"Deus me respeita quando eu trabalho. Mas me ama quando eu canto."

domingo, novembro 30, 2008

Fabulosa engenharia

video

"Amanhecimento"

"Amanhecimento"

Elisa Lucinda

"De tanta noite que dormi contigo
no sono acordado dos amores
de tudo que desembocamos em amanhecimento
a aurora acabou por virar processo.

Mesmo agora
quando nossos poentes se acumulam
quando nossos destinos se torturam
no acaso ocaso das escolhas
as ternas folhas roçam
a dura parede.

Nossa sede se esconde
atrás do tronco da árvore
e geme muda de modo a
só nós ouvirmos.

Vai assim seguindo o desfile das tentativas de nãos
o pio de todas as asneiras
todas as besteiras se acumulam em vão ao pé da montanha
para um dia partirem em revoada.

Ainda que nos anoiteça
tem manhã nessa invernada
Violões, canções, invenções de alvorada...

Ninguém repara,
nossa noite está acostumada."

O tempo que não tem tempo

...e que não perdoa.



Aos 80 anos...Gisele Bündchen é vítima de concurso de photoshop

O site Worth1000 é conhecido por seus concursos de manipulação de imagens e fotomontagens. Esta semana, além de outras celebridades, o alvo dos brincalhões on line foi a top brasileira Gisele Bündchen.

Eles utilizaram das manhas do photoshop, mostrando como serão as estrelas dentro de algumas décadas, para concorrerem ao prêmio.


No caso de Gisele Bündchen, utilizaram uma imagem real da modelo, para mostrar como ela estará aos 80. Nossa, vocês acham que a bela vai ficar mesmo assim, apesar dos muitos recursos estéticos que já se tem?

Não se pode saber... uma de minhas musas era Brigitte Bardot, também no auge da beleza, em idos de...


Hoje, antes dos 80 anos ela é ela, uma senhora que recusou-se a qualquer procedimento contra a "natureza".


Uma pena! Era ainda mais bela do que a bela de hoje!



Tempo, tempo, tempo...



sábado, novembro 29, 2008

Semana Catastrófica

Surpreendentes imagens do Brasil em Santa Catarina

ARCA DE NOÉ: Gado procura abrigo na sede de fazenda alagada perto de Itajaí-Açu, localizada na foz do Rio Itajaí. A cidade teve 80% do seu território inundado: a subida das marés bloqueou o escoamento da água do rio para o mar, causando o seu transbordamento para as margens

Apavorantes imagens do mundo - Indía em Mumbai

Um dos cartões postais de Mumbai e da India o Taj Mahal Hotel, construído em 1905, com 565 apartamentos incluindo 46 luxuosas suítes, ficou quase que totalmente destruído


Ano de 2.008 termina com péssimos acontecimentos para o mundo (isso nos inclui). A política humana destrói os valores morais e o sistema de defesa natural do planeta.

Muitas vidas perdidas pela ganância e pelo radicalismo.

Nada poderá defender o Homem do Homem.

Que não contem com Deus, que lhes deu o livre arbítrio.


Leia ótima cobertura sobre esses terríveis acontecimentos - donde procedem as fotos em "the passira news".

Parabéns amigo Toinho!

quarta-feira, novembro 26, 2008

Fadas dançam...

A DANÇA DAS FADAS

"Altar de Aisling Suave música de flauta,
cheirando a jasmim e ylang-ylang,
que vem de lugar nenhum,
de um canto adormecido,
trazendo incensários de
um momento sereno.

Estou sem saber, em transe,
próximo a um altar de pedra,
no meio do círculo azul, bem ao Sul,
invocando antigos amigos elementais,
pedindo ajuda para o Povo Pequeno...
Talvez o meu único eterno conforto
esteja guardado agora na clareira
da mais radiosa floresta,
na imantação da Lua Cheia,
no banhar dos raios prateados,
serpenteados pela dança das fadas,
decorado na oferenda das maçãs
com canelas e no mesmo correr
as eternas águas...

E Na Lua Esquecida do Amor,
no percurso de tantas vezes,
passam conjunções de Platão a Saturno.
Quieto, calado, taciturno,
estou isolado entre adequações e
reestruturações.

Mas posso rever, distante, você,
doce e graciosa Aisling.
Peço licença ao sentimento.
Em movimento lento muito lento,
faço referências medievais para a
Deusa Fada dos perdidos acalantos.
E lamento, ah, como lamento,
tê-la guardado apenas
no frívolo pensamento,
feito voz esquálida
que fenece ao vento...

Aisling, Deusa da Esperança...
leva-me para dentro do círculo.
Pede a Aine, Senhora das Fadas,
o remoer das águas...
e por um milimétrico segundo,
talvez o retroceder do tempo.

Rainha do Povo Pequeno,
toma conta de todas
as minhas mágoas...

Aisling,
conta-me no descerrar da floral cantiga,
ao sopro da brisa primaveril,
que eu, tolo menino, preciso fazer
para que ela retorne à minha vida???

Dá-me guarida, Doce Aine,
consciência do meu corpo adormecido,
para que eu possa rever,
mesmo que seja pela última vez,
as fadas que eu tanto amo e venero,
dançando nesta noite de clarão azul.
Por que, por desconhecido motivo,
preferi cegar imagens do coração.
Não consigo perceber mais...

Aisling,
sinto falta do elixir,
da poção encantada de um olhar, magia celta de íris verde na relva macia,
longos cabelos negros, esvoaçantes,
incessantes a me guardar por inteiro.

Aisling e Aine,
Rainhas do Povo Pequeno,
como posso voltar a ter paz???

Queria tanto acabar com este nevoeiro,
transformá-lo em círculo azul, bem ao Sul,
queria ver as fadas dançarem
nesta noite sem fim.
E ao exalar do jasmim,
Aisling e Aine,
na pedra solar,
poder calar toda a minha dor.

Queria muito, doces rainhas das Fadas,
retornar, mesmo em sonho,
em instante de névoa,
no fundo perdido da clareira,
para os braços do meu único amor.."
Esta é uma das obras da Coleção POESIAS HÀMLID.

terça-feira, novembro 25, 2008

Para Você

Yma




"O que é uma filha sem o amor de sua mãe?

É uma flor cheia de espinho
para se defender do que a vida "lhe fez"

É procurar desesperadamente um rosto

É não sentir na boca nenhum gosto

e ter de dizer para si mesma

...era uma vez.."

Rivkah

Aprendendo a meditar

"Só há um meio de acabar com a perturbação e enlouquecimento das sombras, integrando-as."

quarta-feira, novembro 19, 2008

Líderes & Conceitos

"Ninguém é insubstituível."


Na sala de reunião de uma multinacional, o CEO nervoso fala com sua equipe de gestores.
Agita as mãos, mostra gráficos e olhando nos olhos de cada um, ameaça: "ninguém é insubstituível".
A frase parece ecoar nas paredes da sala de reunião em meio ao silêncio.
Os gestores se entreolham, alguns abaixam a cabeça.
Ninguém ousa falar nada.
De repente um braço se levanta, e o CEO se prepara para triturar o atrevido:
- Alguma pergunta?
- Tenho sim. E o Beethoven?
- Como?
- o CEO encara o gestor, confuso.
- O senhor disse que ninguém é insubstituível, e quem substitui o Beethoven?
Silêncio...
Ouvi essa estória esses dias, contada por um profissional que conheço e achei muito pertinente falar sobre isso.
Afinal, as empresas falam em descobrir talentos, reter talentos, mas no fundo continuam achando que os profissionais são peças dentro da organização, e que quando sai um é só encontrar outro para por no lugar.
Quem substitui:
Beethoven?
Tom Jobim?
Ayrton Senna?
Ghandi?
Frank Sinatra?
Dorival Caymmi?
Garrincha?
Michael Phelps?
Santos Dumont?
Monteiro Lobato?
John Kennedy?
Elvis Presley?
Os Beatles?
Jorge Amado?
Paul Newman?
Tiger Woods?
Albert Einstein?
Picasso?
Todos esses talentos marcaram a História fazendo o que gostam e o que sabem fazer bem - ou seja - fizeram seu talento brilhar. E, portanto, são sim insubstituíveis.
Cada ser humano tem sua contribuição a dar e seu talento direcionado para alguma coisa.
Está na hora dos líderes das organizações reverem seus conceitos e começarem a pensar em como desenvolver o talento da sua equipe, focando no brilho de seus pontos fortes e não utilizando energia em reparar "seus gaps".
Ninguém lembra e nem quer saber se Beethoven era surdo, se Picasso era instável, Caymmi preguiçoso, Kennedy egocêntrico, Elvis paranóico.
O que queremos é sentir o prazer produzido pelas sinfonias, obras de arte, discursos memoráveis e melodias inesquecíveis, resultado de seus talentos.
Cabe aos líderes de sua organização mudar o olhar sobre a equipe e voltar seus esforços em descobrir os pontos fortes de cada membro. Fazer brilhar o talento de cada um em prol do sucesso de seu projeto.
Se você ainda está focado em "melhorar as fraquezas" de sua equipe, corre o risco de ser aquele tipo de líder que barraria Garrincha por ter as pernas tortas, Albert Einstein por ter notas baixas na escola, Beethoven por ser surdo e Gisele Bundchen por ter nariz grande.
E na sua gestão, o mundo teria perdido todos esses talentos.

Fonte: E-mail

domingo, novembro 16, 2008

Clarice Zeitel para o Paparazzo

Bastidores do ensaio sensual

`Pátria Madrasta Vil´

REDAÇÃO DE ESTUDANTE CARIOCA VENCE CONCURSO DA UNESCO COM 50.000 PARTICIPANTES


Tema:'Como vencer a pobreza e a desigualdade'

Por Clarice Zeitel Vianna Silva

UFRJ - Universidade Federal do Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - RJ

'PÁTRIA MADRASTA VIL'

Onde já se viu tanto excesso de falta? Abundância de inexistência... Exagero
de escassez... Contraditórios?? Então aí está! O novo nome do nosso país!
Não pode haver sinônimo melhor para BRASIL. Porque o Brasil nada mais é do
que o excesso de falta de caráter, a abundância de inexistência de solidariedade,
o exagero de escassez de responsabilidade. O Brasil nada mais
é do que uma combinação mal engendrada - e friamente sistematizada - de
contradições. Há quem diga que 'dos filhos deste solo és mãe gentil.', mas
eu digo que não é gentil e, muito menos, mãe. Pela definição que eu conheço
de MÃE, o Brasil está mais para madrasta vil. A minha mãe não 'tapa o sol
com a peneira'. Não me daria, por exemplo, um lugar na universidade sem
ter-me dado uma bela formação básica. E mesmo há 200 anos atrás não me
aboliria da escravidão se soubesse que me restaria a liberdade apenas para
morrer de fome. Porque a minha mãe não iria querer me enganar, iludir. Ela
me daria um verdadeiro PACote que fosse efetivo na resolução do problema, e
que contivesse educação + liberdade + igualdade. Ela sabe que de nada me
adianta ter educação pela metade, ou tê-la aprisionada pela falta de
oportunidade, pela falta de escolha, acorrentada pela minha voz-nada-ativa.
A minha mãe sabe que eu só vou crescer se a minha educação gerar liberdade e
esta, por fim, igualdade. Uma segue a outra... Sem nenhuma contradição! É
disso que o Brasil precisa: mudanças estruturais, revolucionárias, que
quebrem esse sistema-esquema social montado; mudanças que não sejam
hipócritas, mudanças que transformem! A mudança que nada muda é só mais uma
contradição. Os governantes (às vezes) dão uns peixinhos, mas não ensinam a
pescar. E a educação libertadora entra aí. O povo está tão paralisado pela
ignorância que não sabe a que tem direito. Não aprendeu o que é ser cidadão.
Porém, ainda nos falta um fator fundamental para o alcance da igualdade:
nossa participação efetiva; as mudanças dentro do corpo burocrático do
Estado não modificam a estrutura. As classes média e alta - tão
confortavelmente situadas na pirâmide social - terão que fazer mais do que
reclamar (o que só serve mesmo para aliviar nossa culpa)... Mas estão elas
preparadas para isso? Eu acredito profundamente que só uma revolução
estrutural, feita de dentro pra fora e que não exclua nada nem ninguém de
seus efeitos, possa acabar com a pobreza e desigualdade no Brasil. Afinal,
de que serve um governo que não administra? De que serve uma mãe que não
afaga? E, finalmente, de que serve um Homem que não se posiciona? Talvez o
sentido de nossa própria existência esteja ligado, justamente, a um
posicionamento perante o mundo como um todo. Sem egoísmo. Cada um por
todos... Algumas perguntas, quando auto-indagadas, se tornam elucidativas.
Pergunte-se: quero ser pobre no Brasil? Filho de uma mãe gentil ou de uma
madrasta vil? Ser tratado como cidadão ou excluído? Como gente... Ou como bicho?


Premiada pela UNESCO, Clarice Zeitel, de 26 anos, estudante que termina faculdade de direito da UFRJ em julho, concorreu com outros 50 mil estudantes universitários. Ela acaba de voltar de Paris, onde recebeu um prêmio da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e Cultura (Unesco) por uma redação sobre 'Como vencer a pobreza e a desigualdade'.

A redação de Clarice intitulada `Pátria Madrasta Vil´ foi incluída num
livro, com outros cem textos selecionados no concurso. A publicação está
disponível no site da Biblioteca Virtual da Unesco.

A Lei nos idos de 1833

Clique sobre a imagem para ler a notícia

sábado, novembro 08, 2008

Dia muito especial

O enlace matrimonial de toda mulher é muito especial ao seu coração


Profusão de acessórios, providências, angustia e ansiaedade - além de outros particulares inirentes ao feliz dia do "Sim" - Sim, meu amado, me proponho a dividir todos os dias de minha vida com você: na saúde, na alegria, na fortuna e em todos os seus avessos...

Um dia muito especial e em especial para pessoas que como a noiva de hoje, deixa em sua página a seguinte mensagem:

"Compreendi que pra ser feliz basta querer
Aprendi que o tempo cura
Que magoa passa
Que decepção não mata
Que hoje é reflexo de ontem Compreendi que podemos chorar sem derramar lagrimas
Que os verdadeiros amigos permanecem
Que dor fortalece
Que vencer engrandece
Aprendi que sonhar não é fantasiar
Que a beleza não está no que vemos, e sim no que sentimos
Que o valor está na grandeza da conquista
Compreendi que as palavras tem força
Que fazer é melhor que falar
Que o olhar não mente
Que viver é aprender com os erros
Aprendi que tudo depende da vontade
Que o melhor é ser nós mesmos
Que o segredo da vida é VIVER"

Antes ela registra uma leitura feita na Biblia:

"Por isso deixará o homem a seu pai e a sua mãe, e se unirá à sua mulher, e serão os dois uma só carne. Efésios 5:31"

A mim resta desejar que sejam esses os seus sapatinhos de cristal e, que em sendo, jamis se quebrem - Você merece!
.

sexta-feira, novembro 07, 2008

Lula comemorou eleição de Obama

Ele também!

Pérolas do Lula


"Não deixe de sonhar com (e comprar) seu primeiro sutiã."

Blog Cristiana Lôbo

O presidente Lula esbanjou seu otimismo com o futuro do Brasil, hoje, na reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES) quando disse que “vai quebrar a cara” quem aposta num crescimento mais baixo para o Brasil. Ele destacou que nos primeiros nove meses deste ano, o Brasil registrou 2.047 milhões de novos empregos. E acrescentou: “mais do que nos oito anos passados”, indicando que estaria se referindo ao governo Fernando Henrique, mas sem citar o nome.

Para transmitir seu otimismo com o Brasil, Lula recorreu a todo o tipo de comparação. Foi no futebol que encontrou a forma de elogiar a tática do governo. “Para mim, a melhor defesa é o ataque”, proclamou, depois de garantir que não haverá pacote de medidas para enfrentar a crise.

- Eu sou otimista, e presidente da República tem de ser otimista, porque, se ele não for, quem será? É como um pai de família. É ele quem tem de garantir à família que vai haver pão. Se ele não fizer isso, para que que serve um pai?

Lula disse, ainda, que o pior da crise já passou e que espera de Barack Obama respostas rapidamente para os problemas. “O Obama é suficientemente inteligente para saber que tem de tomar medidas logo”, disse.

A grande preocupação do presidente Lula é em estimular o consumo das famílias aqui no Brasil para compensar eventual queda nas exportações brasileiras. Ele disse que os brasileiros não devem ficar preocupados e devem, sim, ir às compras e não se intimidar com a crise.

- Os brasileiros devem realizar o sonho da casa própria; não devem deixar passar o momento mágico de ter um carro; uma tv de plasma, que todo mundo quer, agora; o seu computador, e até o primeiro sutiã… Lembrei da propaganda - disse Lula, arrancando gargalhadas da platéia formada por empresários.

Lula disse que o governo vai agir para garantir o crédito e assegurou que o governo “não vai quebrar o Estado”. E encerrou dizendo:

- Capitalismo sem dinheiro não funciona. Aliás, nem socialismo sem dinheiro funciona. E, agora, vão (os bancos) ter de emprestar, se não, vai todo mundo para o vinagre.

Quanto a "marolinha"...

quarta-feira, novembro 05, 2008

Em belo discurso, McCain prevalece sobre a derrota

Embora desapontado com derrota, McCain diz que permanece um servo dos EUA



Blog Josias de Souza

Quem quiser alcançar a dimensão histórica do que se passa nos EUA precisa dedicar um naco do seu tempo à leitura do discurso do derrotado.

Surrado por Barack Obama, John McCain soube perder. Melhor: soube vencer a derrota, digerindo-a com rara e fina elegância.

Apreciar o discurso do vencido traz uma vantagem adicional. Tira-se proveito de uma peça cuja riqueza está em expor a pobreza do debate político.

McCain falou para correligionários machucados. A primeira referência que fez a Obama arrancou vaias da platéia.

Poderia ter saciado a sede de sangue do seu exército com um pronunciamento de timbre vingativo. Preferiu oferecer ataduras.

McCain calou os apupos com nobreza. “Há pouco, tive a honra de telefonar para o senador Barack Obama, para parabenizá-lo”, disse.

“Em uma disputa tão longa e difícil quanto foi a dessa campanha, o sucesso dele demanda meu respeito por sua habilidade e perseverança”.

A história é uma senhora seletiva. Pouca coisa sobrevive aos corredores frios da posteridade. Protagonista do circunstante, McCain revelou-se digno de ir à estante.

Em vez de quebrar lanças contra a história, o derrotado ajudou a escrevê-la: “Esta é uma eleição histórica...”

“...Reconheço o significado especial que ela tem para os afro-americanos e para o orgulho todo especial, que deve ser deles nesta noite”.

Recordou os tempos em que “velhas injustiças” foram impostas aos negros americanos. Coisas que “mancharam a reputação” dos EUA. E foi ao miolo do fenômeno:

“A América está hoje a um mundo de distância do fanatismo cruel e apavorante daqueles tempos...”

“...Não há melhor prova disso do que a eleição de um afro-americano para a presidência dos Estados Unidos”.

Em vez de necropsiar a própria derrota, McCain pôs-se a enaltecer o triunfo alheio. “O senador Obama alcançou um grande feito para si mesmo e para este país. Eu o aplaudo por isso.”

Recordou a morte da avó do rival, ocorrida na antevéspera da eleição. Disse que, “na presença do Criador”, a velha senhora haveria de estar “muito orgulhosa do bom homem que ela ajudou a criar”.

McCain realçou divergências: “O senador Obama e eu tivemos e discutimos sobre nossas diferenças, e ele prevaleceu. Muitas dessas diferenças permanecem”.

Na seqüência, teve a sabedoria de acomodar o interesse público acima das desavenças: “Estes são tempos difíceis para o nosso país...”

“...E eu prometo a ele [Obama] nesta noite fazer tudo em meu poder para ajudá-lo a nos liderar através dos muitos desafios que vamos encarar”.

Nos parágrafos finais de seu discurso, McCain, podendo escolher um dos Napoleões que a historigrafia lhe ofecere, optou pelo Napoleão da coroação, não o de Waterloo.

“Hoje, fui um candidato ao posto mais alto do país que amo tanto. E, nesta noite permaneço um servo. Isso é benção suficiente para qualquer um...”

“Nesta noite, mais do que em qualquer outra noite, tenho em meu coração nada mais que amor por esse país e por todos os seus cidadãos, tenham apoiado a mim ou ao senador Obama...”

“Desejo boa sorte ao homem que foi meu oponente e será meu presidente. E peço a todos os americanos [...] que não se desesperem diante das atuais dificuldades...”

“...Mas que acreditem, sempre, na promessa e na grandeza dos EUA, porque nada é inevitável aqui”.

Como se vê, McCain é o tipo de personagem que vale cada minuto de curiosidade. Já valia antes, aliás.

Em 1967, McCain pilotava um avião da Marinha sobre o Vietnã. Foi abatido. Amargou cinco anos e meio numa solitária.

Os inimigos moeram-lhe os ossos. Hoje, não consegue levantar os cotovelos acima dos ombros. Com o discurso da derrota, mostrou que sabe conservar a cabeça erguida.

Submetido à tortura de guerra, não entregou ao inimigo um mísero nome. Recusou a liberdade em troca de uma abertura de bico.

Aos que enxergam heroísmo na jornada vietnamita, McCain responde com humildade de servo: "Você não precisa ser um sujeito brilhante para ser derrubado por uma bateria antiaérea."

Neste 2008, abatido pelo míssel da novidade Obama, o velho marinheiro cavou na trincheira da enciclopédia um verbete de destaque.

Com o discurso de um sujeito brilhante, McCain prevaleceu sobre a derrota.
.

Afinidade

Deu no



Em entrevista à revista Veja, Larry Rohter, o jornalista americano que quase foi expulso do Brasil por falar do gosto do presidente por bebidas alcoólicas, comenta sobre lançamento de seu livro "Deu No New York Times" e emite sua opinião sobre algumas personalidades da política brasileira, dentre elas sobre o presidente Lula.



"As semelhanças de Lula com George W. Bush têm mais a ver com caráter e personalidade. Como Bush, Lula não parece ter muita curiosidade intelectual. Ele não gosta de ler relatórios, muito menos livros, tem uma ideologia estreita que impede que novas experiências mudem sua perspectiva, tinha muito pouca experiência do mundo fora das fronteiras de seu próprio país antes de assumir o governo, e disse algumas coisas notavelmente ingênuas e desinformadas enquanto viajava pelo exterior.
Ambos maltratam sua língua nativa, mas ambos são tidos como calorosos e cativantes em situações de contato pessoal. Talvez isso explique a afinidade que eles parecem ter desenvolvido um pelo outro: apesar de suas diferenças ideológicas, parecem reconhecer um no outro espíritos aparentados.
De nenhum dos dois, contudo, pode-se dizer que tenha crescido em estatura ou credibilidade enquanto ocupava o cargo"


Fonte: Revista Veja

George W. Bush

"Vendedor de Sonhos"

Desafio de Obama é entregar os sonhos que vendeu


Blog Josias de Souza

Barack Hussein Obama é o 44º presidente dos EUA. John McCain reconheceu a derrota em discurso pronunciado na madrugada desta quarta-feira (5).

O novo presidente vai à Casa Branca, em janeiro, com a cara de gerente de crise. A maior crise financeira desde o crash de 29.

Obama prevaleceu sobre McCain vendendo sonhos. Seu grande desafio será converter o onírico em real.

Nos discursos de campanha, Obama dirigia-se, primeiro, ao coração de suas platéias. Só depois captuva-lhes as mentes.

Ficou a impressão de que sua fala carece de densidade. Numa fase em que Hillary Clinton ainda media forças pela vaga do Partido Democrata, Bill Clinton disse:

“Você pode fazer campanha em poesia, mas governa em prosa”. A metáfora do marido de Hillary resume o drama de Obama.

O triunfo nas urnas tanto pode convertê-lo em estadista como em fiasco. Por ora, sabe-se apenas que os eleitores americanos decidiram optar pela ousadia.

A América fez uma concessão ao improvável. Acomodou no comando do império a mais vistosa novidade produzida pela política americana nos últimos tempos.

Some-se à ascensão meteórica de Obama a cor da cútis do novo presidente e tem-se uma exata dimensão do novo.

Para os padrões brasileiros, Obama é mulato –filho de um negro queniano com uma americana branca do Havaí.

Aos olhos do mundo, trata-se do primeiro negro a sentar-se na poltrona de presidente da economia mais importante do planeta. Não é pouca coisa.

Será no mínimo divertido observar as mãos brancas, que se julgam superiores, tendo de apertar, ao redor do mundo, a mão retinta de Obama.

De resto, convém torcer para que Obama consiga provar-se capaz na dura liça do cotidiano administrativo.

O êxito do novo presidente americano faria bem não só aos EUA, mas ao mundo.

Em julho passado, falando para uma multidão de cerca de 200 mil pessoas, em Berlim, Obama pontificara:

"Eu sei que não pareço com os americanos que já falaram aqui. A história que me trouxe aqui é improvável".

Antes, esmerara-se na construção de analogias em torno dos escombros do Muro de Berlim. Mencionara o fantasma dos muros da pós-modernidade.

Muros "entre raças e tribos, nativos e imigrantes, cristãos e muçulmanos e judeus". São paredes que, no dizer de Obama, "não podem continuar de pé".

A hora, dicursara Obama, é de "construir pontes” ao redor do planeta. Nada mais sensato. Nada mais improvável, contudo.

Hoje, apenas o dinheiro dispõe de liberdade para passear pelo mundo. A pecúnia não tem pátria. Vai para onde ganha mais. Daí a natureza global da crise.

Aos pobres que ousam pular os muros da pós-modernidade sonega-se a mesma desenvoltura. A eles são reservadas a prisão, a humilhação e a deportação.

É nesse mundo que une o capital e divide as pessoas que o fenômeno Obama irrompe como novidade alvissareira.

Impossível desconhecer que há, de fato, um quê de poesia na trajetória do sucessor de George Bush. O alerta de Clinton não é despropositado. Longe disso.

Mas é preciso admitir que faltava à política, nos EUA e no mundo, uma dose daquele tipo de inspiração que conduz ao verso. Resta saber como será a migração para a prosa.
.

E o improvável foi concretizado

BARACK HUSSEIN OBAMA eleito Presidente dos Estados Unidos

terça-feira, novembro 04, 2008

Barack Obama X John McCain

OBAMA NO MEIO DE NÓS?

Blog Reinaldo Azevedo

Conversava no começo da noite com aquele meu amigo “obamista”, o dos e-mails da madrugada, e acabei dizendo: “É, a esta altura, talvez até eu torça pela vitória de Barack Obama. Pode ser até um bom remédio contra o antiamericanismo estúpido que toma conta do mundo. A eventual vitória de John McCain fará com que todos os imbecis do planeta imaginem estar certos acerca das boçalidades que dizem sobre os Estados Unidos”. Não, leitor! Eu não mudei. Continuo a torcer por McCain. Estava apenas fazendo uma espécie de, sei lá eu, desabafo quase irônico a respeito das eleições naquele país.

Enquanto escrevo, vocês certamente lerão nesta terça, cinco estados antes dados como conquistados por Obama entraram na categoria de risco (para ele). Outros dez (128 votos) estão indefinidos. Segundo o excelente site Real Clear Politics, a vantagem do democrata já foi maior: chegou a ter 311 delegados; agora, às 2h29 da manhã, informa a página eletrônica, está com 278 — precisa de 270 votos. Juntos, aqueles estados que passaram a trazer algum risco para Obama somam 50 delegados. Vamos ver como será quando vocês mesmos fizerem a consulta. Ninguém se atreve, pois, a dar a eleição de Obama como certa, embora ela seja bem provável. O resultado, espera-se, será conhecido hoje. O sistema americano, vocês sabem, pode permitir derrotas e vitórias homéricas, ainda que os candidatos tenham quase o mesmo número de votos. Basta que um deles ganhe, não importa por qual margem, a disputa num grande número de estados e/ou nos mais populosos, com mais delegados.

Vejam como é curioso: o mundo e boa parte dos EUA estão rigorosamente entre a euforia e uma espécie de depressão. Se Obama vencer, o país pode assistir a uma das maiores manifestações públicas de regozijo de sua história; se perder, então será como se as piores expectativas sobre os americanos se cumprissem. E, no entanto, vamos ver: que grande mudança institucional ou legal estará se operando ganhe um ou outro? Em qualquer hipótese, a resposta é NENHUMA. Vou repetir aqui: minhas reservas a Obama nada têm a ver com o seu suposto viés excessivamente “liberal” (entendido, nos EUA, como “esquerdista demais”). O que me afasta dele é sua óbvia inexperiência.

Ele está longe de ser um ignorante ou alguém intelectualmente limitado. Os republicanos, se vocês notarem, não deixaram de usar contra ele certos recursos que, no Brasil, curiosamente, têm um pé no petismo: chamam-no “elitista” e tentam ironizar a sua condição de “intelectual” e amigo do establishment de Washington. Não, ele nada tem de apedeuta — se gosto das coisas que ele diz, bem, aí são outros quinhentos. Mas não representa ou encarna a apologia da ignorância intuitiva. Ao contrário: é até bem metódico. O problema está nos sentimentos que mobiliza, aí, sim. É evidente que a euforia que pode se seguir à sua vitória decorre de virtudes que ele não tem nem terá: a de um verdadeiro “Salvador”.

O que me desagrada profundamente é a falsa “verdade” que se plasmou — e isso foi habilmente usado pela campanha democrata — de que só o racismo pode derrotar Obama. Isso, na prática, se daria assim: o eleitor diz ao pesquisador que vota em Obama — daí a sua liderança nas pesquisas gerais —, mas, na hora de escolher um nome na cabine indevassável, votaria contra “o negro”. Ora, o mapa do Real Clear Politics desmente essa hipótese. E é simples demonstrar: há 10 estados indefinidos (128 votos); em cinco outros (50 votos), tendentes a Obama, os pesquisadores vêem risco — vale dizer, a sua liderança não é consolidada. Assim, ainda que o eleitor esteja dizendo a verdade aos pesquisadores, qualquer resultado é possível.

Mas se firmou a “doxa”, não tem jeito. O processo foi conduzido de forma a que só um resultado parece legítimo, ou se instala sobre o processo eleitoral uma suspeita de má fé. E o que é mais impressionante: má fé do eleitor, o que certamente seria inédito na democracia. É como se um movimento coletivo fosse, então, organizado para enganar os pesquisadores. Vejam lá: consideradas as margens de erro, qualquer resultado é possível.

Meu amigo insistia, nesta segunda à noite, nas qualidades, vamos dizer, “conservadoras” de Barack Obama, o que acabou atraindo até parte dos republicanos tradicionais, alguns deles auxiliares do hoje já lendário Ronald Reagan. O “real McCain”, aquele independente, teria ficado para trás, obrigado que foi a entusiasmar o próprio partido e suas alas menos intelectualizadas, papel que inicialmente parecia caber a Sarah Palin, bem-sucedida no começo, esmagada depois por um trabalho de “desconstrução” como, creio, não se viu nos últimos tempos. De “fenômeno” a “estúpida”, passaram-se três semanas.

Não estou certo de que Obama seja o “real conservador”, como querem alguns setores que se descolaram do próprio Partido Republicano. Mas é certo que não o considero um revolucionário. A política e o establishment americanos dispõem de muitas instâncias que impedem o eleito de, vá lá, atingir o coração dos interesses dos Estados Unidos. Não me agrada é esse movimento de opinião salvacionista que tomou conta de seus eleitores nos EUA e de seus admiradores no mundo. E que se note: não me venham dizer que esse movimento é muito mais iluminado do que o dos “radicais” que inflamam os comícios de Sarah Palin. Dois obscurantismos de meras palavras de ordem estão em confronto.

À diferença de muita gente, não gosto deste momento da “democracia americana” porque acho que se formou uma opinião coletiva que agride a própria essência do sistema: só um resultado provaria as suas virtudes.

Mas também não me tomem por apocalíptico. Obama vai vencer? Então tá. De certo modo, é a pior coisa que pode acontecer para o próprio Obama e para aquelas fatias de seu eleitorado tomadas pelo “quebranto do bem”. O Messias terá de voltar à terra. E de ficar na terra.

segunda-feira, novembro 03, 2008

Ontem passsou, mas ficará

Erros, luta e frustração


Kimi Räikkönen, terceiro colocado, consola Felipe Massa no pódio

A imagem do homem que venceu a batalha, mas perdeu a guerra.

domingo, novembro 02, 2008

Homenagem ao dia 2 de novembro


Rosas Vermelhas

Se por acaso o céu dos seus sorrisos está com as estrelas da alegria apagadas pela saudade daqueles que se foram, ofereça-lhes, você, as rosas da gratidão pelos momentos felizes que o ser querido lhe permitiu viver.

Não deixe que as lágrimas lhe impeçam de ver as estrelas da esperança de um novo encontro, num amanhã feliz que não tarda a chegar.

Conserve a certeza de que o amor é eterno tanto quanto a vida, e jamais se perde.

Lembre-se que Jesus foi o grande propagador da imortalidade, pois atravessou o túmulo e voltou, exuberante, legando à humanidade a prova de que a vida é indestrutível, tanto quanto o amor


Fonte: e-mail

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