"Deus me respeita quando eu trabalho. Mas me ama quando eu canto."

terça-feira, junho 16, 2009

AIATOLÁ LULA, O NOSSO CHANCE

Mais uma "pérola" para a coleção de "o cara"!

Blog Reinaldo Azevedo

O mais espantoso na fala do Apedeuta sobre o Irã é que ele se mostra mais, como direi?, conservador do que o próprio Ali Khamenei, o aiatolá que manda no país. O chefão mandou apurar as acusações de irregularidade. Duvido que resulte em alguma coisa. Para quem ainda não entendeu, o Irã é uma ditadura — com características peculiares, como são todos os regimes de força. Já o aiatolá Lula acredita que a gritaria não passa de choradeira de perdedor — como num confronto, disse, entre Flamengo e Vasco.

É claro que há na comparação a idiotia típica do companheiro. Lula só fala em futebol. Suas metáforas vêm sempre do campo e passam como sabedoria para aquele bando de puxa-sacos que o cerca. Como já escrevi aqui, a exemplo da personagem Chance, do filme Muito Além do Jardim (inspirado no romance O Vidiota, de Jerzy Kosinski), Lula vê qualquer coisa pelo ângulo da sua especialidade — ou quase: o futebol.

Se você não viu, leitor, tem de assistir ao filme, dirigido por Hal Ashby. Ou ler o livro. Chance (Peter Sellers) é jardineiro e passa seus dias entre as plantas e a televisão. É analfabeto. Aprendeu o pouco que sabe de ouvido. Um dia seu patrão morre, e ele é posto na rua. É atropelado por Benjamin Rand (Melvyn Douglas), um ricaço. Quando volta a si e perguntam o seu nome, responde “Chance, o jardineiro”. Confundem o “gardener” com “Gardner” — haveria um tal Chance Gardner, homem muito sábio, chegado a tiradas filosóficas. E ele é, então, levado a conhecer o círculo de amigos de Rand — incluindo a mulher do empresário, Eve (Shirley MacLaine), que se apaixona pelo suposto Chance Gardner sem saber que se trata de “Chance, gardener”.

O filme é bom, mas o livro é mais divertido. A fita, se bem me lembro, omite ou é muito discreta nas cenas em que mais de uma pessoa tenta fazer sexo com Chance. O “gardener”, coitado, não sabe como reagir. Os seus vasos e canteiros não tinham aquelas coisas… Chance encanta os poderosos. Chega a conhecer o presidente dos EUA. É cotado para sucedê-lo porque, dizem, é preciso alguém com o seu “perfil”, acima das divergências, na política americana.

E qual é o segredo de Chance? Falar de plantas o tempo todo. Se alguém lhe pergunta como enfrentar o perigo soviético, ele manda ver (estou dando exemplos apenas possíveis; meu livro está aqui em algum lugar…): “Num jardim, as ervas daninhas têm de ser contidas antes que tomem conta de todo o canteiro”. E os presentes se espantam: “Ohhh, isso quer dizer que…” E como fazer para enfrentar aqueles que são hostis ao próprio país? “Devemos cultivar plantas de diferentes espécies porque, num jardim, a graça está na variedade”. E os ouvintes: “Ah, entendi…” E Chance vira uma referência naquele círculo de amigos. Ele percebe que dar aquelas respostas faz sucesso. Até que…

Bem, aí vejam o filme ou leiam o livro.

2 comentários:

Silvio Koerich disse...

Reinaldo azevedo é o cara!

Ana Maria Cordovil disse...

Sim, um dos melhores!

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