução na Educação prometida pelo Lula nas duas vezes em que tomou posse do Planalto. Não há de ser com a sopa de letrinhas que ele cita como a maior maravilha do mundo. Não é pelo telhado que se começa uma casa, mas pelos alicerces.

A Educação Infantil, que compreende creches, escolas maternais, jardins de infância, e a Classe de Alfabetização, ocupa os 6 primeiros anos da criança. Todas as crianças brasileiras nascidas no ano 2000, por exemplo, se houvesse política educacional séria, já estariam inteiramente alfabetizadas e cursando a primeira série do ensino fundamental. Em 2015, poderíamos comemorar a primeira geração de brasileiros com o Ensino Fundamental completo.

Mas não. Primeiro foram cuidar dos doutores em potencial, para poder dizer nos palanques que não é só filho de rico que estuda em universidades, o que é uma falácia. E de que adianta formar doutores com o nível indigente de hoje? Advogados, médicos, engenheiros, até jornalistas, que afinal lidam com a palavra em seu dia a dia, mal sabem escrever! E há faculdades de medicina onde a anatomia é aprendida em livros ou na Internet...

Antes de ser doutor, é preciso saber ler, escrever, ser fluente, saber falar, e ter o direito de desenvolver um talento com o qual se tenha nascido. Em um país musical como o nosso, já pensaram se as escolas públicas oferecessem aulas de música, como em países civilizados acontece? Ou os belos resultados que teríamos nas Olimpíadas, se em cada escola houvesse ao menos uma quadra de esportes e uma piscina?

Não me venham dizer que a culpa não é só do Lula. É sim. Os outros, segundo Lula, desde Cabral, só cuidaram da educação dos ricos. Cabia a ele, como chefe do Partido dos Trabalhadores, cuidar dos pobres, não é? E ele o que fez? Deu à Grande Indústria Universitária Brasileira uma chance e tanto de seus donos ficarem bilionários. Essa foi a grande reforma educacional da Era Lula.

Nos últimos meses, parece que finalmente chegaram à conclusão de que a Escola Técnica é imprescindível. Em maio deste ano, o ministro Haddad declarou que “até 2010, estaremos inaugurando 150 escolas técnicas”. Reparem bem: o Ministro da Educação utiliza linguagem marqueteira. “Estaremos inaugurando”. “Inauguraremos”, para ele, com certeza pega mal, é linguagem de &*&*&*.

A linguagem do Lula ofende a ele e aos seus. É prova de que faz parte de seu vocabulário diário essa palavrinha. Está tão habituado, que provavelmente nem se dá conta do que disse. O que nos incomoda, ou o que deveria nos incomodar, é esse seu péssimo hábito de jogar brasileiros contra brasileiros. Isso é maldade em estado puro.

Seus defensores, diria mais, seus seguidores, dirão que ele é bom, generoso, e que está defendendo os humildes. Não é o que parece. Nem o que está sendo feito no Brasil.

Dirão também que ele não teve tempo. Curioso... JK em 5 anos (uma lástima, a meu ver), construiu uma cidade. Londres, bombardeada sem piedade pela Luftwaffe, em 1950 já não mostrava as cicatrizes da guerra nas ruas. Mao aniquilou todo e qualquer resquício da cultura ocidental na China, inclusive proibindo o estudo dos grandes mestres da música clássica, como Bach ou Beethoven. Em menos de vinte anos, a China recuperou o tempo perdido e além de orquestras sinfônicas de peso, seus instrumentistas andam abiscoitando os primeiros lugares nos grandes concursos internacionais.

Não pensem que é com alegria que escrevo este texto. Ao contrário, é com muita tristeza. Saber que ainda vamos esperar não sei quanto tempo para ter uma geração completamente alfabetizada, é dorido. E ver o presidente estimular o aparecimento de um fosso instransponível entre nossos jovens, é pior ainda.

sexta-feira, agosto 22, 2008

Vaias para Marta

Marta é vaiada por dez minutos em palestra para 500 universitários

Fonte: Inblog

A candidata a prefeita de São Paulo Marta Suplicy (PT) passou pela primeira vez na campanha pela saia-justa de enfrentar os protestos de eleitores contrários à sua candidatura. Recebida sob vaias e com cartazes hostis, ela só conseguiu falar para uma platéia de cerca de 500 estudantes depois de dez minutos de protestos.

Marta chegou ao auditório da universidade FMU (Faculdades Metropolitanas Unidas) com 45 minutos de atraso, às 20h15. Ela atravessou sob vaias o palco até o centro da mesa onde faria a palestra. Alguns alunos exibiram faixas de protesto. Uma delas dizia que a candidata respondia a sete ações na Fazenda Pública, outras lembravam da frase “relaxa e goza”, dita por ela no ano passado em pleno caos aéreo. Um terceiro cartaz perguntava: “Qual é a “taxa” da palestra?”, em referência às taxas de lixo e de iluminação pública que ela criou quando foi prefeita da cidade.

Durante os protestos, que duraram dez minutos, um estudante subiu ao palco e entregou a ela uma flor. Marta só conseguiu falar depois que o diretor da faculdade de direito, Paulo Hamilton –mediador da palestra–, interveio. Ele pediu silêncio e afirmou que o evento poderia ser encerrado caso eles não obedecessem.

“São Paulo cresce, o Brasil tem de crescer junto”, foram suas primeiras palavras. Dependendo do que dizia a ex-prefeita, no entanto, as vaias voltavam. Ao dizer que recebeu a prefeitura falida depois das gestões de Paulo Maluf (PP) e Celso Pitta (PTB), um coro gritou “Maluf, Maluf, Maluf”. Aos poucos o auditório lotado –com alunos sentados nos corredores– foi silenciado e, no final, ela acabou aplaudida pela maioria. Leia mais

quinta-feira, agosto 21, 2008

Kafka

Herdeira pode vender espólio de Kafka

Fonte: Folha de São Paulo

Estudiosos do escritor aguardam decisão de Hava Hoffe, que diz sofrer pressão "kafkiana" para entregar documentos

Filha de secretária de Max Brod, amigo do autor, não está disposta a dar material sem receber nada em troca; Israel quer manter arquivo

ETHAN BRONNER
DO "NEW YORK TIMES", EM TEL AVIV

O desejo final de Franz Kafka antes de sua morte, em 1924, o de que seus papéis fossem queimados, foi desafiado por seu amigo, o escritor Max Brod, em um momento famoso da mitologia literária. O mundo recebeu "O Castelo", "O Processo" e o adjetivo "kafkiano", e Brod ficou com os papéis.
Quando Brod fugiu de Praga para Tel Aviv no último trem antes da chegada dos nazistas, em 1939, carregava com ele uma mala cheia dos papéis de Kafka. Em Tel Aviv, contratou uma secretária e, quando morreu, em 1968, legou a ela os papéis remanescentes de Kafka, bem como seus documentos pessoais, testemunho de uma rica carreira cultural.
Por quase 40 anos, Esther Hoffe, a secretária, manteve em suspense o mundo dos estudiosos de Kafka e preservou os documentos em seu apartamento térreo em Spinoza Street, alguns deles empilhados sobre sua mesa de trabalho.
A última ocasião em que um estudioso foi autorizado a entrar no apartamento foi nos anos 80. Posteriormente, Hoffe vendeu o manuscrito de "O Processo" por US$ 2 milhões.
Desde que Hoffe morreu, em 2007, sua filha Hava, 74, vem indicando que tomará a decisão sobre os papéis. Embora o acervo de Kafka esteja preservado na República Tcheca, no Reino Unido e na Alemanha, é possível que restem documentos inéditos no apartamento.
Como sua mãe fazia, Hava Hoffe está mantendo os estudiosos e os dirigentes de arquivos insones, preocupados com a condição de cartas, diários, fotos e talvez obras inéditas. A questão não é só determinar quando e se Hoffe doará ou venderá os papéis dos quais ela e sua irmã mais velha, Ruth, são herdeiras. Também envolve determinar se será possível manter esse tesouro em Israel, dada a posição do país como baluarte da herança histórica do judaísmo.
"O material deveria ficar em Jerusalém", argumenta Mark Gerber, estudioso de Kafka e professor de literatura comparada na Universidade Ben Gurion, em Beersheba. "Brod se tornou sionista antes da Primeira Guerra Mundial, viveu e trabalhou aqui e está sepultado aqui. Menos conhecido é o fato de que Kafka era uma personalidade judaica completamente engajada e um escritor com muitas conexões estreitas com o sionismo e os judeus."

Judaísmo
A opinião está longe de ser unânime. Para muitos, os romances e contos de desespero existencial que Kafka escreveu em alemão parecem mais deliberadamente cosmopolitas do que vinculados a qualquer movimento nacionalista.
Um novo livro, que coincide com o 125º aniversário de nascimento de Kafka, "The Tremendous World I Have Inside My Head: Franz Kafka: A Biographical Essay" (o tremendo mundo que tenho na cabeça: Franz Kafka: um ensaio biográfico), de Louis Begley, argumenta que Kafka era profundamente ambivalente quanto à sua identidade judaica.
"Admiro o sionismo e me sinto nauseado por ele", afirmou Kafka, de acordo com Begley. E também: "O que tenho em comum com os judeus? Mal tenho algo em comum comigo mesmo e deveria ficar quietinho no meu canto, feliz por ainda poder respirar".
Alguns estudiosos israelenses apontam que papéis preciosos como os de Kafka e Brod talvez não possam nem mesmo ser tirados legalmente do país sem que os arquivos nacionais tenham tido a oportunidade de registrá-los e copiá-los. Mas Ofer Aderet, repórter do jornal "Haaretz" que escreveu artigos sobre os papéis de Kafka, diz que muitos suspeitam da possibilidade de que Esther Hoffe tenha burlado essa lei.

Sob cerco

Hava Hoffe tomou conta de sua mãe por anos e parece estar no comando do assunto. Evita publicidade e recusou todos os pedidos de entrevista feitos por jornalistas e estudiosos. Mas, em um encontro recente na rua, conversou comigo por dez minutos. Afirmou que não tem dinheiro nenhum e que não vê motivo para abrir mão da última propriedade que lhe resta -o arquivo literário de Max Brod. Deu a entender que se disporia a vender, mas não a doar os papéis. Perguntada se os escritos de Kafka estavam no apartamento, disse: "Você acha que somos idiotas assim?".
Ela descreveu a sensação de que todos a pressionavam, especialmente o Estado de Israel, para ceder os papéis ou decidir o futuro deles. Sente-se sob cerco, presa em uma teia, e, sem um pingo de ironia nos olhos azuis, acrescentou: "É verdadeiramente kafkiano".

Tradução de PAULO MIGLIACCI

A Natureza Sorri


Sorria você também.
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quarta-feira, agosto 20, 2008

Futebol masculino nas Olímpidas


Incompetência de Nuzman e Teixeira, vergonha olímpica

Do Inblog
Luis Gustavo Chapchap

Os desmandos da Confederação Brasileira de Futebol vem sendo mascarados há tempos pelos bons resultados da nossa seleção e pela inesgotável fonte de talentos do futebol brasileiro.

Mesmo com os clubes falidos, um calendário diferente do europeu, estádios sucateados revelamos Pato, Robinho, Diego e vamos, graças à esmola da FIFA (o sistema de rodízio de continentes) e da politicagem de Ricardo Teixeira (o dono do futebol brasileiro) sediar a Copa do Mundo de 2014.

O Brasil acaba de ser humilhado pela Argentina nas olimpíadas de Pequim, isso e o pífio rendimento dos atletas brasileiros em outras modalidades olímpicas é reflexo da incompetência dos barões Ricardo Teixeira (CBF) e Carlos Artur Nuzman (COB).

Nuzman pediu dinheiro e tempo para transformar o Brasil em uma potência olímpica, teve 14 anos, os recursos da lei Agnelo-Piva, ou seja tempo e dinheiro. O máximo que conseguiu foi organizar uma edição dos jogos pan-americanos ao custo de exorbitantes 4 bilhões de reais e deixar o país atrás de Quênia e Zimbábue no quadro de medalhas olímpico.

Teixeira contou com o talento dos jogadores brasileiros para ganhar duas copas mundiais, mas deixou o futebol brasileiro com as manchas do caso Edilson Pereira de Carvalho, da Copa João Havelange, das viradas de mesa e da falência absoluta dos clubes. - Leia mais


terça-feira, agosto 19, 2008

Reflexão da Semana


'Napoleão Bonaparte, durante as batalhas, sempre usava uma camisa de cor vermelha.

Assim, se fosse ferido, os soldados não notariam o seu líder sangrando, e continuariam a lutar com o mesmo í­mpeto.
Dois séculos depois, inspirado no grande general francês, Lula só usa calça marrom.'

Tautologia

video

Chineses de Hoje

Pequenos monstros

Liu Xiang

Fonte: Folha Online - João Pereira Coutinho


Confesso: tenho assistido aos Jogos Olímpicos. A culpa não é minha. A culpa é da diferença horária: quando vou para a cama, Pequim está acordado. Deitado no leito, com a tv ligada, acompanho os exercícios. E a insônia vem a seguir.

Insônia por que? Por causa dos atletas chineses. Nada tenho contra chineses. Mas é difícil resistir ao rosto dessa gente. Americanos, russos, europeus, brasileiros - tudo gente normal, com as alegrias e tristezas de gente normal. Mas os chineses são outra história: o rosto exibe uma tensão e uma infelicidade que não se encontram nos outros. E quando falham, isso não representa uma derrota para os atletas. Representa uma tragédia de contornos apocalípticos. Como explicar o fenômeno?

Infelizmente, com política. Os Jogos não são mero desporto para a China; são uma forma do regime mostrar superioridade perante o mundo (tradução: perante os EUA), vencendo mais medalhas e apresentando uma organização imaculada, onde o fogo de artifício é gerado por computador e crianças inestéticas são dubladas por rostos mais fotogênicos. Um atleta chinês, quando entra em cena, está em guerra diplomática. Perder é morrer.

Mas existe uma razão adicional e pessoal: há trinta anos que a China persiste na sua política do filho único como forma de limitar a explosão demográfica. E essa política tem um preço: quando os casais têm um único filho, a pressão e as expectativas de sucesso aumentam, esmagando os desgraçados. A China criou uma juventude admirável: pequenos monstros que jogam a existência, sua e dos progenitores, em cada prova desportiva ou académica.

A revista "Psychology Today" relembrou recentemente alguns números a respeito. Números que arrepiam. Anualmente, as universidades chinesas produzem 4 milhões de diplomados. Mas a China, apesar do boom económico, apenas consegue absorver menos de metade. O desemprego é o caminho para a maioria, isso numa cultura que nunca tolerou pacificamente o fracasso.

Moral da história? Para começar, o suicídio é a primeira causa de morte entre os chineses mais jovens (entre os 20-35 anos); e só entre os universitários, 25% têm recorrentes pensamentos suicidas (nos EUA, por exemplo, só 6%). Conta a revista que a China lidera os problemas psiquiátricos entre crianças e adolescentes, com 30 milhões a necessitar de acompanhamento psicológico, que aliás não existe: uma das heranças perversas da tirania de Mao foi percepcionar os problemas psicológicos como "anti-socialistas", enviando os "reacionários" problemáticos para campos de trabalho.

Sim, o Brasil pode lamentar as medalhas perdidas. Mas existe um prémio de consolação: os jovens brasileiros entram e saem da China com a cabeça intacta. A sanidade vale ouro.

Liu Xiang - ontem: 18.08.2008 *


Liu Xiang hoje, pelo relato do colunista, não será mais senão "ninguém"

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Leia post abaixo

segunda-feira, agosto 18, 2008

O criador & Sua criatura

Atleta campeão chinês Liu Xiang desiste da prova

Fonte: Jornal Nacional

A medalha de ouro que os chineses mais esperavam, nos 110 metros com barreiras, não saiu. O corredor Liu Xiang pôs o país todo em choque.

Quando ele entrou no estádio os torcedores rugiram. Liu Xiang é o único chinês na história a ter ganhado uma medalha de ouro em atletismo nas Olimpíadas, um território normalmente americano.

O palco foi preparado para que ele fosse a principal estrela. Liu Xiang chegou a saltar duas barreiras no aquecimento, mas voltou fazendo caretas de dor. Era ainda a primeira eliminatória, uma formalidade, mas Liu Xiang botava a mão na ferida.

No calcanhar direito, o tendão de Aquiles doía demais. Ele fazia o impossível para tentar o improvável: competir. Quando foi dada a largada, que outro atleta queimou, Liu Xiang não agüentou. As dores eram obstáculos insuperáveis.

Ele deu a volta e tomou a decisão mais difícil: deixar as Olimpíadas. Em toda a China, como no estádio, as caras derreteram de decepção. Em vez de um triunfo, um drama.

A pressão sobre os atletas chineses já tem algo de desumano: só serve a medalha de ouro. Mas sobre Liu Xiang era ainda pior. Campeão olímpico em Atenas, campeão mundial. Um líder do governo chinês disse antes dos Jogos que nada disso valia se Liu Xiang não conquistasse a medalha de ouro em Pequim. E agora, como explicar?

O técnico dele mal conseguia falar. Arrasado, ele chorava dizendo que Liu Xiang sentia muita dor desde sábado. Mas perguntado por que isso não foi divulgado até para preparar o público chinês para o pior, um dirigente foi pouco convincente e disse que não se imaginava que o problema fosse tão sério.

O lugar de Liu Xiang ficou vazio. O estádio se esvaziou. Lá dentro, gelo para a dor e uma camiseta para enxugar as lágrimas.
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Samsung Grande Decepção




DESACONSELHO AQUISIÇÃO DE PRODUTOS DA MARCA ACIMA

E-mail enviado para SAMSUNG


"Em 17.07.08 deixei meu monitor modelo LCD 19" 931 BW na assistência técnica da Av. Angélica 2187, visto que o mesmo deixou de ligar. O atendimento de então já foi sofrível e me solicitaram dez dias úteis para "avaliação", data prevista: 28.07.08.


Em não tendo tido qualquer resposta, no dia 06.08.08 fui pessoalmente a referida assistência e fui informada que meu monitor tinha tido troca de fonte e estava à disposição. Solicitei teste, o que não teria sido feito caso não o solicitasse, e o aparelho voltou a mostrar problema.


A gerente Alessandra que me atendeu muito mal, me disse que seria solicitada a troca do aparelho e dentro de dez dias úteis eu o receberia. No dia 11.08.08 recebi um contato telefonico do fabricante me comunicando que o aparelho só poderia ser substituido por outro modelo, sem custo para mim, com o que concordei, sendo que ao final do dia recebi da fabrica um telegrama confirmando o acordo telefônico.


Desde o final da semana passada procuro acompanhar o meu processo e eis que para meu espanto, hoje uma atendente do SAC me informa que meu processo foi encerrado porque a assistência comunicou para a fabrica que eu já havia retirado o meu aparelho!


Mas que tipo de empresas são essas? De que estamos brincando? Se havia quinze minutos antes eu ligara para a assistência para saber sobre a chegada do aparelho e lá me disseram que não habia chegado e que só a fabrica poderia me dar uma previsão! Eu tenho as OS's 129743 e 130846; RMA 109167; Processos nºs 3000294010 e agora, o mais recente de nº 3000300220, tenho um telegrama da SAMSUNG confirmando um acordo de troca e não tenho o mais importante: o meu monitor que foi comprado em 19.11.07, tendo tido apenas 8 meses de uso.


Desejo providências imediatas para a reposição breve do meu aparelho, do contrário irei tomar providências cabíveis junto aos órgãos competentes, reclamando o meu direito e o desrespeito desse fabricante aos que compram seus produtos.


A promessa que a nova atendente me fez de que "alguém" entrará em contato comigo dentro de dois dias é mais um desrespeito. Certamente o fabricante terá como repor meu aparelho até via sedex caso seja de seu interesse. Eu não quero e não vou mais esperar "quinze dias úteis" para nada.


Aconteça o que acontecer, eu jamais voltarei a comprar artigos dessa fabrica e aconselharei todos a minha volta a fazer o mesmo, assim como colocarei em meu site esse desaconselhamento relatando o absurdo por que passo por ter adquirido um produto dessa marca, sem deixar de lembrar que ele tinha apenas oito meses de utilização.


Aguardo uma pronta solução para a minha questão.

Ana Maria Cordovil"

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Atualização:

Em 20.08.2008, depois das 16 horas, em tendo se completado o prazo das "48 horas" sem ter recebido contato qualquer de "alguém" e de ninguém da fabrica SAMSUNG, entrei eu em contato e obtive do atendente a resposta de que minha reposição de aparelho havia saido da fabrica em 19.08.08 e que eu deveria esperar *sete dias corridos" para entrar em contato com a assistência técnica para saber de sua chegada. Em complemento, me informou o mesmo atendente, que o aparelho substituto não seria o do acordo confirmado por telegrama, mas outro, igual ao que eu possuia e já fora de linha.

*Ressalto que o fabricante é estabelecido em Campinas/SP e estou na Capital/SP, a menos de 100 km.

Continuo não aconselhando ninguém a comprar produtos SAMSUNG.

SP 21.08.2008

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Atualização II:

Em 22.08.08, sem ainda ter recebido qualquer notícia sobre meu "processo" ou aparelho, de "alguém" do fabricante e de ninguém da mesma, recebi um telefonema da assistência técnica me comunicando que a troca de meu aparelho estava a minha disposição em seu endereço.

Uma outra vez foi necessário solicitar teste compravando que o referido aparelho funcionava.

Solicitando a nova garantia (em meu entender um outro ano de garantia sobre um novo aparelho), fui informada que eu deveria entrar em contato com o fabricante para obte-la.

Em tendo cumprido o necessário pedido no dia de ontem, fui informada que eu já o deveria ter recebido com o documento de troca do aparelho (o que não houve), mas que em sendo assim, eu me sentisse amparada pela palavra da atendente, que me jurou que essa garantia existe SIM.

Como documento físico de tal declaração eu não tenho, continuo a colocar em dúvida não apenas os aparelhos do fabricante, assim como seus métodos de remuneração aos clientes insatisfeitos pelo desempenho de seus produtos.

S.P. 27.08.08

Lágrimas & Risos















SEJAMOS EGOÍSTAS; ESQUEÇAMOS O BRASIL! PARA O BEM DO BRASIL E DOS EGOÍSTAS

Fonte: Blog Reinaldo Azevedo

Ainda não parei para ler a respeito, confesso: não sei se o Brasil vai ter – ou está tendo – mais medalhas ou menos do que nos jogos passados. Meu esporte predileto é levantamento de xícara de café. Ouvi o escarcéu que Galvão Bueno fez por causa de uma medalha de ouro na natação. E como chorava o nadador! Ok. Estava emocionado. Agora vi Diego Hipólito cair de bunda no chão. chorou também. Lágrimas na vitória ou na derrota. Ele pediu desculpas aos brasileiros. Eu não aceito. Não aceito porque ele não me deve nada. A parte que me cabe, eu devolvo. Precisamos parar com essa frescura de achar que os atletas são representantes do povo. Não são! São representantes de si mesmos. E o “país” só vai ter alguma importância nessa área quando as ambições dos competidores forem estritamente egoístas. Se Diego Hipólito nos devesse desculpas, Michael Phelps nadaria em nome da América. Só que ele nada por si mesmo. A América que se dane. Mesmo ganhando os parabéns de Bush. Quem liga? Ele?

Ah, não me venham os especialistas falar sobre como se fazem campeões: sim, investimentos, patrocínio, seleção rigorosa dos pequeninos etc. Eu não entendo nada de esportes. Sei que ou brilham nessa área os Estados Unidos, com o culto ao individualismo — o sujeito se dedica a competir e considera inaceitável perder —, ou brilham as ditaduras: o perdedor é eliminado da história. Não se vive da adulação do esforço coletivo e piedoso, ainda que inútil. O Brasil parece dar pirueta “com a comunidade”; fazer ginástica “com a comunidade”, esforçando-se para levar ao pódio a, se me permitem o gracejo, "média mediocre". Não dá certo.

Há ainda algo a indagar: por que os brasileiros choram tanto quando ganham uma medalha? Você vê americano chorando? Acompanho os jogos de longe tanto quanto possível — e é quase impossível. Phelps está o tempo inteiro com aquela arcada dentária toda torta à mostra, um olhar meio perturbado pela obsessão. Choro? Nunca vi. Não só isso: é pôr o microfone na boca dos nossos atletas, a primeira coisa que fazem é agradecer à mamãe. Um jogador do vôlei teve um filho. Suas primeiras palavras: “Quero agradecer à minha mãe, e espero dar ao meu filho o mesmo que recebi...” Tá bom! Mas a parturiente do dia era outra, né? Sim, numa perspectiva psicanalítica, há quem diga que nós, os rapazes, sempre nos casamos com nossas mães (os casamentos bem-sucedidos), mas convém cortar esse aleitamento materno-espiritual dos esportes. Ou nem toda grana do mundo vai fabricar campeões.

Seja na política, seja nos esportes, seja nas artes, há um culto ao paternalismo e à desproteção sincera, emocionada e esforçada. Lembro do filme Central do Brasil, que fez um sucesso danado. Aquele garotinho em busca do pai era o país em busca da paternidade, como se fosse desprotegido e procurasse o demiurgo de suas fantasias. Ele acabou aparecendo. Agora, a “mãe” já começa a subir no palanque. É o pai do povo, a mãe do PAC, e a gente de bunda no chão.

Diego caiu! Não deve pedir desculpas a ninguém. Tivesse ganhado a medalha de ouro, os méritos, benefícios e honras da conquista seriam só seus. Como Phelps e sua penca de medalhas. Não há melhor receita de sucesso do que ser egoísta e esquecer o Brasil. Melhor para os egoístas e melhor para o Brasil.

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