"Deus me respeita quando eu trabalho. Mas me ama quando eu canto."

sexta-feira, novembro 30, 2007

Hoje é sexta-feria!

"CHIQUE"

Folha de São Paulo

ELIANE CANTANHÊDE


"Chique"

BRASÍLIA - Segundo Lula, o Brasil agora é "chique", porque é do Brics, com Rússia, Índia e China, e além disso integra o grupo dos países de alto desenvolvimento humano. Ele, porém, esqueceu de alguns "detalhes" e manteve aquela postura curiosa: vitórias são sempre dele; derrotas, dos outros.
A curva do IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) do Brasil mostra claramente que os avanços do país são parte de um longo processo: 0,723 em 1990, 0,753 em 1995, 0,789 em 2000 e, enfim, 0,800 em 2005. Ou seja, o menor avanço em 15 anos foi justamente de 2000 para 2005.
É como Lula capitalizar a auto-suficiência do petróleo e a descoberta de um possível megacampo da Petrobras como mágicas dele. Ou, ainda, como Lula comemorar a marca de um milhão de carros da Ford na Bahia. O PT gaúcho expulsou a fábrica, e o PFL baiano pegou. A festa é do PFL (ou DEM) baiano.
E não custa lembrar que o Brasil entrou no grupo de alto desenvolvimento humano como lanterninha, o último entre os 70, o que não tem nada de chique, especialmente quando comparado ao desenvolvimento econômico, também resultado de um longo processo.
No confronto com dados da realidade, a coisa fica ainda pior. Na mesma semana em que Lula estala a língua de alegria com o IDH, o país e o mundo se chocam com a história de L., a menina franzina e violentada pela vida, entregue pelas "autoridades" às feras no Pará.
Essa menina não é um caso isolado. Ao contrário, sua dor chama a atenção para a situação de sabe-se lá quantas mulheres no Pará e sabe-se lá quantas mulheres e homens jogados como bichos em cadeias pelo país afora. Muitos, aliás, inocentes e sem defesa.
Números são números. Siglas são siglas. A realidade, senhor presidente, é que o Brasil vem evoluindo, sim, mas está longe, muito longe de ser "chique". Pergunte a L.

Frases Literárias


"Para te magoar,
são necessários um inimigo e um amigo:
um inimigo para te caluniar;
e um amigo para te transmitir a calúnia."

(Mark Twain)

*

quinta-feira, novembro 29, 2007

"CPMF - BATALHA FINAL"

TUDO PODERÁ ACONTECER, PARA O GOVERNO GANHAR, NAS CENAS FINAIS DESSE FOLHETIM ORDINÁRIO ORÇADO EM R$ 40 BILHÕES

Fonte: the passira news

A Melhor

E naquela escolinha, de Garanhuns, foi eleita a melhor redação:

Redassão: "O mano"

Quando eu tiver um mano vai-se chamar Herrar porque Herrar é o mano.

*

quarta-feira, novembro 28, 2007

Notícias do palácio

"Desse jeito não há articulador político que dê jeito nas dificuldades que o governo enfrenta para aprovar a CPMF. Se o presidente da República em pessoa vem a público dizer - como fez em entrevista ao Globo - que governar é gastar, contratar, aumentar salários e engordar o Estado, que o Brasil está forte na economia, que não há risco no abastecimento de energia e que os serviços públicos melhoraram muito,como convencer os resistentes da necessidade premente dos R$ 40 bilhões do imposto?

Isso no momento em que os dados da Receita mostram um crescimento de quase igual montante na arrecadação federal.

As palavras do presidente deram razão aos oposicionistas, empresários e alguns especialistas que apontam o momento como adequado para acabar com a CPMF e acusam o governo de não abrir mão porque precisa de margem para gastar muito e à vontade a fim de ou facilitar a eleição de um sucessor petista para Lula ou conferir viabilidade a alguma espécie de continuísmo - na forma de terceiro mandato ou prorrogação.

Gestão do Estado, na visão de Luiz Inácio da Silva, não é administrar dificuldades nem fazer o Estado caber dentro das suas possibilidades e da capacidade de seus cidadãos de sustentá-lo. É aumentar cada vez mais a arrecadação, contratar um número cada vez maior de servidores,pagando-lhes ótimos salários, como se a qualificação e a eficácia resultassem dessa simples equação.

É a aplicação da lógica reivindicatória sindicalista à tarefa de administrar a máquina pública. É a concepção de que, de um lado, há uma população para pagar a conta e, de outro, governantes para fazer o serviço de gestão da forma mais fácil possível: com dinheiro de sobra.

Ora, assim qualquer um faz qualquer coisa. Anos atrás, dois capitães da indústria da comunicação (impressa) planejaram se juntar para comprar o Jornal do Brasil, então em dificuldades intransponíveis.

A idéia de um deles - falecido não faz muito tempo - era gastar o mínimo possível, de preferência, nada. Diante da estranheza do parceiro, ensinou: "Fazer negócio com muito dinheiro é fácil, todo mundo faz. Gastando pouco é preciso ciência."

Essa visão de poupar e realizar administrando a escassez requer talento para estabelecer prioridades, manejar os recursos existentes reduzindo custos e, ainda assim, obter bons resultados.

Não é esta a concepção do presidente, que na entrevista revela ojeriza à navegação na adversidade, revela seu desapreço ao contribuinte e firma fileiras ao lado da concepção de que dinheiro público é dinheiro de ninguém e, portanto, admite qualquer tipo de desaforo.

Mas não é apenas essa notícia do palácio o que nos traz a entrevista de Lula.

Ali ele nos informa também que o expurgo dos economistas divergentes do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) tem o seu aval.Desfaz todo o esforço de se apresentar as demissões como resultado de vencimento de convênios e regularização de contratos.

Disse Lula a respeito da decisão de Márcio Pochmann, presidente do Ipea: "Ora, meu Deus do céu, o mínimo de direito que tem alguém (sic)que é colocado num cargo de uma instituição como o Ipea é colocar quem ele queira colocar, trocar quem ele queira."

Não teria se houvesse respeito à preservação da pluralidade de pensamento numa instituição de produção acadêmica. Nela, acredita o presidente, deve-se aplicar o mesmo critério do loteamento político adotado na relação Executivo/Legislativo que tanto vulgariza a administração pública e solapa a autonomia do Parlamento.

Mas há mais notícias na entrevista e elas não são animadoras. Sobre o terceiro mandato, Lula diz que resiste à tese, mas não diz que a rejeita. Reitera várias vezes seu desejo de "não falar mais no assunto", mas afirma também que não quer falar de sucessão antes de 2009 e foi o primeiro a pôr na roda o tema no fim de agosto, em entrevista ao Estado.

Não deixa também de embaralhar idéias. Afirma ser contra, "como filosofia", continuísmos. Mas, filosoficamente, também é contra a reeleição e se reelegeu.

Da mesma forma reafirma sua posição filosófica contrária ao imposto sindical, mas acha a atual proposta de acabar com ele "complicada", pois retira dos sindicatos dos trabalhadores e não dos empresários. Defende uma regra de transição. De quanto tempo? "Não sei."

Quanto a plebiscitos, diz: "A história do plebiscito não é minha. Aconteceu em 2001", querendo transferir a paternidade da idéia a Fernando Henrique Cardoso.

O plebiscito para escolha do sistema de governo não "aconteceu" em 2001. Ocorreu em 1993 porque, cinco anos antes, a Constituinte aprovara a consulta.

Lula volta a embaralhar a cena das longas permanências no poder, afirmando que tanto primeiros-ministros quanto presidentes podem ser removidos sem dificuldade. "Já vimos no Brasil, já vimos nos Estados Unidos." Como resultado de processos traumáticos de impeachment, exceções absolutas em ambos os países. Por que a persistência no erro?

Porque não é erro, é cálculo."

DORA KRAMER

terça-feira, novembro 27, 2007

Não Me Arrependo...

video

"Piaf, Um Hino ao Amor"

"És um senhor tão bonito...

...
Quanto a cara do meu filho
Tempo tempo tempo tempo
Vou te fazer um pedido
Tempo tempo tempo tempo

Compositor de destinos
Tambor de todos os ritmos
Tempo tempo tempo tempo
Entro num acordo contigo
Tempo tempo tempo tempo

Por seres tão inventivo
E pareceres contínuo
Tempo tempo tempo tempo
És um dos deuses mais lindos
Tempo tempo tempo tempo

Que sejas ainda mais vivo
No som do meu estribilho
Tempo tempo tempo tempo
Ouve bem o que te digo
Tempo tempo tempo tempo

Peço-te o prazer legítimo
E o movimento preciso
Tempo tempo tempo tempo
Quando o tempo for propício
Tempo tempo tempo tempo

De modo que o meu espírito
Ganhe um brilho definido
Tempo tempo tempo tempo
E eu espalhe benefícios
Tempo tempo tempo tempo

O que usaremos pra isso
Fica guardado em sigilo
Tempo tempo tempo tempo
Apenas contigo e migo
Tempo tempo tempo tempo

E quando eu tiver saído
Para fora do teu círculo
Tempo tempo tempo tempo
Não serei nem terás sido
Tempo tempo tempo tempo

Ainda assim acredito
Ser possível reunirmo-nos
Tempo tempo tempo tempo
Num outro nível de vínculo
Tempo tempo tempo tempo

Portanto peço-te aquilo
E te ofereço elogios
Tempo tempo tempo tempo
Nas rimas do meu estilo
Tempo tempo tempo tempo"

Oração ao Tempo - Caetano Veloso (1979)

segunda-feira, novembro 26, 2007

Quase Tudo

"Ainda falta descobrir a serenidade
Ainda falta dominar a ansiedade
e aprender a esperar
Ainda falta me pacificar
deixando o coração ficar mudo
Ainda falta aprender quase TUDO."

Anna Duarte


Ao Meu Anjo


Divino IEHUIAH, não deixa que a dor me desampare, não permitas que o inimigo entre em minha casa e roube até a confiança no Divino Senhor, não me deixa a sós com as minhas dores, ó Anjo Protetor, socorrei-me e faz de mim, uma mensageira merecedora do teu apoio, agora e sempre.

Amém.

sábado, novembro 24, 2007

É verdade...

Para onde vai o dinheiro?

Lucia Hippolito

Fonte: Blog de Lúcia Hippolito

“Cassa Renan. Absolve Renan. Prorroga CPMF. Extingue CPMF.

Pouca gente parece estar interessada no que é realmente importante. Dia 22 de dezembro o Congresso entra em recesso.

Como não há mais pagamento de vários salários extras para uma eventual convocação do Congresso em janeiro, as Excelências querem encerrar os trabalhos no prazo regimental.

Tudo muito bom, tudo muito bem.

Mas parece que ninguém está tratando do que é realmente importante: a votação do Orçamento Geral da União para 2008.

Diz a lei que o Congresso não pode entrar em recesso antes da aprovação do Orçamento para o ano seguinte.

Mas com esta conversa de “cassa Renan, absolve Renan”, “prorroga CPMF, extingue CPMF”, está passando batida a proposta de Orçamento para o ano que vem.

Ou seja, ninguém está contando como é que o governo federal planeja gastar a montanha de dinheiro que expolia dos cidadãos-eleitores-pagadores de impostos.

Isto sim é que é importante.

É por isto o governo faz esta cortina de fumaça em torno de “cassa/absolve Renan”, aprova/extingue CPMF”.

Alguém não quer que saibamos como e onde vai ser aplicado -desperdiçado o nosso dinheiro no ano que vem.

É dessa forma que se emprega o presente para hipotecar o futuro.

E quem garante que esta hipoteca será paga?







*

Bola Preta do Mês



Há cinco dias a "NET-VÍRTUA" considera a minha quase total falta de sinal,

como coisa banal - "intermitência".

Vá eu ser "intermitente" no pagamento da mensalidade!!!

A falta de respeito para com os assinantes e o "cinismo" com que nos tratam

os seus funcionários treinados para tanto, me levam a crer que eles

"plataram" Fernanda Yang em um seriado da Rede Globo, apenas para nos

mostrar que por conta "dos sistemas", enlouqueceremos. E lá estarão eles,

por trás de nossos IP's, matando-se de rir, enquanto enchem seus cofrinhos.


Porque hoje é sábado

"Declaração para os meus amigos

Ces são o colírio do meu ôiu.
São o chiclete garrado na minha carça dins.
São a maionese do meu pão.
São o cisco no meu ôiu (o ôtro oiu - eu tenho dois).
O limão da minha caipirinha.
O rechei do meu biscoito.
A masstumate do meu macarrão.
A pincumel do meu buteco.

Nossinhora!
Gosto dimais da conta docêis, uai.

Ces são tamém:
O videperfume da minha pintiadêra.
O dentifriço da minha iscovdidente.

Óiproceisvê,
Quem tem amigos assim, tem um tisôru!

Eu guárdesse tisouro, com todo carinho ,
Do Lado Esquerdupeito !!!
Dentro do Meu Coração!!!

AMOOCÊIS PADANÁ!!!"


Recebido por e-mail da linda Paty

terça-feira, novembro 20, 2007

Somos todos iguais ?

Minha homenagem ao “Dia da Consciência” – Racismo e esquerdopatia

Reinalzo Azevedo

Publiquei o post abaixo em abril deste ano. É o caso de republicá-lo. Por razões óbvias:

“Mais bem alimentados, repetimos, eram, na sociedade escravocrata os extremos: os brancos das casas-grandes e os negros das senzalas. Natural que dos escravos descendam elementos dos mais fortes e sadios de nossa população. Os atletas, os capoeiristas, os cabras, os marujos. E que, da população média, livre, mas miserável, provenham muitos dos piores elementos; dos mais débeis e incapazes. É que sobre eles principalmente é que têm agido, aproveitando-se de sua fraqueza de gente mal-alimentada, a anemia palúdica, o beribéri, as verminoses, a sífilis e a bouba”.

Acima, vai um trecho de Casa-Grande & Senzala , de Gilberto Freyre. Na edição que tenho, da José Olympio, está na página 34. Trata-se do livro mais importante da sociologia brasileira, solenemente ignorado por brancos, negros, marxistas e ignorantes — às vezes, ao menos três dessas coisas estão juntas. Como se vê, sob o aspecto da alimentação, por exemplo, o branco livre e pobre já pode se organizar para cobrar uma reparação do estado brasileiro, já que agora demos pra fazer justiça retroativa.

Embora Gilberto Freyre seja o pensador da formação do Brasil mais afinado com a história e com a documentação, foi banido da universidade, com raras exceções. Os negros o ignoram. Fiz um programa Roda Viva uma vez com um professor que escrevera um livro apontando um terrível racismo no Brasil. Ele não tinha lido Gilberto Freyre. Não é que conhecesse a obra e tivesse decidido que ela era ruim: ele simplesmente a ignorava.

Li Casa Grande & Senzala quando tinha 20 anos. Foi um dos livros que ajudaram a me curar da esquerdopatia, de que fui acometido aos 14. Por razões que não vêm ao caso, fiquei sabendo o que era ditadura e que o Brasil era uma. E aquilo me pareceu, e era, uma porcaria. E a esquerda combatia aquele negócio. E aí eu caí na conversa. É uma síntese breve de uma trajetória um tanto longa. O melhor remédio contra a esquerda ainda é a alfabetização. Vejam este outro trecho, nas páginas 52 e 53:

“Uma circunstância significativa resta-nos destacar na formação brasileira: a de não se ter processado no puro sentido da europeização. Em vez de dura e seca, rangendo no esforço de adaptar-se a condições inteiramente estranhas, a cultura européia se pôs em contato com a língua indígena, amaciada pelo óleo da mediação africana. O próprio sistema jesuítico — talvez a mais eficiente força de europeização técnica e de cultura moral e intelectual a agir sobre as populações indígenas; o próprio sistema indígena, no que logrou maior êxito no Brasil dos primeiros séculos foi na parte mística, devocional e festiva do culto católico. Na cristianização dos caboclos pela música, pelo canto, pela liturgia, pelas profissões, festas, danças religiosas, mistérios, comédias; pela distribuição de verônicas com agnus-dei , que os caboclos penduravam no pescoço, de cordões, de fitas e rosários; pela adoração de relíquias do Santo Lenho e de cabeças das Onze Mil Virgens. Elementos, muitos desses, embora a serviço da obra de europeização e de cristizanização, impregnados de influência animística ou fetichista vinda talvez da África.”

Na seqüência, Gilberto Freyre demonstra que o próprio Santo Inácio de Loyola, o criador da Companhia de Jesus, pode ter-se inspirado na mística muçulmana para criar os Exercícios Espirituais. O Brasil foi feito pela miscigenação, e a tentativa de separar o país em “raças” contraria a história da nossa formação. Trata-se, em suma, de uma manifestação de racismo. Além de ser, também, expressão ou de ignorância ou de oportunismo. Ou das duas coisas.

Aquela palavra de ordem dos esquerdopatas da UnB — “Brasil, África, América Central: a luta do negro é internacional” — é uma bobagem que só faz sentido no Brasil. A luta no negro é “internacional” em Angola ou Moçambique, onde negros são ditadores de negros? É internacional no Sudão, onde negros islâmicos massacram negros cristãos? É “internacional” para tutsis e hutus, que se matam, se esfolam e se mutilam aos milhares, chegando a milhão? Calma lá: hoje em dia, os maiores algozes dos negros têm pele negra. Um amigo foi fazer uma reportagem em Angola. Quase morre na mão dos comunistas que estão no poder. O país consegue ser uma dos mais ricos e mais corruptos do continente. Corrupção centralizada pelos comunas. O Brasil se formou de outro jeito. A escravidão ainda não tinha sido oficialmente extinta, e nosso maior escritor já era um mulato. Ou entendemos os nossos paradoxos, ou vamos começar a brincar de nos meter fogo uns nos outros em nome da “verdade” — a verdade de uma causa importada pela militância.

Os nossos “mestiços” são “mestiços”, não são negros coisa nenhuma. E eles são 41% da população. Negros são 6%. E 52% são brancos. Essa é a realidade do Brasil. E os pais dos mestiços os quiseram mestiços. Não fosse para se misturar, teriam escolhido alguém com a cor de sua pele para fazer filhos. Porque em nossa história há aqueles elementos de que fala Gilberto Freyre acima. A militância pela “discriminação positiva” passou a ser um meio de vida, uma profissão, que só prospera porque não se cumpre o estado de direito à risca. Ou todos são iguais perante a lei, ou se está fraudando o regime democrático. A aplicação de cotas raciais só existe porque o mundo jurídico brasileiro se acovardou, com medo da militância estridente.

Para encerrar, observo que sempre que vejo um negro cantando rap ou funk de protesto, sob o pretexto de ser um ato de resistência, que viria lá da mamma África, escarneço entre a ironia e a melancolia. O que essas manifestações têm a ver com o continente africano ou mesmo com a cultura que os negros produziram no Brasil? É só o lixo da indústria subcultural americana, a pior parte do seu tão detestado (por eles, não por mim) capitalismo. De africano, nem o tênis e o jeans cinco números maior, com os fundilhos nos joelhos e a cueca de fora — a própria visão do inferno.

segunda-feira, novembro 19, 2007

C P M F

Isso se chama imposto em cascata

Acredita-se que alguns setores da economia ela incide até 12 vezes

Calcule o valor da CPMF

Quanto o governo espera arrecadar com a CPMF de 0,38%? Algo em torno de R$ 40 bilhões, certo?

Vamos fazer uma regra de três? Se R$ 40 bilhões correspondem a 0,38%, que valor corresponderia a 100%?
Assim ensinou a nossa professorinha: R$40.000.000.000,00 ........0,38x .................100%

Multiplica-se em cruz e faz-se a divisão: 0,38x = R$ 40.000.000.000,00 X 100 x ...=....4.000.000.000.000,00.................................. 0,38 x =10.526.315.789.473,68

E você chegará à conclusão que os R$ 40 bilhões correspondem à aplicação da alíquota de 0,38% sobre... atenção!: -R$ 10.526.315.789.473,68.

Se você tiver dificuldade de ler, eu ajudo: - dez trilhões, quinhentos e vinte e seis bilhões, trezentos e quinze milhões, setecentos e oitenta e nove mil, quatrocentos e setenta e três reais e sessenta e oito centavos.

É isso aí. A CPMF incide no correspondente A QUASE CINCO PIBs BRASILEIROS em um único ano. Ou seja, a CPMF é cobrada 5 vezes sobre todo o valor produzido em 1 ano no Brasil. Eis aí!

Trata-se da prova material, escancarada, evidente, de que o imposto tributa muitas vezes um mesmo dinheiro e de que TODOS PAGAM.

É ou não é um IMPOSTO PERVERSO?


Recebido por e-mail

Recado para você!

domingo, novembro 18, 2007

Uma nova esperança

Detetives particulares dizem estar perto de Madeleine

G1

Responsável por agência de investigação disse para jornal britânico que menina está viva.Pais de Madeleine, desaparecida desde 3 de maio, contrataram a agência.

Os detetives particulares que procuram a menina britânica Madeleine McCann, que desapareceu em Portugal em 3 de maio, têm certeza de que a criança está viva e estão perto de localizar o seqüestrador, afirma hoje o jornal "Sunday Mirror".

Em declarações publicadas hoje no jornal britânico, Francisco Marco - responsável da agência privada de investigadores Método 3, com sede na Espanha - disse que tem certeza de que a menor ainda está viva. "Temos certeza de que (Madeleine) foi seqüestrada. Estamos muito, muito perto de encontrar o seqüestrador", afirmou Marco, contratado pelos pais da menina, Gerry e Kate McCann.

Marco acredita que Madeleine foi seqüestrada em uma operação cuidadosamente planejada, diz saber o local onde está e insiste em que sua empresa está perto de descobrir o que aconteceu com a criança.

No entanto, o responsável da Método 3 não quis dizer em que país Madeleine pode estar, mas os McCann sempre insistiram em que suspeitam que ela pode estar no Marrocos. Ele também não explicou por que ainda não pegou os seqüestradores.
O "Sunday Mirror" diz saber a identidade dos três suspeitos, mas decidiu não publicar os nomes para não prejudicar a investigação.

O porta-voz dos McCann, Clarence Mitchell, disse que a família está animada com esta informação, mas mantém a cautela, já que outras pistas não levaram ao paradeiro da menina.
Segundo Marco, uma mulher ofereceu novas informações, consideradas cruciais no caso.
Saiba mais

Esta pessoa, cuja identidade não foi revelada, disse ter visto uma menina pequena parecida com Madeleine em uma caminhonete no centro de Portugal, dois dias depois de a menina britânica desaparecer de um centro de férias no Algarve, no sul de Portugal. A criança - acrescenta o dominical - estava sentada junto com uma mulher dentro do veículo, enquanto um homem estava do lado de fora. Esta testemunha conseguiu identificar a mulher de uma série de fotografias que os investigadores da Método 3 mostraram, já que essa mulher já estava vinculada ao caso "Maddie". O homem visto perto da caminhonete tem descrição parecida com o suspeito que Jane Tanner, amiga dos McCann, disse ter visto na noite em que Madeleine desapareceu na Praia da Luz, no Algarve. Segundo o "Sunday Mirror", um terceiro homem também estaria envolvido. Ele seria a pessoa que observou como os McCann cuidavam de seus filhos e os deixaram dormindo no quarto enquanto jantavam em um restaurante do complexo turístico.

Bom domingo & Boa Semana!

sexta-feira, novembro 16, 2007

"...há luz no fundo do túnel, que não seja um trem em sentido contrário?"



"FOI ASSIM QUE RENAN SERÁ ABSOLVIDO 5ª FEIRA

Pelo andar do andor, dá para ver que a pantomima está bem ensaiada, com falsos momentos de tensão de última hora, mas tudo acabará com um triste final feliz e não se falará mais do assunto.

Toinho de Passira


Fonte: Revista VEJA, Folha de São Paulo, O Globo, Blog do Noblat, Blog do Jamildo

No primeiro julgamento Renan recebeu dos companheiros senadores 40 votos pela sua absolvição, o que nos surpreendeu, esperávamos menos, agora, não nos surpreenderemos se os favoráveis chegarem bem próximo dos 50.

Além de manter quase todos os 40 já conseguidos, ganhará alguns dos que se abstiveram, e mais votos petistas, mais votos do PMDB e inéditos votos oposicionistas em grande número, numa revoada de tucanos.

O scrip dessa farsa começou a ser posto em prática no dia 11 de outubro, quando Renan seguindo finalmente a orientação de José Sarney, foi até o Senado e pediu licença do seu cargo de Presidente do Senado, por 45 dias, e que terminará no próximo dia 25 de novembro, dois dias depois do julgamento.

Na segunda fase Renan ficou sumido, enquanto o PMDB punha nas exigências para apoiar integralmente a abominável CPMF, além de algumas emendas liberadas, alguns cargos em estatais, a absolvição de Renan.

Como havia insinuações da imprensa sobre sua ausência do plenário, já que se licenciara da presidência, não do mandato de Senador, para não ser acusado de faltoso, tirou uma licença de 10 dias, para fazer exames médicos.

Acaba a licença médica, os acordos já estavam fechados, então com toda a humildade fingida Renan volta a freqüentar o Senado, instalando no seu gabinete comum, e como um simples senador mortal, circulou discretamente pelos corredores e plenários, dando abraços e distribuindo humildes sorrisos.

Paralelamente sua mulher, deu entrevista na Folha de São Paulo (veja texto abaixo) dizendo que o casal está em nova lua de mel, e ela até sonha em terem uma filha. Complementando até a amante, Mônica Veloso, surpreendentemente abençoou o casal, pela imprensa.

O governo fez o que quis com os integrantes do PMDB, para aprovar a CPMF na comissão de Justiça: o partido mostrava que não tinha meias medidas para cumprir sua parte no trato.

Veio o julgamento na comissão de ética, lá Renan perde por 9 a 3, mas fica sossegado, pois mesmo entre os nove que votaram contra, mudaram o voto quando ele cumprir o próximo passo do ritual combinado. Por isso, não houve movimentos da tropa de choque do senador, com pedidos de vista, apresentação de relatórios paralelos, preferiram a discrição.

De brinde ganhou absolvição do caso Schincariol, sem que ninguém protestasse.

O último gesto antes do julgamento será a renúncia de Renan da Presidência do Senado, às vésperas da votação, possivelmente um dia antes. Com esse ato, cairá nas graças de muita gente que se sente no direito de perdoá-lo, que com seu grupo sonha em tomar o seu cargo, de outros que acha que justifica o voto favorável, pois teria sido ele já suficientemente castigado com a perda do cargo.

Irão para os arquivos e para o esquecimento todo aquele amontoado de acusações, de notas frias, favorecimentos ilegais, promiscuidade com empreiteiras, mentiras seguidas da tribuna do Senado, pior ainda, da cadeira de Presidente do Senado.

A absolvição do Senador Renan Calheiros, consagrado pela jornalista Mirian leitão como o serial killer da ética, deveria motivar um processo coletivo, por falta de decoro parlamentar, contra todos os senadores que fingem acreditar na sua inocência.

Nenhuma das acusações contra Renan Calheiros, iniciados por acusações da revista Veja, mereceram uma investigação séria, pelos senadores relatores do senado. Todos fizeram uma investigação ética, contra alguém que era acusado de falta de ética. Pode ser falta de experiência investigativa, como pode ser também corporativismo.

No caso de Mônica Veloso e a pensão paga pela empreiteira, nunca se tomou depoimento da própria Mônica Veloso, que a época chegou a se oferecer para depor, e não poderia deixar de ser ouvida, mesmo que não tivesse nada a dizer. Os relatores chegaram a se vangloriar de não ter investigado, nada a fora dos documentos que lhes foi exibido.

Até a contabilidade de Renan, só foi investigada pela Polícia Federal, pois o Senador Simbá Machado (PT-AC), posto no cargo de Presidente da comissão de ética, por ideli Salvati, par ajudar Renan, pensou que os documentos do senador eram legítimos e sugeriu que a documentação fosse perícia da pela Polícia Federal e por isso mesmo foi apeado do cargo. Quando nomearam o senador João Pedro (PT-AM) como relator da segunda representação contra o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) no caso da cervejaria Schincariol, no Conselho de Ética do Senado, todo mundo falou que o senador iria ser inocentado.

O intrincado caso foi investigado apenas com um pedido de explicação para a Cervejaria, e a defesa do Senador Renan Calheiros, e não se tocou na pista de que o Presidente do senado tenha beneficiado a empresa com a reversão de uma dívida de R$ 100 milhões ao INSS.

O senador João Pedro diz que não encontrou provas contra Renan, mas não disse que também não procurou.

Até nos caso dos laranjas, que tem como relator o insuspeito Senador Jefferson Peres, vê-se pelo relatório, que as investigações, não passaram de uns depoimentos protocolares, e que o senador foi até bastante severo em considerar os “sete indícios encontrados” como prova suficiente para cassar o mandato de um Senador da República.

Foi assim que Renan será absolvido."

- Com licença! Eu preciso ir vomitar!

Nosso presente

O que será de nosso futuro?

Nosso passado

Hoje é sexta-feira!









...depois de um feriado na quinta!

quarta-feira, novembro 14, 2007

Pérolas do Presidente! (I)


1. "Quando se aposentarem, por favor, não fiquem em casa atrapalhando a família. Tem que procurar alguma coisa para fazer." "Falar de doença mental não deve ser difícil para ninguém (...) sabemos que o problema não atinge apenas os que já foram identificados como pessoas com algum problema de deficiência, porque a dura realidade é que todos nós temos um pouco de louco dentro de nós. Todos nós. Quem não acreditar, é só fazer uma retrospectiva do seu comportamento pessoal nos últimos dez anos". Lula, ao assinar o Estatuto do Idoso perante uma delegação de idosos, no dia 1º de outubro de 2003. Fonte: Agência Estado - 01/10/2003

2. "Estou vendo aqui companheiros portadores de deficiência física. Estou vendo o Arnaldo Godoy sentado, tentando me olhar, mas ele não pode me olhar porque ele é cego. Estou aqui à tua esquerda, viu, Arnaldo! Agora, você está olhando pra mim... Fonte: Site da Radiobras, 27/06/2003.

3. "Não adianta ter um bando de generais e de soldados". Falando no Clube do Exército em 15 de dezembro de 2003. Fonte: Informativos do Exército Brasileiro, 17/12/2003 e vários jornais

4. "Cheguei à Presidência para fazer as coisas que precisavam ser feitas e que muitos presidentes antes de mim foram covardes e não tiveram coragem de fazer." Fonte: Folha de São Paulo, 30/10/2003.

5. "Estou otimista porque estamos reduzindo as taxas de interesses dentro do Brasil." Falando à Cúpula das Américas em Moterrey, a 13 de janeiro de 2004. "Tasa de interés" significa, em espanhol, taxa de juros. 'Taxas de interesse' não significa nada em língua alguma. Fonte: Estadão -13 de janeiro de 2004

...Certo está o Rei!

Gizos demais


Grande "Sacada"!

"ACIMA DA COMPREENSÃO"

LUCIA HIPPOLITO NÃO ENTENDE NADA SOBRE PT ACHA QUE IDELI SALVATI NÃO SERVE PARA LÍDER DO GOVERNO

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr (alterada para servir de ilustração) Ideli e seu defectível terninho da C&A

Toinho de Passira

Fonte:Blog da Lúcia Hippolito

"Bem intencionada e elegante, Lúcia Hippolito como o Rei da Espanha, que saiu da linha por causa de Hygi Chávez, de vez em quando perde a classe quando fala de Ideli Salvati:

“A líder do PT no Senado, por sua vez, especialista em arrogância e antipatia, depois de expulsar o senador Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR) da CCJ, apenas porque ele teve a ousadia de dizer que votará contra a CPMF, continua dando show de falta de compostura.

Depois da saída de Mozarildo Cavalcanti (substituído por ela mesma, com a infelicíssima frase: “A vida é dura.” Pode?!)”

Em vez de magnanimidade, uma certa humildade calculada, Renan foi arrogante, truculento, tripudiou sobre os que votaram contra ele.

Assim também os membros do governo, sobretudo a líder do PT no Senado.(Que falta de habilidade, meu Deus! Quem é que acha que aquela senhora tem qualidades para liderar uma bancada de senadores?!)

Comentando: Desculpe nossa mestra, mas, você não entende nada de PT, nem desse governo: fique sabendo que Ideli Salvati é a líder perfeita para o cargo.

Ideli, como ninguém tem um prazer mórbido de se espojar em resíduos impreganados “de coliforme fecais”, nos atalho pantanoso dos objetivos petistas.

O que você chama de arrogância e antipatia são apenas atos políticos rotineiro para essa dama do PT, acostumada a ganhar sem obedecer nem pequenas nem grandes regras dos bons costumes.

Então quando ela veste esse surrado e defectível terninho vermelho petista, o uniforme das batalhas obscuras, incorpora a si mesma em toda a plenitude, e não há código de ética humana, conduta civilizada e educação doméstica, que ela não atropele, com aquele sorriso amarelo amarronzado.

De maus bofes, tem uma pele gordurosa inundada de amareladas erupções cutâneas, bem característica de quem não cuida nem do próprio fígado.

O governo precisa da pouca asseada eficiência de Salvati, convocada em situações como essa, quando o escorregadio Mantega, o bajulador Mares Guia e o galã de arrabalde Jucá, falham.

Assim ela vai desfilando os seus modelitos da C&A, pelos subterrâneos escuros e pouco perfumados das intenções governistas.

Defendendo Renan, José Dirceu, os mensaleiros, Antonio Palocci e tantos outros companheiros enlameados.

Portanto, Lucia Hippolito, lembre aquela batida história de que o tatu sobre a árvore não tem a menor importância, importante é quem o pos lá, aprenda que pelo líder a gente conhece o governo, ou vice-versa.

N.B. Confessamos, porém, nossa covardia, só estamos falando assim, de Dona Ideli, porque acreditamos estar distantes das suas garras infecciosas, para nós Ideli Salvati é um demônio feminino no apogeu da TPM.

Amém."

*

"The Passira News" - Parabéns!

Brasília & Sua Cidade Irmã

terça-feira, novembro 13, 2007

...mas sabemos Nós: será

Aprovada a prorrogação da CPMF na Comissão

Blog Ricardo Noblat

Foram 12 votos a 9 e uma abstenção.

Derrotado na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania do Senado o relatório de Kátia Abreu (DEM-TO) que sugeria a rejeição da emenda que prorroga até 2011 a cobrança da CPMF.
(Nota aqui postada hoje às 17h00m:

"12 votos contra, 9 a favor e uma abstenção

Esse aí deverá ser o placar da votação daqui a pouco do relatório da senadora Kátia Abreu (DEM-TO) que pede a rejeição da emenda constituicional que prorroga até 2011 a cobrança da CPMF. Quer dizer: o relatório será rejeitado. Vitória do governo.

Jefferson Perés (PDT-AM) informou a líderes da oposição (PSDB e DEM) que irá se abster. Ele não garante que procederá da mesma forma quando a emenda for votada no plenário do Senado".)

*

Eu, você, não merecemos isso, mas "eles" sim.

Ao Reino do Asneirar

O conselho de Sua Majestade

Lucia Hippolito

O governo Lula parece que gosta de viver perigosamente.

Está às portas de uma vitória importante na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, vitória apertada, mas se comporta como se tudo fosse uma grande brincadeira.

Ministros continuam falando demais, ministros continuam falando bobagem.

Depois das trapalhadas na negociação com os tucanos, agora o ministro da Fazenda faz ares de desdém, como se não lhe interessasse mais conversar com a oposição.

(Me engana que eu gosto!)

A líder do PT no Senado, por sua vez, especialista em arrogância e antipatia, depois de expulsar o senador Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR) da CCJ, apenas porque ele teve a ousadia de dizer que votará contra a CPMF, continua dando show de falta de compostura.

Depois da saída de Mozarildo Cavalcanti (substituído por ela mesma, com a infelicíssima frase: “A vida é dura.” Pode?!) e de o senador Pedro Simon (PMDB-RS) ter declarado que acompanhará seu partido, votando com o governo, a balança na CCJ pende para o governo, que deverá vencer na Comissão e também no plenário.

Vitória difícil, apertada, resultado do festival de equívocos que o governo cometeu desde o início das negociações – e, pelo visto, continua cometendo.

Não há necessidade de tripudiar sobre os derrotados.

O governo comete, assim, os mesmíssimos erros do senador Renan Calheiros, logo após sua absolvição.

Em vez de magnanimidade, uma certa humildade calculada, Renan foi arrogante, truculento, tripudiou sobre os que votaram contra ele.

Resultado: não conseguiu recompor as pontes com seus colegas e, ao contrário, aumentou a animosidade em torno de si.

Hoje pena para salvar o mandato, tarefa que parece cada vez mais difícil.

Assim também os membros do governo, sobretudo a líder do PT no Senado.

(Que falta de habilidade, meu Deus! Quem é que acha que aquela senhora tem qualidades para liderar uma bancada de senadores?!)

Agora é hora de o governo trabalhar em silêncio, garantir os votos necessários, calar a boca e trabalhar duro para consolidar a vitória na CCJ e no plenário.

Não é hora de bazófia, nem de tagarelice desnecessária. Exibições de truculência e de arrogância não ficam bem numa vitória tão apertada.

Não sei não, mas a líder do PT e alguns ministros bem que poderiam aproveitar o conselho de sua Majestade, o rei da Espanha, ao presidente da Venezuela.

segunda-feira, novembro 12, 2007

Assino embaixo

O Momento Exato

Por Maria Helena Rubinato Rodrigues de Sousa

Sempre ouvi dizer que o rei do ‘timing’ – palavrinha que significa exatamente a seleção do momento exato para se obter o efeito máximo – era meu querido Frank Sinatra.

Mas hoje tivemos uma demonstração cabal de que, fosse cantora, a ministra Dilma tiraria esse título do saudoso ‘old blue eyes’. A jovem senhora entrou com o assunto da descoberta da assombrosa bacia petrolífera no momento certo, num timing para lá de perfeito.

Na véspera, o presidente Lula, exaltado, com o rosto naquele tom vermelho-irritação já nosso conhecido, exprimia sua animosidade contra os que comentavam a crise do gás. Que crise, disse o presidente? Um ‘probleminha’ no Rio de Janeiro logo se transforma numa crise? Que crise?

O homem estava tão alterado que temi por sua saúde. Ainda mais depois de ler as declarações muito altaneiras de Evo Morales sobre a nova relação entre o Brasil e a Bolívia. Namoro novo, em novas bases, a pedido do rapaz rico, o Zé Brasil. A mocinha pobre, Maria Bolívia, faz exigências. Foram quatro horas de exigências e o Gabrielli lá firme, como mediador entre as partes, até a redação final do pacto antenupcial.

Até esse namoro dar frutos, ou seja, até a Bolívia receber dinheiro suficiente para aumentar a exploração de suas jazidas e começar a exportar mais gás para o Brasil e para seus outros clientes – sim, ela não prometeu fidelidade eterna – ainda vai levar um tempinho.

Os usuários do gás natural vão sofrer um aumento que virá, ao que dizem, parcelado. Mas o que eles dizem, eu não escrevo. Não troquei os queimadores do meu fogão e não aceitei as exigências da CEG por ser fanática pelo gás natural. Foi a Companhia Estadual do Gás que nos foi obrigando, bairro por bairro desta cidade do Rio de Janeiro, a passar de um tipo de gás para outro, segundo sua conveniência.

Espero que não se esqueçam disso. Nem dos taxistas. Que são muitos e bastante influentes. E que o presidente não volte a dizer que faltar gás é um ‘probleminha’ no Rio de Janeiro. Não é. É um problemão!

Essa bacia petrolífera, gigantesca, pois vai de Santa Catarina ao Espírito Santo, está a uma profundidade inalcançável hoje em dia. Desde o início do ano que se fala nessa maravilhosa descoberta. Surpreendeu a generosidade com que o presidente permitiu que seu anúncio fosse feito pela ministra e não por ele, pessoalmente, em cadeia nacional de TV. Ou que não tivesse deixado para fazer o anúncio no primeiro dia de funcionamento da TV Brasil. Não teria sido uma estréia e tanto?

Mas quem sabe faz a hora e não espera acontecer, não é, ministra? Pelo menos nos próximos dias não se vai falar em apagão do gás, ou falta de chuva, ou perigo de falta de luz. O povão vai mesmo é comemorar a descoberta desse mar de petróleo e a estrela do Lula.

Cada qual com seu cada qual. Se vai haver quem comemore, eu, da minha parte vou ficar satisfeita em ver que o PSDB pode voltar a ser um partido de oposição com a alma bem tranqüila: o Brasil passou, segundo dona Dilma, para a nona posição em reservas petrolíferas. Não precisa da CPMF. Acho que até o etanol vai tirar umas férias.

Apesar de extremamente desiludida com os partidos de oposição, ainda venho lhes pedir que não discutam mais com o Governo. Já não fecharam questão? Então. O próximo presidente vai usufruir desses 800 milhões de barris de petróleo de boa qualidade. Diante disso, a CPMF é troco. Acabem com esse troco.

E mais um conselho: não é meu. É de Alexandre Dumas Filho: “Não discutam jamais, vocês não convencerão ninguém. As opiniões são como pregos; quanto mais batemos neles, mais os cravamos”.


*
¸.•´¸.•*´¨) ¸.•*¨)
(¸.•´ (¸.•` * Ana Maria

Dessa eu gostei demais!


"Veja a cena completa da humilhação a que Chávez foi submetido

Reinaldo Azevedo

Se você clica aqui terá acesso à cena completa da humilhação a que foi submetido o ditador Hugo Chávez. Além do “cala-boca” que levou do rei Juan Carlos, tomou um sabão monumental de José Luis Rodríguez Zapatero, primeiro-ministro da Espanha. Chávez havia atacado, em termos inaceitáveis, José María Aznar, antecessor de Zapatero. O dirigente espanhol lembrou ao tiranete qual é a prática vigente nas democracias: pode-se discordar, mas com respeito. Mais: lembrou que Aznar havia sido eleito pelos espanhóis, deixando claro que, num fórum internacional, aquele ataque era dirigido, então, a todo um povo. Chávez teve de calar-se. Zapatero foi calorosamente aplaudido.


Chávez costuma se comportar como um palhaço em encontros internacionais. Pretende ser o sucessor de Fidel Castro também na personalidade midiática. Se o outro já era um bufão, o rascunho da cópia é só um pateta, não obstante seja incensado por certa mídia. Não me lembro de carraspana pública como esta. O rei Juan Carlos e Zapatero mostraram como agem governantes que têm respeito por seu país e por seu povo. O ditador da Venezuela já ofendeu o Parlamento brasileiro e não ouviu nem sequer uma manifestação de desagrado do governo brasileiro."

Por quê não!?

"?"

sábado, novembro 10, 2007

Deus, nos acuda!

Porque hoje é sábado - dia glorioso no calendário, meu agradecimento para duas entidades que entraram em minha vida - sério, não é? Sim, eu creio.

"Uma estória pode começar assim: "Dia houve, em que Thor..."

Tão longe de mim e tão perto de uma criança: Riquelme, um ser humano de cinco anos, salvou um outro ser humano.

Dever dar parabéns para Riquelme, sim - em nosso coracão, por sua Santa Ingenuidade, e bons sentimentos - Sem contar sua valentia (perigosa), em ser, em sua fantasia, e depois, de fato "o ser", em sendo, o seu super-herói!

O que houve? Nada, não. Apenas uma criança de cinco anos, salvando um outro ser - que tem algo em torno de ano e meio, de morrer queimada! - Um incêndio não explicado houve na casa da criança de menor idade. - Coisas do Brasil.

Realidade e Fantasia são muito mistas na fase da idade de Riquelme - hoje um "pequeno-grande" herói.

Eu desperto pensando o quanto gostaria de explicar para crianças, que entre a fantasia e realidade, há o risco, muito provável, de não voltar...mas sei que crianças da idade de Riquelme, nunca entenderiam o meu modo de falar. - Em mim, o medo do "invitável ser". Eu tive cinco anos e sei, apenas há pouco, como aventureira que era, quanto perigo eu corri.

Que lindo o menino Riquelme, que um dia vai entender que o Riquelme de hoje foi uma fantasia que a realidade aceitou.

Nunca fui fã de Super-Heróis, mas algum dia, Riquelme haverá de entender porque (nós humanos), não somos o que hoje, em sua grave inocência, ele foi: Um Super Herói.

Riquelme: "Atenção! A nave espacial, irmã lhe diz: "Missão Cumprida" - Assim espero.


Emocinante:


Deus continue abençoando sua vida, e assim sendo, e, assim, sempre será, peço algo especial para Deus, não para você, Riquelme, que já tanto fez.

"Senhor, mostre à quem merecer, e por amor para com Sua filha, onde está Madeleine e enquanto ela não for encontrada, por favor, Senhor, cuide dessa alminha! Sei que há muitas crianças "desaparecidas", mas se o Senhor pode fazer com que um seu outro ser, de apenas cinco anos, salve a vida de outra criança, eu lhe peço...cuide dela como tem cuidado de mim. Se ela não estiver mais entre nós, nesse plano, rezo para que Sua Vontade seja a de mostrar seus últimos passos.

Nunca esqueço de que Sua Vontade é a que há de ser cumprida - Sua e de mais ninguém é a Soberana Sabedoria."

Os meandros do coração de Deus são inexpuguináveis.

Confio em Vós.


sexta-feira, novembro 09, 2007

Hoje é sexta-feira!

Palmas para o STF

Caso do Mensalão começa (enfim) a andar

Lucia Hippolito

No último dia 6, publiquei aqui uma nota criticando o Supremo Tribunal Federal porque, mais de dois meses depois do julgamento do caso do mensalão, acolhendo a denúncia e transformando os 40 indiciados em réus, nada tinha acontecido.

O mensalão continuava empacado no Supremo, e sequer o acórdão (consolidação das opiniões de todos os ministros emitidas durante o julgamento) tinha sido publicado no Diário da Justiça.

Sem a publicação do acórdão, o processo não pode começar.

Pois hoje temos uma grande notícia: o STF publicou, afinal, o acórdão do julgamento no Diário da Justiça.

Agora, sim, o processo dos 40 mensaleiros vai começar.

Excelente notícia! Que se faça justiça.


"Festa Junina ou Aniversário?"


"Estrela de seis pontas é o simbolo judaico, o que faz o simbolo judaico no bolo de "noço" Lula?
que gafee!!!!

SOCORRO !!! Meus sais!!!
Isso é um aniversário ou um Bar Mitzvah?
A estrela do bolo tem 6 pontas em vez de 5...huahuahua

E olhem só o modelito da galega para comemorar o aniversário do maridão...huahuahua
Parece a Mamãe Ganso com esse chapéu....
E a boca de Petronilha? (lembram da personagem cômica de Consuelo Leandro?)
Fora a blusita vermelha transparente mostrando o soutien branco pra combinar com a calça??
Isso porque a "bonitona" tem estilista pessoal...imagina se não tivesse!"


Festa em comemoração aos 62 anos de Lula tem convidados restritos



Recebido por e-mail sem autoria do comentarista



Para o casal


*

No fim, a coisa é isso mesmo, como dizia minha avó: "quem nasceu para tostão nunca chegará a vintém." Não há, não houve e nunca haverá "touché" nesse casal.

Existem coisas que não se compra, não se herda, e, muito menos, podem ser impostas...O lado bom da questão, é que também não podem ser "apreendidas".

Seus Talentos, Minhas Paixões

"Em Leões & Cordeiros"


Baixinho convincente

Talento incontestável

Minha paixão antiga - Ícone da Vida

Muita vez

*
Acima de tudo e qualquer coisa que tenha havido em "Vida", a vida me foi quase deslumbrante, como um livro de histórias...promissora!

Se tenho a reclamar, muito mais há para agradecer...coisas "que eu sei" e que nunca ninguém saberá, apenas os elos que estabelecemos e que dentro de "nós" se mantém e sempre se manterão. Se não em nossa memória, mas sempre no coração.

"Tempo...tempo...tempo..."

Para todos os amores, que com muito amor eu amo, nessa Vida Muito Linda!

P.S.: Perdou os meus Caetanos e meus Chicos. Tempo...os tomou e os tornou tão diferentes de mim.

Continuo amando as minhas Bethânias, Alices, Elis, Maisas e Dolores.

Perdida "Alice" a correr atrás do tempo? do Coelho? do Relógio?

Embora tudo, ainda sou uma "Alice" nesse mundo maravilhoso.

Muito bom amigo Passira!

Toinho da Passira

CPMF NA COMISSÃO DE JUSTIÇA DECISÃO NAS MÃOS DE SIMON E MARCO MACIEL UM GAÚCHO E UM PERNAMBUCANO PODEM RESOLVER O DESTINO DO IMPOSTO DO CHEQUE

O gaúcho é um pernambucano a cavalo, se Simon deixar a montaria selada, Maciel avança com a cavalaria

Fontes: Blog do Noblat, Blog do Josias de Souza, Blog da Lucia Hippolito, Folha de São Paulo

Segundo as últimas conclusões dos especuladores e analistas experientes com votações no senado, com disse ontem a cientista política Lúcia Hippolito, está por um triz. Para a votação ir até o plenário, onde o governo ainda batalha para conseguir maioria, tem que passar pela comissão de justiça do Senado, presidida pelo Senador Marco Maciel.

Depois de muita depuração, o placar fixou-se num sensível 12 a favor e 11 contra, o que liquidaria a fatura. Mas há uma expectativa especulativa quanto ao voto do Senador Pedro Simon (PMDB-RS), que em mais de uma ocasião, pronunciou-se contra a excessiva carga tributária e contra a CPMF, em particular.

O que leva o Senador Simon para a contabilidade dos votos favoráveis ao governo foi que na reunião do PMDB que decidia se o partido apoiaria ou não a prorrogação do Imposto, o gaúcho absteve-se. O resultado é que por ampla maioria o PMDB recomendou que a prorrogação fosse apoiada pelos senadores do partido.

Pedro Simon, que costuma chamar o PMDB, de MDB, pois é fundador do partido, sempre primou por obedecer às orientações partidárias, como um gesto de disciplina.

Ninguém consegue arrancar de Simon uma certeza para um lado ou para outro. Mas se na hora, a sua consciência, for maior que a disciplina e ele votar contra a prorrogação, a decisão vai para Marco Maciel, que por orientação do partido, por consciência e por todos os motivos vota contra a CPMF, isso ninguém duvida, e que sepultaria a CPF de vez.

Em nossa opinião Simon vai votar a favor da prorrogação.

*

Passira, é esperar para ver.

quinta-feira, novembro 08, 2007

Poupouri

"Se eu morresse amanhã de manhã,
minha falta ninguém sentiria.
O que eu fui, o que eu fiz,
ninguém se lembraria"

"Ah, a solidão, vai acabar comigo!
Ah, eu já nem sei o que faço e o que digo"

"Dá-me, Senhor

Uma noite sem pensar
Dá-me Senhor
Uma noite bem comum
Uma só noite em que eu possa descansar
Sem esperança e sem sonho nenhum
Por uma só noite assim posso trocar
O que eu tiver de mais puro e mais sincero
Uma só noite de paz pra não lembrar
Que eu não devia esperar e ainda espero."


E por ai vai!

Muitos genios há em uma construção! Um deles está no "link"


Só vendo para crer!

"É fato. É foto"

Hoje eu precisava

De algo lindo assim!


* Estranho...eu amei a foto, e mesmo vendo-a em tamanho tão maior,
eu enxerguei uma garota subindo a escada e não ao pé dela.
Ainda assim, é linda!

quarta-feira, novembro 07, 2007

De volta ao velho e bom fisiologismo

Lucia Hippolito

Finalmente, o PSDB tomou a decisão que já deveria ter tomado há muito tempo.

Não a de votar contra a CPMF, mas a de votar unido.

Desde o início das negociações, ainda na Câmara, vários equívocos foram cometidos, tanto do lado do governo quanto da oposição tucana.

O governo errou muito. Perdeu tempo demais na Câmara, onde tinha maioria folgada.

Rendeu-se às demandas (chantagens) da base aliada, liberou um caminhão de dinheiro em emendas, concordou com nomeações prá lá de polêmicas em áreas sensíveis da administração pública.

(Vamos esperar que não haja mais mensalões, mas é difícil acreditar nisso.)

Depois de aprovar a prorrogação da CMPF na Câmara, o governo passou a errar no Senado.

Perdeu tempo demais defendendo Renan Calheiros, perdeu tempo demais com a base aliada.

O governo errou também quando tratou senadores como deputados.

O senador não é tão dependente assim de verbas de emendas. Não precisa mostrar serviço rapidamente, porque seu mandato é de oito anos.

Sua campanha é, em geral, feita junto com a do candidato a governador, por isso não depende tanto de pequenas benesses do governo. Só das grandes.

Ao perceber o monumental erro que estava cometendo, o governo concordou em sentar para negociar com o PSDB.

Mas os tucanos não se prepararam para esta negociação. Não tinham um discurso unificado, não tinham uma linha de ação política, não tinham estratégia.

Dividiram-se em três grupos, como já foi comentado aqui mesmo no blog: deputados não queriam a CPMF, governadores queriam a CPMF, e senadores não sabiam o que queriam.

Tudo isto foi construindo junto à opinião pública e ao próprio eleitorado tucano uma imagem de adesão ao governo, de atendimento a interesses menores.

(Os governadores Serra e Aécio, que não querem confrontar a popularidade do presidente Lula, manobraram para que a bancada no Senado votasse a favor da prorrogação.

Com algumas concessões, para não parecer adesão pura e simples.)

Mas a coisa foi ficando muito feia para os lados do tucanato.

Os senadores que eram contra a prorrogação da CPMF aliaram-se a deputados e ao ex-governador Geraldo Alckmin, que desde o primeiro momento posicionou-se a favor da extinção da CPMF.

O resultado foi o que se viu na reunião de hoje: nove a quatro. Nove senadores colocaram-se contra a prorrogação, e apenas quatro a favor.

(Contra: Álvaro Dias (PR), Flexa Ribeiro (PA), Artur Virgílio (AM), Papaléo Paes (AP), Marconi Perillo (GO), Marisa Serrano (MS), Mário Couto (PA), Cícero Lucena (PB) e João Tenório (AL). A favor: Tasso Jereissati (CE), Sérgio Guerra (PE), Lúcia Vania (GO) e Eduardo Azeredo (MG).)

Mas mesmo estes quatro decidiram acompanhar a maioria, e o partido deve votar unido contra a prorrogação da CPMF.

E agora?

Bom, agora o governo tem que voltar a negociar com os senadores da base aliada, majoritariamente a poder do velho e bom fisiologismo: nomeações, obras do PAC nos estados, e por aí vai.

O PDT, que pode ser fundamental nesta hora – tem cinco senadores, os cinco votos que podem decidir a parada –, já declarou que sem redução da alíquota, não vota.

E o PMDB? Este não nega fogo. Dependendo da “cesta básica” de oferta fisiológica que o governo apresentar, vota correndo.

O mercado persa que o Executivo instalou no Congresso transfere-se da Câmara para o Senado – e será inesquecível.

Por quê somos conclamados!?

À narcer,
Viver...
Participar?

Muito não é justo e muito "justas" são as situações a que somos expostos.

Enquanto não houver justiça, como proceder?

Eu quero muito saber.

Hoje começa mais um dia, e, por mais um dia, eu sofri o desdém de uma empresa para a qual eu pago, faz quase três anos, mensalmente, o serviço prestado: Net-Vírtua.

Posto aqui o "inútil" protocolo de atendimento: "64278655" - Caso não dê certo, reclamo eu para o Bispo!?

Sim, porque o "padre"...ah, esse está ocupadíssimo em receber seus vizinhos e apaniguados - nada mais, nada menos, apenas uma demonstração da Fé dos mesmos.

O padre empenha-se em confranger (restaurar), um coração, "um eleito", um votante, um voto..."no mínimo" - posso dizer, aqui, como é moda: o seu...(dele, padre), "correria".

Quanta "balela" de todos "Vós"...que nem ao menos sois Rei!

Além do nada que sois...assim sois.
+

Quanto a NET-VÍRTUA e o seu "sistema", tal qual a Rede Globo, eles estão cavando a própria cova.

Dia há de chegar.

terça-feira, novembro 06, 2007

Unificação da Língua Portuguesa

Rude e doloroso
"Minha posição quanto à conveniência ou não de se unificar o português falado no mundo é um destemido "não sei". Talvez não valha o trabalho que dará para mudar regras e hábitos - sem falar em dicionários - e pode-se prever que as mudanças, se vierem, levarão tempo para "pegar". Mas os escritores em português têm um interesse menos acadêmico do que prático na unificação do seu idioma, que aumentaria o mercado em potencial para seus livros. O "rude e doloroso" idioma de Bilac é falado por mais gente do que o francês, mas temos razões para nos queixar da sua relativa obscuridade. Ao contrário da Espanha, que perdeu seu império americano mas deixou um imenso mercado para o García Márquez e o Vargas Llosa, Portugal não foi muito pródigo com a sua língua.

Os navegadores, catequizadores e comerciantes portugueses largaram palavras avulsas pelos caminhos da sua exploração do mundo, como pepitas raras. (Até hoje na Costa Ocidental da África usam a palavra "dash" para gorjeta. Vem do português "deixar", como em "Vou deixar uns trocados para você, ó mameluco!". No Japão, o prato de camarão com legumes fritos chamado "tempura" tem este nome por causa dos portugueses que só comiam peixe durante os "Quattuor Tempora", ou Quatro Tempos, de cinzas e contrição, do ano litúrgico. O "mandarim" chinês vem de "mandar" mesmo, combinado com o sânscrito "mantri", ou conselheiro. Algumas palavras portuguesas andaram pelo mundo e voltaram com seu sentido mudado. "Casta", substantivo, camada social, vem do português "casta" adjetivo. "Fetiche" começou a vida como feitiço. E o "joss" do chinês pídgin, significando ídolo, é uma corruptela do "Deus" chiado dos portugueses).

Mas não deixaram uma língua universal como o espanhol, que não é o mesmo para todos os hispanofônicos mas tem menos diferenças do que as que separam um português dos outros.

E, mesmo com a unificação da gramática e do vocabulário, restaria a questão da pronúncia. Certa vez fui entrevistado por um casal que apresentava o noticiário numa TV do Porto. Meu pânico começou na primeira pergunta, que não entendi. Adivinhei que era sobre a recepção à literatura portuguesa no Brasil e falei no Saramago. A segunda pergunta era parecida com a primeira, só menos inteligível. Fui de Saramago outra vez. A terceira e a quarta, a mesma coisa. Não sei se era para ser uma entrevista rápida mesmo ou se eles desistiram, desconfiando da minha sanidade mental, e não perguntaram mais nada. Pelo menos o "Obrigado" eu entendi. A dicção do casal era especialmente difícil, e a culpa por não entendê-los era minha, mas o português de Portugal muitas vezes nos lembra a descrição do Bilac. Se bem que no caso a rudeza é nossa, da colônia."
Luis Fernando Veríssimo

segunda-feira, novembro 05, 2007

Prestação de Serviços Privados

"Segue abaixo um relato que mandei prá Maria Ines Dolci da Folha (direito do consumidor) e do Instituto Pro Teste sobre o golpe do atendimento pago da NET (e que muitas outras usam hoje). Ela já me respondeu e diz que vai divulgar e presionar direto tb... talvez vcs tb possam espalhar por aí, afinal são mais de 1.000.000 de usuários lesados.

Sou assinante da NET, com serviços de TV, internet (Virtua) e telefone (Embratel). Como volta e meia tenho que telefonar para eles para reclamar de interrupções e outros problemas, acabei percebendo que pago por cada uma dessas ligações (pelo telefone 4004-7777). Consultei, então, o contrato de prestação de serviços, disponível no site da NET ( www.net.tv.br), e verifiquei que por resolução da ANATEL, constante do contrato na cláusula 38, a NET teria que disponibilizar um acesso telefônico gratuito 24h x 7d.


É mesmo um absurdo completo ter que pagar para reclamar de uma falha na prestação de serviço.Fiz uma reclamação direto na Ouvidoria da NET e não consegui mais que um 'vamos encaminhar sua sugestão...'.

Aí, registrei uma reclamação formal na ANATEL. Uma semana depois (ontem), recebi uma ligação da NET em que atenciosamente me foi 'revelado' que há um telefone 0800 para o serviço Virtua e outro para o NETfone. Ambos não divulgados nem no site da empresa, nem em suas faturas.

Portanto, e foi o que declarei à gentil voz que me atendia, só eu, por ter exercido o direito de reclamação e esperneado minha cidadania, saberia do número. Pedi a a ela que passasse aos departamentos responsáveis a demanda de publicação e difusão ampla dos telefones obrigatórios.

Os telefones são 0800-721-0029(NetFone) e 0800-7010358 (Virtua).

Talvez você possa ajudar nesta divulgação e na reafirmação da necessidade de empresas como a NET no mínimo cumprirem seus contratos."


Uma cliente NET-VÍRTUA



Recebida por e-mail sem identificação da reclamante. Testei e os telefones indicados são verdadeiros.



A semana que passou




domingo, novembro 04, 2007

Conto


A Moça Tecelã

"Acordava ainda no escuro, como se ouvisse o sol chegando atrás das beiradas da noite. E logo sentava-se ao tear.

Linha clara, para começar o dia. Delicado traço de luz, que ela ia passando entre os fios estendidos, enquanto lá fora a claridade da manhã ia desenhando o horizonte.

Depois lãs mais vivas, quentes lãs iam tecendo hora a hora, em longo tapete que nunca acabava.

Se era demais o sol, e no jardim pendiam as pétalas, a moça colocava na lançadeira grossos fios cinzentos do algodão mais felpudo. Em breve, na penumbra trazida pelas nuvens, escolhia um fio de prata, que em pontos longos rebordava sobre o tecido. Leve, a chuva vinha cumprimentá-la à janela.

Mas se durante muitos dias o vento e o frio brigavam com as folhas e espantavam pássaros, bastava a moça tecer com seus belos fios dourados, para que o sol voltasse a acalmar a natureza.

Assim, jogando a lançadeira de um lado para o outro e batendo os grandes pentes do tear para a frente e para trás, a moça passava seus dias.

Nada lhe faltava. Na hora de fome tecia um lindo peixe, com cuidado de escamas. E eis que o peixe estava na mesa, pronto para ser comido. Se sede vinha, suave era a lã cor de leite que entremeava o tapete. E à noite, depois de lançar seu fio de escuridão, dormia tranqüila.

Tecer era tudo o que fazia. Tecer era tudo o que queria fazer.

Mas tecendo e tecendo, ela própria trouxe o tempo em que se sentiu sozinha, e pela primeira vez pensou como seria bom ter um marido ao lado.

Não esperou o dia seguinte. Com capricho de quem tenta uma coisa nunca conhecida, começou a entremear no tapete as lãs e as cores que lhe dariam companhia. E aos poucos seu desejo foi aparecendo, chapéu emplumado, rosto barbado, corpo aprumado, sapato engraxado. Estava justamente acabando de entremear o último fio da ponta dos sapatos, quando bateram à porta.

Nem precisou abrir. O moço meteu a mão na maçaneta, tirou o chapéu de pluma e entrou na sua vida.
Aquela noite, deitada contra o ombro dele, a moça pensou nos lindos filhos que teceria para aumentar ainda mais a sua felicidade.

E feliz foi, por algum tempo. Mas se o homem tinha pensado em filhos, logo os esqueceu. Porque , descoberto o poder do tear, em nada mais pensou a não ser nas coisas todas que poderia lhe dar.

- Uma casa maior é necessária - disse para a mulher. E parecia justo, agora que eram dois. Exigiu que escolhesse as mais belas lãs cor de tijolo, fios verdes para os batentes,e pressa para a casa acontecer.

Mas pronta a casa, já já não lhe pareceu suficiente. - Por que ter casa, se podemos ter um palácio? - perguntou. Sem querer resposta, imediatamente ordenou que fosse de pedra com arremates de prata.

Dias e dias, semanas e meses trabalhou a moça tecendo tetos e portas, e pátios e escadas, e salas e poços. A neve caía lá fora, e ela não tinha tempo para chamar o sol. A noite chegava, e ela não tinha tempo para arrematar o dia. Tecia e entristecia, enquanto sem parar batiam os pentes acompanhando o ritmo da lançadeira.

Afinal o palácio ficou pronto. E entre tantos cômodos, o marido escolheu para ela e seu tear o mais alto quarto da mais alta torre.

- É para que ninguém saiba do tapete - disse. E antes de trancar a porta a chave advertiu: - Faltam as estrebarias. E não esqueça dos cavalos!

Sem descanso tecia a mulher os caprichos do marido, enchendo o palácio de luxos, os cofres de moedas, as salas de criados. Tecer era tudo o que fazia. Tecer era tudo o que queria fazer.

E tecendo, ela própria trouxe o tempo em que sua tristeza lhe pareceu maior do que o palácio com todos os seus tesouros. E pela primeira vez pensou como seria bom estar sozinha de novo.

Só esperou anoitecer. Levantou-se enquanto o marido dormia sonhando com novas exigências. E descalça para não fazer barulho, subiu a longa escada da torre, sentou-se ao tear.

Desta vez não precisou escolher linha nenhuma. Segurou a lançadeira ao contrário, e, jogando-a veloz de um lado para o outro, começou a desfazer os seus tecidos. Desteceu os cavalos, as carruagens, as estrebarias, os jardins. Depois desteceu os criados e o palácio e todas as maravilhas que continha. E novamente se viu na casa pequena e sorriu para o jardim além da janela.

A noite acabava quando o marido, estranhando a cama dura, acordou, e espantado olhou em volta. Não teve tempo de se levantar. Ela já desfazia o desenho escuro dos sapatos, e ele viu seus pés desaparecendo, sumindo as pernas. Rápido, o nada subiu-lhe pelo corpo, tomou o peito aprumado, o emplumado chapéu.

Então, como se ouvisse a chegada do sol, a moça escolheu uma linha clara. E foi passando-a devagar entre os fios, delicado traço de luz, que a manhã repetiu na linha do horizonte."

Marina Colasanti, in Doze Reis e a Moça no Labirinto do Vento

sábado, novembro 03, 2007

Muita, tanta, tamanha, indignação

"Mentiram-me.

Mentiram-me ontem
e hoje mentem novamente.
Mentem de corpo e alma completamente.
E mentem de maneira tão pungente
que acho que mentem sinceramente.

Mentem sobretudo impunemente.
Não mentem tristes,
alegremente mentem.
Mentem tão nacionalmente
que acho que mentindo história a fora
vão enganar a morte eternamente.

Mentem, mentem e calam
mas nas frases falam e desfilam de tal modo nuas
que mesmo o cego pode ver a verdade em trapos pelas ruas.
Sei que a verdade é difícil e para alguns é cara e escura,
mas não se chega à verdade pela mentira
nem à democracia pela ditadura.

Evidentemente crer que uma flor nasceu em Hiroshima
e em Auschwitz havia um circo permanentemente.

Mentem, mentem caricaturalmente,
mentem como a careca mente ao pente,
mentem como a dentadura mente ao dente
mentem como a carroça à besta em frente,
mentem como a doença ao doente,
mentem como o espelho transparente
mentem deslavadamente como nenhuma lavadeira mente ao ver a nódoa sobre o rio
mentem com a cara limpa e na mão o sangue quente,
mentem ardentemente como doente nos seus instantes de febre,
mentem fabulosamente como o caçador que quer passar gato por lebre
e nessa pilha de mentiras a caça é que caça o caçador
e assim cada qual mente indubitavelmente.

Mentem partidariamente,
mentem incrivelmente,
mentem tropicalmente,
mentem hereditariamente,
mentem, mentem e de tanto mentir tão bravamente
constróem um país de mentiras diariamente."


(Por Afonso Romano de Sant'Anna)

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